6 a 12 de julho de 2007 - n 112 - ano 03
Ministra participa de revezamento da tocha pan-americana em quilombo do Rio de Janeiro
Raça e Gênero na OFF FLIP em Paraty no final de semana
Crianças e adolescentes quilombolas em cerimônia emocionante no Palácio do Planalto
Em quilombo pernambucano, adolescentes pedem escola que valorize tradições
Documento formaliza prioridades de crianças e adolescentes quilombolas
Artes e debates sobre identidade negra e diversidade sexual em Brasília
Feafro
A Feafro (Feira Internacional Afro-Étnica) será inaugurada nesta sexta-feira (6) em São Paulo. A ministra Matilde Ribeiro integra a mesa "Os caminhos para se fazer negócios com o continente apontado como ilha da prosperidade" na conferência de abertura "África, Brasil Negro e suas Africanidades: Interfaces Conectadas".
Reunião interministerial
A ministra Matilde Ribeiro participa de reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e demais ministros na segunda-feira (9), das 17h30 às 18h30, no Palácio do Planalto.
Conferência de Segurança Alimentar
Do total de 1.395 delegados, 285 representaram os negros, quilombolas, terreiros e povos indígenas na elaboração de propostas para as políticas de segurança alimentar e nutricional. A ação afirmativa também se verificou na participação de 106 mulheres negras que se somaram aos cerca de 2 mil participantes da 3ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, que se encerra nesta sexta-feira (6), em Fortaleza (CE).
Frente pela Igualdade Racial
Com solenidade no Salão Nobre da Assembléia Legislativa de Minas Gerais, foi reinstalada a Frente Parlamentar da Igualdade Racial em 28 de junho. Entre as presenças, Maria do Carmo Ferreira Silva (Cacá), coordenadora do Fipir (Fórum Intergovernamental de Promoção da Igualdade Racial) e Graça Sabóia, da Coordenadoria de Promoção da Igualdade Racial da Prefeitura de Belo Horizonte.
Bolsas para jornalistas
O Fundo Americano para Estudos está recrutando jornalistas para participar do Euro-Med Journalism Institute, que este ano ocorre em Atenas, de 29 de setembro a 7 de outubro. Os selecionados receberão uma bolsa para participar do evento, que vai reunir jornalistas e estudantes de Jornalismo de todo o mundo. Inscrições até o dia 15 de julho pelo site www.tfasinternational.org
Comunicação no Serviço Público
O Congresso Brasileiro de Comunicação no Serviço Público, único do gênero na América Latina e já em sua sétima edição, acontece nos dias 14, 15 e 16 de agosto, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo, com nomes consagrados como Gaudêncio Torquato, Hubert Alquéres, Paulo Markun, Sérgio Rondino, Paulo Nassar, e Wilson da Costa Bueno, entre os mais de cinqüenta palestrantes convidados. A idéia é aproximar as áreas e os profissionais de Comunicação, com troca de informações e experiências, visando o aprimoramento do setor. Temas de ponta, como 'Governo Eletrônico - O que vem por aí com a Web 2.0' ou 'Rede Pública de Comunicação - A integração em tempos de democracia', assuntos polêmicos como 'A reputação das instituições públicas na visão da mídia', 'Lobby - Uma atividade em discussão', ou 'Comunicação contra a violência: a estratégia de Comunicação da PM de São Paulo no combate ao falso seqüestro', estão entre os quase trinta temas que serão alvos de discussões e análises. Neste ano acontece também o 1º Encontro Nacional Assessores de Imprensa e de Comunicação de Prefeituras, com o mesmo objetivo de reunir experiências práticas bem sucedidas em cidades como Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro, Santos, Guarulhos, Salvador e Belém. Trata-se de um pré-evento ao congresso, e contará com uma tribuna livre, verdadeira incubadora de soluções em Comunicação. Programação completa e inscrição no www.megabrasil.com Fonte: Sindicato Jornalistas RS.
Bolsas de estudo
O governo britânico abriu inscrições para o Programa Chevening de Bolsas de Estudo, voltado para o profissional em início de carreira que queira se aperfeiçoar no Reino Unido. As 50 bolsas são concedidas para um programa formal de estudos em tempo integral, com até 12 meses, incluindo Jornalismo. O prazo final para cadastro é 31 de julho, através do www.britishcouncil.org/br/brasil-
education-chevening.htm
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Ocê pensa que caminho e estrada é tudo
a mesma coisa, mas á errado, mia fia.
A estrada é uma coisa, o caminho é outra.
A estrada é uma via, uma picada no mato,
Um cortado no chão e é muita. O caminho
é quando ocê escolhe uma estrada pra
seguir e chegar no seu lugar.
Exu Tranca Rua, no livro Cada Tridente em seu Lugar.
Ministra participa de revezamento da tocha pan-americana em quilombo do Rio de Janeiro para imprimir, clique aqui.
A ministra da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir/PR), Matilde Ribeiro, participa da cerimônia de revezamento da Tocha Pan-americana no quilombo Campinho da Independência, em Paraty (RJ), nesta segunda-feira, 9 de julho. A solenidade envolve uma série de atividades culturais promovidas pela Seppir, em parceria com o Ministério dos Esportes, a Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro, a Prefeitura de Paraty, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e a Associação de Comunidades Quilombolas do Estado do Rio de Janeiro (Acquilerj).

