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Anfitriã da conferência, a ministra Nilcéa Freire fez um convite às delegadas e convidadas presentes. “É um momento de olhar para o Plano [Nacional de Políticas para as Mulheres] e corrigi-lo. Sabemos que remete pouco ao pacto federativo, mas exprime o compromisso do governo federal. O Plano precisa ser estadualizado. Queremos municipalizar o Plano”, ressaltou a ministra das Mulheres também conclamando os demais poderes a “entender as mulheres”. Respeito às identidades Numa escala evolutiva das conquistas das mulheres, a ministra do Meio Ambiente lembrou: “em menos de 60 anos nós, mulheres, tomamos as ferramentas masculinas. Durante anos nos tornaram incapazes, inclusive de cuidarmos de nós mesmas. Todos seres humanos são iguais, no entanto, faltam oportunidades iguais para todos”., analisou. Participação social “Estamos demarcando diferenças na história”, refletiu a ministra da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro ao mencionar o papel fundamental do movimento social no processo político e o trabalho do governo federal a partir do reconhecimento das desigualdades, para formulação de políticas públicas e instrumentos, como os planos nacionais, para dar conta da superação das disparidades entre os grupos sociais. De acordo com Ribeiro, a superação das desigualdade de gênero e raça/etnia deve ser conjugada com a distribuição de renda. “Nossas diferenças não devem ser elementos para que sejamos desiguais na política e na cidadania. Estamos falando de relações políticas, gênero e raça, portanto, são questões estruturais. Não podemos esquecer que se tratam de situações de privilégios sociais, em que as mulheres negras, indígenas e ciganas estão e sempre estiveram em desvantagem”, apontou Matilde Ribeiro. InteriorizaçãoMobilizando 195 mil mulheres nas conferências municipais e estaduais e 3 mil no evento nacional, a 2ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres expandiu a discussão sobre as questões de gênero e políticas públicas país afora, desde março deste ano. |
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