|
 |
|
|
 |
|
|
|
Objetivos do Milênio
A segunda edição do Prêmio ODM Brasil (Objetivos de Desenvolvimento do Milênio no Brasil) e do Relatório Nacional de Acompanhamento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio 2007 serão lançados no dia 29 de agosto, às 11h, no salão Nobre do Palácio do Planalto, em Brasília. A ação conjunta entre governo federal, PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e o Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade visa estimular iniciativas de prefeituras, empresas e sociedade civil para o cumprimento dos ODM. |
|
|
|
|
 |
|
|
|
|
Educação étnico-racial
Criar condições para aplicar a lei 10.639/03 na rede federal através da conscientização e troca de experiência são objetivos da oficina de capacitação Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e o Ensino da História e Cultura Afro-brasileira e Africana, prevista para os dias 4 e 5 de setembro, no Centro Federal de Educação Tecnológica da Bahia, em Salvador. A mesa de abertura, no dia 4, terá a participação da assessora técnica Ivete Campos, da Subsecretaria de Políticas de Ações Afirmativas da Seppir, representantes das secretarias de Educação Profissional e Tecnológica e de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do MEC (Ministério da Educação). O público será composto por 24 diretores de ensino do Norte e Nordeste. |
|
|
|
|
 |
|
|
|
|
Encontro na Paraíba
A subsecretária de Políticas para Comunidades Tradicionais da Seppir, Givânia Silva, está representando a Seppir no III Encontro das Comunidades Negras e Quilombolas da Paraíba, em João Pessoa, neste final de semana - dias 24 e 25. Na sexta-feira, ela discutiu, com representantes das comunidades paraibanas, do Incra e do Ministério do desenvolvimento Agrário, o papel das instituições nas ações direcionadas a remanescentes de quilombo e estratégias de geração de renda. |
|
|
|
|
 |
|
|
|
|
Mudanças no site
Car@s leitor@s! Na próxima semana, o sítio da Seppir terá modificações de lay out e conteúdo, adequando-se ao novo padrão visual do Portal da Presidência da República. Solicitamos compreensão, pois algumas informações não estarão disponíveis no novo formato. No entanto, haverá um ícone que permitirá o acesso ao conteúdo disponibilizado no sítio já conhecido. O Boletim Destaque Seppir continuará com a mesma identidade visual, tendo em vista a recente reformulação a partir da 100ª edição, em março passado. Informações, sugestões e reclamações poderão ser enviadas para o e-mail imprensa.seppir@planalto.gov.br |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
 |
|
|
|
|
Sindicalismo e anti-racismo
A ministra Matilde Ribeiro proferiu a conferência magna Da África ao Brasil – A História do Povo Brasileiro contada a partir da Participação dos Negros e Negras, na sexta-feira (24), 14h, em São Paulo. A mesa contou com as contribuições do presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Artur Henrique da Silva, e da vereadora baiana Olívia Santana. A conferência integra o VI Ensar (Encontro Nacional de Sindicalistas Anti-Racismo da CUT) – Por um Projeto dos Sindicalistas para Negras e Negros do Mundo do Trabalho, que se encerra no domingo (26). |
|
|
|
|
 |
|
|
|
|
Agenda Social da Cultura
O secretário-executivo do Ministério da Cultura, Juca Ferreira, acompanhado do presidente da Fundação Cultural Palmares, Zulu Araújo, apresentou o escopo da Agenda Social da Cultura, elaborada pelo ministério, à ministra Matilde Ribeiro e aos subsecretários da Seppir, Givânia Silva e Alexandro Reis. A reunião aconteceu na segunda-feira (21) e objetivou a interface do recorte étnico-racial nas ações programadas para a área de cultura no período 2007-2010. |
|
|
|
|
 |
|
|
|
|
COMPPIR
