A revitalização dos clubes negros e o reconhecimento como patrimônio cultural brasileiro permearam toda a reunião de trabalho de comissão representativa, indicada durante o 1º Encontro Nacional de Clubes e Sociedades Negras, ocorrido em novembro de 2006 na cidade de Santa Maria (RS), nesta segunda-feira (4/6), em Brasília.
Recebidos pela diretoria e área técnica da Subsecretaria de Políticas de Ações Afirmativas, o grupo composto por clubes e sociedades negras do Rio Grande do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro reiterou os pleitos listados na Carta de Santa Maria, onde fizeram um diagnóstico da situação atual e um resgate do histórico.
Entre os pontos constantes no documento, destacam-se: o reconhecimento como patrimônio cultural do Brasil através de encaminhamentos para o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e Fundação Cultural Palmares; formação de gestores nas áreas de preparação de projetos e intervenção no orçamento inclusive no PPA (Plano Plurianual); desenvolvimento de ações afirmativas nos clubes e sociedades negras, como inclusão digital, esporte, cursos preparatórios e de qualificação para a comunidade negra; formação dos gestores dos clubes em museologia comunitária; criação de edital específico para mapeamento do patrimônio material e imaterial dos clubes e sociedades negras em âmbito nacional e para participação do Programa Cultura Viva – Pontos de Cultura; revitalização dos espaços físicos; elaboração de cadastro nacional dos clubes negros por meio do Iphan e criação de secretarias, coordenadorias e/ou diretorias para públicas públicas para a comunidade negra em municípios e estados.
Origem
Os clubes negros surgiram, em meados do século XIX, como alternativa de sociabilidade negra, resistência e fraternidade. Muitos deles no período escravista estimularam uma rede de solidariedade para custeio de funerais e apoio a famílias com dificuldades econômicas.
Assessoria de Comunicação Social Seppir/PR
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