Crianças e adolescentes quilombolas de todo o Brasil se reúnem em Brasília entre os dias 2 e 3 de julho, durante o I Quilombinho – Encontro Nacional de Crianças e Adolescentes Quilombolas. Durante dois dias, cerca de 100 meninas e meninos participam de atividades como oficinas de políticas públicas, educação e cultura, música, dança e brincadeiras, todas voltadas para o fortalecimento das identidades e da participação de crianças e adolescentes que vivem em comunidades remanescentes de quilombos.
A abertura do evento será às 9 horas, no Palácio do Planalto. Que prevê com a participação das crianças, o pronunciamento das autoridades, a exibição do vídeo Meu quilombinho e a consagração de Zanauande. Em seguida à abertura as crianças e adolescentes do I Quilombinho seguem para o centro de treinamento da CNTI (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria). Serão dois dias de intensas atividades de oficinas com gestores de governo e os adolescentes quilombolas sobre os principais problemas e soluções, que vêm impactando a vida de crianças e adolescentes quilombolas no País.
Artistas como Lecy Brandão, madrinha do evento, da lalorixá Maria Venina Carneiro Barbosa, do Maranhão e cerca de 100 crianças e adolescentes quilombolas e lideranças comunitárias, entre outros, estarão juntos realizando os rituais de abertura do I Quilombinho. Também estarão presentes o vice-presidente da República, José de Alencar, a Ministra da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, o Ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vanucchi, a representante do UNICEF no Brasil, Marie Pierre Poirier, o coordenador da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), Dione Martins de Jesus, e a presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), Carmem Oliveira.
O Brasil tem hoje, em números estimados, cerca de 900 mil crianças quilombolas de 0 a 17 anos. Boa parte é invisível às políticas públicas. Dados revelam , por exemplo, que crianças quilombolas com menos de 1 ano morrem sem antes mesmo de obter sua certidão de nascimento. Buscando mudar este quadro, governo o UNICEF a e sociedade civil vêm desenvolvendo, desde 2003, estratégias de mobilização voltadas para dar visibilidade a esta realidade; pautar o tema da infância e adolescência quilombola nas agendas dos governos e promover um amplo processo organizativo voltado para o protagonismo dessas crianças e adolescentes. O que se espera é construir um diálogo permanente entre essas comunidades e o Estado para construção e consolidação de políticas públicas para a infância e adolescência quilombola.
Cerimônia de Abertura do I Quilombinho – Encontro Nacional de Crianças e Adolescentes Quilombolas
Data: 2 de julho de 2007
Horário: 9h
Local: Palácio do Planalto – Salão Oeste (Praça dos Três Poderes) – Brasília/DF)
Oficinas e demais atividades do encontro
Data: 2 a 3 de julho de 2007
Local: CNTI (Confederação Nacional dos Trabalhadores da Indústria), localizado na BR 040 - Km 9,5) – Luziânia (GO).
Assessoria de Comunicação Social Seppir – PR
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