A chegada da Tocha Pan-americana será celebrada com apresentações de música, dança e capoeira no quilombo.  Localizado a 13 quilômetros do centro histórico de Paraty, o Campinho da Independência tem 450 moradores que se dedicam principalmente à produção de artesanato para atender o turismo local. A comunidade mantém a tradição do jongo, uma forma de expressão afro-brasileira de origem banto que integra percussão e dança coletiva.

Segundo a ministra, a diversidade dos jogos olímpicos, demonstrada pela participação de negros em várias modalidades esportivas, e o destaque conquistado por atletas brasileiros no cenário internacional dão visibilidade à resistência dos grupos étnico-raciais historicamente excluídos. "As ações estimuladas pela Seppir buscam a inclusão de negros e indígenas com o intuito de proporcionar-lhes melhores condições de vida, por intermédio do esporte e da valorização do patrimônio cultural imaterial", afirma.

Pan 2007
Os Jogos Pan-americanos são uma versão continental das Olimpíadas, incluindo os esportes do programa olímpico  e outros sugeridos pela organização da competição. Disputados de quatro em quatro anos, sempre um ano antes dos Jogos Olímpicos, foram realizados pela primeira vez em 1951, em Buenos Aires (Argentina).  A 15ª edição dos Jogos Pan-americanos e a 3ª edição Jogos Parapan-americanos serão realizadas na cidade do Rio do Janeiro, de 13 a 29 de julho de 2007, com a participação de 5.662 atletas de 42 países das Américas.

Revezamento da Tocha no Quilombo Campinho da Independência (RJ)

Programação

Domingo – 8 de julho
18h – Jongo Bracuí e Campinho
19h – Percussão
19h – Roda de samba e capoeira
20h – Hip-hop (DMN e outros grupos)
21h – Sandra de Sá

Segunda – 9 de julho
7h – Apresentações de capoeira
7h  – Esquentar dos tambores
8h – Solenidade de revezamento da Tocha Olímpica
9h  – Jongo de São José da Serra
10h – Grupo de fado da Machadinha
11h – Filhos da Marambaia
12h – Tony Garrido
Raça e Gênero na OFF FLIP em Paraty no final de semana para imprimir, clique aqui.
Reconhecido pela diversidade cultural e promoção de debates, saraus e palestras, o OFF FLIP 2007 terá na sessão de lançamentos coletivos publicações dedicadas ao universo feminino e negro, desvendando fenômenos e relações sociais, trajetórias de mulheres notáveis e anônimas, que deixaram suas marcas na história nacional, além da interpretação da conjuntura atual do feminismo e da negritude por pesquisadoras acadêmicas e pensadoras sociais.

