7 a 13 de dezembro de 2007 Edição nº 133 - ano 03
Seminário quilombola discutirá desenvolvimento rural
Matilde Ribeiro é convidada de honra de sessão da Cátedra das Américas
Debate aborda bases culturais do racismo no Brasil
Revista de Direito Agrário nº 20 destaca o acesso das comunidades quilombolas à terra
 
Consulta aos quilombolas
A Instrução Normativa nº 20 do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) será submetida à apreciação de lideranças quilombolas nos dias 10 e 18 de dezembro, em Brasília. O documento foi elaborado pela AGU (Advocacia Geral da União) com colaboração da Seppir, Fundação Cultural Palmares e MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário)/Incra e pretende aperfeiçoar o processo de regularização fundiária estabelecido no decreto 4887/03. A reunião de segunda-feira (10) será, a partir das 9h, no Centro de Convenções Israel Pinheiro (auditório B nº 946/952 - SHDB QL 32 Conjunto A - Lago Sul).
Diversidade Lingüística
A Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, em pareceria com o Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Lingüística (IPOL) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan/MinC) realiza Audiência Pública sobre a Diversidade Lingüística do Brasil, no dia 13 de dezembro, das 9h30 às 18h, na Câmara dos Deputados (Brasília). Na ocasião, o Inventário Nacional da Diversidade Lingüística será apresentado como um instrumento legal de identificação, documentação, reconhecimento e valorização das línguas que constituem referências culturais para os brasileiros. Este inventário é o resultado de um ano e meio de discussão de um grupo de trabalho  interdisciplinar e interministerial, criado para propor medidas de reconhecimento e valorização da diversidade lingüística no Brasil. Mais de 200 línguas são faladas em comunidades que vivem no território nacional. São brasileiros que falam idiomas autóctones, como o povo Xavante, Bororo, Guarani e centenas de outros grupos indígenas, ou alóctones, línguas de imigração, como falares afro-brasileiros, o hunsrückisch, talian, pomerano etc; além, ainda, da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS). O reconhecimento das línguas como objeto de políticas públicas e como patrimônio cultural brasileiro contribuirá para a afirmação dos direitos culturais, das identidades das minorias e para a manutenção da diversidade cultural do país. Fonte: Iphan.
Direitos Humanos
A ministra Matilde Ribeiro participou da V Conferência Municipal de Cidadania e Direitos Humanos de Santo André, cujo tema foi Educar para a paz, realizada na última quinta-feira (6) pela Câmara Municipal de Santo André com o apoio da prefeitura. Além do prefeito, João Avamileno, e da vice-prefeita, Ivete Garcia, estiveram presentes os parlamentares presidentes das Comissões de Direitos Humanos federal, estadual e municipal, respectivamente os deputados Luiz Couto (PT-PB), Vanderlei Siraque (PT-SP) e a vereadora Maria Ferreira de Souza Loló (PT-Santo André). Durante a solenidade foram entregues prêmios de Cidadania e Direitos Humanos em diversas categorias aos representantes da sociedade civil que mais contribuíram com essa causa em 2007. A ministra destacou, em sua saudação, que é um grande avanço de nossa época o tema Direitos Humanos ter passado a fazer parte da política pública. Em relação às políticas de promoção da igualdade racial, disse que são fundamentais para a construção de uma sociedade inclusiva. “Para pensar uma sociedade democrática é necessário considerar as diferenças como parte do cotidiano, e não motivo de discriminação”, concluiu.
Criança e adolescente

Encerrou-se na quinta-feira (6) a 7ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, organizada pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH/PR) em parceria com o Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente). Com o tema central tema central “Concretizar Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes: Um Investimento Obrigatório”, cerca de 1500 delegados definiram estratégias para a implementação de políticas nas áreas de medidas socioeducativas e convivência familiar. A Seppir foi uma das apoiadoras da Conferência, realizada em Brasília, e partilhou com os participantes as ações desenvolvidas no campo da igualdade racial para crianças e adolescentes. Leia mais no informativo especial Erê Odara

Mercosul

O enfoque governamental sobre a necessidade de equilíbrio na educação, no desenvolvimento e na promoção da igualdade no processo de integração do Mercosul foi tema da participação da ministra da Matilde Ribeiro no 1º Encontro de Cidades Integradas do Mercosul. O evento aconteceu em Santa Maria (RS), no final de novembro, e tratou  da inclusão da temática de gênero na discussão de integração dos países do Bloco.

