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Missão presidencial à África
Chegando a marca de 19 países africanos visitados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e comitiva percorrem, de 15 a 19 de outubro, Burkina Fasso, Congo Brazzville, África do Sul e Angola. Integrada à missão, a ministra da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, buscará o estreitamento de relações bilaterais desses países com a Seppir, a exemplo dos acordos internacionais já firmados nas áreas de inclusão social, direitos humanos e vínculo à igualdade racial com Senegal, Cabo Verde, Moçambique, Angola, Camarões, Guiné Bissau, África do Sul e Mali.
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Seminário no Canadá
Até 21 de outubro, a diretora da Subsecretaria de Políticas para Comunidades Tradicionais, Maria Palmira da Silva, participa, juntamente com o assessor técnico da Assessoria Internacional da Seppir Daniel Brasil e representantes do Ministério das Cidades, do Seminário de Avaliação dos Novos Consórcios Públicos para a Governança Metropolitana em Vancouver, Canadá. Fruto da cooperação bilateral entre Brasil e Canadá, o projeto dos Consórcios Públicos envolve as prefeituras do Recife (PE), Fortaleza (CE), Santarém (PA), Santo André (SP) e Belo Horizonte (MG) para a identificação de temas e áreas da política pública a serem aprimorados a partir de uma intervenção que prime pela boa governança. Os Consórcios Públicos visam o compartilhamento de experiências através da identificação de temas e áreas a serem aprimorados na gestão pública por meio da capacitação permanente para a boa governança. O projeto é desenvolvido pelo Canadá e Brasil com suporte da University of British Columbia e financiamento da Cida (Agência Canadense de Desenvolvimento Internacional). |
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Quilombolas na OEA
Na quarta-feira (10), a subsecretária de Políticas para Comunidades Tradicionais, Givânia Silva, apresentou em reunião temática da 130ª Sessão Ordinária da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos) as ações do governo brasileiro para inclusão social e garantia dos direitos das comunidades quilombolas, como as desenvolvidas no Programa Brasil Quilombola. Realizada três vezes ao ano em Washington D.C., a Sessão Ordinária da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA é um espaço em que os governos nacionais e a sociedade civil discutem casos que infringem os direitos humanos, propõem recomendações aos países para a garantia dos direitos humanos e fazem monitoramento das deliberações. A reunião temática para quilombos foi requerida pela Cejil (Centro pela Justiça e Direito Internacional), organização internacional da sociedade civil com sede regional na Costa Rica. No Brasil, o escritório fica no Rio de Janeiro.
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Seleção de advogado para OEA
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da OEA (Organização dos Estados Americanos) está convocando advogados (as) para trabalharem na Relatoria sobre Afrodescendentes. Os profissionais vão auxiliar no cumprimento das atividades da Relatoria, elaborar e publicar estudos temáticos, analisar a jurisprudência dentro do sistema de casos individuais, realizar pesquisas, visitas aos países e elaborar informes gerais. O período de inscrição se encerra no dia 20 de outubro, sendo previsto o início do trabalho de um ano em 1º de dezembro na sede da CIDH em Washington D.C, no Estados Unidos. A Comissão Interamericana só aceitará os pedidos apresentados antes da data de encerramento das inscrições, que contenham os documentos solicitados (carta de apresentação, currículo atualizado, cópia do diploma de Direito e outras formações, trabalho escrito ainda não editado em inglês, espanhol e português e lista de três referências de contatos) e que cumpram com os requisitos mínimos (diploma de advogado de uma universidade reconhecida; sete anos de experiência pratica na área de direitos humanos e de assuntos relacionados com os direitos dos afrodescendentes; experiência prática na preparação de materiais informativos relacionados com direitos dos afrodescendentes; familiaridade com o direito internacional e os direitos humanos e com o direito interno dos Estados Membros da OEA e conhecimento dos mecanismos de proteção internacionais dos direitos humanos; capacidade comprovada para investigar questões legais e de trabalhar rapidamente para preparar ações, informes e recomendações; fluência em espanhol, inglês e português - prática da língua francesa seria desejável; excelente capacidade de comunicação oral e escrita - habilidade de comunicação com pessoas de todos os níveis sociais e educativos; e capacidade de trabalhar independentemente e com supervisão limitada, em situações que requerem trabalho de equipe e produzir resultados em curto prazo). A documentação terá a discrição da CIDH, e se solicitará aos candidatos finalistas respostas a perguntas adicionais. Os documentos devem ser enviados pelo correio para o endereço: Comissão Interamericana de Direitos Humanos - Organização dos Estados Americanos, 1889 F Street, N.W.Washington, DC 20006, USA , Fax: (202) 458-3992; ou por correio eletrônico a: cidhoea@oas.org
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Feira do Livro do Maranhão
As manifestações culturais afro-brasileiras são destaques da 1ª Feira do Livro do Maranhão. Promovida pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), a Roda de Conversas realiza de 19 a 22 de outubro, sempre das 8h30 às 12h na Casa do Escritor Maranhense (Pça. Maria Aragão), interações entre o público visitante e ativistas culturais do bumba-meu-boi, blocos afros, cultos afros dos terreiros de Mina e
tambor de crioula.
