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A Seppir deseja a tod@s @s leitor@s do Destaque Seppir um feliz Natal e faz votos de um Ano Novo promissor e repleto de prosperidade. O Destaque Seppir retomará sua circulação a partir de 18 de janeiro de 2008. No período de interrupção das edições, acompanhe as notícias da Seppir no site www.presidencia.gov.br/seppir Sugestões, reclamações e dúvidas devem ser enviadas para imprensa.seppir@planalto.gov.br |
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Conferências Estaduais
Até o momento, o estado do Mato Grosso deve inaugurar a série de conferências estaduais de Promoção da Igualdade Racial. Será nos dias 28 e 29 de março de 2008. Goiás ainda estuda as melhores datas, mas já aposta no mês de abril para realizar a II Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial. O Governo do Estado da Bahia já estabeleceu como datas 2 a 4 de maio de 2008, assim como Maranhão, 7 a 9 de maio de 2008. Esse processo deflagrado nos estados atende à convocação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, de 19 de outubro de 2007 para realização da II Conapir (Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial), marcada para o período de 29 a 31 de maio de 2008. Leia mais no boletim informativo nº 1 da II Conapir, editado no mês de novembro pela Seppir. |
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História Geral da África
O ministro interino da Seppir, Martvs das Chagas, reuniu-se nesta terça-feira (18), com o secretário-executivo do MEC (Ministério da Educação), José Henrique Paim Fernandes, representantes da Fundação Cultural Palmares e da Unesco Brasil (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), em Brasília, para tratar de parceria para reedição dos 8 volumes que compõe a enciclopédia História Geral da África, clássico elaborado pela Unesco. A reedição da enciclopédia se destina a bibliotecas de escolas e universidades públicas. |
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Olhares Cruzados
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu na quinta-feira (20) a fotógrafa Dirce Carrion, idealizadora do projeto Olhares Cruzados. Durante o encontro, a fotógrafa presenteou o presidente com os quatro volumes que compõem a série de livros-fotográficos que registram o cotidiano de negros brasileiros, haitianos e africanos do Senegal, Haiti e Congo. |
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Documentação
Comunidades remanescentes de quilombos do município de Santana do Mundaú (AL) serão atendidas até sexta-feira (21) pelo Programa Nacional de Documentação da Trabalhadora Rural. Os mutirões de documentação acontecem nas escolas municipais das localidades Genipapo, Filú, Jussarinha e Chapéu de Pena. Preferencialmente voltada às mulheres, a ação também pode se estender a homens, jovens e crianças. Os interessados terão a oportunidade de retirar gratuitamente e em um só lugar documentos como: Carteira de Identidade, Cadastro de Pessoa Física (CPF) e Carteira de Trabalho. Também haverá palestras do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que tratará dos direitos da trabalhadora rural e, ainda, atendimentos médicos e odontológicos. Para desenvolver o trabalho em Alagoas, o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), por meio do Programa de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e Etnia (Ppigre), também conta com o apoio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Caixa Econômica Federal (CEF), Delegacia Regional do Trabalho (DRT), Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Instituto de Identificação, além da prefeitura de Santana do Mundaú, sindicatos e movimentos sociais. |
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Direitos Humanos
Encerra, em 11 de janeiro de 2008, o prazo para envio de projetos sociais para a Seleção Pública de Projetos 2007 do programa Desenvolvimento & Cidadania Petrobras. São destinados R$ 27 milhões a projetos que contribuam para a redução das desigualdades sociais no país. O aporte máximo por projeto é de R$ 690.000,00, tendo 12 meses como prazo para execução. Há possibilidade de renovação das propostas por até 24 meses. Informações no site http://www2.petrobras.com.br/minisite/
desenvolvimento_cidadania
/apresentacao.asp |
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Mulheres Negras
