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Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos

DECRETO Nº 99.476, DE 24 DE AGOSTO DE 1990

Simplifica o cumprimento de exigência de prova de quitação de tributos e contribuições federais e outras imposições pecuniárias compulsórias.

        O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto no Decreto n° 99.179, de 15 de março de 1990, que instituiu o Programa Federal de Desregulamentação,

        DECRETA:

        Art. 1° A prova de quitação de tributos e contribuições federais, assim como de multas e outras imposições pecuniárias compulsórias, somente será exigida nas seguintes hipóteses:

        I - transferência de domicílio para o exterior;

        II - concessão de concordata e declaração de extinção das obrigações do falido;

        III - venda de estabelecimentos comerciais ou industriais por meio de leiloeiro;

        IV - participação em licitação pública promovida por órgão da administração Pública Federal direta, autárquica ou fundacional, bem assim por entidade controlada direta ou indiretamente pela União; e

        V - operação de empréstimo ou financiamento, junto a instituição financeira oficial.

        § 1° A prova de quitação será feita mediante:

        a) certidão emitida pelo Departamento da Receita Federal ou pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, nas hipóteses previstas nos incisos I, II e III;

        b) apresentação do Certificado de Regularidade de Situação Jurídico-Fiscal (CRJF), conforme o disposto no Decreto n° 84.701, de 13 de maio de 1980, na hipótese do inciso IV; e

        c) declaração firmada pelo próprio interessado ou procurador bastante, sob as penas de lei, na hipótese do inciso V.

        § 2° Se comprovadamente falsa a declaração de que trata o inciso III, sujeitar-se-á o declarante às sanções civis, administrativas e criminais previstas em lei.

        Art. 2° Equivale à prova de quitação a ausência do nome do interessado na relação de devedores fornecida pelo Departamento da Receita Federal aos órgãos e entidades da Administração Pública Federal direta, autárquica e fundacional, relativamente a débitos não inscritos como Dívida Ativa da União.

        Parágrafo único. O disposto neste artigo não impede a cobrança de dívidas que vierem a ser apuradas.

        Art. 3° Para efeito de julgamento de partilha ou de adjudicação, relativamente aos bens dos espólios e às suas rendas, o Ministério da Economia, Fazenda e Planejamento, através do Departamento da Receita Federal, prestará aos Juízos as informações que forem solicitadas.

        Parágrafo único. A apresentação de certidão poderá ser feita pelo próprio interessado diretamente ao Juízo.

        Art. 4° A prova de quitação não será exigida das microempresas, conforme definidas pela Lei n° 7.256, de 27 de novembro de 1984.

        Art. 5° A inobservância do disposto neste decreto sujeitará os infratores às sanções legais cabíveis.

        Art. 6° Este decreto entra em vigor na data de sua publicação.

        Art. 7° Revogam-se o Decreto n° 97.834, de 16 de junho de 1989, e demais disposições em contrário.

        Brasília, 24 de agosto de 1990; 169° da Independência e 102° da República.

FERNANDO COLLOR
Zélia M. Cardoso de Mello

Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 28.8.1990