Milagrimas canta e encanta cúpula Brasil,Índia e África do Sul
 

Dentro  da programação cultural  da  reunião  da  Cúpula Brasil África do Sul, a a Secretária Adjunta da Secretaria Especial de Políticas de  Promoção  da Igualdade Racial,-SEPPIR,  Maria do Carmo Ferreira, acompanhou autoridades e  empresários  dos três países em uma apresentação do  projeto social unidos em Milágrimas que  mostra a cultura sul-africana de canto à capela formado por  jovens de comunidades carentes de São Paulo.

Para provar que a ligação entre a cultura brasileira e a africana não fica apenas nos ritmos e batuques dos tambores, o coreógrafo e bailarino Ivaldo Bertazzo montou o espetáculo de dança Milágrimas, que  esteve em cartaz no Sesc Pinheiros, em São Paulo. A inspiração veio dos rituais e canto à capela da África do Sul - o Isicathamiya. do espetáculo é composto  por 41 bailarinos que  fazem parte do Projeto Dança Comunidade, criado na década de 70, e  que leva a arte a jovens da periferia de São Paulo e Rio de Janeiro.

A emoção e a beleza brotam do palco através da coreografia e da trilha sonora escolhida pelos músicos Benjamim Taubkin e Arthur Nestrovski. Canções de Dorival Caymmi, Nelson Cavaquinho e Itamar Assumpção foram escolhidas como forma de unir a cultura brasileira às tradições africanas. "O espetáculo mostra, também, um pouco da história da nossa música popular brasileira, que é infinita, imensa, e eu acho que esses jovens têm que conhecer", salienta Bertazzo. Para ensinar o canto à capela aos músicos e bailarinos, o coreógrafo trouxe ao  Brasil, os sul-africanos Kholwa e Brothers, que acompanharam os ensaios durante três meses.

Esse é o segundo espetáculo de Bertazzo com o Dança Comunidade. O primeiro foi Sanwaad, que entrelaçava as culturas brasileira e indiana. Milágrimas deve percorrer outras cidades brasileiras.

A Secretária Adjunta Maria  do Carmo, salientou  a importância da   escolha da África como tema de confluência da cultura brasileira,” pois  quando se fala em África, há distintas linguagens ainda  não conhecidas” .Concluiu Maria  do Carmo.