1º a 9 de novembro de 2007 Edição nº 128 - ano 03
Debate abordou combate ao racismo e políticas internacionais em São Paulo
Necessidade de políticas reparatórias foi tema de debate na Alesp
Campanha visibiliza situação das mulheres negras brasileiras
Teia 2007
A Teia, o maior encontro da diversidade cultural no Brasil, segue até domingo (11), em Belo Horizonte. Serão quatro dias de encontros e conversações, em que estará no centro do debate a experiência dos cerca de 700 Pontos de Cultura espalhados pelo país. A fim de expressar esta dimensão participativa plural, o lema escolhido para a Teia neste ano é Tudo de Todos. Nesta sexta-feira (9) a Seppir promoveu, em parceria com  o Instituto Jair Moura Capoeira, o lançamento do livro “Mandinga, Manha e Malícia” de Adriana Albert Dias, na Funarte Casa do Conde. A autora recupera na obra a história de capoeiristas de Salvador (BA) no período de 1910 a 1925.
Agenda

A ministra Matilde Ribeiro está presente, na terça-feira (13), na solenidade em comemoração ao Dia da Consciência Negra, na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, quando será entregue a Medalha Tiradentes ao historiador e compositor Nei Lopes. Na quarta-feira (14), participa de almoço com o presidente Lula e o presidente de Guiné Bissau, João Bernardo Vieira, no Palácio Itamaraty, em Brasília. À noite, Ribeiro compõe a mesa de autoridades na abertura da 13º Conferência Nacional de Saúde, em Brasília, e comparecerá ao lançamento do livro “Eu sou atlântica: Sobre a trajetória de vida de Beatriz Nascimento”, de Alex Ratts.. Na sexta-feira (16), a ministra segue para Belém (PA) para acompanhar as comemorações da Semana da Consciência Negra e assinar o Termo de Adesão de Belém ao Fipir (Fórum Intergovernamental de Promoção da Igualdade Racial).

Nova adesão ao Fipir
Em agenda em Florianópolis (SC), nesta sexta-feira (9), a ministra Matilde Ribeiro assinou Termo de Adesão ao Fipir (Fórum Intergovernamental de Promoção da Igualdade Racial) com o prefeito Dário Berger, que também anunciou compromisso para a criação do Conselho Municipal da Promoção da Igualdade Racial e da Coordenadoria de Promoção da Igualdade Racial. Pela manhã, Ribeiro foi convidada para integrar-se à reunião do Conselho Editorial Nacional da Revista Estudos Feministas e, à noite, palestra na abertura do curso Papel do Estado, Representação Social e Políticas Públicas, no Cesusc (Centro de Ensino Superior de Santa Catarina).
Mês da Consciência Negra

Cafés Filosóficos Especiais

O Instituto do Livro da Secretaria Municipal da Cultura de Ribeirão Preto (SP) realiza dois Cafés Filosóficos Especiais como parte dos eventos que integram o Mês da Consciência Negra – Zumbi 312 anos, em parceria com o Centro Cultural Onrùnmilá. A primeira atividade acontece neste sábado (10), às 15h, na quadra da Escola de Samba dos Bambas (rua Capitão Salomão, 96, nos Campos Elíseos), com a participação de Pedro Moraes Trindade, o "Mestre Moraes". O segundo Café será realizado dia 27 de novembro, às 19h, na Câmara Municipal de Ribeirão Preto (av. Jerônimo Gonçalves, 1.200), com a participação do compositor, escritor e pesquisador Nei Lopes.  O Mês da Consciência Negra – Zumbi 312 Anos é uma realização da Prefeitura de Ribeirão Preto, Secretarias Municipais da Cultura, Educação e Assistência Social, Instituto do Livro, Secretaria de Estado da Cultura, Governo do Estado de São Paulo e Centro Cultural Onrùnmilá.

