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Igualdade racial na Bahia
Os dez anos da Promotoria de Combate ao Racismo do Ministério Público Estadual da Bahia serão comemorados nesta sexta-feira (27), em Salvador. A programação se inicia às 9h com a conferência “Construção da Política de Igualdade Racial no Governo Federal” a ser proferida pela ministra Matilde Ribeiro. Dispostos num seminário, os temas exclusão social, violência e racismo e violência contra as mulheres negras serão abordados em palestras. Serão homenageados dez cidadãos baianos, entre eles Juca Ferreira, secretário-executivo do Ministério da Cultura; Luiz Alberto, secretário estadual de Promoção da Igualdade; Olívia Santana, vereadora de Salvador; e Antônio Carlos Vovô, do Ilê Aiyê. Também será concedida uma homenagem especial ao ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa. |
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Ivaporanduva
A ministra Matilde Ribeiro e a diretora da Subsecretaria de Políticas para Comunidades Tradicionais, Maria Palmira da Silva, reuniram-se nesta quarta-feira (25) com o secretário estadual de Meio Ambiente de São Paulo, Francisco Graziano, para acertar trâmites finais para a obra de construção da ponte que ligará a comunidade quilombola de Ivaporanduva ao município de Eldorado (SP). O custo da obra é estimado em R$ 3,7 milhões para viabilização da ponte com extensão de 128m a ser construída no km 45 da rodovia estadual 165. |
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Mulheres Negras do Brasil
A ministra Matilde Ribeiro participou na segunda-feira, 23, do lançamento em São Paulo do livro “Mulheres Negras do Brasil, que faz um vasto inventário sobre a participação social das afro-descendentes da época da colônia aos dias de hoje. De autoria de Schuma Schumaher e Érico Vital Brasil, a publicação foi editada pela Rede de Desenvolvimento Humano e pela Editora Senac, com apoio da Seppir. De acordo com os autores, com exceção dos escritos sobre o sistema escravocrata e algumas alusões a Chica da Silva, não se encontram referências e informações detalhadas sobre as mulheres negras em nossos currículos escolares, museus, livros didáticos e narrativas oficiais. Foram três anos de pesquisa em todas as regiões do país, especialmente nos estados do Maranhão, Pernambuco, Bahia, São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro. |
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Ações afirmativas
Encerra nesta quinta-feira (26) o seminário Sociedade Debate a Sociedade – Ações Afirmativas no Brasil: Desafios e Perspectivas. No primeiro dia do encontro (24), a Seppir foi representada pelo ouvidor Luiz Fernando Martins da Silva, que integrou o painel Ações Afirmativas e Ações Reparatórias na palestra “Políticas de ação afirmativas para negros no Brasil: Considerações sobre a compatibilidade com o ordenamento jurídico nacional e internacional”. O papel do Legislativo foi destacado pela deputada federal Janete Pietá, coordenadora do Núcleo de Parlamentares Negros da Câmara Federal, que tratou do Estatuto da Igualdade Racial. Na área da educação, foram evidenciadas as ações afirmativas nas universidades públicas e ensino básico e a lei 10.639/03. O seminário Sociedade Debate a Sociedade foi promovido pela Escola Olodum em Salvador (BA), de 24 a 26 de abril. |
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Bolsas de pós-graduação
Estão abertas as inscrições do Programa Internacional de Bolsas de Pós-Graduação da Fundação Ford (International Fellowships Program - IFP) para que mulheres e homens, com potencial de liderança em seus campos de atuação prossigam em seus estudos superiores, capacitando-se para promover o desenvolvimento de seu país, bem como maior justiça econômica e social. Este Programa, criado em 2000, está sendo implantado em 22 países e territórios da África, América Latina, Ásia, Oriente Médio e Rússia, locais onde a Fundação Ford atua. Tal implantação se fez em parceria com as melhores instituições do mundo. No Brasil, a Fundação Carlos Chagas é a instituição parceira responsável pela coordenação deste Programa de ação afirmativa. Estão previstas seleções anuais no Brasil até 2011. Já foram realizadas cinco seleções no Brasil (2002, 2003, 2004, 2005 e 2006), com concessão de 210 bolsas. As inscrições para a Seleção Brasil 2007 estão abertas até 21 de maio de 2007. Informações no site www.programabolsa.org.br |
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Iniciativas negras