Em agenda de articulação política em Brasília, a coordenadora da COMPPIR (Coordenadoria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial de São Leopoldo), Márcia Fernandes, e seu assessor Marco Aurélio Bica reuniram-se, na quarta-feira (22), com o subsecretário de Políticas de Ações Afirmativas da Seppir, Alexandro Reis, para tratar de ações conjuntas nas áreas de saúde e educação, especialmente para intensificar a implementação do ensino da história e cultura afro-brasileira no ensino municipal, como preconiza a lei 10.639/03. A COMPPIR conta como feitos as leis municipais de cotas para afro-brasileiros nos concursos públicos municipais (lei 5.784/06), instituição da Semana Municipal de Consciência Negra (lei 5.899/06), inclusão na grade curricular municipal do conhecimento sobre as relações raciais e combate ao racismo (lei 5.901/05), criação do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (lei 5.902/06); as realizações das semanas de Consciência Negra em 2005 e 2006 e da 1ª Conferência Municipal de Promoção da Igualdade Racial. Informações e contatos pelo e-mail comppir@saoleopoldo.rs.gov.br |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
 |
|
|
|
|
Jornalistas afro-brasileiros
Passados seis meses de intensas articulações, os jornalistas profissionais afro-brasileiros do Distrito Federal oficializam a fundação da Cojira-DF (Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal) na segunda-feira (27), às 19h, em Brasília. Liderado pelo jornalista Sionei Leão, o grupo soma-se às organizações existentes em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre, todas comprometidas com o enfrentamento do racismo e da discriminação racial nos meios de comunicação no que se refere à produção e disseminação de conteúdos, bem como o aumento da presença de profissionais afro-brasileiros nas redações de diferentes veículos. |
|
|
|
|
 |
|
|
|
|
Visibilidade Lésbica
Uma série de entidades do movimento de lésbicas, mulheres, feministas, mulheres negras e pela liberdade sexual de porto-alegrenses estão envolvidas na organização da Semana de Visibilidade Lésbica, programada para 28 de agosto até 2 de setembro. As atividades, que também prevêem ações descentralizadas nas periferias da capital gaúcha, se iniciam no dia 28 de agosto, com o Sarau Sapho nos Altos do Mercado Público. Haverão também exibições de filmes, torneio de futebol, debates, feira de economia popular solidária e oficina de teatro. Um dos pontos altos da programação da Semana da Visibilidade Lésbica acontece no dia 29 na Câmara Municipal de Porto Alegre, quando será instaurada uma Tribuna Popular, às 14h, reinstalada da Frente Parlamentar pela Livre Orientação Sexual, às 19h, e realizado o Seminário Lesbianidades, Feminismo e Igualdade Racial, às 19h30, com participação das organizações de mulheres negras Maria Mulher e ACMUN (Associação Cultural de Mulheres Negras), entre outras entidades. No mesmo dia, às 15h30, a Faculdade de Educação da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) sedia o painel “Por um Brasil sem Lesbofobia, Homofobia, Machismo e Racismo”. O encerramento da Semana de Visibilidade Lésbica ocorre no dia 2 de setembro, quando às 16h30, haverá a 1ª Marcha Lésbica de Porto Alegre. Mais informações: www.lbl.org.br e ligabrasileiradelesbicasrs@gmail.com |
|
|
|
|
 |
|
|
|
|
Reflexões Negras na Escola
Liderado pela professora Carla Lopes, o Programa de Reflexões e Debates para a Consciência Negra – iniciativa que de forma itinerante colabora para implementação da lei 10.639/03 nas escolas públicas do Rio de Janeiro – promove no dia 29 de agosto, às 19h, o debate Cidadania e Controle Social de Políticas Públicas de Saúde: consciência individual e direitos coletivos, no colégio estadual Professor Sousa da Silveira (Rua Amália s/no, Quintino Bocaiúva - Rio de Janeiro / RJ). O palestrante convidado é José Marmo, secretário-executivo da Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde, coordenador da Companhia da Saúde da Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS - ABIA /RJ e membro do Comitê Técnico do Programa Estratégico de Ações Afirmativas: População Negra e AIDS do Programa Nacional de DST/AIDS do Ministério da Saúde. Informações: (21) 2595-6209, das 18h30 às 22h. |
|
|
|
|
 |
|
|
|
|
