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11 a 17 de dezembro de 2004 - nº 018 – Ano I

 

 

Boletim informativo semanal da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial

 

 

 

Nesta edição:

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 Fique por dentro do Regimento 

 

Seppir faz balanço do Brasil Quilombola

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Cantigas de Angola é pura cultura (Leia mais)

 

Campanha desnuda o racismo  (Leia mais)

 

Vila Bela festeja formatura de pedagogos

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1a Mostra de Cinema Negro em Brasília

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Lei 10.639 avança na Região Nordeste

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Seppir apresenta balanço das ações do Programa Brasil Quilombola na próxima terça-feira, em Brasília

 

 

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Ministra Matilde Ribeiro e subsecretário de Políticas para Comunidades Tradicionais da Seppir, Carlos Eduardo Trindade, em visita técnica ao quilombo de Lagoa dos Índios (AP).

A Secretária Especial de Políticas de Promoção da Igualdade da Presidência da República, ministra Matilde Ribeiro, apresenta na próxima terça-feira (14), em Brasília, um balanço das principais ações e os resultados do programa Brasil Quilombola neste ano e os projetos já acertados para o próximo ano (veja na programação abaixo). O Brasil Quilombola busca alterar as condições de vida e de organização das comunidades remanescentes de quilombo, promovendo o acesso ao conjunto de bens e serviços sociais necessários ao seu desenvolvimento, considerando os princípios sócio-culturais dessas localidades. As comunidades Paca e Aningal, em Viseu e Bela Aurora, em Cachoeira do Piriá, ambas no Pará, receberão o título de posse coletivo das suas terras.

 

O programa Brasil Quilombola, lançado em março deste ano, coloca em prática o Decreto 4.887, assinado em 20 de novembro de 2003, que regulamenta o procedimento para identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras ocupadas por remanescentes dos quilombos. Esse direito foi estabelecido na Constituição Federal de 1988. Os Estados com maiores áreas de regularização são Bahia, Maranhão, Pará e Minas Gerais.

 

“É a primeira vez que o Governo Federal institui uma política consistente e viável para as comunidades remanescentes de quilombo”, afirma a ministra Matilde Ribeiro. Ela diz que o programa é a resposta mais importante ao que foi estabelecido pela Constituição em 1988 no Artigo 68 das Disposições Transitórias.

 

Durante a cerimônia serão, assinados convênios e acordos nas áreas de emprego voltados para a juventude quilombola, habitação e complementação de renda.

 

Cerca de 70 representantes de comunidades remanescentes de quilombos de todo o Brasil participam do evento. Além disso, diversas entidades relacionadas ao tema estarão presentes, entre elas: Conaq (Coordenação Nacional de Associações Quilombolas);  as Coordenações Estaduais da Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo; e representantes da sociedade civil.

 

O evento acontece no auditório do ministério da Justiça e envolve 21 organismos do Governo Federal que atuam, dentro do conceito de transversalidade, do Programa Brasil Quilombola. Os principais resultados obtidos pelo governo nesta área em 2004 são: apoio na implantação de projeto na produção e uso do biodiesel, a partir do óleo da mamona, em 17 comunidades do Estado do Piauí (Seppir, Ministério da Ciência e Tecnologia e Ministério do Meio Ambiente); distribuição de obras para a estruturação de 150 comunidades do programa Fome Zero; instalação do processo cooperativista para produção de óleo vegetal, na Comunidade Kalunga, em Goiás (Seppir e Ministério da Ciência e Tecnologia); implantação de cooperativa de agroindústria, com 150 mulheres quilombolas, na comunidade Kalunga (Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres); implantação de projetos de desenvolvimento sustentável em dez comunidades (Petrobras e Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome); Capacitação e ações de desenvolvimento sustentável, por meio do Pronaf (Programa Nacional de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário).