Combate ao racismo na escola
A  Universidade Católica de Brasília promove na segunda-feira (12), às 19h15, no auditório Central do campus de Taguatinga (DF), o seminário “Universidade e Inovação: Diversidade Racial, Novos desafios para Ensino Pesquisa e Extensão”, que marca o lançamento do Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre a Temática Racial da Universidade Católica de Brasília (Neafro). O ponto alto do evento será a palestra do  sociólogo e pesquisador Válter Roberto Silvério, da Ufscar (Universidade Federal de São Carlos). No lançamento do Neafro, estarão presentes o subsecretário de Políticas e Ações Afirmativas da Seppir, Alexandro Reis; a coordenadora-geral de Diversidade e Inclusão Educativa da Secad/MEC, Leonor Araújo; o pró-reitor de Graduação da UCB, prof. José Leão da Cunha Filho; o coordenador do Neafro da UCB, professor Carlos Alberto Santos de Paulo; o coordenador do NEAB/UnB (Núcleo de Estudos Afro-brasileiros da Universidade de Brasília), Nelson Inocêncio da Silva; e coordenador do Grupo de Estudos em Filosofia, Raça, Gênero e Direitos Humanos – Padê/UniCeub, professor René Marc da Costa Silva. Mais informações:  www.neafro-ucb.blogspot.com (Lude Braghini/UCB)
Geografia Negra

De 20 a 22 de novembro, a UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e a Sociedade Beneficente Cultural Floresta Aurora, que completa em dezembro 135 anos de atuação, promovem o 1º Seminário a Geografia da Cultura Negra do Rio Grande do Sul – Uma Discussão Didático Pedagógica. Por meio dos eixos temáticos mapeamento cultural, negritude no Rio Grande do Sul, literatura, diversidade cultural, políticas públicas, o negro na mídia, educação, religiosidade, economia e sociedade, saúde da população negra e mercado de trabalho, a programação abarca a presença negra nos séculos XIX e XXI e se desenvolve através de palestras, apresentação de trabalhos científicos e empíricos, como de escolas estaduais e municipais e sociedade civil, e exposição de pôsteres. Durante os três dias, o Instituto de Geociências da UFRGS estará aberto à visitação e participação do público nas mesas redondas, das 8h30 às 12h e das 14h às 18h. Mais informações pelo e-mail leticia.barbosa@ufrgs.br e pelo site www.ufrgs.br/posgea/noticias/
IseminarioSEGCUN.html

Concurso de Redação

A Assessoria de Promoção da Igualdade Racial da Prefeitura Engenheiro Paulo de Frontin, do estado do Rio de Janeiro, promoveu o I Concurso Municipal de Redação “Consciência Negra – Garantia de Direitos Fundamentais – 2007” entre estudantes das redes de ensino municipal, estadual e privado do municípios. A iniciativa, baseada na lei 10.639/03, que inclui no currículo oficial das redes de ensino público e privado a obrigatoriedade da temática referente à História da África e cultura afro-brasileira, estimulou reflexões das ações afirmativas e promoção da igualdade racial junto a estudantes, professores e comunidade escolar. A premiação, que acontecerá no dia 21 de novembro, no Centro Recreativo Fluminense-Mineirão, vai contemplar os três primeiros lugares de três categorias: de 3ª e 4ª série e de 5ª a 8ª séries do ensino fundamental e alunos do ensino médio. Na cerimônia de anúncio dos vencedores, haverá apresentação de manifestações culturais afro-brasileiras como jongo e capoeira.

Saúde das mulheres negras

O Grupo de Mulheres Negras Malunga realiza, neste sábado (10), oficina sobre o controle da saúde das mulheres do movimento social que monitoram políticas públicas de saúde. Uma das ministrantes é a secretária-executiva da Rede Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos, Télia Negrão. O eixo norteador do evento é à sensibilização, qualificação e capacitação de usuárias com ênfase em lideranças populares ativistas em saúde, saúde da mulher,  saúde da população negra para que atuem em suas cidades como referências no debate e na ação política nas diferentes instâncias de controle social existente na área de saúde e em defesa do SUS, tendo como eixos os recortes de gênero (saúde da mulher) e racial/étnico (saúde da população negra). Mais informações pelo e-mail: secretariamalunga@hotmail.com

Cultura Hip Hop

Segue até segunda-feira (12), a quinta edição do Festival Semana Zulu na cidade de Diadema (SP). O evento comemora o Dia Mundial do Hip Hop, 12 de novembro, data de aniversário tanto da criação da Zulu Nation Universal (1973) quanto da criação do próprio Hip Hip (1974). Além das  atividades artísticas de Rap, Discotecagem, Dança de Rua, a Zulu Nation Brasil dedica-se ao quinto elemento: o  conhecimento - com oficinas culturais e workshops. Haverá também uma feira cultural que oferecerá ao público artigos voltados às linguagens da Cultura Hip Hop. Os eventos acontecem na Fundação Florestan Fernandes, na Associação dos Funcionários Públicos de Diadema e em espaços públicos da cidade, e são patrocinados pela Petrobrás. Acompanhe a programação no site www.zulunationbrasil.com.br 

Combate à violência contra a mulher

A Câmara Municipal de Santos (SP), por intermédio da Comissão Especial que trata da Defesa da Cidadania e dos Direitos Humanos, realizada na terça-feira (13), às 18h,  na Sala Princesa Isabel (Praça Mauá, s/n°). O encontro terá como finalidade discutir a questão da violência contra a mulher e lançar o livro "Do silêncio ao grito contra impunidade", que relata o caso do assassinato de Márcia Leopoldi.