Jovens e povos das florestas
Redução da pobreza e conservação da biodiversidade, impacto das mudanças climáticas, PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e desenvolvimento sócio-ambiental, e consciência ecológica e a nova ética da cidadania planetária são temas do Acampamento das Juventudes do 2ª Encontro Nacional dos Povos das Florestas que ocorre em Brasília, de 18 a 23 de setembro. Nesse período, mais de centenas de jovens vão participar de sarau cultural das florestas, rodas de diálogos, oficinas, círculos de histórias, entre outras atividades reflexivas para conscientização e mobilização da juventude para preservação ambiental. O encontro é organizado pela Renaju (Rede Nacional de Organizações, Grupos e Movimentos de Juventude) e tem apoio da Seppir, Secretaria Nacional de Juventude, Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres e ministérios da Justiça, Trabalho e Emprego, Desenvolvimento Agrário/Incra, Ciência e Tecnologia, da Funai e da Frente Parlamentar de Juventude. Informações: www.renaju.org.br e acampamento@renaju.org.br |
|
|
|
|
 |
|
|
|
|
Advocay para quilombolas
O direito à terra para populações quilombolas foi o condutor do workshop sobre Estratégias Comunitárias e Advocay realizado, de 15 a 17 de agosto no Rio de Janeiro, pelo Ibase (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas), com suporte da Universidade Brandeis e do Conselho de Pesquisa sobre a América Central e o Caribe (CCARC) e recursos da Fundação Ford. O curso possibilitou um panorama do desenvolvimento do processo de titulação de terras para comunidades quilombolas no Brasil, troca de conhecimentos e experiências entre as comunidades quilombolas e debates sobre gerenciamento dos recursos naturais. A Seppir se fez presente com a subsecretária de Políticas para Comunidades Tradicionais, Givânia Silva, no painel Políticas Públicas voltadas para as Comunidades Quilombolas. |
|
|
|
|
 |
|
|
|
|
Bolsas de pesquisa
O projeto Coletivo Latino-Americano de Jovens Promotores da Juventude, organizado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO), está oferecendo 60 bolsas de pesquisa para jovens entre 18 e 30 anos. A iniciativa visa selecionar projetos que indaguem a sociedade por um novo ângulo, expressando assuntos de seu especial interesse da juventude latino-americana. A quantia oferecida aos vencedores vai de US$1.000.00 a US$5.000.00 levando em consideração os recursos solicitados, os instrumentos de ação, e a compatibilidade entre o que está planejado e o tempo demandado para realizar o projeto. Em casos excepcionais a quantia financiada poderá chegar a US$7.000. Como orientação, os valores serão assim distribuídos: 50% com recursos humanos (no máximo), 30 % com gastos de pesquisa e 20 % em gastos com materiais diversos. As inscrições poderão ser feitas na página www.colectivojuventud.org O prazo limite para a entrega das propostas é 17 de Setembro de 2007, às 12 horas. A divulgação dos resultados será no dia 30 de outubro de 2007, ocasião em que serão consignadas as 60 bolsas. |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
 |
A verdadeira paz somente não é a ausência de tensão, é a presença de justiça. |
 |
|
|
|
Marthin Luther King Jr |
|
|
|
|
|
|
|
|
 |
Solenidade em Natal contou com a presença da ministra Matilde Ribeiro
Foto: Jaime Paulino
|
|
|
|
|
O Governo do Estado vai fazer a regularização fundiária e conceder títulos de propriedade de terra para famílias que vivem em áreas remanescentes de quilombos. A medida foi uma das ações anunciadas pela governadora Wilma de Faria, na noite de quinta-feira (23), durante lançamento do Plano Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, voltadas para a inclusão social e para o resgate da cidadania de parcelas da população historicamente discriminadas, em especial, negros, índios e ciganos. A solenidade, realizada no auditório do Praiamar Hotel, em Natal, contou com a presença da ministra Matilde Ribeiro, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.
