Dia Nacional do Samba comemorado em Salvador, no Rio e no DF

 
Este ano o Dia Nacional do Samba, comemorado sempre no dia 2 de dezembro, foi antecipado na capital baiana com uma caminhada que reuniu no último domingo (30/11) sete trios elétricos que desfilaram do Campo Grande à Praça Castro Alves. Apesar da forte chuva, cerca de 100 mil foliões participaram da festa, fazendo uma prévia do carnaval 2009, que no próximo ano homenageará os afoxés, lembrando os 60 anos dos Filhos de Gandhi.

Samba no trem, na rodoviária e no quilombo – No Rio de Janeiro foi realizada a 13ª edição do Trem do Samba, evento no qual quatro trens saem da estação Central do Brasil com seus vagões ocupados por várias rodas de samba de grupos tradicionais da cidade.

A festa carioca ficou completa com a roda de samba e feijoada organizada pelos quilombolas urbanos da Pedra do Sal, na Praça Mauá, Zona Portuária do Rio. O evento homenageou os falecidos sambistas Luiz Carlos da Vila e Claudio Camunguelo, e foi iniciada com a lavagem da Pedra do Sal, local de comércio de negros na época da escravidão.

Em Brasília a data foi comemorada com uma grande roda de samba na plataforma inferior da rodoviária da cidade.

Patrimônio imaterial – O Dia Nacional do Samba presta uma homenagem ao compositor carioca Ary Barroso na data em que o músico conheceu Salvador, cidade que, mesmo sem conhecer, já era cantada por ele em sucessos, a exemplo de “Na Baixa dos Sapateiros”. A data acabou se tornando nacional, uma vez que o samba é um dos ritmos mais populares do Brasil e atualmente consegue ter adeptos em todas as camadas sociais da população. No início deste século, foi tombado como Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

“Consagrado como obra-prima do patrimônio oral e imaterial da humanidade, o samba é o ponto de confluência de culturas e síntese da formação da nossa nacionalidade. É vida, bem maior a ser protegido pela Constituição Federal do nosso país. Este momento celebra as velhas guardas das tradicionais escolas de samba do Rio de Janeiro e os jovens sambistas do nosso tempo que jamais deixarão o samba morrer. Mas é preciso fazer outras reparações, outras construções de valorização e fortalecimento que contemplem o samba rural paulista, o samba do recôncavo baiano entre outras vertentes deste patrimônio de matriz africana presentes em nosso país”, afirmou recentemente o ministro da Igualdade Racial, Edson Santos.