A ACMUN (Associação Cultural de Mulheres Negras) realizou, nos dias 13, 14 e 15 de dezembro, o encontro Lai Lai Apejo IV - “Seminário Internacional de DST/Aids e Saúde da População Negra: Controle Social”. O evento teve como propósito contribuir com as articulações das organizações da sociedade civil, pesquisadores e profissionais através de debates sobre estratégias de ações e com a avaliação de políticas públicas na perspectiva de combate ao racismo institucional. O público formado por 150 pessoas conferiu experiências nacionais e internacionais em HIV/Aids, controle social em saúde da população negra e comunicação em saúde. |
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"Batuque
Tuque
Tuque
Todo o muque
No tambor
Esses negros loucos batendo
Já com a cor de Exu-Bará nos dedos,
Couro contra couro
Mas couro de Inhã é mais forte,
Lá vai seu ronco de trovoada
E a terra vai rachar em fendas - Toque de Xangô
Batuque
Tuque
Tuque
Todo o muque
No tambor"
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Fragmento do poema Batuque de Oliveira Silveira, poeta gaúcho, em que é destacado o orixá regente de 2008: Xangô. |
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Quilombo São Francisco do Paraguaçu
Foto: Fundação Cultural Palmares
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Portal MDA
A comunidade quilombola de Pau D’arco Parateca, localizada em Malhada, Oeste baiano, deu um passo importante para a regularização fundiária. Na quarta-feira (19), foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) a portaria do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) que reconhece e declara seu território como remanescente de quilombo. Com a publicação da portaria e do memorial descritivo no DOU, o Incra pode iniciar a desapropriação de 41.780 hectares do território de Pau D’arco Parateca, sendo que 7.801,44 foram titulados em setembro do ano passado devido à concessão da Gerência Regional de Patrimônio da União (GRPU) no estado.
A iniciativa marcou a primeira regularização fundiária de uma comunidade quilombola na Bahia. Para finalizar a regularização de Pau D’arco Parateca, a autarquia federal precisa concluir o processo de obtenção das terras do território, que ainda não foram tituladas. Somente foi possível chegar a essa fase após o atendimento de vários requisitos como, por exemplo, a certificação concedida pela Fundação Palmares, a publicação do resumo do Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) no DOU e no Diário Oficial do Estado e as respostas às contestações dos proprietários de áreas do território pelo Comitê de Decisão Regional (CDR) do Incra no estado.
A ocupação da comunidade Pau D’arco Parateca, onde vivem 423 famílias, começou na segunda metade do século XVI, com destaque para a criação de gado e a mineração. A região entrou em decadência econômica no início do século XVIII, o que possibilitou a insurgência da população escrava contra a ocupação de terras. Os negros se estabeleceram e se desenvolveram nas terras próximas das fazendas dos brancos, principalmente, devido à doação de uma légua de terras para Nossa Senhora Santana e para eles.
São Francisco do Paraguaçu
O território quilombola de São Francisco do Paraguaçu, situado no município de Cachoeira, região do Recôncavo baiano, teve na terça-feira (18) a publicação do Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID), mapa e memorial descrito, nos diários oficiais da União e do Estado. A publicação foi possível após cancelamento da liminar que impedia a continuidade do processo. Estas publicações significam um avanço para a Superintendência Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, na Bahia (Incra/BA) para a realização dos trabalhos de regularização fundiária na comunidade quilombola.
Até semana passada, o Incra/BA estava sobrestado, ou seja, proibido de atuar nas comunidades que compõem o território. Contudo, uma decisão judicial anulou a liminar que impedia a ação da autarquia no São Francisco do Paraguaçu, cujo território é composto por 300 famílias remanescentes de quilombos. A decisão 153/2007 tornada pública no dia 14 de dezembro, possibilitou as publicações do RTID, planta e memorial descrito.
Enquanto o processo, que tramitava na 14ª Vara Federal, foi anulado e os autos remetidos para a 7ª Vara da Justiça Federal, o Incra/BA prossegue suas atividades encerrando a primeira fase do processo. Se no prazo de 90 dias não forem apresentadas contestações ao RTID, o Incra/BA entra na fase de regularização fundiária, dando início à notificação dos proprietários dos 16 imóveis rurais e dos dois posseiros que abrangem o território dos remanescentes de quilombos. No total, o território do São Francisco do Paraguaçu é composto por 5.126 hectares.