As obras Mulheres Negras do Brasil, Revista de Estudos Feministas (vol. 14 nº 3) – com texto da ministra Matilde Ribeiro "O feminismo em suas novas rotas e visões", Gênero em movimento: novos olhares, muitos lugares e Leituras em Rede: Gênero e Preconceito são passaportes à fascinante viagem pelas searas do gênero e raça/etnia em busca de novos olhares e saberes sobre a realidade brasileira.

A sessão coletiva de autógrafos com autores da OFF FLIP 2007 acontecerá neste sábado (7), das 20h às 22h, no Villas de Paraty Pousada (av. Otávio Gama, 100 - Bairro Caborê), sendo precedida pelo Prêmio OFF FLIP de Literatura. A ministra Matilde Ribeiro é uma das autoridades convidadas a entregar a premiação.
Crianças e adolescentes quilombolas em cerimônia emocionante no Palácio do Planalto para imprimir, clique aqui.
Crianças cantando o Hino Nacional
Foto: Divulgação Seppir
Água-de-cheiro, cantigas e vibrações positivas ao som dos tambores emocionaram o público presente na cerimônia de abertura do I Quilombinho – Encontro Nacional de Crianças e Adolescentes Quilombolas na segunda-feira, 2, no Palácio do Planalto em Brasília. Revestida de símbolos culturais afro-brasileiros, até o Hino Nacional recebeu adaptação instrumental ao comando de berimbau e percussão.

Madrinha de Zanauande (criança muito esperada em iroruba) ao lado de Tony Garrido, Leci Brandão ressaltou que o Brasil é o país da diversidade e a presença emblemática das crianças e adolescentes quilombolas no Palácio do Planalto. "Ninguém vai fazer favor para os quilombolas. Vocês [referindo-se às crianças e adolescentes quilombolas] são sujeitos, protagonistas e fazem parte da história do Brasil. Nesse governo, somos prioridade e estamos com a cabeça mais erguida do que nunca", disse a conselheira do CNPIR (Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial).

Na consagração de Zanauande, elementos dos rituais de matriz africana estabeleceram as conexões entre o valor das tradições e sua continuidade pelas novas gerações; a convivência familiar e o respeito à ancestralidade.

Em seguida, o dispositivo de honra formando pela ministra Matilde Ribeiro; presidente da Fundação Cultural Palmares, Zulu Araújo; representante do Unicef no Brasil, Marie-Pierre Poirier; coordenador da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), Jhonny Martins; presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), Carmem Oliveira, saudaram os quilombinhos. À frente da Conaq, Jhonny Martins salientou a identidade comum das crianças e adolescentes quilombolas e o reconhecimento de outras realidades como um dos objetivos do encontro. "Somos unidos pela cor e pela hsitória. Vocês são capazes de construir políticas para os seus quilombos", apontou.

A presidente do Conanda, Carmem Oliveira, demonstrou-se emocionada com a celebração e a atuação das criannças e adolescentes nos quilombos. "Estou tocada na alma", revelou ao convidar o grupo para participar da Conferência Nacional da Criança e Adolescentes inclusive já fazendo propostas a partir do encontro Quilombinho.

Parceiro da iniciativa desde a sua concepção, o Unicef Brasil tem se dedicado à realidade dos cerca de 900 mil crianças e adolescentes quilombolas. "Ainda em pleno século 21, em um país com tão grande potencial, nascer branco ou negro ou indígena continua determinando as oportunidades que as pessoas têm de ter acesso ao trabalho, à saúde, à qualidade de vida, à educação, à proteção contra os abusos e as violações de direitos. Vamos fazer juntos políticas mais eficientes de saúde para que as mães de vocês. Na educação, vamos fazer com  que as escolas atraiam crianças e adolescentes, onde a história do povo negro seja sinônimo de conhecimento, reconhecimento e valorização. O Unicef acredita que podemos fazer com vocês um mundo mais eqüitativo, sem racismo e discriminação", afirmou Marie-Pierre Poirier, que também fez um apelo para que a sociedade brasileira enxergue a situação das crianças e jovens quilombolas.

