| Ministra da Igualdade Racial abre solenidade do Dia Nacional do Cigano |
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O governo brasileiro comemorou pela primeira vez na última quinta-feira, 24 de maio, o Dia Nacional do Cigano, instituído por meio de um decreto presidencial, em 2006, para atender a demanda das comunidades ciganas brasileiras.
Foi realizada uma solenidade no Salão Negro do Palácio da Justiça, em Brasília, com a participação da ministra Matilde Ribeiro, do presidente da Empresa de Correios e Telégrafos, Carlos Henrique Custódio, do secretário-executivo da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH), Ivair Augusto, do secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (MinC), Sérgio Mamberti, e do representante dos ciganos no Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR), Cláudio Yovanovitch, além de ciganos das etnias rom e calon, que fizeram uma apresentação música e dança.
A Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) coordena um grupo de trabalho interministerial encarregado de desenvolver políticas públicas para a inclusão dos ciganos, do qual participam SEDH, os ministérios da Saúde (MS), Educação (MEC), Cidades (MCidades), Previdência Social (MPS), Trabalho e Emprego (MTE), Cultura e Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).
Cláudio Yovanovitch afiou emocionado que pela primeira vez na história os ciganos foram convocados por um presidente da República para apresentar seus anseios e dificuldades. "Agradeço ao presidente (Lula) e a todos que demonstraram que esse país é diferente, causa inveja e oferece um exemplo para o mundo".
Durante a cerimônia, Sérgio Mamberti, anunciou o lançamento do 1º Prêmio Culturas Ciganas, no valor total de R$ 200 mil, cujo edital será publicado pelo ministério ainda neste ano. E também a entrega do Relatório do Grupo de Trabalho para as Culturas Ciganas do MinC, que estabelece metas para inclusão sócio-cultural dos povos ciganos. Afirmou ainda que será assinado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), pelos ministérios da Educação, Saúde e pela Seppir um protocolo de intenções para efetuar diagnóstico da situação desses povos.
A Empresa de Correios e Telégrafos lançou carimbo e selo alusivos à data comemorativa. Segundo o presidente da empresa, Carlos Henrique Custódio, o selo resgata a trajetória dos povos nômades e sua relação com a natureza. É um expressivo veículo de comunicação universal cujo compromisso é enaltecer os povos e suas culturas. "Coragem, sabedoria e liberdade são valores que permitem aos ciganos amar todas as pátrias por onde andam", disse.
Ivair Augusto, que representou o ministro Paulo Vanucci, da SEDH, avalia que os ciganos têm problemas que exigem uma postura ousada do poder público. "O governo se articula para fornecer documentação a todos os brasileiros, o que abre acesso à educação", disse. Augusto afirmou ainda que os ciganos estão no Brasil desde o século XVI e sua relação com a população negra foi parte importante da luta pela abolição da escravidão no Brasil.
A ministra Matilde Ribeiro lembrou que as ações federais voltadas aos ciganos – que somam cerca de 600 mil pessoas no Brasil – iniciaram a partir da interlocução da Seppir com as etnias rom e calon, aprofundada na 1ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial. E enalteceu a contribuição de todos os povos à formação brasileira. "As nossas diferenças devem ser entendidas como formas de nos valorizar como nação. Por sua multiplicidade, o Brasil consegue trabalhar com solidariedade e construção conjunta", afirmou.
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