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Edital do CNPIR prorrogado
Foi prorrogado até a próxima segunda-feira (11/08) o prazo para inscrição de entidades que pretendam integrar o Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR). O CNPIR é um órgão colegiado de caráter consultivo e integrante da estrutura básica da SEPPIR. Tem como finalidade propor, em âmbito nacional, políticas de promoção da Igualdade Racial com ênfase na população negra e outros segmentos raciais e étnicos da população brasileira. Além de combater o racismo, o CNPIR tem por missão propor alternativas para superar as desigualdades raciais, tanto do ponto de vista econômico quanto social, político e cultural, ampliando, assim, os processos de controle social sobre as referidas políticas.
Mais informações na Secretaria do CNPIR pelo telefone (61) 3411-4942 ou através do endereço de correio eletrônico cnpir@planalto.gov.br
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Prêmio Territórios Quilombolas 2008
Pesquisas, estudos e trabalhos nas áreas de Ciências Humanas, Sociais, Jurídicas, Agrárias e afins direcionados aos temas das comunidades quilombolas brasileiras podem concorrer ao Prêmio Territórios Quilombolas edição 2008. A premiação é de âmbito nacional e selecionará os melhores trabalhos nas categorias Ensaio inédito e Experiências e memórias. Os melhores 15 trabalhos receberão prêmios em dinheiro (até R$3 mil), certificados, publicação impressa em formato coletânea e um kit de publicações especializadas. Mais detalhes e informações sobre como inscrever-se na página eletrônica do Ministério do Desenvolvimento Agrário (www.mda.gov.br), pelos telefones (61) 2191-9845/ 9869 ou através do correio eletrônico premioterritoriosquilombolas
@mda.gov.br |
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Os ministros Edson Santos, Nelson Jobim e o vice-almirante Guerra
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O ministro da Igualdade Racial, Edson Santos, foi recebido em audiência na tarde da última terça-feira (05/08) pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim. O encontro serviu para tratar da situação das comunidades remanescentes de quilombos na Ilha da Marambaia. Jobim se comprometeu em apoiar o acesso dos quilombolas aos programas sociais do Governo Federal.
O ministro da Defesa determinou que a Marinha do Brasil estude, nos próximos 30 dias, formas para permitir que ações federais cheguem aos moradores sem interferir nas atividades do Centro de Adestramento da Ilha da Marambaia (Cadim), local de treinamento dos Fuzileiros Navais. Participou também do encontro o diretor do Departamento de Política e Estratégia do Ministério da Defesa, vice-almirante Guerra.
A primeira ação prevista para as comunidades quilombolas da Marambaia é o programa de eletrificação “Luz para Todos”. A chegada da luz elétrica vai beneficiar diretamente a comunidade de pescadores, que poderá conservar mais facilmente e por mais tempo o pescado. “Com a energia elétrica será possível investir, por exemplo, na construção de uma fábrica de gelo, possibilitando aos pescadores locais uma alternativa de desenvolvimento econômico sustentável”, defendeu o ministro, que afirmou ainda que outras demandas importantes dos moradores da Marambaia, referentes à educação, geração de renda e saneamento já estão sendo encaminhadas aos ministérios de cada área.
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Em junho de 2003 o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade de Brasília (UnB) aprovou a criação do Sistema de Cotas para Negros, que tinha por objetivo destinar, num período de dez anos, 20% do total de vagas de cada curso oferecido nos vestibulares aos candidatos que se declaram negros. O impacto na sociedade foi imediato. O primeiro vestibular com o sistema de cotas, realizado no segundo semestre de 2004, atraiu 4.400 candidatos ao Sistema, de um total de 23,5 mil inscritos no vestibular.
Este ano, 44 alunos dos 378 alunos da primeira turma de cotistas da UnB se forma em 19 cursos diferentes. De acordo com relatório do assessor de Diversidade e Apoio aos Cotistas da Universidade, Jaques Gomes de Jesus, a dispersão de formandos entre os cursos reforça a constatação do elevado empenho dos cotistas em sua formação, com menos trancamentos, reprovações e abandonos (menos de 1% do total de alunos cotistas), e desempenho acadêmico semelhante aos dos demais alunos.
“Embora sejam vistos como estudantes como quaisquer outros dentro do campus, os cotistas têm status diferenciado junto a suas comunidades de origem, em razão de serem, muitas vezes, não apenas os primeiros da família a ingressar no ensino superior, mas também os primeiros das comunidades. Exemplos desta nova realidade acadêmica foram a aprovação no vestibular, através do sistema de cotas, de um morador de rua e de uma quilombola”, afirma Jaques de Jesus.
A UNB e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) foram pioneiras na implantação do sistema de cotas, rompendo com a prática segregacionista de valorizar apenas um segmento étnico na construção do saber nacional. Se antes a UnB tinha 2% de estudantes negros, hoje conta com 12%, uma representatividade seis vezes maior. O Sistema de Cotas para Negros tem, portanto, uma importância estratégica para a construção de país efetivamente democrático. O número, no entanto, ainda está longe dos 45,9% de negros (pretos e pardos) que compõe a população brasileira.
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Este informativo é elaborado sob a responsabilidade da Assessoria de Comunicação Social da Seppir/ PR
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Telefone: (55 61) 3411-4977
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