Já o presidente da Fundação Palmares, Zulu Araújo, discursou "todas essas formas de cultura que nossos antepassados trouxeram para o Brasil tem tido a nossa luta por cidadania". A ministra da Igualdade Racial exaltou a ancestralidade africana e falou sobre as políticas para quilombos e as conexões com o continente africano na área internacional. "Nossa luta é por justiça social. Os quilombos fazem parte da nossa ação cotidiana e muito há de ser feito e reafirmamos nosso compromisso com os quilombolas de todas as idades", disse Matilde Ribeiro.
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Maria Tatiana Gomes dos Santos, 17 anos e moradora do Quilombo Feijão em Marandiba (PE)
Foto: Roosewelt Pinheiro/ABr
Por Juliana Andrade, Agência Brasil

Uma escola com a proposta pedagógica voltada para as crianças e adolescentes quilombolas, que valorize a história, os saberes e valores culturais das comunidades negras. Essa é a principal reivindicação da pernambucana Maria Tatiana Gomes dos Santos, 17 anos. Moradora do Quilombo Feijão, em Mirandiba, no interior de Pernambuco, ela veio a Brasília participar do 1º Encontro Nacional de Crianças e Adolescentes Quilombolas (1º Quilombinho).

O Quilombo Feijão abriga 16 famílias. Na comunidade, há uma escola de 1ª a 4ª série do ensino fundamental. Já os estudantes de 5ª à 8ª séries têm que freqüentar a escola em municípios vizinhos. Maria Tatiana está na 8ª série e tem que percorrer cerca de quatro quilômetros para chegar à escola. "A gente vai a pé, de bicicleta, do jeito que pode", diz a adolescente, que é filha de agricultores. Ela e seis irmãos dividem uma pequena casa com os pais e um tio.

Para a jovem pernambucana, uma escola específica para as crianças e adolescentes quilombolas, com professores da própria comunidade, ajudaria a manter viva a tradição dos remanescentes dos quilombos. "Gente da comunidade conhece e pode ver melhor a nossa tradição e a nossa cultura. Aquelas pessoas que vêm de fora entendem as coisas de outra forma. Então uma pessoa da comunidade é muito importante para continuar nossa cultura, tradição, nossos rituais."

Outro problema que preocupa Maria Tatiana é a falta de acesso aos serviços de saúde no Quilombo Feijão. "A gente não tem posto médico na comunidade. Se adoecer, alguém tem que se deslocar para a cidade, quando chega lá passa mais de duas horas esperando para ser atendido. E quando é atendido não tem medicamento, e a gente não tem condições de comprar."

As dificuldades no quilombo também passam pela área de saneamento básico. Um parceria com uma organização não-governamental possibilitou que um poço artesiano fosse construído na comunidade. Mas no quilombo não há esgotamento sanitário. "Os serviços públicos não chegam na nossa comunidade, é muito difícil." Mesmo com todas as dificuldades, Maria Tatiana disse que não troca o quilombo pela cidade. "A gente sempre amou nossa terra e a gente sempre vai em busca de mais coisas, de conhecimentos para a gente poder conseguir recursos para não sair de lá."

A jovem diz que os alimentos que sustentam a sua família vêm da roça dos seus pais. "Na cidade só ia piorar mais. Lá no quilombo a gente tem a terra pra plantar, que é nossa, e na cidade a gente não teria emprego nem meio de vida."
Documento formaliza prioridades de crianças e adolescentes quilombolas para imprimir, clique aqui.
Jéssica Alves, quilombola de São Miguel (RS), entre as primas Aline e Franciele Calazans do quilombo Santo Antônio (RO)
Foto: Divulgação Seppir
Engajados na resolução das demandas de suas comunidades, as crianças e adolescentes quilombolas redigiram uma carta elencando como prioridades: a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial; a apuração dos crimes contra as crianças, adolescentes e famílias quilombolas; a instrumentalização de agentes públicos para cumprimento da lei anti-racismo; a construção de postos de saúde e escolas, inclusive com equipamentos e materiais didáticos; a incorporação da contribuição e história das comunidades quilombolas nos conteúdos da preservação ambiental; o fomento de atividades culturais, de proteção ao meio ambiente e de uso sustentável da terra e dos recursos naturais; a regularização fundiária como determina o decreto nº 4887; o respeito à cultura e às manifestações quilombolas, entre outras.