O Plano Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial foi elaborado com base na I Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial, realizada em maio de 2005, e no diagnóstico sócio-econômico, cultural e político que vem sendo realizado nas diversas comunidades étnicas do Estado. Neste diagnóstico, foi detectada a existência de 44 comunidades quilombolas em todo o Estado. “Vamos levar ações de cidadania e obras de infra-estrutura para todas estas áreas, a exemplo do que fizemos na comunidade Negros do Riacho, em Currais Novos, onde erradicamos as casas de taipa e incentivamos projetos de geração de emprego e renda”, informou a governadora Wilma de Faria.
Metas
O conjunto de medidas que serão adotadas pelo Governo do Estado para promover a igualdade racial inclui ações em diversas áreas como educação, cultura, saúde pública, habitação, infra-estrutura (melhoria dos acessos às comunidades quilombolas). “Passamos muito tempo lutando sem o apoio de ninguém. Hoje conseguimos dialogar com o poder público, que passou a ser parceiro na consolidação de políticas de promoção da igualdade racial”, destacou a diretora da ONG Quilombo, Ivaneide Paulino.
Pela manhã, a ministra e a governadora já haviam visitado a comunidade quilombola de Capoeiras, em Macaíba, a 75 quilômetros de Natal, onde fizeram a entrega da Certidão de Auto-Declaração como Remanescente de Quilombo, que possibilita, entre outros benefícios, a regularização fundiária da comunidade. A determinação da governadora é de que trabalho semelhante seja realizado em áreas onde existem comunidades indígenas. Wilma de Faria também quer um diagnóstico do número de ciganos que vivem no Estado para que o governo, em conjunto com a sociedade, possa desenvolver ações específicas para o resgate da auto-estima desta parcela da população.
Durante o discurso, a ministra ressaltou que mais da metade da população brasileira é formada por negros, entre 4% e 5% por índios e que existem cerca de 600 mil ciganos em todo o país. “Os índios foram quase dizimados, os negros sofreram quase quatro séculos de escravidão e os ciganos passaram muito tempo segregados, vivendo à margem da sociedade. É hora de mudar esta história, mas este compromisso precisa ser assumido não apenas pelo governo mas por toda a sociedade”, concluiu Matilde Ribeiro. |
|
|
 |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
 |
Presidente Lula discursa na cerimônia de abertura da II CNPM
Foto: Wilson Dias/ABr
|
|
|
|
|
Durante os quatro dias da 2ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, as temáticas de gênero e raça ocuparam a centralidade do debate das mais de 3 mil mulheres, entre delegadas e convidadas, juntamente com o combate à violência contra a mulher e os efeitos da lei Maria da Penha, sancionada no ano passado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A cerimônia de abertura, realizada na sexta-feira (17), reuniu o presidente Lula, a primeira-dama, Marisa Letícia, as ministras Nilcéa Freire (SPM), Matilde Ribeiro (Seppir), Marina Silva (Meio Ambiente), Marta Suplicy (Turismo), Dilma Roussef (Casa Civil), e os ministros Luiz Dulci (Secretaria-Geral), Orlando Silva (Esporte), Fernando Haddad (Educação), Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário) e Altemir Grigolin (Aqüicultura e Pesca), e exaltou a cultura africana e afro-brasileira no canto do hino da África do Sul e de músicas brasileiras em que as mulheres são personagens principais.
Numa valorização da presença feminina em cada unidade da federação, o desfile dos estandartes, conduzidos por mulheres negras, indígenas e brancas, revelaram a identidade étnico-racial de cada estado nas bonecas confeccionadas para o evento nacional.
Na solenidade, a trajetória do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher foi homenageada na pessoa de Jaqueline Pitanguy, primeira presidenta, e o Lobby do Batom para ampliar a participação das mulheres na política no período de redemocratização, na década de 1980.