Continuam abertas as inscrições e o processo de seleção de bolsistas para o curso de extensão Iniciativas Negras – Trocando Experiências. Coordenado pela profª. Dra. Joselina Silva, o curso pretende formar e capacitar teórica, tecnicamente e de forma interdisciplinar estudiosos e ativistas dos movimentos sociais que atuam na área do combate ao racismo, buscando contribuir para a instrumentalização de agentes sociais que atuem ou venham a atuar em projetos de intervenção ou a desenvolver pesquisas nesta área. Dinâmico, o Iniciativas Negras desenvolverá o conteúdo através de mini-cursos, painéis, oficinas, grupos de estudos, mesas redondas, vídeos e turismo cultural, abordando temas como direitos humanos, gênero, saúde, redação de projetos, captação de recursos, ação afirmativa, história e cultura afro-brasileira, arquivo documental e sexualidade. São disponibilizadas 21 bolsas, entre integrais, parciais e semi-parciais. Interessados podem se inscrever até o dia 14 de maio, sendo o resultado divulgado em 29 de maio. O curso de extensão está marcado para o período de 26 de junho a 5 de julho. Informações pelo fone (88) 3571-1755 e pelo e-mail joselinajo@yahoo.com.br |
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Religiões afro
O Conselho Mediúnico do Brasil promove nos meses de maio e junho um ciclo de palestras e diálogos sobre Filosofia e Teologia da Religião de Matriz Africana e Afro-brasileira durante todas as segundas-feiras, das 18h45 às 21h30, em Curitiba (PR). Sob coordenação do mestre em Teologia, Jayro Pereira, as atividades se destinam a professores, religiosos, ativistas sociais e interessados em conhecer alguns dos fundamentos da visão de mundo africana e a sua influência nos cultos religiosos - conteúdos sobre a história e cultura africana que podem ser abordados em sala de aula como prevê a lei 10.639/03. Disposto em 30 horas de atividades, o ciclo de palestras e diálogos terá certificação expedida pela Faculdades Integradas “Espírita” (FIES) – Campus Universitário Bezerras de Menezes (UNIBEM) e pela Faculdade Internacional de Curitiba. Informações e inscrições: CEBRAS (Av. Luiz Xavier, 68 – 16º andar Conj. 1614 Centro Curitiba-PR) ou pelo fone (41) 3322-7248. |
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Diversidade no trabalho
A ministra Matilde Ribeiro visitou na terça-feira (24) o centro tecnológico da IBM do Brasil, em Hortolândia (SP), para apresentar aos funcionários integrantes do comitê de diversidade da empresa um breve balanço das ações da Secretaria. Durante a reunião foi acordada a realização de um seminário, com participação do comitê de diversidade e de integrantes do Fórum Intergovernamental de Promoção da Igualdade Racial (Fipir) do estado de São Paulo. Com essa aproximação, o governo federal espera fortalecer a Campanha da Diversidade. |
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Brasil canta Diáspora Negra
Um grupo de artistas brasileiros reuniu-se no último dia 17 com a ministra Matilde Ribeiro no Rio de Janeiro para debater o projeto Brasil Canta Diáspora Negra, iniciado pela Seppir em 2006. As duas primeiras apresentações ocorreram durante a Conferência dos Intelectuais da África e da Diáspora, realizada em Salvador, e na Conferência Regional das Américas, em Brasília, ambas no mês de julho. Participaram do encontro a atriz e poeta Elisa Lucinda, o ator Romeu Evaristo, os cantores Toni Garrido e Sandra de Sá, o guitarrista do grupo Cidade Negra, Da Gama, a atriz e superintendente da Igualdade Racial do Estado do Rio de Janeiro, Maria Ceiça, e o produtor Luiz Antônio Pilar. O grupo reafirmou sua participação na nova etapa do projeto, que deverá percorrer países da África e culminar no Festival de Arte Negra do Senegal, a ser realizado em 2008. |
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Queres saber porque eu danço?
Danço porque vozes do passado
cantam para mim
e então eu respondo.
(...) Danço para que lanças-de-desrespeito
não me atinjam.
Mas sobretudo danço,
porque vozes do passado cantam
e eu respondo. |
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Jorge Froés, professor e poeta gaúcho |
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A Seppir participa nesta quinta-feira, 26, da comemoração do Dia Nacional da Trabalhadora Doméstica, 27 de abril, no Auditório do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Confirmaram presença os ministros do Trabalho, Carlos Lupi, e da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, além de representantes da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Durante o evento será realizado um balanço do Plano Trabalho Doméstico Cidadão, lançado pelo governo federal em novembro de 2005 e desenvolvido pela Seppir, o MTE, a OIT, a Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM), a Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (Fenatrad), o Instituto Sindical Interamericano pela Igualdade Racial (Inspir) e as escolas Nordeste e Sul, ambas vinculadas à Central Única dos Trabalhadores (CUT).