O documento foi entregue ao senador Paulo Paim (PT-RS), presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal após o encerramento do encontro, na quarta-feira (4), à tarde. Convidando o grupo para audiência pública no Plenário do Senado no mês de setembro, o senador comprometeu-se em ler a carta em plenário e remeter as fotocópias do documento às presidências do Senado e Câmara dos Deputados, juntamente com a moção de repúdio contra a violência e impunidade dos crimes praticados em quilombos como o assassinato de Aécio Lopes, na terça-feira (3), em Rondônia.

Retirada da comunidade de Salobo (MA) aos sete anos, a atual articuladora política da Conaq, Josilene Brandão, tem em sua história de vida a vivência negativa da saída do território, como dispersão da família, desligamento da história da região e opressão nos centros urbanos. "É inadmissível que essas crianças sejam retiradas de seus territórios como ocorreu em minha infância", conclamou Jô Brandão.

A subsecretária de Políticas para Comunidades Tradicionais da Seppir, Givânia Silva, destacou que as propostas das crianças e adolescentes devem ser apreciadas na discussão atual do PPA 2008-2011, pois reforça políticas existentes e previstas pelo olhar de que as vive. Representando o MDS (Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome), Madalena Queiroz, relembrou a abertura do encontro. "Há muito tempo não via um momento tão emocionante no Palácio do Planalto. Vamos acolher com todo o carinho a proposta de vocês", considerou.
Artes e debates sobre identidade negra e diversidade sexual em Brasília para imprimir, clique aqui.
Chegou ao circuito cultural de Brasília com apoio da Seppir, o livro Cada Tridente em seu Lugar (Mazza Edições) com sessão de autógrafos da autora Cidinha da Silva e apresentação das encantadeiras do cerrado Cris Pereira e Luciana de Oliveira na última terça-feira (3). Com ilustração de Lia Maria, a publicação revela em crônicas o universo das religiões de matriz africana, a vida na periferia, as relações interraciais, a singeleza rural e a disseminação das tradições afro-brasileiras. Além das ricas histórias, a obra tem sugestões de atividades em sala de aula, servindo como um instrumento para a lei 10.639/03, que torna obrigatório o ensino da história e cultura africana e afro-brasileira.

De acordo com Cidinha da Silva, "a idéia é dialogar com os professores e expandir as fronteiras além do texto, fornecendo elementos da cultura de massa como as histórias em quadrinhos. Nossa proposta é ampliar as possibilidade de trabalho de forma multidisciplinar para que seja útil em sala de aula e em outros ambientes". Já levado aos públicos do Rio de Janeiro e Belo Horizonte, o livro seguirá a rota de São Paulo (11/7) – no Sarau Cooperifa (Cooperativa dos Poetas de Periferia de São Paulo), Teresina (18 e 19/7), São Luís (20/7) e Uberlândia (29/7).

Apoiadora do lançamento do livro na capital federal e do debate na Universidade de Brasília "Diálogos: Juventude, homossexualidade e movimento social", a integrante do EnegreSer Lia Maria diz que as discussões sobre juventude e sexualidade ficam restritas à prevenção das DST e aids. "A questão é muito maior. O debate suscita possibilidades de interlocução e estabelecimento de redes", refletiu ao acrescentar o público seleto formado por movimento negro e pela diversidade sexual, professores e estudantes da graduação e pós-graduação.

Autora do livro Ações Afirmativas em Educação: Experiências Brasileiras (ed. Selo Negro), em terceira edição, Cidinha da Silva atuou em Geledés – Instituto da Mulher Negra e é fundadora do Instituto Kuanza. Confira o calendário dos lançamentos regionais no blog www.cidinhadasilva.blogspot.com

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Assessoria de Comunicao Social da Seppir
Jornalistas: Isabel Clavelin e Rose Silva
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