Leia mais >>
|
|
|
 |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
 |
Mesa e plenário aplaudem a ministra angolana Cândida da Silva
Foto: Roosevelt Pinheiro/ABr
|
|
|
|
|
“A presença das mulheres no parlamento gera massa crítica. Mas temos de ter cuidado para que não sejamos usadas para deslegitimar a nossa luta”, alertou Juliana Marino, deputada nacional da Argentina, ao desenvolver o tema A Experiência das Cotas no Sistema Eleitoral da Argentina durante painel da 2ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, no último domingo 19 de agosto, em Brasília. Voltando-se à numerosa platéia composta por cerca de 3 mil delegadas e convidadas, a deputada argentina defendeu ferrenhamente o sistema adotado em seu país que, somente na última eleição, possibilitou o ingresso de 30 senadoras. De acordo com a parlamentar, a presença feminina tem feito a diferença para melhor ao possibilitar a apreciação de assuntos de interesse das mulheres.
Por outro prisma, mas também relacionado à inserção das mulheres nas instâncias de poder, o discurso da ministra da Família e Promoção da Mulher de Angola, Cândida Celeste da Silva, emocionou as participantes da conferência pelo relato da reconstrução daquele país após 40 anos de guerra civil. Manifestando os laços de fraternidade com as mulheres brasileiras, Cândida da Silva disse sentir-se em casa e feliz, relembrando que o Brasil foi o primeiro país a reconhecer a independência de Angola.
Reconstrução
Num confronto entre dados dramáticos como o analfabetismo de 80% e a sua redução para 30% da população demonstraram os efeitos da redemocratização angolana, assim como, segundo a ministra, a formação de um número satisfatório de quadros políticos e técnicos. “Os conflitos travaram o desenvolvimento da África, sobretudo o das mulheres”, disse completando que as mulheres têm papel decisivo na economia, na unidade familiar, na cultura e na educação. A ministra da Família e Promoção da Mulher de Angola exaltou o processo de conferências mundiais na temática de gênero e a adesão de muitos países africanos à Plataforma de Beijing que, no caso de seu país, contribuiu para o fortalecimento de órgãos como o Ministério da Mulher, em 1997 agregando a missão de Promoção da Família.
De acordo com a ministra Cândida da Silva, os esforços de sua pasta se concentram na igualdade de gênero, acesso à educação, combate à violência doméstica, saúde, implementação da assistência médica e distribuição de medicamentos, garantia dos direitos sexuais e reprodutivos, combate à aids e à pobreza. A sustentabilidade das mulheres também é alvo de ações do ministério, em razão da maioria dos lares serem chefiados por mulheres, o que se concretiza na entrega de terras férteis para a atividade agropecuária.
Encerrando a sua exposição, orientada pelo tema Gênero e Poder na África Hoje, a ministra da Família e Promoção da Mulher de Angola, Cândida da Silva, citou a composição feminina no Executivo: duas ministras e três vice-ministras. “No parlamento temos 10% de bancada feminina”, concluiu.
Leia mais>> |
|
|
 |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
 |
Lúcia Xavier, coordenadora da Articulação de Mulheres Negras, defende inclusão do combate ao racismo como eixo no Plano Nacional das Mulheres
Foto: Wilson Dias/ABr
|
|
|
|
|
Por Juliana Cézar Nunes
Agência Brasil
O Plano Nacional de Políticas para as Mulheres terá a partir de agora cinco novos eixos prioritários de ação. Um deles prevê o enfrentamento a todas as formas de discriminação, entre elas o racismo, o sexismo e a lesbofobia. A inclusão desse novo eixo se deve, em grande parte, à atuação das organizações de mulheres negras.
Quase a metade (45%) das 2,5 mil participantes da 2ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, encerrada na segunda-feira (20), se auto-declararam pretas ou pardas. As militantes negras atuaram em todos os grupos de trabalho. Nos debates, apresentaram dados e destacaram a importância de combater a desigualdade nas condições de vida de mulheres negras e brancas.
“A incompreensão sobre essa desigualdade é resultado da falta de informação e de campanhas equivocadas da mídia contra o que alguns veículos chamam de racialização da sociedade”, avalia a assistente social Lúcia Maria Castro, uma das coordenadoras da Articulação de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB).
Segundo ela, a participação das mulheres na conferência poderia ter sido maior se estados e municípios tivessem reservados mais vagas para representantes de organizações negras ou até mesmo exigido dos diversos setores definição de cotas para a escolha das delegadas.
