A convite da Secretaria Executiva de Educação/Coordenadoria de Educação, vinculado ao Núcleo Temático Identidade Negra na Escola, o diretor da Subsecretaria de Políticas de Ações Afirmativas da Seppir, Jorge Carneiro, participou do ciclo de palestras Agosto Negro na Educação, em Maceió (AL). Carneiro proferiu a palestra “A Negação Social e a História Oficial do Racismo no Brasil”, no Palácio República dos Palmares, para um público formado por 200 profissionais da comunidade das escolas públicas alagoanas.
Segundo o diretor da Seppir, o Agosto Negro na Educação, tem como objetivo criar espaços em movimento que busquem inserir e consolidar no contexto e currículo educacional o real conhecimento da história e dos parâmetros que a moldaram, impulsionando a leitura das conseqüências perversas do racismo que submete o ideário social e escolar aos conceitos escravizantes e hegemônicos, desrespeitando a diversidade e a pluralidade cultural e étnica das nações.
Referência histórica
O (Black Agost) Agosto Negro surgiu na década de 70 na Califórnia, nos Estados Unidos, caracterizando-se como um mês de grande significado para a cultura negra por ser uma data de resistência contra à repressão e de esforços individuais e coletivos contra o racismo.
Na época, o movimento foi comandado pelo grupo americano Black/New Afrikan Liberation Moviment e nasceu a partir de ações de homens e mulheres que lutaram contra as injustiças sobre os afrodescendentes. A repercussão positiva do movimento negro norte-americano originou adaptações do Black Agost à realidade local de outros países - como Cuba, Jamaica, África do Sul, França e Rússia - que enfrentam a discriminação e desigualdade racial.
Organização
Nesta perspectiva, a Secretaria Executiva de Educação/ Coordenadoria de Educação, através do Núcleo Temático Identidade Negra na Escola e o Ministério de Educação, através da Secretaria de Educação, Alfabetização e Diversidade, realizou neste mês o Ciclo de Palestras “Agosto Negro na Educação” - buscando construir e consolidar movimentos permanentes para a promoção da abolição de idéias, conceitos, preconceitos que interferem na construção do ideário social.
Alicerçado na implementação da Lei nº10.639/03, que criou a obrigatoriedade do estudo da África e dos afro-descendentes no currículo escolar, o ciclo de palestras Agosto Negro na Educação tem como público alvo os segmentos da comunidade escolar. Constaram na programação: palestras, exibição de “spots”, lançamento do documentário: “A Construção da Identidade Negra na Educação de Alagoas”, oficinas e debates. |