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História e cultura africana e afro-brasileira
De 16 a 19 de outubro, a Unimonte e Gruhbas Projetos Educacionais e Culturais promovem, por meio de convênio com o Ministério da Educação e FNDE (Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Educação, a semana História e Cultura Afro-brasileira e Africana através de palestras e oficinas pedagógicas. A lei 10.639/03, que torna obrigatório o ensino da história e cultura africana e afro-brasileira no ensino básico, permeia todas as principais palestras que vão abordar a diversidade cultural e étnica e as práticas escolares, a pluralidade cultural como assunto de sala de aula e as influências da cultura africana na arte e na literatura. Informações e programação detalhada no site
www.gruhbas.com.br
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Lei 10.639/03
O Governo do Estado de Sergipe promoveu, no final de setembro, o I Fórum Regional para Implementação da Lei 10.639/03: uma proposta metodológica. A iniciativa, organizada pelo Nedic (Núcleo de Educação da Diversidade e Cidadania), envolveu diretores, coordenadores, professores e comunidade escolar, pais de alunos, alunos e comunidade em geral. A atividade buscou sensibilizar os educadores para uma ação pedagógica, tendo em vista as diversidades de grupos étnico-raciais, e para as ações afirmativas como estratégia para redução das desigualdades.
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Feriado da Consciência Negra
Sancionada em 8 de outubro, a lei 6.633/2007 pelo prefeito de Araraquara (SP), Edinho Silva, que institui o feriado municipal “Dia da Consciêmncia Negra e dos Orixás”. Comemorada anualmente, a data reverencia a memória de Zumbi dos Palmares e presta homenagem aos afro-brasileiros pela luta contra o racismo.
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Viver é muito perigoso... Porque aprender a viver é que é viver mesmo. |
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Guimarães Rosa, em Grande Sertão Veredas |
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Crianças e adolescentes quilombolas também estão entre os beneficiários do programa
Foto: Dirce Carrion
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Ao lado dos ministros Patrus Ananias, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome; Paulo Vannuchi, da SEDH (Secretaria Especial dos Direitos Humanos); Matilde Ribeiro, da Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial); Fernando Haddad, da Educação; e Tarso Genro, da Justiça, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
anunciou na quinta-feira passada (11) o Programa Direitos de Cidadania – Crianças e Adolescentes, em Brasília.
Com orçamento total de R$ 2,9 bilhões, o programa será coordenado pela SEDH desenvolvido por 14 ministérios: ministérios da Cultura, Educação, Justiça, Saúde, Cidades, Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Esporte, Trabalho e Emprego, secretarias Especial de Direitos Humanos, Especial de Políticas para as Mulheres, Especial de Políticas de Promoção de Igualdade Racial e Nacional da Juventude. E com parceria da Petrobrás, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Correios, Serpro e Infraero.
Atuante no Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente) e para a integração da temática promoção da igualdade racial em diferentes órgãos federais, a Seppir alocou R$ 2,9 milhões no Programa Direitos de Cidadania – Crianças e Adolescentes, considerando o período de 2007-2010.
Para o projeto “Quem ama, protege”, a Seppir, juntamente com a SPM (Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres e ministérios da Saúde e de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, pretende induzir o fortalecimento e ampliação dos programas federais de atendimento na área da saúde e assistência social em 45 municípios de grave vulnerabilidade à violência contra crianças, adolescentes e suas famílias, destacados no Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania). Neste projeto, a Seppir vai aportar R$ 1,5 milhão, recursos que beneficiarão famílias quilombolas.
No projeto “Pró-Sinase”, que visa a implementação do Sinase (Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo), a Seppir destinou R$ 1, 4 milhão para apoio a projetos com recorte de gênero e étnico-racial, ação a ser desenvolvida em parceria com a SPM. Esta iniciativa visa o fortalecimento no atendimento em saúde, educação, profissionalização, cultura e esporte nas unidades de internação, as quais contam com mais de 60% de adolescentes negros.
