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Turismo étnico
O ministro do Turismo, Luiz Barretto, recebeu na última quarta-feira (27/08) em seu gabinete o ministro da Igualdade Racial, Edson Santos. Em pauta as ações futuras entre os dois ministérios para a promoção do turismo étnico. “A segmentação dos destinos é uma das formas que o Ministério do Turismo tem trabalhado para promover o Brasil como destino. Por isso, temos apoiado o turismo de aventura, o turismo cultural, e também o turismo étnico”, destacou Barretto. Um exemplo é a parceria entre o Ministério do Turismo e o Governo da Bahia para incentivar a vinda ao Brasil de negros dos Estados Unidos, um público que representa 12% do PIB estadunidense. Após esta primeira troca de impressões dos ministros sobre o tema, técnicos das duas Pastas vão se reunir para definir as ações a serem adotadas para incrementar este segmento.
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O negro e a independência
O Conselho de Defesa dos Direitos do Negro do Distrito Federal (CCDN) promove na próxima quarta-feira (03/09) o seminário “O Negro e a Independência do Brasil”. O evento, que será realizado das 8h às 12h na Câmara dos Deputados, e das 14h às 17h no Senado Federal, contará com as presenças do ministro Edson Santos; do senador Paulo Paim; do secretário especial de Direitos Humanos da Presidência da República, ministro Paulo Vannuchi, e do presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos do Negro, deputado federal Carlos Santana. Mais informações com o CCDN através dos telefones (61)3905-1502/ 1508 ou pelo endereço de correio eletrônico ccdnpir@hotmail.com
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O Terreiro Bate Folha, em Salvador (BA), é uma das casas de religiões de matrizes africanas tombadas pelo IPHAN
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O ministro Edson Santos e o reitor da PUC-RJ, padre Jesús Hortal Sánchez, assinaram na última segunda-feira (25/08) o convênio para a realização da pesquisa Mapeamento das Casas de Religiões de Matrizes Africanas no Rio de Janeiro. A inovação do projeto é a construção de um banco de dados que permitirá que cada terreiro seja mapeado com a tecnologia Global Positioning System (GPS). A metodologia vai viabilizar o cruzamento de dados sobre relevo, clima e demografia, entre outras. Estes dados qualitativos e georreferenciados estarão disponíveis na internet. Desta forma, de qualquer parte do mundo será possível obter informações sobre os 7 mil terreiros existentes no Estado do Rio de Janeiro.
A pesquisa já está em andamento há seis meses, e foi tomada como projeto-piloto do Programa Terreiros do Brasil, do Governo Federal, que prevê ações de salvaguarda em casas tombadas como patrimônio histórico cultural e em outros terreiros com importância histórica.
Terreiros do Brasil – Atualmente, apenas seis terreiros são tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Todos foram visitados este ano por técnicos da Subsecretaria de Políticas para Comunidades Tradicionais (SubCom) da SEPPIR. A maioria está localizada em Salvador (BA) estão a Casa Branca, Axé Opô Afonjá, Gantóis, Bate Folha e Alaketo – Ilê Maroiá Láji. A exceção é a Casa das Minas, em São Luís (MA). Em todos os seis terreiros foi constatada a desatenção do Poder Público. Além de conviverem com a intolerância religiosa, os terreiros são alvo da perda de território e ação do tráfico de drogas, que limita a atuação das práticas religiosas e circulação dos freqüentadores dos cultos de matriz africana.
O mapeamento georreferenciado, que será levado aos demais estados brasileiros após a conclusão do projeto-piloto no Rio de Janeiro, vai permitir a integração de todas as ações técnicas e comunitárias relativas às questões dos terreiros, assim como ações específicas em cada uma destas comunidades tradicionais.
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Ao final do encontro os embaixadores presentes foram agraciados com uma medalha alusiva aos 120 anos da Abolição da Escravatura
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A SEPPIR promoveu na última quarta-feira (27/08), em um clube de Brasília (DF), o evento “As Relações Brasil-África e os 120 anos da Abolição”, que contou com a participação dos embaixadores de 14 países do continente africano. O encontro contou com palestras do ministro-interino das Relações Exteriores, embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, da embaixadora da África do Sul e decana dos embaixadores africanos, Lindiwe Zulu, do professor da Universidade de São Paulo e ex-integrante do Conselho nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR), Kabenguele Munanga, e do ministro da Igualdade Racial, Edson Santos.