Território quilombola em SC

O edital com o Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) da área quilombola denominada São Roque, localizada na divisa entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul, foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) em 30 de novembro. O edital, elaborado pela Superintendência Regional do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) em Santa Catarina, visa dar publicidade aos proprietários e ocupantes da área e determina prazos para eventuais contestações.  A área com 7.327 hectares está situada nos municípios de Pedra Grande, em Santa Catarina e Mampituba, no Rio Grande do Sul e beneficiará cerca de 200 famílias. A publicação do relatório é apenas uma etapa do processo, que se inicia com o reconhecimento do território quilombola e prossegue até a demarcação e titulação definitiva da área às famílias. Dentre estas etapas, a mais importante é a elaboração do relatório técnico que foi publicado, pois fundamenta todo o trabalho. O RTID, por sua vez, é composto por um relatório antropológico, neste caso produzido por meio de um convênio entre o Incra e a Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária da Universidade Federal de Santa Catarina (Fapeu), e também por ações próprias do Incra, como a elaboração de memorial descritivo. Nas etapas seguintes, se não houver contestações, o Incra promoverá as atividades de demarcação do território reconhecido e a sua titulação. Fonte: Incra.

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O samba é um bonito modo de viver.
Nelson Sargento, sambista.
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Crianças quilombolas de São Lourenço do Sul (RS)
Foto: Dirce Carrion
Cerca de 100 representantes de comunidades quilombolas de todo o País vão se reunir, neste final de semana (8 e 9 de dezembro), no Centro de Treinamento Educacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Indústria (CNTI) de Luziânia (GO), para o Seminário Temático Quilombola. O encontro é uma etapa preparatória para a I Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (CNDRSS), que ocorrerá entre 25 e 28 de junho, em Olinda (PE).

A proposta do seminário é discutir formas de contribuição do povo quilombola para o desenvolvimento do setor rural brasileiro. Os encaminhamentos desse encontro serão levados à CNDRSS, cuja finalidade é formular uma Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável e Solidário do Meio Rural, contemplando todas as forças sociais e diversidades regionais.
A equipe de promoção do seminário é formada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural (NEAD), Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq).

Matilde Ribeiro é convidada de honra de sessão da Cátedra das Américas para imprimir, clique aqui.
Ministra Matilde Ribeiro em reunião com a
secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice
A realidade do racismo no Brasil e as políticas de promoção da igualdade racial foram apresentadas pela ministra Matilde Ribeiro na 24ª Cátedra das Américas, realizada na última quarta-feira (5), em Washington, Estados Unidos. Segunda brasileira convidada a integrar o seleto encontro de autoridades do continente americano, a ministra da Igualdade Racial recebeu as boas-vindas do secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), José Insulza, e do embaixador argentino Rodolfo Hugo Gil, presidente do Conselho Permanente da OEA.

Abordando o tema “A Luta contra o Racismo e a Discriminação: Uma Política de Inclusão”, Matilde enfatizou a conjuntura favorável para a promoção da igualdade racial citando a constituição de 17 instâncias internas na região responsáveis pela indução, promoção e/ou execução de políticas públicas, motivada pela III Conferência Mundial contra o Racismo, a Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerâncias Correlatas. “O continente americano em especial, cujas sociedades desenvolveram-se a partir de um modelo econômico e político fortemente pautado na dominação e segregação de determinados grupos raciais e étnicos, defronta-se atualmente com o desafio de oferecer a estas populações igualdade formal e substantiva no usufruto de bens, das riquezas e das oportunidades de progresso que a região desfruta”, disse a ministra em seu discurso ao descrever as formas de exclusão a que foram acometidos negros e indígenas.

Numa projeção aos rumos da política de igualdade racial, Matilde Ribeiro considerou o respeito à diversidade como um dos desafios das nações americanas. “A plena garantia dos direitos humanos nos próximos anos estará intrinsecamente ligada à nossa capacidade de romper as barreiras impostas pelas discriminações sofridas por grande parte de nossas populações, promovendo o apreço à diversidade”.

Pioneirismo
Na exposição, a ministra fez referência ao pioneirismo do Brasil na construção de uma política inclusiva na perspectiva étnico-racial, mencionando a realização da Conferência Regional das Américas, convocada pelos governos brasileiro e chileno com apoio da ONU (Organização das Nações Unidas), que impulsionou o processo preparatório para a Conferência de Revisão de Durban – com grande probabilidade de acontecer no Brasil, no primeiro semestre de 2008.

