Projeto Gênero e Diversidade na Escola capacita 1,2 mil professores
 

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

O governo federal lançou na última quarta-feira (24) o projeto Gênero e Diversidade na Escola. Por meio dele, professores de 5ª a 8ª série das escolas públicas serão capacitados para combater o preconceito em sala de aula. A iniciativa visa evitar atitudes preconceituosas em relação às mulheres, negros, índios, portadores de deficiência física, homossexuais e bissexuais. A primeira turma começa ainda neste mês e terá 1,2 mil educadores de Dourados (MS), Porto Velho (RO), Maringá (PR), Salvador (BA), Nova Iguaçu (RJ) e Niterói (RJ).

Em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, as prefeituras firmaram acordo com o governo federal. Os governos estaduais também participarão do projeto piloto. A partir de setembro, outros 30 mil professores vão passar pelo curso, que será levado para todo o país.

A ação é uma parceria da Seppir, Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Ministério da Educação e do Conselho Britânico no Brasil. O Reino Unido já incluiu a diversidade de gênero, raça e orientação sexual no ensino escolar. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do lançamento do projeto no Palácio do Planalto.O investimento total é de R$ 723 mil, sendo R$ 603 mil provenientes do governo federal e R$ 120 mil do conselho.

O governo federal assume o custo do projeto. Em contrapartida, os Estados deverão disponibilizar logística para a realização do curso, como laboratórios de informática. O ministro da Educação, Fernando Haddad, destacou que a iniciativa aprimora a formação cidadã dos alunos.

Para a ministra Matilde Ribeiro, o projeto inova a metodologia de ensino brasileira: "Essa iniciativa respeita a identidade dos educadores, como homens e mulheres, e abre espaço para que a sala de aula seja um local de aprendizagem das diversidades humanas". Já a ministra da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, Nilcéa Freire, classificou a iniciativa como forma de "desconstruir os preconceitos e a discriminação".