"O Rio de Janeiro adotou uma cota de 40% de mulheres negras para as representações de todos os setores. Isso ajudou a ampliar a representação de negras desse estado. Mas em outros lugares esse critério não foi levado em consideração. Reagimos trazendo como prioridade a luta contra o racismo”, afirma Lúcia Maria de Castro.
Uma das fundadoras da organização não-governamental Criola, ela explica que a primeira versão do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres fazia algumas citações à desigualdade racial, mas não colocava o combate ao racismo como essencial para promover os direitos das mulheres brasileiras.
Inovação
O novo eixo prioritário incorporado a partir da segunda conferência prevê programas de enfrentamento do racismo nas instituições públicas governamentais, não governamentais e privadas, medidas de ação afirmativa na elaboração e execução de políticas públicas, além de investimento em uma educação inclusiva e não racista.
“Até agora, as ações da Secretaria Especial de Polícias para as Mulheres não tiveram impacto nas mulheres negras. A mortalidade materna continua maior entre as negras. O acesso ao pré-natal, mais restrito”, destaca Lúcia Maria de Castro.
“Quem cuida disso é o Ministério da Saúde, que deveria implementar a Política Nacional de Saúde da População Negra. Mas a Secretaria de Mulheres precisa se articular com o ministério para desmitificar a idéia de muitos profissionais de saúde que mulheres negras são inferiores, suportam mais a dor, não conseguem compreender as informações repassadas.”
O Painel Temático Saúde Mulher, lançado na segunda-feira (20) pelo Ministério da Saúde, mostra que, em 2005, a proporção de mulheres pretas que não fizeram pré-natal foi cinco vezes maior do que a proporção de mulheres brancas. Entre as mulheres brancas, 67% realizaram sete ou mais consultas. Entre as pretas e pardas, os índices foram 45% e 39%, respectivamente.
Confira outras matérias da cobertura da Seppir na II CNPM
Ministra da Igualdade Racial modera painel da 2ª Conferência das Mulheres
Presidente Lula anuncia R$ 1 bi para Programa de Enfrentamento à Violência contra a Mulher |
|
|
 |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
 |
Trabalhadoras rurais tiveram audiência com as ministras Matilde Ribeiro, Nilcéa Freire (SPM) e ministro Dulci (Secretaria-Geral) às vésperas da manifestação
Foto: Divulgação Seppir
|
|
|
|
|
Com mais de 30 mil trabalhadoras rurais, a Marcha das Margaridas contra a Fome, a Pobreza e a Violência Sexista tomou a Esplanada dos Ministérios na última quarta-feira (22) e evidenciou uma série de demandas das mulheres do campo, como reforma agrária, combate à violência e igualdade de gênero.
Apresentado ao governo federal no final do mês de julho, quando a Executiva da Marcha teve audiência com os ministros Guilheme Cassel (Desenvolvimento Agrário), Matilde Ribeiro (Igualdade Racial) e Luiz Dulci (Secretaria-Geral), o documento reconhece o empenho do governo para a superação das desigualdades sociais e a inclusão social de mulheres, negros, indígenas, quilombolas, crianças e adolescentes, juventude e trabalhadores do campo e da cidadania. Entre os pleitos da Marcha das Margaridas estão: soberania e segurança alimentar; trabalho, renda e economia solidária; garantia de emprego e melhores condições de vida e de trabalho; política de valorização do salário mínimo; defesa da saúde pública e educação do campo e combate à violência sexista. Na temática de gênero e raça, a demanda aponta como necessidade o atendimento às especificidades na área da saúde e no combate à violência, como prevê a lei Maria da Penha.
Para encaminhamento das demandas setoriais, a ministra da Igualdade Racial participou de reunião, juntamente com a ministra Nilcéa Freire (Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres) e o ministro Luiz Dulci (Secretaria-Geral), na terça-feira (14) com cerca de 30 mulheres, quando reafirmaram a contribuição da Seppir e da SPM com recursos para viabilizar a sistematização de informações e publicações referentes ao processo organizativo da manifestação.