De acordo com o superintendente do Incra/BA, Luiz Gugé, a decisão judicial e a publicação do relatório comprovam que o Incra tem atuado legalmente, como determina o Decreto 4.887/03, para a regularização fundiária de comunidades quilombolas. A Fundação Cultural Palmares, recentemente, legitimou a certificação emitida em que reconhece o São Francisco do Paraguaçu como remanescente de quilombo. A Fundação realizou uma sindicância que revisou o reconhecimento e o certificado emitido anteriormente. |
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Mulheres negras produzem o cardápio do restaurante quilombola
Foto: Keila Monteiro
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Ascom MDS
Inaugurado em dia 15 de dezembro, o restaurante da Comunidade Quilombola Campinho da Independência, em Paraty (RJ). O empreendimento é a materialização do Projeto Desenvolvimento Sustentável em Comunidades Remanescentes de Quilombo, uma parceria entre o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Petrobras, Fundação Universidade de Brasília (Fubra), Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), Sesi e Eletro Nuclear.
O restaurante de Campinho da Independência é uma experiência para geração de oportunidades de trabalho e renda, inclusão social e fortalecimento da economia local. Segundo a Associação de Moradores de Campinho (Amoc), que administra o negócio, 25 mulheres estão encarregadas de produzir as comidas típicas que são servidas aos turistas e o alimento utilizado é adquirido de produtores locais. A expectativa é de que, indiretamente, sejam beneficiadas 450 pessoas com o sucesso do estabelecimento comercial.
Além do restaurante, o Projeto Desenvolvimento Sustentável tem a preocupação de auxiliar a Amoc a por em prática iniciativas de proteção ao meio ambiente e exploração do potencial turístico do quilombo.
História do quilombo
Surgida no final do século XIX, com a decadência do regime escravocrata, a Comunidade Quilombola Campinho da Independência se iniciou graças a três mulheres negras, ex-escravas, que receberam terras de um senhor de escravos, dono da Fazenda Independência. Ao longo desses anos, a comunidade se organizou socialmente, mantendo como base o regime matriarcal.
Em meados da década de 70, com a construção da Rodovia Rio-Santos, a região onde se localiza a Comunidade Campinho da Independência sofreu fortes alterações, levando inclusive a comunidade a se reorganizar do ponto de vista político, principalmente diante das ameaças de grileiros que chegavam por causa da valorização das terras. A luta pela posse foi um dos principais capítulos da história de resistência dos quilombolas de Paraty.
A subsistência do povo sempre esteve fundamentada na agricultura familiar, que era trabalhada em forma de mutirões, com o plantio de feijão, arroz, milho, e, principalmente, mandioca e cana-de-açúcar. O artesanato também representa uma importante fonte de renda na vida da comunidade. |
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João Porto
Da Rádio Nacional da Amazônia
Com apoio do Ministério do Meio Ambiente, um estudante da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) está aprendendo conhecimentos medicinais com quilombolas em Oriximiná, oeste do Pará. O levantamento resultará em uma tese de doutorado. A intenção da pesquisa é encontrar substâncias que possam ser usadas na fabricação de remédios farmacêuticos para o sistema pulmonar e o sistema nervoso central. Para estudar os conhecimentos centenários das plantas da região, o doutorando Danilo de Oliveira fez um acordo com o Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (ligado ao ministério).
Segundo a assessora técnica do Ministério do Meio Ambiente, Fernanda Álvares, o estudo poderá trazer aproveitamento econômico para as comunidades quilombolas. "Caso venha a se criar um produto [com base nas plantas da região], existe um contrato entre a UFRJ a Associação das Comunidades Tradicionais para que ambos desfrutem dos benefícios da pesquisa", explica.
Para Silvano Silva da Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombos do Município de Oriximiná a pesquisa também é importante para a preservação do patrimônio cultural dos quilombolas. "O pessoal viveu por muito tempo se tratando com medicamentos da floresta. Essa cultura permanece até hoje", observa. O município de Oriximiná tem 33 comunidades remanescentes de quilombos, onde vivem cerca de 6 mil pessoas. O prazo para a conclusão da tese de doutorado é até o início de 2009. |
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O conteúdo do boletim pode ser reproduzido parcial ou totalmente, desde que seja citada a fonte. |
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Expediente:
Assessoria de Comunicação Social da Seppir
Jornalistas: Isabel Clavelin e Rose Silva
Editoração: Njobs
Telefone: (55 61) 3411-4977
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Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
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