A Caixa, o BB e a inclusão social com enfoque na questão da igualdade racial

 

Se buscarmos a definição de inclusão, encontraremos, de maneira clara e objetiva, o ato de incluir.
Se avançarmos mais um pouco e tentarmos entender, por definição, o que é social, chegaremos àquilo que é relativo à sociedade, que convém à sociedade, que diz respeito a uma sociedade comercial e industrial. 

Portanto, inclusão social pode ser definida como “O ato de incluir tudo que é relativo à sociedade e convém a ela”.

Avançando um pouco mais, e, ao mesmo tempo buscando caminhos de solução para os problemas que afligem toda a sociedade moderna nesse mundo globalizado, veremos que, ao falarmos de igualdade racial, não temos como fugir ao tema “inclusão social”, que deve prever e reduzir desigualdades, principalmente nas áreas da educação e da saúde, e ser ponto de partida na melhoria das condições de vida das famílias pobres brasileiras.

Esse é, sem dúvida, um dos maiores desafios do nosso país.

Após a posse do Presidente Lula, a inclusão social passou a ser o eixo dirigente das ações do Governo Federal e, com isso, as políticas públicas passam a ter foco em populações historicamente marginalizadas pelo estado brasileiro, que, durante muito tempo, foi um dos grandes responsáveis pelo processo de exclusão social em nosso país.

Com a criação da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), em 2003, da SPM e SDH, a atual gestão reafirma o compromisso da utilização da inclusão social como instrumento de garantia da promoção da igualdade racial.

Ao longo dos seus três anos de existência, a Seppir tem sido fiel à sua missão de acompanhar, coordenar e estabelecer a articulação das políticas dos órgãos do Governo Federal, visando garantir a promoção da igualdade racial. Nesse período, a população afro-descendente, as comunidades remanescentes de quilombos, as comunidades indígenas, os grupos ciganos, dentre outros, foram beneficiados com ações de saneamento, de saúde, de educação, de habitação, de segurança alimentar e de regularização fundiária; com projetos de inclusão digital e de geração de ocupação e renda, além de vários outros programas.

A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil têm sido importantes parceiras da Seppir, contribuindo com a inclusão social de milhões de brasileiros. Ao inserir a abordagem da igualdade racial como fundamento dos seus programas e projetos, a Caixa e o BB ratificam a necessidade do investimento no desenvolvimento social como agente indutor do crescimento do país.

Avaliamos que esse é o caminho a ser seguido. Em função disso, vamos lutar para estreitarmos nossos laços com a Caixa e BB, fortalecendo essa parceria que, em tão pouco tempo, já produziu resultados significativos e que sinaliza com a perspectiva de dias melhores para populações que foram mantidas distantes das políticas públicas. No entanto, acreditamos que em relação a alguns programas capitaneados pela Caixa, e pela Gera Ação,da Fundação Banco do Brasil, como a área de habitação, por exemplo, é preciso avançarmos muito mais, aumentando o nível de sensibilidade dos dirigentes das Gerências Regionais, com o objetivo de assegurar o acesso das comunidades tradicionais aos programas e aos recursos para a construção de casas populares. Somente no estado do Maranhão, como referência, há uma demanda de 194 comunidades quilombolas. Nosso compromisso é o de garantir o atendimento de demandas como essa.

É preciso estabelecer a inclusão social como meta das nossas ações. É necessário promover a igualdade racial para a garantia de um mundo melhor a todos.