Na sexta-feira (17), Ribeiro recebeu a Executiva da Marcha – composta por Carmem Foro, Maria do Socorro Souza e Cléia Anice da Mota Porto - e sinalizou como desdobramento para a Seppir a articulação de ações na área de gênero e raça visando o atendimento às demandas já apresentadas pelas mulheres quilombolas e quebradeiras de coco. A ministra também fez um convite para ingresso de entidade nacional representativa das trabalhadoras rurais para assento no CNPIR (Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial).
No ato de encerramento da mobilização, em que estiveram presentes o presidente Lula, ministra Matilde Ribeiro, entre outras autoridades, a ministra Nilcéa Freire (SPM) anunciou o investimento de R$ 11,5 milhões para 24 unidades móveis do Programa Nacional de Documentação da Mulher Trabalhadora Rural, recursos de quase R$ 1 bilhão para combater a violência contra as mulheres do campo, aplicação de R$ 14 milhões para a criação de estruturas produtivas e inserção de representantes da categoria em comissão do Ministério do Trabalho que discute políticas para o setor. |
|
|
 |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
por Diogo Monteiro
De 28 a 30 de agosto, o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e a OEA (Organização dos Estados Americanos) promovem a Conferência Regional Latino-Americana sobre O Direito e A Identidade do Registro Civil. A Seppir será representada no evento, que acontece na capital do Paraguai, Assunção, pela subsecretária de Políticas para Comunidades Tradicionais, Givânia Silva.
A conferência visa renovar o compromisso político para efetivação do direito ao registro civil gratuito, universal e oportuno para todas as crianças da região. Serão discutidos aspectos referentes à legislação, políticas, estratégias, práticas e procedimentos, além de serem recomendadas medidas consideradas essenciais para melhorar o quadro atual, com o objetivo de garantir o registro de nascimento gratuito e universal a todas as pessoas.
A expectativa do Unicef é de que, até 2010, os índices de subregistro na América Latina tenham caído em até 50%. Todos os países participantes estão enviando à organização do evento relatos de experiências exitosas na promoção do registro universal. Três projetos serão eleitos para serem apresentados durante a conferência.
A delegação do Brasil é formada por representantes da Seppir, da SEDH (Secretaria Especial dos Direitos Humanos), da Coiab (Coordenação das Nações Indígenas da Amazônia Brasileira), da Conaq (Coordenação Nacional das Comunidades Quilombolas) Ministério Público Federal, da Sepromi (Secretaria Estadual de Promoção da Igualdade Racial da Bahia), e por organizações da sociedade civil para promoção do direito de registro universal. |
|
|
 |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Quatro sábados e muita diversidade cultural. Essa é a essência do projeto Negras Palavras – 2007 1º Encontro de Gerações, organizado pelo Núcleo de Educação do Museu Afro Brasil. A partir de 1º de setembro, o Museu Afro Brasil esquenta a programação paulistana com o encontro de gerações entre protagonistas da cultura afro-brasileira. Teatro, poesia, prosa e música popular são as opções para estudiosos, curiosos e interessados na busca de conhecimento e novos olhares sobre a produção nacional.
No primeiro sábado, 1º de setembro, o painel “Subo nesse palco...” Dirce Thomaz e Sidney Santiago, com mediação de Gal Quaresma, discorre sobre a participação dos negros nas montagens teatrais e na dramaturgia. No dia 15 de setembro, é a vez dos versos inspirarem os expositores Oswaldo de Camargo e Edimilson Pereira no tema “Negros (em) poemas”, com mediação de Neide Almeida.
