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Notícias 20/8/07
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Ministra da Igualdade Racial modera painel da 2ª Conferência das Mulheres
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No segundo dia de conferência, sábado (18), sociedade civil e governo federal se detiveram na avaliação do processo e nos resultados obtidos pelas políticas de inclusão social das mulheres. No painel Plano Nacional de Políticas para as Mulheres: Balanços e Perspectivas, moderado pela ministra da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, as falas dos expositores reportaram para o protagonismo das mulheres e superação das barreiras sociopolíticas que ainda dividem as oportunidades no Brasil.

Anfitriã da conferência, a ministra Nilcéa Freire fez um convite às delegadas e convidadas presentes. “É um momento de olhar para o Plano [Nacional de Políticas para as Mulheres] e corrigí-lo. Sabemos que remete pouco ao pacto federativo, mas exprime o compromisso do governo federal. O Plano precisa ser estadualizado. Queremos municipalizar o Plano”, ressaltou a ministra das Mulheres também conclamando os demais poderes a “entender as mulheres”.

Respeito às identidades
Sensibilizando o público, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, iniciou sua exposição dizendo que o desenvolvimento sustentável é um compromisso étnico das nações com os que ainda não nasceram, referindo-se a um provérbio africano de que os recursos naturais são um empréstimo e como tal devem ser entregues da mesma forma como foram concedidos. Evidenciou a incoerência das riquezas brasileiras, constrastando-as as pessoas que vivem com menos de um dólar por dia. “Não acredito em projetos homogêneros que diluam as diferenças. As pessoas são movidas por sonhos. Nós temos a responsabilidad de saber quais os porta-vozes do nosso futuro”, resgatou Marina Silva o respeito e a valorização das identidades e das diversidades.

Numa escala evolutiva das conquistas das mulheres, a ministra do Meio Ambiente lembrou: “em menos de 60 anos nós, mulheres, tomamos as ferramentas masculinas. Durante anos nos tornaram incapazes, inclusive de cuidarmos de nós mesmas. Todos seres humanos são iguais, no entanto, faltam oportunidades iguais para todos”., analisou.

Participação social
Desenvolvendo o tema “O Plano Nacional de Políticas para as Mulheres como resultado da participação da sociedade e como instrumento de controle social”, o ministro da Secretaria-geral, Luiz Dulci, que as classes populares se capacitaram e estão chegado ao poder para transformar a sociedade. “Para um governo de transformação como o nosso, com erros e acertos, a participação social é tão importante como os resultados de um processo”, ponderou o ministro que objetiva estimular a capacitação de conselhos municipais e estaduais para qualificar as gestões e o monitoramento das políticas públicas.

“Estamos demarcando diferenças na história”, refletiu a ministra da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro ao mencionar o papel fundamental do movimento social no processo político e o trabalho do governo federal a partir do reconhecimento das desigualdades, para formulação de políticas públicas e instrumentos, como os planos nacionais, para dar conta da superação das disparidades entre os grupos sociais.

De acordo com Ribeiro, a superação das desigualdade de gênero e raça/etnia deve ser conjugada com a distribuição de renda. “Nosssas diferenças não devem ser elementos para que sejamos desiguais na política e na cidadania. Estamos falando de relações políticas, gênero e raça, portanto, são  questões estruturais. Não podemos esquecer que se tratam de situações de privilégios sociais, em que as mulheres negras, indígenas e ciganas estão e sempre estiveram em desvantagem”, apontou Matilde Ribeiro.

Interiorização
Mobilizando 195 mil mulheres nas conferências municipais e estaduais e 3 mil no evento nacional, a 2ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres expandiu a discussão sobre as questões de gênero e políticas públicas país afora, desde março deste ano.

Delegações de todos os estados do país acompanham ao longo desta segunda-feira (20), na Plenária Final, as deliberaçãos sobre as diretrizes do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres e as recomendações extraídas dos grupos de trabalho que trataram do eixo mulheres nos espaços de poder. O encerramento da conferência está marcado para as 17h, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.


Assessoria de Comunicação Social Seppir/PR

 
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