Belo Horizonte adere ao Fórum Intergovernamental de Promoção da Igualdade Racial

 
A Prefeitura de Belo Horizonte (MG) aderiu, no último dia 17, ao Fipir (Fórum Intergovernamental de Promoção da Igualdade Racial), composto por 46 representantes de vários órgãos da administração municipal. A solenidade, ocorrida no Espaço Municipal, teve a presença de Maria do Carmo Ferreira da Silva, coordenadora do Fipir na Seppir.

O fórum de Belo Horizonte é presidido pela Coordenadoria dos Assuntos da Comunidade Negra da Secretaria Municipal de Direitos de Cidadania e busca realizar ações integradas de atendimento e combate à discriminação da população negra e outros segmentos étnico-raciais na capital mineira. “O que nós queremos com a participação de todas as secretarias é construir um plano municipal de política de promoção da igualdade racial na cidade, e fazer com que essa política seja transversal, que mobilize o poder público e atinja a população como um todo”, disse a coordenadora dos Assuntos da Comunidade Negra da prefeitura, Maria das Graças Rodrigues. A primeira reunião do grupo será ainda este mês, para definir as diretrizes da política no município.

Depois da cerimônia de adesão ao Fipir, houve a conferência “A implementação de Políticas Públicas de Promoção da Igualdade Racial: avançando em direção à eqüidade”, proferida pela historiadora e professora Wânia Sant'Anna, assessora do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) e da Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase). “Toda mudança de procedimento na esfera dos serviços públicos precisa ser orientada pelos gestores públicos. Eles têm autoridade e obrigação de atuar para que as situações de discriminação não ocorram, incluindo a destinação adequada de recursos para atendimento dessa parcela da população que, classicamente, está no patamar de maior vulnerabilidade e de exclusão”, afirmou Wânia Sant’Anna .

Segundo a historiadora, as instituições públicas têm um papel fundamental no combate à discriminação racial, pois são responsáveis por criar as regras, definir os públicos prioritários das ações e aplicar verbas. Wânia Sant’Anna defendeu ainda que a população negra seja ouvida pelo poder público, para que os gestores identifiquem as situações de discriminação e elaborem uma política efetiva de combate ao racismo e de promoção da igualdade racial.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Belo Horizonte