Violência crescente
Segundo dados da SEDH de 2006, 60 mil adolescentes cumprem medidas socioeducativas, destes 15 mil estão em regime de internação e 45 mil em semi-liberdade. Cerca de 80% dos internos têm renda familiar inferior a dois salários mínimos, 51% não frequentam escola e 49% dos pesquisados não trabalhavam. A expressiva maioria é masculina, sendo 10% meninas e adolescentes. Somente na última década 1996-2006, o crescimento no ingresso de adolescentes em internação é de 363%.
Focado na redução da violência contra crianças e adolescentes, o programa pretende ser um marco em direitos humanos para o grupo através de uma agenda pró-ativa com ênfase na inclusão social e na promoção dos direitos humanos, como direito à sobrevivência, ao desenvolvimento e à integridade física. A eqüidade é uma das diretrizes do programam ao levar em consideração as diversidades regionais, étnico-racial e de gênero, assim como a territorialidade, gestão integrada, valorização do protagonismo dos adolescentes e capilaridade dos programas federais. |
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| Projeto “Samba Patrimônio da Humanidade” é apoiado desde 2004 pela Seppir
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Com Renata Melo
Após três anos de avaliação do pedido de registro das matrizes do samba do Rio de Janeiro como patrimônio cultural do Brasil, o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) anunciou na última quarta-feira (10), na capital fluminense, o tombamento do samba carioca. O processo foi instaurado a pedido do Centro Cultural Carioca, da Associação das Escolas de Samba do Rio de Janeiro e pela Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba), por intermédio da Seppir em parceria com o corpo técnico do Iphan.
"Existem jovens produzindo coisas muito boas. O registro fortalece ainda mais as raízes da nossa música e isso é de interesse de todas as gerações", disse Leci Brandão, integrante do CNPIR (Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial) - órgão consultivo da Seppir.
A documentação que compõe o dossiê baseou-se em pesquisa realizada junto às seis escolas de samba mais antigas do Rio de Janeiro (Mangueira, Portela, Salgueiro, Vila Isabel, Império Serrano e Estácio de Sá), parceria entre a Seppir e o Ministério da Cultura com orientação técnica do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular e do Departamento de Patrimônio Imaterial do Iphan.
Para Nilcemar Nogueira, neta de Cartola e vice-presidente do Centro Cultural, "o samba é vivo, dinâmico. A intenção do registro é valorizar e preservar as matrizes do samba no Rio de Janeiro".
Ponto de partida
O reconhecimento do samba de roda no Recôncavo baiano como patrimônio cultural do Brasil, em 2004, e a sua inclusão, em 2005, na lista de bens do Programa da Unesco das Obras-Primas do Patrimônio Oral da Humanidade motivaram o Centro Cultural Cartola a propor a análise dos variados estilos de samba que surgiram no Rio de Janeiro no início do século XX, nas reuniões musicais em casa de Tia Ciata, no bairro do Estácio, nas escolas de samba, nos blocos, nos morros, nas ruas e quintais.
A pesquisa e o pedido de registro formulados pelo Centro Cultural Cartola estão focados no samba de terreiro, no partido-alto e no samba-enredo, formas de expressão matriciais do samba no Rio de Janeiro. O primeiro estilo faz referência aos terreiros, espaços de encontro e celebração dos sambistas, que ali cantam e dançam um samba livre que traz as marcas de sua ancestralidade. O samba de terreiro fala sobre as experiências da vida, o amor, as lutas, as festas, a natureza e a exaltação das escolas e do próprio samba.
Já o partido-alto nasceu das rodas de batucada, nas quais o grupo marca o compasso batendo com a palma da mão e repetindo versos envolventes. A partir da estruturação das primeiras escolas de samba, no final da década de 1920, o samba adaptou-se às necessidades do desfile, criando-se uma nova estética e uma nova modalidade: o samba-enredo. Ele agrega características do samba de terreiro e do partido-alto, como, por exemplo, a presença marcante do refrão e a inclusão de experiências e sentimentos dos sambistas.
Trabalho árduo
O “Dossiê das Matrizes do Samba no Rio de Janeiro: Partido-alto, Samba de terreiro, Samba-enredo” foi realizado entre janeiro e outubro de 2006 e buscou explicitar aspectos das dimensões melódicas, harmônicas, rítmicas e coreográficas dessas formas tradicionais de samba, caracterizar seus contextos de prática e revelar seus principais personagens.