Literatura Negro Africana
Encerra na quarta-feira (14), o curso de extensão universitária de Introdução à Literatura Negro Africana, ministrado pelo prof. Dr. André Ntonfo da Universidade de Yaounde I – República de Cameroun.  A iniciativa está compreendida nas ações decorrentes do projeto África-Brasil do Programa de Pós-graduação e Literatura do Instituto de Letras da UnB (Universidade de Brasília). Chegados ao Brasil para o programa Professor Visitante Estrangeiro (PVE) da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em cooperação com a República de Cameroun, Ntonfo e seu colega Joseph Marie Essomba são visitantes também na UFG (Universidade Federal de Goiás). 
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As crianças serão crianças,
negras, loiras ou brancas
serão pétalas da mesma flor
Onésimo da Silveira, poeta caboverdeano
Debate abordou combate ao racismo e políticas internacionais em São Paulo para imprimir, clique aqui.
O quinto encontro do ciclo de debates Ações afirmativas: estratégias para consolidar a democracia, realizado no último dia 5, abordou aspectos internacionais do combate ao racismo por meio de acordos, tratados e de ações afirmativas. Participaram da mesa como expositores a ministra coordenadora da Divisão de Temas Sociais e Direitos Humanos do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Ana Lucy Gentil Cabral, o doutor em Ciências Humanas e professor da Universidade de São Paulo (USP) Kabengele Munanga e a ministra da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, como comentarista. O encontro foi coordenado pela pesquisadora Zélia Amador de Deus.

A ministra Ana Lucy Gentil Cabral iniciou sua exposição destacando a resolução 38/04, proposta em 2001 pelo Itamaraty eadotada posteriormente pela Organização das Nações Unidas (ONU), a qual salienta a incompatibilidade entre o racismo e a democracia. “O objetivo dessa resolução, que está na pauta da política brasileira internacional, é a revisão de todas as plataformas políticas que advoguem alguma discriminação racial e a não aceitação de nenhum tipo de governo que não adote a igualdade, realçando com isso a dignidade da pessoa humana”, afirmou.

Segundo ela, a política de promoção da igualdade racial impulsionada pelo governo Lula tem proporcionado que o Brasil desempenhe um papel mais proeminente na Organização dos Estados Americanos (OEA), na qual foi proposta, em 2005, a criação da Comissão Interamericana contra a Discriminação Racial. “A verdade é que alguns países de nossa região, como é o caso do Chile, não têm nenhuma legislação específica contra a discriminação, portanto, aí há um espaço grande para que a questão da desigualdade seja colocada na agenda das Américas”, concluiu.

Outra ação importante do Itamaraty nessa área é o acompanhamento da revisão da Conferência de Durban, que  abre a possibilidade de reunir, em 2009, o mundo inteiro para debater o tema. O Brasil é candidato a sediar a reunião regional no ano que vem.
A ministra concluiu ao informar que o Instituto Rio Branco adotou uma política de ação afirmativa ao fomentar o ingresso de negros na carreira diplomática através do Programa de Bolsa Prêmio de Vocação à Diplomacia.

Ações polêmicas
Segundo o professor Kabengele Munanga, a adoção de medidas reparatórias às vítimas do racismo e da discriminação por meio de políticas públicas específicas para a superação das desigualdades, fundamentadas na regras de discriminação positiva, é o ponto de partida de todas as polêmicas e controvérsias que se estabeleceram no Brasil depois da Conferência de Durban. “Políticas de ações afirmativas, mais do que corretivas, são medidas preventivas. Os que defendem a teoria dos conflitos e afirmam que elas podem trazer conflitos esquecem que estes podem também trazer mudanças. Uma sociedade sem conflitos não muda”.