 

 

Programação

14h30 Abertura

14h45 Apresentação de relatório do Governo Federal sobre a Política Nacional para as Comunidades Quilombolas no ano de 2004

15h15 Assinatura de novos convênios de trabalho para implementação da ação governamental junto à população quilombola:

 

·          Convênio para a implantação dos projetos de desenvolvimento sustentável, apoiado pela Petrobras, Seppir e MDS, no valor de R$ 4 mil;

 

·          Convênio para instalação de seis consórcios da juventude quilombola, apoiado pela MTE e Seppir, no valor de R$ 3,2 mil;

 

·          Convênio para construção de 1.000 unidades habitacionais em 50 comunidades remanescentes de quilombo, apoiado pela Seppir e Ministério das Cidades, no valor de R$ 8 mil;

 

·          Convênio para inserir todas as famílias quilombolas do Estado do Maranhão no cadastro único do Programa Bolsa-Família, apoiado pela Seppir, MDS e Fundação Palmares;

 

·          Acordo de cooperação técnica entre a Seppir e a Eletronorte para o desenvolvimento de ações de responsabilidades social junto às comunidades quilombolas nos estados situados na área de abrangência da empresa;

 

·          Portaria criando grupo executivo, formado pela Seppir e Eletronorte, para montagem de projeto para atendimento à população negra e comunidades remanescentes de quilombo do estado do Amapá;

 

·          Acordo de Cooperação Técnica entre a Seppir, Ministério do Trabalho, Ministério do Desenvolvimento Social, Ministério do Desenvolvimento Agrário e o Ministério da Cultura, para capacitação de jovens quilombolas na área de economia solidária.

 

15h40 Lançamento do projeto Quilombo Axé pelo Cantor Martinho da Vila

16h Lançamento do documento do programa Brasil Quilombola e pronunciamento dos ministros do Desenvolvimento Agrário, da Cultura, da Promoção da Igualdade Racial e da Casa Civil da Presidência da República

16h40 Titulação das comunidades quilombolas Paca e Aningal e Bela Aurora, situadas nos municípios de Viseu e Cachoeira do Piriá, respectivamente, no Estado do Pará

17h15 Encerramento

 

 

 

 

Programa Brasil Quilombola: Ações e Resultados no ano de 2004

Data: 14 de dezembro de 2004

Horário: das 14h30 às 17h15

Local: auditório do Ministério da Justiça

(Esplanada dos Ministérios, Bloco T. Brasília-DF)

 

 

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Cantigas de Angola reúnem saudações aos deuses do candomblé pela comunidade de terreiro do Bate Folha

por Osmar Camelo

 

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Cantigas de Angola – Gravação reúne cantos entoados em quimbundo.

Todos os deuses ancestrais da nação angola/congo ganham espaço e as devidas saudações nesta quinta-feira (16) com o lançamento do CD Cantigas de Angola, da comunidade de terreiro do Bate Folha (Kupapa Unsaba), uma das mais antigas casas de candomblé do Rio de Janeiro, representante dos cultos originários desses países africanos.

 

Floripes Correia da Silva Gomes - a Mam'etu Mabeji, mãe-de-santo do Bate Folha, comemora. "Este CD vai ser uma oportunidade para mais pessoas conhecerem a cultura banto", diz, referindo-se ao grupo étnico-linguístico do qual deriva o candomblé que pratica (leia mais em texto abaixo).

 

Assim que um de seus filhos-de-santo surgiu com a idéia de gravar um CD com as cantigas rituais do terreiro, Mabeji reconheceu então a oportunidade de imortalizar os cantos ensinados por seu pai-de-santo. Reuniu em estúdio seus tocadores de atabaques e agogôs, convocou seis de suas filhas-de-santo para o coro e, com apoio da Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial), iniciou as gravações.

 

"Para a Seppir, é fundamental que se desenvolvam projetos como o CD Cantigas de Angola, do Bate Folha, gravações que registram a cultura de comunidades tradicionais e históricas. É uma oportunidade do povo negro de preservar a cultura de seus ancestrais e reconhecer como o cotidiano brasileiro é repleto de influência africana", afirma a Secretária Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, ministra Matilde Ribeiro.

 

Preservação - Apesar de otimista com o lançamento do CD, Mam'etu Mabeji não se ilude. Para ela, o esforço de preservação da cultura banta deve ser cada vez maior, pois, continuada a descaracterização sofrida no passado, essa cultura corre o risco de desaparecer. Ela cita o exemplo da mobilização dos quetos - praticantes do candomblé com origens em grupos iorubas, de países do oeste africano, como Nigéria e Benin -, imbuídos do dever de estudar suas culturas para preservá-las.

