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Educação quilombola na TV
Termina nesta sexta-feira (22/6) a exibição da série Educação Quilombola veiculada no programa Salto para o Futuro da TVE Brasil desde segunda-feira (18). Organizada em cinco programas, a pauta resultou na produção de conteúdo sobre o conceito de quilombo contemporâneo; saberes tradicionais; a organização social das comunidades quilombolas; as festas como veículo de educação não-formal; as experiências inovadoras em educação em quilombos; a Educação Quilombola e a Lei n. 10.639/2003, objetivando a ampliação do conhecimento sobre essas comunidades tradicionais e sua abordagem em sala de aula. Salto para o Futuro é um programa de Educação a Distância realizado pela TV Escola (canal educativo da Secretaria de Educação a Distância do Ministério da Educação) e produzido pela TVE Brasil, que tem como proposta a formação continuada e o aperfeiçoamento de docentes que trabalham em Educação, bem como de alunos dos cursos de magistério. Está há 15 anos no ar, produz cerca de 100 programas ao vivo e atinge anualmente cerca de 200 mil professores. Mais informações no site www.tvebrasil.com.br/salto
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Ações afirmativas Brasil e EUA
As ações afirmativas dão a tônica do Seminário Raça e Racismo nos Estados Unidos e Brasil: Um novo paradigma entre discriminação e ações afirmativas, que termina no domingo (24/6), no Rio de Janeiro (Tio Sam Hotel e Fitness - Rua Álvaro Caetano, nº 908 – Camboinhas). Liderados pela professora estadunidense Kimberly Crenshaw, da UCLA (Universidade da Califórnia), acadêmicos e pesquisadores dos dois países se detém na análise conjuntural e na discussão das estratégias adotadas pelo Brasil e pelos Estados Unidos de enfrentamento ao racismo. A ministra Matilde Ribeiro foi convidada da solenidade de abertura, na quinta-feira (21), quando apontou as conquistas e avanços das ações afirmativas no Brasil. |
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Amazônia Negra
A coordenação executiva da rede Amazônia Negra em passagem por Brasília teve audiência (20/6) com a ministra Matilde Ribeiro, solicitando apoio da Seppir para fomentar as atividades organizativas na região Norte do país. O grupo demonstrou a intenção de visibilizar a presença negra na região e contribuir com as políticas de igualdade racial. |
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Assuntos federativos
Instalada a Comissão de Assuntos Federativos, composta por representantes de todos os ministérios conforme previsto pelo decreto presidencial nº 6005/2006, vinculada à Secretaria de Assuntos Federativos da Presidência da República com coordenação da Casa Civil. Entre os principais objetivos: institucionalizar os núcleos de atendimento e acompanhamento aos entes federativos, fluxo sistêmico de acompanhamento de estados e municípios e operação estratégica da agenda federativa como elemento de constituição da governabilidade. As reuniões são mensais e ocorrem na primeira terça-feira de cada mês no Palácio do Planalto, em Brasília. |
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Programa Brasil Quilombola
O Comitê Gestor do PBQ (Programa Brasil Quilombola reuniu-se na quarta-feira (20/6) com a ministra Matilde Ribeiro, a fim de nivelar informações, avaliar as iniciativas em curso e o cenário da política para comunidades quilombolas no país. Entre os encaminhamentos apontadas pelo grupo está a priorização de políticas a serem executadas com orçamento assegurado no PPA (Plano Plurianual). |
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PAC Quilombola e Indígena
Programas e projetos para fomento do desenvolvimento e infra-estrutura nas comunidades remanescentes de quilombos e indígenas conduziram a troca de informações entre Seppir, MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário) e Funasa (Fundação Nacional da Saúde) na quarta-feira (20/6). Em reunião com a ministra Matilde Ribeiro, subsecretários de Comunidades Tradicionais e Planejamento da Seppir, Givânia Silva e Carlos Eduardo Trindade, respectivamente, coordenadores de área dos dois órgãos apresentaram ações e metas como cobertura de 240 territórios até 2010 pelas iniciativas do MDA voltadas a quilombolas, como regularização fundiária, apoio a cooperativas, redes de economia solidária e agricultura familiar. No caso da Funasa, o trabalho visa expandir de 34 para 70% a cobertura de ações em aldeias, atingindo 90% da população indígena. |
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Violência contra a mulher
Sacionada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a lei nº 11.489, de 20 de junho de 2007, que institui o dia 6 de dezembro como Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres. |
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Tambor de Crioula
Anunciado como patrimônio imaterial do Brasil no último dia 18 durante visita do ministro da Cultura, Gilberto Gil, ao Maranhão. Tradição afro-brasileira com mais de 400 anos, no seu surgimento era um tipo de luta praticado por homens. Com o fim da escravidão, há 119 anos, passou a ser um ritual para celebrar a liberdade e as mulheres começaram a fazer parte da roda. O som dos tambores lembra o barulho do arroz no pilão e o canto vibrante louva São Benedito, um dos santos negros da Igreja Católica. Fonte: MinC. |