Conexões internacionais
A ministra Matilde Ribeiro retomou em seu comentário o desafio de pensar as conexões possíveis entre a política nacional de promoção da igualdade racial, as ações e o contexto internacionais. “Em geral, quando debatemos essa temática só olhamos para o nosso umbigo e ainda com uma cegueira histórica, que nos leva a esquecer essa complexa teia que é o racismo como fenômeno universal”, observou.

Segundo a ministra, a partir da estrutura da Seppir e da construção Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial, a palavra diversidade tem sido cotidiana na agenda do governo federal. “Isso se coloca na representação do Conselho, composto por palestinos, judeus, negros, ciganos e indígenas, e apareceu de forma determinante na 1ª Conferênca Nacional de Promoção da Igualdade Racial”, afirmou.

“Quando falamos de ações afirmativas para a comunidade negra somos acusados de importar modelos inadequados para a realidade do Brasil. Quando falamos de ciganos, lidamos também com uma realidade mundial, assim como ocorre com as questões dos judeus e dos palestinos. Com isso, quero concluir que é importante encontrarmos um olhar mais pragmático, que nos oriente em relação às políticas públicas do governo e à compreensão necessária da agenda social brasileira, para assimilar essa complexidade e visão internacionalizada das ações afirmativas”.
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A ministra Matilde Ribeiro participou na última segunda-feira da abertura do “Seminário Nacional de Ações Afirmativas”, realizado pela Frente Parlamentar de Promoção da Igualdade Racial da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) e SOS Racismo, com o objetivo de levantar demandas sociais que contribuam para a implantação de políticas públicas voltadas para a igualdade racial.

Compuseram a mesa o presidente da Casa, deputado Vaz de Lima; o secretário de Estado da Justiça e Defesa da Cidadania, Luiz Antônio Guimarães Marrey; o presidente do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, Ricardo Patah; o representante do Ministério Público Estadual, Oswaldo Luiz Palú; a presidente do Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra, Elisa Lucas Rodrigues; a Coordenadora da Cone/Prefeitura de São Paulo, Maria de Laia; e os deputados estaduais José Cândido, Vicente Cândido, Simão Pedro, Cido Sério, todos do PT, e José Augusto (PSDB).

Ribeiro apresentou à platéia três desafios a ser enfrentados nesse momento histórico sobre a questão racial, entre eles a abertura de um debate entre instituições governamentais e privadas. “Embora a ação de combate ao racismo não tenha sido iniciada com o governo Lula, há agora um diferencial importante, que é a existência de um órgão coordenador de políticas cuja missão é estruturá-las no âmbito federal e ao mesmo tempo pensar o futuro. Para isso, é fundamental transformá-las em políticas de Estado”, afirmou.

Outro desafio destacado é a aprovação do Projeto de Lei 73/99 e do Estatuto da Igualdade Racial, ambos tramitando no Congresso Nacional, para dar consistência legal às políticas.E, por último, fazer que os governos tenham sentidos e ouvidos para as propostas dos movimentos sociais. A ministra vê o atual momento como bastante próspero e positivo para a construção de políticas de igualdade racial.

Identidade Cultural
O painel sobre identidade cultural, realizado na terça-feira (6/11), teve como expositores a professora Jocelina Santos do Nascimento, da Fundação Cultural Palmares, Raquel Trindade, do Teatro Popular Solano Trindade, José Flávio Pessoa de Barros, da Universidade Cândido Mendes (RJ), e Moisés da Rocha, como comentarista.

A professora Jocelina Nascimento mencionou como um dos fatores que geram preconceito contra a comunidade negra a ausência de estudos sobre a forma de inserção dos africanos no Brasil. “Os povos que chegaram não supriram apenas a força física necessária para a economia do país. Eles trouxeram seus conhecimentos de lingüística, eram mestres na construção de embarcações, na arte de fundir metais, na percepção da doença. Tinham conhecimento que os colonizadores não tinham”, afirmou.

Para ela, é fundamental resgatar essa diáspora positiva para a recuperação histórica e os órgãos públicos têm a responsabilidade de ajudar a transformar a riqueza cultural brasileira em elemento de inclusão. “Nossa identidade é calcada nesse todo,  daí herdamos coletivamente nossa forma criativa de ser hoje. Há traços da cultura negra mesmo no branco mais branco do Brasil”, concluiu.

A coreógrafa e artista plástica Raquel Trindade, de 71 anos, disse que seus avós já faziam ações afirmativas, quando lhe ensinaram todas as danças de seus ancestrais. “Quando menina eu já assistia ao teatro experimental de Abdias Nascimento, de Haroldo Costa, a Orquestra Brasileira e outros. Tenho uma neta afro-germânica, um neto japonegro, e na nossa família todos cantam e dançam”, relatou.