O documento aponta também ações e políticas necessárias para a valorização e salvaguarda dessas expressivas manifestações da cultura brasileira. Além de pesquisadores e colaboradores, vários sambistas participaram ativamente do trabalho, como Monarco, Xangô da Mangueira e Nélson Sargento.
O registro das matrizes do samba no Rio de Janeiro se insere num projeto de âmbito nacional de reconhecimento e valorização das formas de samba que constituem referências culturais da população brasileira. Já foram registrados, no campo do projeto, além do samba de roda do Recôncavo baiano, o jongo na região Sudeste e o tambor de crioula no Maranhão. O trabalho deve abranger ainda o samba de coco nordestino, o samba rural paulista e outras formas de samba tradicionais. |
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Foi realizada em São Paulo, de 11 a 14 de outubro, a Assembléia Nacional do Congresso Nacional de Negras e Negros do Brasil (Conneb), que será promovido pelo movimento negro brasileiro em maio de 2008. A ministra Matilde Ribeiro esteve na abertura, durante sessão solene da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, no último dia 11, sob a coordenação do deputado estadual José Cândido (PT-SP) e com a participação de parlamentares e militantes de todo o país.
Segundo Marcos Cardoso, da Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen), o principal objetivo do Conneb é reaglutinar as forças políticas que atuam no combate ao racismo para promover um salto na ação política e na organização. “Vivemos um momento histórico importante, resultado de uma trajetória vitoriosa de mobilizações que necessita ser repensada”, afirmou.
A representante da coordenação estadual do Conneb, Regina Lúcia dos Santos, destacou que é importante para o movimento negro passar do estágio de combate ao racismo em que esteve até agora para a proposição de um projeto político do povo negro, que possibilite criar uma nação brasileira. “Não se pode conceber como nação um Estado que exclui 50% da população brasileira. Por isso estamos reunidos para discutir um projeto que acabe com o racismo e suas mazelas”, concluiu.
Em seu pronunciamento durante a abertura, a ministra relembrou momentos históricos importantes que possibilitaram a inserção desse tema de forma definitiva na agenda política nacional. Segundo ela, a promoção da igualdade racial vive atualmente uma ebulição em todo o país, com a criação de estruturas específicas nas administrações públicas para tratar dessa questão. “Temos um fórum que agrega 10% dos municípios e quase todos os estados, uma situação muito diferente da que havia 20 anos atrás. É nossa a imensa responsabilidade de dar continuidade ao que foi construído ao longo da história e contribuir para que as políticas de ações afirmativas sejam assumidas pelo Estado brasileiro”, disse.
Ela afirmou ainda que é fundamental, para a consolidação das políticas públicas de combate ao racismo, a aprovação pelo Congresso Nacional do Estatuto da Igualdade Racial e do Projeto de Lei 73/99, que institui cotas para alunos advindos da escola pública nas universidades, respeitando a proporcionalidade de negros e indígenas em cada unidade da federação.
Após a abertura, a assembléia reuniu delegados, convidados e observadores na Universidade Zumbi dos Palmares para debater os rumos de um projeto político para promoção social de negros e negras na sociedade brasileira. Os principais temas pautados foram territorialidade, resistência e valores civilizatórios de matriz africana, a luta das mulheres no Brasil e análises das conjunturas nacional e internacional.
O Congresso deve, a partir das discussões de lideranças, intelectuais e da juventude negra, estabelecer referências políticas para as próximas décadas. Para isso, são propostas reflexões sobre desafios importantes, como a diminuição das desigualdades entre negros e brancos; garantia de isonomia salarial entre homens e mulheres, particularmente trabalhadoras negras; políticas de ações afirmativas no trabalho, educação, instâncias de poder e na segurança pública, que são considerados os setores que mais discriminam a população negra.
Também estão em debate a manutenção do decreto lei que regulamenta a titulação de terras para quilombolas urbanos e rurais e a preservação do caráter laico do Estado brasileiro, a fim proteger com igualdade toda manifestação da religiosidade no Brasil e, principalmente, salvaguardar a religião de matriz africana contra a intolerância veiculada na grande mídia. |
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Expediente:
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Jornalistas: Isabel Clavelin e Rose Silva
Editoração: Njobs
Telefone: (55 61) 3411-4977
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Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
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E-mail: seppir@planalto.gov.br |
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