Há três anos, a Assembléia Geral da OEA estabeleceu o Grupo de Trabalho – presidido pelo Brasil - encarregado da elaboração de Convenção Interamericana contra o Racismo e Toda Forma de Discriminação e Intolerância. Naquela época, foi instituída a Relatoria Especial sobre os Direitos dos Afrodescendentes no âmbito da Comissão Interamericana de Direitos Humanos. A Relatoria tem a atribuição de monitorar as políticas de igualdade racial e enfrentamento ao racismo na região e conta com aporte do governo brasileiro de US$ 165 mil.

Ao finalizar a explanação como convidada de honra da 24ª Cátedra das Américas, a ministra da Igualdade Racial refletiu sobre o trabalho da OEA para o combate ao racismo na região e o desempenho das iniciativas fomentadas pelo governo brasileiro. “A presidência do Grupo de Trabalho, exercida pelo Brasil desde a sua instalação em 2005, acaba de receber valioso aporte das instâncias técnicas da OEA e poderá apresentar esta semana uma versão atualizada do anteprojeto de convenção aos representantes dos Estados partes engajados na negociação do documento. Estamos confiantes  de que em breve poderemos oferecer às nossas sociedades um documento inovador, que contribuirá para a efetiva eliminação do racismo, discriminação e intolerância”.

Participação dos EUA
Em outubro passado, a ministra da Igualdade Racial reuniu-se com a secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, para tratar do anteprojeto de criação da Convenção Interamericana contra o Racismo e Toda Forma de Discriminação e Intolerância e da Conferência Regional das Américas, a ser convocada pela ONU, em 2008.

Acompanhe a evolução do anteprojeto da Convenção Interamericana contra o Racismo e Toda Forma de Discriminação e Intolerância no site do Grupo de Trabalho http://www.oas.org/consejo/sp/CAJP/racismo.asp
Debate aborda bases culturais do racismo no Brasil para imprimir, clique aqui.

A filósofa e professora titular da USP em História da Filosofia Moderna Marilena Chauí abriu o último encontro do ciclo de debates Ações afirmativas: estratégias para ampliar a democracia, realizadona última segunda feira (3), em São Paulo, no qual foi abordado o tema Direitos culturais, políticos e cidadania no Brasil contemporâneo. O debate foi coordenado pelo diretor da Fundação Perseu Abramo, Flávio Jorge da Silva Rodrigues, e teve a participação do secretário da Identidade e da Diversidade do Ministério da Cultura, Sérgio Mamberti, como expositor.

Em sua palestra, a professora falou sobre o mito fundador da sociedade brasileira, o qual se baseia na negação da violência, e sua relação com a ocultação das desigualdades raciais e sociais. ”No sentido psicanalítico, o mito é aquilo que não cessa de se repetir porque encobre uma realidade tão terrível que é preciso mantê-lo. Sua função é produzir esse encobrimento para que a realidade nunca chegue à consciência”, explicou. “Já no sentido antropológico, o mito é a maneira pela qual uma comunidade ou sociedade nega a existência de tensões e contradições e inventa para si própria uma solução imaginária, na qual existem harmonia e unidade”.

Chauí afirmou que apesar de a sociedade brasileira ser profundamente violenta, foi construída uma mitologia do povo generoso, cordial, sensual, alegre, hospitaleiro, que não conhece o racismo, o sexismo, o machismo ou outra forma de violência. Isso faz que a violência seja localizada num pequeno ponto: a criminalidade. Ou seja, todo o restante da estrutura social não é vista como violenta. Contudo, segundo ela, é uma sociedade de fato oligárquica – portanto excludente –, hierárquica e autoritária. “A sociedade está toda organizada em graus de mando e obediência, de superioridade e inferioridade, e  não em torno da idéia de três séculos atrás, elaborada na Revolução Francesa, da igualdade dos cidadãos. Ela opera pela exclusão, opressão, dominação e pela obediência, ou seja, é intrinsecamente violenta”, disse.

 

Dominação e violência
Ao mencionar a associação da imagem dos brasileiros, em particular dos negros, à sensualidade, ao futebol e ao samba, observou que essa imagem é sistematicamente produzida como forma de dominação. “A sociedade capitalista opera a partir da submissão do corpo ao regime do trabalho. Valoriza mundialmente o espírito, o intelecto, a inteligência, o conhecimento e desvaloriza o corpo. Portanto, numa escala cultural mundial, nós somos inferiores, pois somos definidos por nosso corpo e por nossa sensualidade”.

