Por Elaine Cotta e Adriana Nicácio
Em uma pesquisa feita pelo Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade, com base em dados da Pnad, do IBGE e publicada na Revista Dinheiro,. Os números apontam que em 2004, os afrodescendentes eram 15,8% da elite (representada pelo 1% mais rico do País), um avanço em relação aos 9,1% verificados em amostra semelhante realizada em 1992.
“Esse é um resultado importante que deve ser festejado”, disse à DINHEIRO Hélio Santos, professor da Fundação Visconde de Cairu, da Bahia. Segundo ele, essa mudança começou a acontecer graças a uma série de políticas públicas voltadas para a inclusão social dos negros que começaram a ser desenvolvidas a partir dos anos 90. “Mas o ideal seria estar nos 25%”, afirma. O economista Mário Theodoro, da Universidade de Brasília, concorda.
Ele, a pedido do Instituto Ethos, mensurou quanto o racismo custa para o Estado brasileiro e chegou a um número: R$ 67,2 bilhões. Esse, segundo ele, é quanto o Brasil deixou de investir ao longo da História –e que teria de investir a partir de agora-- para reduzir o fosso que existe entre negros e brancos quando se fala em educação, habitação e saneamento.
“Essa é uma discussão que apenas começou a aflorar. Ainda falta muito para chegarmos ao ideal”, afirma. Hélio Santos lembra que o Brasil tem 80 milhões de negros, ou o dobro da população Argentina, que historicamente esperam por uma chance de inclusão social.
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