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Notícias 20/3/06
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Araraquara mobiliza região para tratar de políticas de igualdade racial

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A AEPIR (Assessoria Especial de Promoção da Igualdade Racial) da Prefeitura Municipal de Araraquara realizou, no último dia 17, uma reunião com diversos representantes do movimento negro da região. O encontro contou com a presença de Jorge Luiz Carneiro Macedo, diretor de programas da Subsecretaria de Políticas de Ações Afirmativas da SEPPIR (Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial). Participaram também representantes das cidades de São Carlos, Piracicaba, Tietê, Matão e Bauru.

"Queremos construir junto com a região para trabalhar ativamente", salientou Washington Andrade, assessor especial de Promoção da Igualdade Racial de Araraquara. Ele anunciou a criação do Centro de Referência Afro, parceria da prefeitura e o NUPE (Núcleo Negro da Unesp para Pesquisa e Extensão) como espaço adequado para os primeiros tramites da agenda única para a região central. "Queremos dividir esse espaço com toda a região", enfatizou Andrade.

Ações afirmativas
O diretor de Políticas de Ações Afirmativas, Jorge Luiz Carneiro de Macedo, destacou o mérito do governo Lula em relação às questões raciais ao criar a Seppir. "O presidente Lula reconheceu que há racismo no país e está promovendo políticas públicas para a igualdade racial", afirmou. "Mesmo com as dificuldades, o debate está sendo promovido", disse Carneiro.

Entre diversos assuntos citados pelo diretor, foi lembrada a lei nº 10.639, que torna obrigatória a inclusão, no currículo das escolas de ensino fundamental e médio, o estudo da História e Cultura Afro-Brasileira - o que resgata a contribuição da raça negra nas áreas sócio-econômica, política e cultural do cenário brasileiro. A lei também propõe que os calendários escolares incluam o dia 20 de novembro como Dia Nacional da Consciência Negra.

Jorge Carneiro também destacou, em suas considerações, o Baile do Carmo de Araraquara - evento social da comunidade negra tradicional e famoso em todo o Estado. Para ele, o Baile deveria ser reconhecido como patrimônio, propondo que seja feita uma pesquisa sobre o evento devido à sua representatividade para a população negra da região.

Assessoria de Comunicação Social - Seppir / PR

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