 

Se depender da disposição de Mabeji, contudo, não serão seus netos que verão o fim da cultura centenária que ela carrega no sangue. Cantigas de Angola, o primeiro registro sonoro dos cantos da comunidade Bate Folha, reúne, em suas 46 faixas, preces destinadas a cada um dos 15 nkisi (pronuncia-se inquice). Todas as cantigas para os nkisi, deuses similares aos orixás da nação queto, são entoadas em quimbundo, língua de origem angolana pertencente ao conjunto banto, do qual surgiram diversas línguas do centro-sul da África. Tendo aprendido a língua com familiares praticantes do candomblé banto, Mabeji se dedica agora, aos 68 anos, 57 deles vividos desde sua iniciação na religião, a preservar a memória cultural de seus antepassados. Ela faz questão de realizar os cultos do Bate Folha na língua ancestral.

 

 Bate Folha comemora sua história centenária

O lançamento do CD Cantigas de Angola é uma conquista para a comunidade do Bate Folha, fundado no início do século 20 no bairro de Mata Escura, em Salvador (BA), onde existe até hoje, por Bernardino Manoel da Paixão - o Tat'etu Ampumandezu -, e instalado no Rio de Janeiro há 66 anos.

 

Iniciado no candomblé por Ampumandezu e membro da comunidade do Bate Folha baiano, João Correia de Mello - o Tat'etu Lessengue - ruma para o Rio de Janeiro, na década de 1930, querendo conhecer a cidade, e decide ficar. Mais que isso, em 1938, funda o Bate Folha na cidade, preservando, em pleno subúrbio de Anchieta, a língua quimbundo e os ritos de origem banta.

 

A baiana Mabeji, sobrinha de Lessengue, chega ao Rio de Janeiro aos dez anos de idade e, aos onze, já é iniciada no Bate Folha. Ela passa a ser a mãe-de-santo do terreiro em sucessão a seu tio, morto em 1970. Após dois anos de luto, é ela quem reabre o Bate Folha para dar continuidade aos trabalhos do terreiro. Hoje, Mabeji é a mais antiga integrante viva do Bate Folha entre as comunidades do Rio e Salvador.

 

Símbolo da preservação do candomblé banto, o Bate Folha é um espaço de convivência entre as diferentes nações das religiões de matriz africana no Rio de Janeiro, tendo sido freqüentado por figuras religiosas importantes das nações queto e jeje, como Nino d'Ogum, Iyá Davina, Dila de Omolu, Mãe Meninazinha d'Oxum e Tata Fumotinho.

 

As festas para os nkisi mais tradicionais do Bate Folha se realizam em janeiro, para Lembá (o Oxalá dos quetos), e em junho, para Nkosi.(Ogum para os quetos).

 

Tradições do povo banto encontram

refúgio no Bate Folha

 

As origens da tradição banta mantida pelo Bate Folha, remontam à histórica figura de Bernardino Manoel da Paixão, iniciado no candomblé em 1900, na Bahia, por um legítimo sacerdote muxicongo (nascido no Congo). A conclusão de suas obrigações foi realizada por Maria Neném - a Mam'etu Tuenda Nzambi.

 

A preservação do quimbundo nos cultos, uma das missões de Mabeji, é, para ela, um dever. Mabeji se lembra do tio, Lessengue, como um "estudioso da língua e da cultura".

 

Os bantos são povos africanos que falam um conjunto de línguas, entre elas o quimbundo, com a mesma raiz. Em geral, chegaram ao Brasil como escravos, vindos de Angola, Congo e Moçambique.

 

A crueldade da escravidão foi destruindo, pouco a pouco, a cultura banta. Praticamente tudo o que restou nos foi legado pela tradição oral. Muitas palavras comumente utilizadas hoje no Brasil derivam de correspondentes do quimbundo, como quitanda, farofa, tanga, curinga e capanga.

 

O candomblé da nação angola/congo reverencia os nkisi, que guardam muitas semelhanças com os orixás da tradição queto. Assim, por exemplo, a Iemanjá e o Oxalá da nação queto são similares, respectivamente, à Samba e ao Lembá da nação angola/congo.

 

Cantigas de Angola coroa não só o Bate Folha, mas todas as comunidades de terreiros de angola, como a Goméia, o Tumbensi e o Tumba Jussara, entre outras.