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Manual quilombola
Lançado durante a 15º Reunoão Ordinária do CNPIR (Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial), no último dia 15, o primeiro volume do Manual de Direitos Humanos Quilombolas, iniciativa do Centro Popular de Formação da Juventude, Secretaria Especial de Direitos Humanos e Proac (Programa de Apoio a Comunidades Quilombolas do Brasil. De autoria de Vilma Francisco, a publicação conta 6.500 exemplares que serão distribuidos às comunidades remanescentes de quilombos para fomentar o controle social e organização no processo de regularização fundiária. |
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Direitos humanos e relações raciais
Encerram-se no domingo (24/6), as inscrições para a terceira edição do curso Direitos Humanos e Relações Raciais: Soluções e Desafios para a População Negra e Indígena no Brasil, promovido pelo Programa Internacional de Pós-Graduação da Fundação Ford juntamente com a Fundação Carlos Chagas. De 2 a 6 de julho, o grupo terá aulas e sessões de estudos organizadas pelos professores doutores Rinaldo Sérgio Vieira Arruda da PUC-SP (população indígena) e Kabengele Munanga da USP (população negra) na sede da Fundação Carlos Chagas (av. Professor Francisco Morato, 1565 – São Paulo). As vagas são limitadas e a organização solicita que se inscrevam somente as pessoas com real disponibilidade para participação. Informações pelo e-mail cursorr2007@hotmail.com |
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João Cândido vive
Os 127 anos de nascimento do gaúcho João Cândido Felisberto – o Almirante Negro - serão festejados na mais antiga sociedade negra brasileira, Floresta Aurora neste sábado (24/6), em Porto Alegre (av. Cel. Marcos, 527). À moda regional, o mocotó – prato típico afro-brasileiro – é uma das atrações da comemoração que se completa com apresentações musicais e roda de capoeira angola. |
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Reflexões e debates
Nos dias 26 e 27 de junho, a Unipalmares (Universidade da Cidadania Zumbi dos Palmares), com apoio do Núcleo de Estudos Gênero e Etnias da Faculdade de Serviço Social da PUC-Sp, promove o 2º Ciclo de Reflexões e Debates: A Filosofia da Opressão e da Libertação em São Paulo (av. Padre Luís Alves de Siqueira, 640 – Barra Funda), das 19h às 22h15. Na programação, destaque para as conferências “As Políticas Sociais para a População Negra como uma Questão de Direitos Humanos”, a ser ministra no dia 26 pelo dr. José Gregori, e “A Questão Étnico-Racial no Contexto da Filosofia da Libertação” a ser proferida no dia 27 por Yáskara Guelpa, coordenadora do Cerci (Centro de Estudos e Resgate da Cultura Cigana). |
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Cultura negra
Inaugurado na quarta-feira (20/6), o portal virtual do CCN RS (Centro de Cultura Negra do Rio Grande do Sul), em Porto Alegre. A proposta é resgatar as manifestações culturais da região e socializar as produções contemporâneas do universo da cultura negra. O CCN RS congrega a ACMUN (Associação Cultural de Mulheres Negras), AndC (Associação Negra de Cultura) e Rede Social do Sesi, contando parcerias com a Sedac (Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul) e a Seppir. Na ocasião também serão entregues os certificados aos participantes dos cursos "Controle Social em Saúde da População Negra", "Relações Étnico/Raciais e Vivências da Cultura Afro-Brasileira" e "Artesanato Afro", realizados através de convênio com a Seppir. |
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Justiça no trabalho
A 3ª Turma de Recursos do Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina (TRT-SC) manteve a decisão da Vara do Trabalho de São Miguel do Oeste, que condenou a empresa Seara Alimentos a pagar indenização de R$ 10 mil por danos morais a um ex-funcionário que teria sido vítima de racismo no ambiente de trabalho. O autor da ação trabalhista que será ressarcido em R$ 10 mil. A empresa alegou, em seu recurso, que não poderia ser responsabilizada por atitudes de terceiros, mesmo de seus funcionários, e que o dano moral alegado não foi totalmente demonstrado pelo autor. Sustentou, também, que seu direito de defesa foi cerceado em 1ª Instância, pois a juíza Adriana Paula D. Teixeira não teria levado em conta o depoimento de suas testemunhas para a formação da prova, conferindo-lhes apenas caráter informativo. A decisão da 3ª Turma também levou em conta, para comprovar o dano moral, os depoimentos das testemunhas do autor durante o julgamento em 1ª Instância. Elas confirmaram as alegações do ex-funcionário e ainda identificaram as testemunhas e os prepostos da empresa como alguns dos ofensores. Fonte: Terra. |
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Ao empregador incumbe zelar pela respeitabilidade, civilidade e decoro no ambiente de trabalho, obrigações que também guardam conexão com o contrato de emprego.