Para a professora, um dos trabalhos importantes que devem ser feitos por meio da política cultural dentro da visão de cidadania é a desmontagem sistemática de toda a mitologia da não-violência. “Sobretudo quando vemos essa violência se disfarçar no elogio, na imagem aparentemente positiva a respeito de nós mesmos e em particular a respeito dos negros”. Chauí argumentou ainda sobre a necessidade de desmontar as ideologias contrárias às ações afirmativas. “A mídia veicula cotidianamente que as ações afirmativas são responsáveis pelo surgimento de algo inexistente no Brasil, que é o racismo. Em vez de as ações afirmativas serem percebidas como a luta contra o racismo incorporado à sociedade brasileira, são vistas ao revés, como causa do racismo. É ideologia em estado puro, pois opera uma inversão completa da verdade”.

Respeito à Diversidade
O secretário da Identidade e da Diversidade do Ministério da Cultura, Sérgio Mamberti, discorreu sobre ações do governo federal na área da cultura para garantir o respeito à diversidade nas expressões culturais.  Entre elas, destacou a ratificação pelo governo brasileiro da convenção da Unesco sobre a promoção da diversidade e das expressões culturais, em vigor desde 18 de março. “É o documento que nos dá mais força para impulsionar as reivindicações que foram tema desse ciclo de debates. A Convenção da Diversidade não só incorpora a Declaração dos Direitos Humanos, mas todas as lutas contra a discriminação”, afirmou.

O ciclo de debates Ações afirmativas: estratégias para ampliar a democracia foi realizado pela Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), em parceria com a Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo. Iniciado em agosto com o propósito de aprofundar debates e reflexões sobre a realidade socioeconômica brasileira, assim como sobre o desenvolvimento das políticas de inclusão social e promoção da igualdade racial, e evento terá no ano que vem uma etapa internacional.
Revista de Direito Agrário nº 20 destaca o acesso das comunidades quilombolas à terra para imprimir, clique aqui.
Ascom Incra

O Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) lançou, nesta sexta-feira (7), a Revista de Direito Agrário nº 20. A publicação  reúne, de forma inédita, textos e artigos no âmbito da legislação federal sobre a temática dos quilombolas e registra o acúmulo adquirido no debate jurídico sobre as comunidades quilombolas, com análise de pareceres e posições jurídicas.

“Nosso objetivo é inaugurar o assunto nessa área”, explica Valdez Farias,  procurador-geral da Procuradoria Federal Especializada do Incra. Um aspecto importante da Revista, presente nos artigos, é a ênfase da necessidade do Direito Agrário estabelecer interfaces com outras áreas do conhecimento, como a Antropologia, História e Sociologia. Conceitos diversos, formulados e estudados por outras ciências, como as noções de comunidade tradicional, autodefinição, territorialidade como componente identitário, entre outros, estão sendo integrados e recebendo leituras jurídicas no âmbito deste ramo do Direito.
 
Um dos principais temas destacados na Revista é a regularização das terras de comunidades de remanescentes quilombos. O assunto é abordado em artigos, na seção Jurisprudência e na Produção Normativa. “No momento, com a legislação vigente, essas comunidades conseguiram assegurar apenas o acesso à propriedade”, ressalta Valdez, lembrando que o direito à terra é um dos direitos humanos fundamentais.
 
Outras temáticas da mesma importância, relacionadas ao direito à propriedade, estão presentes nesta edição. A questão do trabalho escravo está na Resenha “Pisando fora da própria sombra: a escravidão por dívida no Brasil Contemporâneo”, de autoria de Ricardo Rezende Figueira. “O passivo ambiental de imóveis rurais no processo de obtenção de terras para a reforma agrária” também é analisado por Marco Aurélio Pavarino, em Artigo Multidisciplinar.
 
Desde que foi relançada, a Revista de Direito Agrário apresenta uma entrevista a cada número, com representantes do judiciário. O caráter democrático predomina na definição dos entrevistados, que representam todos os setores envolvidos com a questão agrária no Brasil. Nesta edição sobre quilombolas, a entrevistada é a subprocuradora-geral da República, Deborah Duprat, envolvida com a questão desde os tempos da constituinte. Na entrevista, Deborah destaca a importância dos movimentos sociais para o reconhecimento dos seus direitos e para a firmação da identidade desses povos.

A revista é editada em parceria pelo Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural (NEAD) do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Programa de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e Etnia (Ppigre/MDA), pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), e pela Associação Brasileira de Direito Agrário (ABDA).


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