 

 

 

 

 

Lançamento do CD Cantigas de Angola

Data: 16 de dezembro

Horário: a partir das 18h

Local: Museu da República

(rua do Catete, 153. Catete - Rio de Janeiro-RJ)

 

 

 

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Campanha Onde Você Guarda o seu Racismo? toca o lado obscuro da alma do brasileiro

 

 

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Direto - Outdoor da campanha Onde Você Guarda o seu Racismo?, que será lançada no Rio de Janeiro esta semana.

 

 

Onde você guarda o seu racismo? Este é o mote da campanha nacional que um grupo de 40 ONGs (Organizações Não-Governamentais) lança, no dia 14, na sede da Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro). A Secretária Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, ministra Matilde Ribeiro participa do evento.

 

O objetivo é estimular as pessoas a identificar seu próprio preconceito, para livrar-se dele. Uma pesquisa mostrou que 87% dos brasileiros dizem que há racismo no país, embora apenas 4% admitam que têm este sentimento. É como se o Brasil fosse um país racista sem racistas.

 

A novidade da campanha são os protagonistas, em sua maioria pessoas brancas. A público alvo também é a população branca. Brancos (e não só negros) aparecem nas peças publicitárias. Filmes para TV, outdoors, busdoors e espaços publicitários em trens foram cedidos por empresas. A campanha é feita voluntariamente e vem sendo elaborada há três anos por um grupo de entidades reunidas na iniciativa Diálogos contra o Racismo (www.dialogoscontraoracismo.org.br).

 

Participam da coordenação do Diálogos Contra o Racismo: Observatório da Cidadania, Ibase, Abong, Centro de Estudos Afro-Brasileiros -UCAM, Criola-Rio, CFEMEA, Comunidade Bahaí (Brasília), Fase (Rio), Instituto Patricia Galvão/AMB (SP), CESEC-UCAM (Rio), Rede Dawn (Rio), CEDEC (SP), Geledés / Instituto da Mulher Negra (SP), Inesc (Brasília), Redeh (Rio), SOS Corpo (Recife).

 

 

 

 

 

Lançamento da Campanha Onde Você Guarda o Seu Racismo

Data: 14 de dezembro

Horário: 10h

Local : Teatro SESI

(av. Graça Aranha, nº 1.  Centro - Rio de Janeiro-RJ)

 

 

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Comunidade de Vila Bela da Santíssima Trindade (MT) forma 35 profissionais de pedagogia

 

A Secretária Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, ministra Matilde Ribeiro, participa no domingo (12) da cerimônia de formatura, em pedagogia, de um grupo de 35 quilombolas estudantes da Unemat (Universidade do Estado do Mato Grosso), no município de Vila Bela da Santíssima Trindade (547 km a oeste de Cuiabá). Em seguida, a ministra realizará uma visita técnica e encontros com os moradores e autoridades locais, dentre os quais um representante do Governo do Estado do Mato Grosso, que assinará um Termo de Compromisso para construção da ponte sobre o rio Guaporé, que ligará a cidade ao quilombo. A Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial) desenvolve uma série de projetos para a localidade.

 

Às 13h, a ministra profere palestra no Centro Comunitário da cidade. Às 14h, ela faz visita à Pedra Histórica, às margens do Rio Guaporé, onde receberá homenagem dos Soldados do Congo e das mulheres do Chorado.

 

Riqueza - Em meio a suas raízes históricas, o município de Vila Bela da Santíssima Trindade, está situado na área de transição entre o Pantanal e a Amazônia, pólo turístico do Vale do Guaporé. O município ainda conserva tradições do século 18. A rica herança cultural de origem africana se manifesta nas danças - especialmente as do Congo e do Chorado, que remetem à época da escravidão e atraem grande quantidade de turistas. A dança do Congo homenageia São Benedito e Nossa Senhora do Livramento e dela não participam mulheres, que dançam apenas o Chorado.

 

 

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Mostra exibe o negro na produção audiovisual nacional

 

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Curtas-metragens de realizadores negros do circuito Rio/São Paulo serão exibidos em Brasília nesta semana. É a 1ª Mostra de Cinema Negro, que acontece entre quarta e quinta-feira (dias 15 e 16) no Complexo Cultural do Ministério da Cultura, na Esplanada dos Ministérios.