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Gerson Paulo Taboada Conrado, juiz relator da 3ª Turma de Recursos do Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina sobre decisão de processo de racismo movido por funcionário contra empresa, site Terra de 20 de junho de 2007. |
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A regularização fundiária e as políticas para desenvolvimento da comunidade quilombola Invernada dos Negros, localizada no município de Campos Novos, são assuntos de reunião do governo federal na próxima terça-feira (26/6), das 8h às 12h. A visita técnica contará com as presenças da subsecretária de Políticas para Comunidades Tradicionais da Seppir, Givânia Silva, do coordenador de Regularização Fundiária em Quilombos do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), Rui Leandro dos Santos, Superintendência Regional do Incra de Santa Catarina, Ministério Público Federal. Também participarão lideranças quilombolas catarinenses e do movimento negro.
Composta de 1.100 famílias, Invernada dos Negros teve publicado no mês de março o Relatório Técnico de Identificação e Delimitação no Diário Oficial da União, etapa anterior à titulação da terra. De acordo com o decreto 4887, promulgado pela Presidência da República em 2003, os processos de reconhecimento e titulação garantem o direito constitucional dos quilombolas à propriedade de suas terras para que possam preservar seus costumes e tradições. A caracterização dos remanescentes de quilombos é feita a partir da autodefinição da área pela própria comunidade e por meio de estudo antropológico da árvore genealógica das famílias.
Herança
Invernada dos Negros é uma área de terra localizada na região serrana do estado catarinense. A sua origem remonta ao século XIX, quando libertos e escravos herdam, através de testamento, uma área de terra de aproximadamente 8 mil hectares denominando o imóvel Invernada dos Negros. A área correspondia a terça parte da antiga fazenda São João, pertencente ao fazendeiro Matheus José de Souza e Oliveira.
O testamento deixado em 1877, além de informar sobre os nomes de onze herdeiros determina a condição de inalienabilidade e indivisibilidade das terras herdadas. Isto significava que as terras jamais poderiam ser comercializadas, divididas ou repassadas com quem quer que fosse, mas transmitidas sucessivamente às gerações seguintes de herdeiros.
Fragmentação da área
Se tal critério de ocupação possibilitou a origem de uma forma de organização social específica dos herdeiros, por outro lado não impediu que a área sofresse inúmeras intervenções, principalmente por parte de agentes externos, no sentido de promover a sua fragmentação e posterior divisão. No caso em questão, este processo inicia ainda na década de 20, quando um processo de ação da divisão das terras (impetrada na década de 40) determina a divisão da área herdada em duas metades. Um das metades passa a pertencer ao advogado responsável pela ação como forma de pagamentos dos seus honorários que o repassa a agentes envolvidos com empresas de serrarias para extração e corte da madeira local e outra é dividida entre os herdeiros.
Na década de 70, período em que coincide com a chegada de empresas de papel e celuloses na região com o apoio de incentivos fiscais do governo federal, as terras herdadas sofrem novas alterações em suas divisas. Com a promessa de "ajeitarem" as terras da Invernada, agentes externos instalam-se na cidade e convocam os herdeiros para apresentarem documentações pessoais e referentes à terra ocupada. A documentação reunida neste momento desaparece junto com os agentes. Em seguida, um contrato de compra e venda de pinheiros e madeira de lei da área herdada aparece no lugar da antiga promessa. O que se assistiu dali em diante, foi um processo progressivo de dilapidação de um patrimônio natural, econômico e cultural sem precedentes. Atualmente, mais de 70% da área herdada não estão mais nas mãos dos herdeiros.