A narrativa será o centro dos debates do terceiro painel “Dois dedos de prosa”, a ser desenvolvido por Ruth Guimarães e Paulo Lins, com mediação do escritor Oswaldo de Camargo, no dia 29 de setembro. Já a música é a arte que encerra a programação do projeto Palavras Negras 2007 – 1º Encontro de Geração, em 6 de outubro, quando Paulinho da Viola e Rappin Hood abordam o tema “Na cadência da música”, com mediação de Luiz Carlos dos Santos. Todas as atividades têm entrada gratuita e acontecem no Teatro Ruth de Souza do Museu Afro Brasil. As presenças precisam ser confirmadas pelo e-mail eventos@museuafrobrasil.com.br
Projeto Palavras Negras 2007 – 1º Encontro de Gerações
Data: 1º, 15 e 29 de setembro e 6 de outubro de 2007
Horário: das 15h às 18h
Local: Teatro Ruth de Souza do Museu Afro Brasil (Parque do Ibirapuera –
Portão 10 – Pavilhão padre Manoel da Nóbrega) – São Paulo/SP |
|
|
 |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
por Camila de Moraes
Durante a última semana, de 12 a 18 de agosto, ocorreu o 35º Festival de Cinema de Gramado trazendo um panorama diversificado da produção audiovisual no país e na América Latina. Foi uma semana de oficinas comunitárias, exibição de filmes, de curtas, de documentários e de longas-metragens, além de debates sobre cinema.
O Cinema Negro e o Cinema de Periferia tiveram espaço em evento paralelo ao Festival, o 15º Gramado Cine Vídeo, de 10 a 18 de agosto, que promoveu o Cine Social.
O Cine Social abordou a Cultura e Inclusão, no dia 15, com apresentações de rap e curtas produzidos pelos moradores de periferia do RS e do RJ. No evento, várias manifestações artísticas foram praticadas na hora, como os grafites, por exemplo, sobre a temática discutida.
Rodada de opiniões
No dia 16, foi a vez de debater a Cultura Negra no cinema e a discriminação racial sofrida. Na mesa, estavam presentes os atores Antônio Pitanga, Lázaro Ramos, Rocco Pitanga eNelson Xavier, além dos atores gaúchos, Vera Lopes e Sirmar Antunes, a produtora Biza e os cineastas Octávio Bezerra e Zózimo Bulbul.
Ao iniciar a mediação da mesa, o ator Lázaro Ramos comentou a sua satisfação em estar participando daquele momento e indagou porque o debate 'Cultura x Discriminação Racial' não estava na mostra principal do 35º Festival de Cinema de Gramado.
Com a palavra, Nelson Xavier relatou que não sentiu preconceito no início de sua carreira e acredita no progresso da humanidade. À procura de uma estética negra no cinema, o ator Sirmar Antunes contou que começou a sua carreira buscando a visibilidade e o reconhecimento de seu trabalho, insistindo que é importante termos a consciência 'de que temos o poder em nossas mãos e na nossa fala'.
Antônio Pitanga, ao falar sobre sua experiência de vida, frisou que 'cada negro que se liberta, liberta um milhão...', dizendo ser um 'negro em movimento'. A atriz Vera Lopes, única mulher negra na mesa, relatou que 'é necessário saber de onde se vem, para saber para onde se vai e o que se quer'. Ressaltou que 'a África é um continente rico e o negro tem uma história de luta fantástica', diz. Em um discurso emocionado, ela pergunta: Cadê a diversidade no cinema, na televisão e no teatro, já que o Brasil é um país diverso? Ainda questionou a ausência de produtores, cineastas, atores e atrizes não negros - mas colegas de profissão - que não se fizeram presentes na platéia. Aplaudida de pé, a atriz continuou o discurso, com mais força e garra, denunciando e reivindicando os direitos de uma camada da população que é invisibilizada pela sociedade.
Leia mais sobre o Cine Social de Gramado >> |
|
|
 |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Caso você queira esclarecer dúvidas ou dar sugestões, clique aqui |
|
|
|
|
|
|
|
|
O conteúdo do boletim pode ser reproduzido parcial ou totalmente, desde que seja citada a fonte. |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Expediente:
Assessoria de Comunicação Social da Seppir
Jornalistas: Isabel Clavelin e Rose Silva
Editoração: Njobs
Telefone: (55 61) 3411-4977
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
Esplanada dos Ministérios Bloco A - 9º andar - CEP 70054-906 - Brasília - DF - Brasil
E-mail: seppir@planalto.gov.br |
|
|
|
|
|
|