05 a 12 de Março de 2009 Edição nº 178 - ano 05
II Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial será lançada em Brasília
Quilombolas são aprovados em Universidade Federal pelo sistema de cotas
 
Dia Internacional da Mulher
O artigo primeiro da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que no ano passado completou 60 anos de promulgação, diz que todos os homens e mulheres nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir, uns em relação aos outros, com espírito de fraternidade.

Imbuído deste espírito, o Governo Federal, em parceria com os movimentos sociais, desenvolve uma série de ações para reforçar a autonomia feminina e promover a igualdade entre os gêneros. As mulheres são protagonistas de sua história e têm o direito á igualdade de condições e oportunidade, a viverem sem violência, com respeito e dignidade. Seja nas cidades, no campo, no local de trabalho, na família, e na política.

Lamentavelmente no Brasil, como resultado de séculos de uma sociedade patriarcal e conservadora, as mulheres ainda enfrentam muitas dificuldades e são discriminadas e violentadas. No caso das mulheres negras, a discriminação é dupla, de gênero e de raça. A maioria é submetida a trabalhos precários, com baixa remuneração e, em muitas situações, sujeitas a violências e abusos. Além do abandono que as obriga a assumirem sozinhas o sustento de suas famílias.

Neste sentido, a SEPPIR se faz parceira de todas as iniciativas voltadas à promoção dos direitos das mulheres e à garantia de sua participação nas esferas de poder públicas e privadas. Afinal, promover a mulher é promover toda a nação.

Parabéns às mulheres neste dia 8 de março. Contem conosco!

Edson Santos

Ministro-Chefe da SEPPIR/ PR
 
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II Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial será lançada em Brasília para imprimir, clique aqui.
A II Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (II CONAPIR) será lançada na próxima quinta-feira (12/03) em cerimônia no Salão Oeste do Palácio do Planalto. A solenidade vai marcar o início da grande mobilização que precederá a Conferência. Na ocasião serão distribuídos exemplares do Caderno de Subsídios, produzido pela SEPPIR, e do Regimento Interno da II CONAPIR. Os documentos são fundamentais para a realização das conferências estaduais e regionais responsáveis pela eleição dos delegados à Conferência Nacional, que acontecerá entre os dias 25 e 28 de junho, em Brasília.

Estas publicações estão disponíveis na página da SEPPIR na internet. Para visualizar clique no banner da II CONAPIR.

Após o lançamento, ainda na quinta-feira, serão realizados encontros setoriais com representações nacionais de quilombolas, mulheres, juventude e religiosos de matrizes africanas.

Conferência – A II CONAPIR será uma oportunidade para ampliar o diálogo e a cooperação entre órgãos e entidades governamentais e não governamentais de promoção da igualdade racial, na qual deverão ser apontados possíveis ajustes nas políticas de igualdade ora em curso, e fortalecidas as relações das mesmas com as políticas sociais e econômicas em vigor.   A expectativa é que participem mais de mil e quinhentos delegados.
Quilombolas são aprovados em Universidade Federal pelo sistema de cotas para imprimir, clique aqui.
Fonte: Assessoria de Comunicação Social da Fundação Cultural Palmares

"Agora poderei disputar em igualdade de condições uma vaga no mercado de trabalho", declarou o calouro da Universidade Federal de Goiás, o quilombola Marciano Alves dos Santos.

Natural da comunidade remanescente de quilombos de São João, no município de Santa Rosa, em Tocantins, Marciano foi um dos alunos beneficiados pelo "Programa UFG" Inclui, da Universidade Federal de Goiás. O estudante de 23 anos foi aprovado para o curso de química após várias tentativas em anos anteriores. "Desde 2006 faço vestibular na UFG, passava na primeira fase, mas não na segunda. Em 2009, com o UFG Inclui, consegui uma chance para entrar na universidade".

Marciano deixou a comunidade de São João quando seu primo, Tertuliano Rodrigues, havia sido aprovado no vestibular na mesma universidade. Durante o período de três anos até a aprovação, Marciano trabalhou como porteiro em Goiânia, mas nunca desistiu dos estudos. Agora, valeu a persistência. E Marciano não vê a hora de começarem as aulas.

O programa de inclusão social da universidade goiana prevê a reserva de vagas da seguinte forma: 10% para estudantes de escola pública; 10% para negros oriundos de escola pública; 01 vaga em cada curso para índios e 01 vaga em cada curso para quilombolas.

No primeiro ano de aplicação do programa social foram aprovados 314 estudantes negros de escolas públicas; 14 quilombolas e 11 indígenas.

Medicina - Outro quilombola a obter a mesma façanha é Lafaiete Souza Gomes de Morais, da comunidade Jardim Cascata, em Goiás. Lafaiete foi aprovado para o curso de medicina veterinária e assim como Marciano, está ansioso para a realização do sonho de ser universitário.

Para a pró-reitora de graduação da UFG, professora Sandramara Matias Chaves, o programa é importante por oferecer oportunidade às pessoas de baixa renda para cursarem uma universidade e cursos de maior demanda, como medicina veterinária e engenharia, "sem falar que vai mudar a cara da universidade com o acesso à diversidade". A professora ainda complementa, "além de prever a inclusão, o Programa UFG Inclui realiza o acompanhamento para garantir a permanência desses alunos na universidade".

E a permanência na universidade é um ponto essencial. Tertuliano Rodrigues, aluno veterano do curso de filosofia e primo de Marciano, explica que a Universidade de Goiás é uma das poucas que oferecem tantos recursos. "A UFG é uma das melhores universidades para o acesso de estudantes de baixa renda, ela nos oferece a casa do estudante e bolsa alimentação para que possamos ter um pouco de conforto e pouca preocupação com gastos", comenta.

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