Informações históricas: NUER (Núcleo de Estudos sobre Identidade e Relações Interétnicas da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). |
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Legenda: Dep. Pedro Wilson (PT-GO), Murilo César Ramos (coor. UnB), Dep. Luiza Erundina (PSB-SP), Vera Canabrava (Repres. do Cons. Nac. de Psic.), Dep. Luiz Couto(PT-PB, pres.CDHM) e Eugênio Bucci (Jornalista) Foto: Otávio Praxedes/Ag. Câmara
Foto: Luiz Cruvinel/Ag. Câmara
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Com Agência Câmara
Os temas liberdade de imprensa, comunicação relacionada à realidade nacional, uso das novas tecnologias para ampliação do acesso e difusão de informações e respeito ao direito do cidadão à informação de qualidade e precisa aos fatos orientaram as falas dos painelistas do Encontro Nacional de Comunicação – Na luta por Democracia e Direitos Humanos realizado na Câmara dos Deputados, em Brasília, nos dias 21 e 22 de junho. O evento foi preparatório para a 1ª Conferência Nacional de Comunicação Social, prevista para o próximo ano. Ao longo do encontro, ministros, parlamentares e profissionais de comunicação social concordaram da necessidade de revisão da legislação para garantir a democratização dos meios de comunicação.
Abrindo os trabalhos, o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia, reconheceu na convergência tecnológica a possibilidade real de melhoria do conteúdo e da informação e de incentivo à produção comunitária com participação dos movimentos sociais. disse ainda que a comunicação exerce um papel determinante para formulações críticas e exercício da cidadania, mas deve ser orientada por valores éticos com conteúdo desvinculado do objetivo comercial.
TV pública
Durante sua exposição, o ministro da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República Franklin Martins reafirmou a defesa pela liberdade de imprensa para que a sociedade seja informada, tenha sua própria interpretação dos fatos e possa escolher rumos. Relembrou que a imprensa não é somente o local onde a sociedade busca informação, e sim a discussão pública de idéias. Martins comentou que a sociedade detecta quando a imprensa se distancia do compromisso de abordagem estrita aos fatos e, quando se atém a especulações e calúnias, abala sua credibilidade. Em relação à tevê pública, o ministro anunciou para dezembro o início do funcionamento do sistema com previsão de orçamento na faixa de R$ 350 milhões para o primeiro ano de funcionamento.
Movimentos sociais
Também integrando a primeira mesa, Marina Santos – integrante da coordenação nacional do MST (Movimento dos Sem Terra) – conclamou os participantes para o fim da repressão às rádios comunitárias e ampla participação de todos os atores sociais na Conferência Nacional de Comunicação Social para que haja uma efetiva democratização dos meios de comunicação e um novo marco na formulação de políticas públicas para o setor.
Rosane Bertotti, secretária nacional de Comunicação da CUT, recomendou a adoção de critérios claros na formação de rede de rádios e tevês públicas e preparação desacelerada da conferência, demonstrando o interesse de engajamento da instituição como se efetivou nas conferências nacionais de Igualdade Racial, de Políticas para as Mulheres e de Direitos Humanos. “Propomos uma conferência de caráter deliberativo para aprofundar o debate e apontar soluções”, disse Bertotti.
Brechas constitucionais
O coordenador do FNDC (Fórum Nacional de Democratização da Comunicação), Celso Schöerder, recuperou a memória do jornalista Daniel Herz e sua visão em relação à incompletude dos artigos constitucionais referentes à regulamentação da comunicação social. Elencou como problemática o fato de o país ser pautado pela cultura audiovisual e ter um dos menores índices de leitura do mundo. “A comunicação social é um direito humano. É dever dos meios de comunicação difundir informações em igualdade de condições. Apostamos que a conferência reproduza os pensamentos da população brasileira em todos os seus rincões e trabalho ao debate todos os interesses da sociedade civil. Joguemos a essa conferência todos os debates e consensos que precisam ser trabalhados no país”, afirmou Schöerder.
Direitos humanos
Para o ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vanucchi, o debate relativo aos direitos humanos não tem aprofundado a reflexão sobre direito à comunicação. Segundo ele, a conferência precisará aliar a idéia do direito à comunicação democrática à defesa da igualdade e dos setores vulneráveis da sociedade. Vanucchi criticou a atuação de profissionais de comunicação na incitação da redução da maioridade penal pela superficialidade argumentativa e condenação do futuro de adolescentes e jovens que podem ter seus talentos aflorados.