Aproximação Brasil-África – O atual fortalecimento das relações entre Brasil e África resultou em expressivo aumento do intercâmbio comercial nos últimos anos. O comércio global entre brasileiros e africanos triplicou, subindo de US$ 5 bilhões, em 2002, para US$ 15 bilhões em 2006. O movimento ascendente deste intercâmbio ocorre com todos os países da região e indica amplo potencial para crescer, sobretudo em matéria de serviços, investimentos e "joint-ventures", que deverão potencializar os negócios entre as duas partes.
A África reveste-se de importância exponencial no cenário globalizado. É atualmente o continente que mais cresce no mundo, devendo chegar em breve a um bilhão de habitantes. São 54 países que terão peso político crescente nas decisões mundiais, como na Assembléia Geral das Nações Unidas. Em termos comerciais, é o segundo maior crescimento global, só perdendo para países asiáticos. Trata-se de uma das últimas fronteiras agrícolas do mundo, reservatório de jazidas de petróleo e minerais de importância estratégica.
Novo impulso – A partir de 2003, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fixou, como uma das prioridades da política externa brasileira, o incremento das relações com a África. O MRE intensificou os contatos entre os dois lados de forma generalizada, não se restringindo aos paises de língua portuguesa, nem àqueles de maior peso político ou econômico na região. Amparou-se na prioridade mais ampla, conferida pelo governo brasileiro à cooperação Sul-Sul, com destaque para a agenda social de saúde e educação, além daquelas capazes de gerar emprego e outros benefícios às populações locais, como a agricultura.
Nos últimos cinco anos, o Brasil passou de 17 embaixadas em solo africano para 34. E os africanos pularam de 15 para 25 embaixadas no Brasil. Atualmente, o Brasil é o país da América Latina com maior número de embaixadas africanas, só perdendo para Washington e antigas matrizes coloniais, como Paris, Berlim e Londres – ou capitais de potências asiáticas, como Tóquio e Pequim.
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Como parte do esforço de fortalecimento das relações entre o Governo brasileiro com os países do continente africano, o ministro da Igualdade Racial, Edson Santos, realizou na última semana, entre os dias 18 e 22, uma viagem oficial a Moçambique e Angola. Antes, o ministro fez uma escala em Portugal, onde visitou em Lisboa a sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
A CPLP reúne 8 países: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Seus interlocutores em Lisboa deram um panorama da atuação da CPLP desde sua criação em 1996. O ministro ouviu uma explanação pormenorizada sobre os objetivos principais da CPLP, dentre os quais estão a concertação político-diplomática, a cooperação entre seus membros e a promoção da língua portuguesa. Na seqüência foram examinadas as possíveis ações em áreas de interesse mútuo, como educação e cultura. Nesse sentido, o ministro recordou o projeto de criação da Universidade Luso-Afro-Brasleira, em Redenção, Ceará, primeira cidade brasileira a abolir a Escravatura. A instituição, inicialmente, vai oferecer vagas a cinco mil estudantes, sendo 2.500 de países africanos e 2.500 brasileiros, com ênfase nas licenciaturas em ciências da saúde, física, biologia e em áreas de tecnologia, engenharia, administração e agronomia, campos de interesse prioritário dos países africanos.
África – A segunda etapa da viagem teve início em 20 de agosto, em Maputo, capital de Moçambique, onde o ministro reuniu-se com os titulares dos ministérios da Mulher e Ação Social, Juventude e Desporto, e da Saúde. Foram discutidas ações para a implementação do Protocolo de Intenções sobre Cooperação Técnica, ato internacional assinado em 2001 entre a SEPPIR e o governo de Moçambique.
No dia seguinte o ministro deslocou-se para Luanda, capital de Angola, onde iniciou a terceira e última etapa da viagem. O primeiro compromisso foi com ministro da Cultura, Boaventura Cardoso, com quem tratou das possibilidades de estreitamento do diálogo entre as duas pastas.
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