 

A mostra, inédita, tem a proposta de dar visibilidade à produção de realizadores que trabalham com a temática dos afrodescendentes no mercado audiovisual. A Seppir (Secretaria Especial de políticas de Promoção da Igualdade Racial) apóia a iniciativa, patrocinada pela Fundação Cultural Palmares e Secretária do Audiovisual do Ministério da Cultura.

 

“Há uma significativa produção desses realizadores que não encontra no mercado a possibilidade de exibição”, afirma o batalhador Antônio Pompêo, coordenador geral do evento. Ele conta que a iniciativa é a primeira de uma série que pretende se firmar como referência ao abrir espaço para profissionais deste mercado.“A mostra tem um apelo muito grande por conta de sua linguagem audiovisual”, analisa Pompêo.

 

Participarão da mostra figuras emblemáticas como: Thaís Araújo, Alexandre Moreno, Luiz Antonio Pilar, Ademir Ferreira, Joel Zito Araújo, Edir de Castro, Romeu Evaristo, Cosme dos Santos, Jorge Coutinho, entre outros.

 

A mostra reunirá 12 curtas que serão exibidos durante dois dias. Constam da programação oficinas em diversas áreas do cinema digital, ministradas por profissionais do mercado.

 

 

Programação

Dia 15 – 19h

Profissão Ator

Direção: Maria de Alves

 

O Rito de Ismael Ivo

Direção: de Ari Cândido

Nossas Senhoras Meninas

Direção: Jorge Coutinho

 

Mãe e Filho da Mãe

Direção: Luiz Antonio Pilar

Gurufin na Mangueira

Direção: Dandara

 

Velhos, Viúvos e Malvados

Direção: Rogério Moura

Dia 16 - 19h

Quilombo Independência

Direção: Ademir Ferreira

 

Vista minha Pele

Direção: Joel Zito Araújo

O Cheiro da Feijoada

Direção: Oleia Ferraz

 

Choro e Ladainha

Direção: Antonio Pompêo

Chapa Quente

Direção: Ricardo Brasil

 

Carolina

Direção: Jéferson D

 

 

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Região nordeste ganha seu 1o curso de pós-graduação de pedagogia em história e cultura afro-brasileiras

 

A região nordeste acaba de ganhar seu primeiro curso de pós-graduação para formação de educadores com base na Lei 10.639/03, que prevê o ensino de cultura e história afro-brasileiras em estabelecimentos de ensino fundamental e médio de todo o País.

 

O curso de pós-graduação latu sensu em Pedagogia Afirmativa: Educação, Cultura e História na Perspectiva Afro-brasileira está sendo ministrado na Faculdade de Formação de Professores de Goiana (FFPG), cidade localizada na zona da mata pernambucana, a 100 quilômetros de Recife. Elaborado pela faculdade, em parceria com a organização não-governamental Djumbay (Direitos Humanos e Desenvolvimento Social Sustentável), o curso já tem uma turma estudando desde de novembro. Os primeiros alunos são bacharéis em Pedagogia e História, formados pela própria FFPG.

 

Entre as disciplinas oferecidas estão: História da África, Literatura Afro-brasileira, Ações Afirmativas e Direitos Humanos e Relações Brasil-África na Atualidade. O corpo docente é formado por especialistas, mestres e doutorandos em História, Sociologia, Serviço Social, Direito, Educação Artística, Pedagogia, Letras, Geografia e Matemática, a maioria deles com atuação no Movimento Negro. Todos são dedicados à divulgação da cultura negra e projetos de defesa dos direitos dos negros.

 

"O curso não tem apenas o compromisso de repassar conhecimentos, mas também despertar nos alunos a importância das lutas travadas pelo reconhecimento do ser negro e da sua contribuição na formação da sociedade brasileira", afirma Aurenice Maria do Nascimento Lima, coordenadora do curso. Ela realça a responsabilidade dos profissionais formados pelo curso na condição de agentes multiplicadores do aprendizado sobre o tema para crianças e jovens dos ensinos fundamental e médio.

 

 

 

 

Mais informações

Faculdade de Formação de Professores de Goiana (FFPG), pelos telefones (55 81) 3626-0517 e 3626-5955, ou na ONG Djumbay, pelo telefone (55 81) 3053-3626.

 

 

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Assessoria de Comunicação Social da Seppir

Jornalista Responsável: Cláudio Eugênio

Editoração Eletrônica: Osmar Camelo

Telefone: (55 61) 411-4977

 

Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial

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