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), César Britto, disse que, apesar de o Brasil ter uma infra-estrutura de telecomunicações de Primeiro Mundo, há uma excessiva concentração de poder incompatível com a ética e a transparência necessárias ao estado democrático de Direito. Segundo ele, enquanto nos sistemas autoritários existe o medo da censura, na democracia há o temor da manipulação de informações a serviço de interesses nem sempre identificados. O advogado afirmou ainda que o fato de nove grupos controlarem 85% das informações que circulam nos meios de comunicação atenta contra a cidadania e os direitos humanos.
Racismo, machismo e homofobia
Os meios de comunicação no Brasil exercem um papel ambíguo em relação aos direitos humanos. A avaliação é do diretor do Departamento de Classificação Indicativa do Ministério da Justiça, José Eduardo Romão. De um lado, a mídia divulga conteúdos que promovem a diversidade e a pluralidade de direitos - o que positivo, a seu ver. Entretanto, de outro lado, esses mesmos veículos violam direitos de minorias, como nos programas humorísticos de televisão. "Especialistas chegam a apontar a correlação entre o aumento da violência e do preconceito e os conteúdos de programas televisivos". Entre os crimes e preconceitos que a programação televisiva estimularia, o diretor citou a homofobia, o machismo e o racismo.
Democracia local
Outro tópico destacado durante o seminário foi a contribuição das rádios comunitárias para a participação popular. Segundo o coordenador jurídico da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço), Joaquim Carlos Carvalho, atualmente existem cerca de 8 mil emissoras funcionando com autorização oficial e mais de 18 canais em processo de regularização.
Ele destacou que as rádios comunitárias são necessárias para garantir o direito à comunicação do ponto de vista local e a interação entre as pessoas nas suas comunidades. Entretanto, segundo Carvalho, a mídia comercial refere-se pejorativamente às emissoras comunitárias, chamando-as de "rádios piratas". Essa abordagem, em sua visão, equivale a uma campanha contra a comunicação popular e a democracia local.
Comunicação pública
Os representantes do setor público apresentaram, durante o evento, ponto de vista unânime quanto à importância dos sistemas públicos de comunicação para a promoção da democracia, da participação popular e da cidadania. O presidente da Radiobrás, José Roberto Garcez, defendeu a integração entre os sistemas já existentes. Também disse que "o cidadão deve ter acesso à diversidade de temas e de opiniões, pois esse é o princípio da transparência e da fidelidade aos fatos".
Rádio pública
O presidente da Associação de Rádios Públicas Brasileiras, Orlando Guilhon, chamou atenção para a importância da rádio pública e da rádio digital. "O debate sobre comunicação e cidadania não deve se limitar à televisão, pois o rádio é um dos veículos mais importantes para a promoção da democracia e dos direitos humanos", disse. |
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Por Ascom TJ-RJ
As escolas públicas e privadas de ensinos fundamental e médio do Rio de Janeiro terão que informar à Justiça fluminense se já incluíram em seus currículos a matéria História e Cultura Afro-brasileira, como estabelece a Lei Federal nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003. A determinação é do juiz Guaraci de Campos Vianna, da Vara da Infância e da Juventude da Capital.
Ele recebeu pedido de providências de diversas instituições e pessoas defensoras da cultura afro-brasileira que denunciaram o descumprimento da lei. Segundo o juiz, a lei, que também instituiu nos calendários escolares o Dia Nacional da Consciência Negra (20 de novembro), busca resgatar a contribuição da raça negra no cenário brasileiro.
O magistrado afirma que - conhecendo a sua herança cultural - o cidadão torna-se capaz de participar dos destinos de sua sociedade e colaborar com sua transformação. "Num momento em que a cidadania enfrenta novos desafios, busca diferentes espaços de atuação e descobre áreas por meio das grandes transformações pelas quais passa o mundo contemporâneo, é essencial ter o conhecimento de realidades que, no passado, significaram e, no presente, ainda significam passos relevantes no sentido da garantia de um futuro melhor para todos", ressaltou.
O magistrado afirmou também que o Estatuto da Criança e do Adolescente prevê a competência da Justiça da Infância e da Juventude para julgar a demanda, uma vez que está fundada em interesses individuais, difusos e coletivos afetos à criança e ao adolescente.
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Expediente:
Assessoria de Comunicação Social da Seppir
Jornalistas: Isabel Clavelin e Rose Silva
Editoração: Njobs
Telefone: (55 61) 3411-4977
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Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
Esplanada dos Ministérios Bloco A - 9º andar - CEP 70054-906 - Brasília - DF - Brasil
E-mail: seppir@planalto.gov.br |
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