O professor José Flávio Pessoa de Barros proferiu uma palestra sobre cultura e religiosidade. Exibiu algumas peças da música sagrada do candomblé nagô, as quais, segundo ele, são cantos litúrgicos que representam momentos de reflexão. “São cantos contra a opressão e discriminação, que têm tradução, autoria e uma importância social fantástica”.

Barros concluiu sua palestra lembrando a perseguição policial aos templos de candomblé em determinados momentos históricos, que também é relatada nos cantos religiosos. “Enquanto uma parte tão importante da nossa história estiver nos arquivos policiais temos muito a trabalhar. Nossa história deveria estar nos museus, e preservá-la adequadamente é um problema nosso.”

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Banner da campanha
Com o objetivo de combater a violência doméstica e familiar contra as mulheres, cerca de 135 países desenvolvem anualmente a Campanha 16  Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, de 25 de novembro a 10 de dezembroNo Brasil, a mobilização começa mais cedo: de 20 de novembro a 10 de dezembro para dar visibilidade à dupla violência sofrida pelas mulheres negras: o sexismo e o racismo.

A edição 2007 da campanha celebra, pela primeira vez, a realização em conjunto com a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM/PR) e a adesão da Seppir e da Secretaria Especial dos Direitos Humanos. Nesta terça-feira (13), as ministras Matilde Ribeiro e Nilcéa Freire (SPM) participam de café da manhã com a imprensa, em Brasília, para apresentação da campanha deste ano.

A estratégia de divulgação da campanha é pautar na mídia a temática violência contra as mulheres, com foco no primeiro ano da Lei Maria da Penha, sua aplicação e implementação, além dos temas racismo, aids, direitos humanos e homens pelo fim da violência contra as mulheres. Os materiais e ações da campanha vão abordar todos os tipos de violência contra as mulheres e destacar o papel dos diversos atores políticos e sociais na disseminação, aplicação e implementação da Lei, destacando, por meio de histórias reais, os resultados do primeiro ano de sua vigência, seus benefícios, carências e a necessidade de sua urgente implementação em todo o País.

Divulgação
Nesta edição estão sendo adotadas variadas estratégias de comunicação como um website dinâmico com informações sobre os eventos nos estados e disponibilização dos materiais da Campanha para download e ampla reprodução pelos parceiros.

Em 8 de outubro, aconteceu a primeira teleconferência, transmitida via satélite, ao vivo, para todo o Brasil, com interatividade com o público perguntas ou sugestões por e-mail, fax ou telefone 0800. A primeira atividade debateu os rumos e ações de implementação da campanha, mobilizando prefeitos, governadores, conselhos estaduais e municipais de defesa da mulher e parlamentares, com participação do Banco do Brasil-BB, Associação Brasileira de Municípios - ABM, Secretaria Especial de Políticas para Mulheres (SPM) e a Agende.  A segunda teleconferência será no dia 3 de dezembro, com a participação de autoridades e especialistas, abordando temas relevantes às datas-marco da Campanha e a aplicação e implementação da Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06), sobre violência doméstica e familiar contra as mulheres.

No dia 25 de novembro (Dia Internacional da Não-Violência contra as Mulheres), tem início a Campanha mundial. O calendário da mobilização mundial se completa com o dia 1º de dezembro (Dia Mundial de Combate à Aids), 06 de dezembro (data do Massacre de Mulheres de Montreal, que originou a Campanha Mundial do Laço Branco – movimento de homens pelo fim da violência contra as mulheres) e 10 de dezembro (Dia Internacional dos Direitos Humanos), quando se encerra a mobilização.

No site da campanha www.agende.org.br/16dias  estão disponíveis frases positivas que traduzem o que é uma vida sem violência e uma lista de filmes que abordam a temática da violência contra as mulheres, para que parceiros e sociedade promovam uma programação de cinema durante os 16 dias.

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O conteúdo do boletim pode ser reproduzido parcial ou totalmente, desde que seja citada a fonte.
Expediente:
Assessoria de Comunicação Social da Seppir
Jornalistas: Isabel Clavelin e Rose Silva
Editoração: Njobs
Telefone: (55 61) 3411-4977
Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
Esplanada dos Ministérios Bloco A - 9º andar - CEP 70054-906 - Brasília - DF - Brasil
E-mail: seppir@planalto.gov.br