A Conferência Regional das Américas foi uma oportunidade para que representantes de governos e da sociedade civil do Hemisfério, seis anos após a Conferência Preparatória de Santiago, tomassem conhecimento e avaliassem os processos de implementação da Declaração e do Plano de Ação de Durban, aprovado na III Conferência Mundial contra o Racismo na África do Sul.
A conferência diagnosticou que, nos últimos anos, aumentou a conscientização sobre a discriminação e o racismo, atingindo resultados significativos em nível mundial. Entretanto, muito desafios também foram identificados, como a necessidade de incluir no tema da equidade racial e do combate à discriminação nos diálogos governamentais em nível bilateral e regional.
O grande diferencial dessa conferência foi o estabelecimento do diálogo direto entre governos e sociedade civil, com representatividades nas diversas etnias. Não teve, portanto, o objetivo de aprovar documentos, mas a identificação de consensos e compromissos alcançados pelos governos e pelas organizações da sociedade civil visando dar um novo impulso em ações para a erradicação do racismo, da xenofobia, da discriminação e da intolerância, adotados pela Conferência de Santiago do Chile.
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