O Plano prevê elevação de escolaridade, ampliação da proteção social, fortalecimento da representação das trabalhadoras domésticas, melhoria das condições de trabalho e estímulo ao debate e à promoção da revisão da Consolidação das Leis do Trabalho.
Em 2005 foram realizadas oficinas para aprofundamento dos conteúdos do programa com 200 representantes das organizações de trabalhadoras domésticas e instituições sociais em Salvador, Brasília e Recife, com abrangência das sete cidades priorizadas. Em janeiro de 2006, iniciou um curso para 350 trabalhadoras domésticas. O plano também integrou uma série de eventos no ano passado, entre eles os seminários de capacitação na área de direito e cidadania em São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro, Aracaju, São Luís, Salvador e Recife.
A categoria de empregados domésticos é composta por aproximadamente oito milhões de pessoas, sendo 95% delas mulheres e 57,4% negras, de acordo com o estudo Retrato das Desigualdades, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem).
Empoderamento, autonomia e eqüidade de gênero no mundo do trabalho são os resultados esperados dessa política fundamental para que o trabalho doméstico cidadão seja reconhecido com profissão e tenha seus direitos plenamente garantidos.
Segundo a presidente da Fenatrad e integrante do Conselho Nacional de Pormoção da Igualdade Racial, Creuza Maria Oliveira, o plano deu visibilidade à luta das trabalhadoras domésticas por reconhecimento profissional e o principal desafio agora é ampliá-lo para todo o país, envolvendo estados e municípios brasileiros. ”Pela primeira vez no Brasil se desenvolve uma política pública voltada à categoria dos trabalhadores domésticos. Lutamos para que ela seja efetivamente uma política de Estado”, afirma.
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Com Agência Brasil/ Irene Lobo
No Dia do Índio, em 19 de abril, o governo federal reconheceu sete territórios indígenas: Cachoeirinha (MS), da etnia Terena; Guarani de Araça'I (SC), da etnia Guarani; Riozinho do Alto Envira (AC), da etnia Ashaninka e Isolados; Toldo Imbu (SC), da etnia Kaingang; Toldo Pinhal (SC), da etnia Kaingang; Xapecó (SC), da etnia Kaingang; e Yvyporã Laranjinha (PR), da etnia Nhandeva Guarani. As áreas foram legalizadas através de portarias assinadas pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, em Brasília na semana em que mais de 1,2 mil índios de 89 etnias estiveram acampados na Esplanada dos Ministérios.
De acordo com o coordenador-geral do Acampamento Terra Livre, Ramao Terena, disse esperar do governo a sensibilidade para que não haja retrocesso na demarcação de terras indígenas. Para o novo presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Márcio Meira, a homologação das terras é uma conquista dos índios, que por muitos anos foram excluídos dos seus direitos. “Na verdade, este é um momento em que o governo dá mais um passo no reconhecimento desses direitos, nesse sentido, acho que é uma grande conquista no Dia do Índio”.
Na mesma cerimônia, o ministro Tarso Genro criou a Comissão Nacional de Política Indigenista (CNPI). A nova comissão será composta por 20 integrantes indicados pelas próprias lideranças indígenas e mais quatro representantes da sociedade civil. O ministro disse que o governo continuará trabalhando para demarcar outros territórios indígenas no país.
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A ministra Matilde Ribeiro e o prefeito de Várzea Paulista (SP), Eduardo Pereira, assinaram no último dia 24 uma carta de intenções que prevê a criação de uma Comissão Municipal de Promoção Cultural e de Estudos Curriculares sobre História e Cultura Afro-Brasileira, cujo objetivo principal é formar educadores para trabalhar com novos conteúdo a partir de 2008.
O termo prevê ainda a inserção de mulheres afrodescendentes atendidas pelo projeto “Ninguém se Educa Sozinho” em programas que possibilitem complementar sua escolaridade. Esse projeto, realizado em parceria com a Seppir, oferece cursos de geração de renda e oficinas para mulheres negras.
O evento marcou também a criação do Núcleo de Promoção da Igualdade Racial na estrutura administrativa do município, o que institucionaliza um órgão para tratar dessa temática.
Segundo Ribeiro, a cidade pode se tornar uma referência regional e nacional. “A educação é uma das portas para mudança de postura da sociedade, e a construção de um país mais justo compete a todos”, destacou.
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Jornalistas: Isabel Clavelin e Rose Silva
Editoração: Njobs
Telefone: (55 61) 3411-4977
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Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
Esplanada dos Ministérios Bloco A - 9º andar - CEP 70054-906 - Brasília - DF - Brasil
E-mail: seppir@planalto.gov.br |
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