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Fique por dentro das atividades que estão sendo realizadas no Brasil todo em comemoração ao Dia Nacional da Consciência Negra.
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Vitória - O Tribunal de Contas do Estado- TCE- RS, por maioria de votos 4 a 2 , reconheceu que as cotas para o Município de São Leopoldo RS são Constitucionais. Militantes do movimento Negro Unificado-RS estiveram acompanhando o julgamento.
Segundo os militantes, a pressão em Porto Alegre, as ocupações e atos no TCE, a mobilização e a luta, a construção do forum e em especial ,a marcha do 20 de novembro, com concentração no TCE ao som de tambores, foram essenciais para essa vitória. Agora é seguir mobilizados para garantirmos a vitória para Porto Alegre e Pelotas.
10 mil pessoas nas ruas de Salvador - A Coordenação Nacional de Entidades Negras - Conen- celebrou os 35 anos do Dia Nacional da Consciência Negra, realizando a 27º Caminhada Zumbi dos Palmares, em homenagem a este herói do povo brasileiro, assassinado em 20 de novembro de 1695. Outro heroi, que também foi lembrado pelos baianios, foi o Amirante Negro João Cândido,que liderou a Revolta da Chibata.Há 96 anos ,no dia 22 de novembro de 1910,João Cândido deu início à essa revolta,pleiteando a abolição dos castigos corporais na Marinha de Guerra do Brasil, quando foi designado pela imprensa, à época, como Almirante Negro. Por quatro dias, os navios de guerra São Paulo, Bahia, Minas Gerais e Deodoro apontaram seus canhões para a Capital Federal.Associado às celebrações do 20 de Novembro, o movimento negro baiano destacou também, lideranças do presente, homenageando na Câmara Municipal, com a honraria negra, o ator baiano, Lázaro Ramos, que já é destaque internacional. Ainda dentro dessas comemorações, o 25 de novembro, Dia Internacional contra a violência à Mulher, criado em 1981, em Bogotá, no I Encontro Feminista Latino- Americano e do Caribe,foi também festejado.
12 mil participam da Parada Negra em SP - Cerca de 12 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, e 20 mil segundo os organizadores participaram na tarde do dia 20 de novembro, da 3ª Marcha da Consciência Negra e 1ª Parada Negra na Avenida Paulista, região central de São Paulo. Entidades de vários setores, ligados ao movimento negro, estiveram presentes ao encontro, segundo os organizadores,"Esse dia serve para lembrar que o escravismo terminou oficialmente em 1888, mas o racismo continua até hoje", .eles reconhecem que a população negra ocupa "os piores indicadores em todos os sentidos". Recentemente, a ONU divulgou um relatório demonstrando que 70% dos jovens entre 20 e 24 anos, vítimas de homicídio no Brasil, são negros. "Isso tem nome: genocídio. Não vamos mais aceitar isso. Não vamos aceitar sermos tratados como cidadão de segunda classe. Somos, no mínimo, iguais. É por isso que fomos para a Avenida Paulista, centro financeiro de São Paulo e do Brasil, para dizermos que não aceitamos mais o racismo", afirmam.A1ª Parada Negra e a 3ª Marcha da Consciência Negra terminaram com a chegada dos participantes ao pátio do estacionamento da Assembléia Legislativa, em frente ao Parque do Ibirapuera, Zona Sul de São Paulo
Cerca de 30 entidades, entre ONGs, movimentos estudantis e ecumênicos participaram da marcha. Os principais temas exigidos pelas lideranças foram expansão do programa de cotas estudantis, aprovação da lei de igualdade racial e a transformação do Dia da Consciência Negra em feriado nacional. “Hoje, temos orgulho de sermos negros,tomamos consciência da importância de nosso povo e da necessidade de conquistarmos igualdade para viver", disse Flávio Jorge Rodrigues da Silva, também organizador do evento e ligado à Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen). Sobre as diferenças de números de pessoas que participaram do evento, a organização afirma que essa discussão sobre números não é importante, pois considera que o total de participantes deste ano foi bem maior que o do ano passado.Durante a caminhada, nem a chuva, nem a explosão de um cabo de energia da Eletropaulo no cruzamento da Brigadeiro Luiz Antônio com a Rua Marechal Estênio A. Lima, fizeram com que os participantes se dispersassem. Para Maria da Consolação Dias, a Miriawa, zeladora de Oxum ligada ao grupo de candomblé Grupo União e Consciência Negra, a expressiva presença dos participantes é natural. "Sempre quiseram ofuscar o brilho da cultura afro, mas agora não há mais como fazer isso. Estamos muito mais conscientes de nossa importância e vamos lutar por isso", concluiu
Goiás faz a Festa - Para o movimento Negro de Goiás, o Dia Nacional da Consciência Negra e um novo tempo e uma data significativa para o fortalecimento da democracia e da justiça sócio-racial. Os organizadores foram ênfáticos ao afirmar que “jamais apagaremos da memória o nosso passado,más está na hora de honrarmos aqueles e aquelas que não hesitaram em doar a própria vida pela nobre causa chamada liberdade da escravidão. Na visão dessas lideranças, através da constante luta dos movimentos organizados, a população negra está começando a colher o resultado de um árduo trabalho que passou por Durban, onde foram discutidas as diversas formas de intolerâncias e no atual governo ,com a conquista da criação da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR). Em Goiás, registrou-se mais uma conquista com a criação da Superintendência de Promoção da Igualdade Racial (SUPIR). “ Tudo isso, sem dúvida alguma, possibilita a criação de mecanismos de redução da injustiça e desigualdades sociais. Comunidades quilombolas, tradicionais, indígenas, e ciganas, têm sido beneficiadas a partir de um trabalho digno e com a consciência de que muito ainda deve ser feito, porém, com otimismo, coragem e fidelidade para com a causa.”Foi com esse espírito de solidariedade que as diversas lideranças goianas se uniram na organizaçaão de uma extensa programação envolvendo os diversos segmentos sociais, com palestras, oficinas temáticas, atividades culturais e a apresentação de novos grupos filiados ao movimento.
Manual de Anti-Racismo - Desde 2001, o Instituto Cultural Steve Biko iniciou o Projeto de Formação de Jovens em Direitos Humanos e Anti-Racismo, com o objetivo de promover uma participação mais ativa da juventude negra - vítima preferencial do cotidiano de violação de direitos e de discriminações - na superação do racismo e na promoção dos direitos humanos nas suas comunidades e nas escolas. Dessa forma, esse projeto possibilitou uma maior inserção jovem e comunitária no campo dos direitos humanos e do anti-racismo, contribuindo para a construção de uma cultura jovem de cidadania e de direitos relacionada à população negra na Bahia.
Através da parceria do Instituto Steve Biko com a Secretaria Nacional de Direitos Humanos e com a Coordenadoria Ecumênica de Serviços (CESE), foi possível registrar as idéias e a experiência desse projeto através da publicação do Manual de Anti-Racismo e Direitos Humanos para Jovens que foi lançada dia 24 de novembro, na faculdade Visconde de Cairú- em Salvador .
Seminário Brasil em Preto e Branco - Dando continuidade às atividades em comemoração ao 20 de Novembro – Dia Nacional da Consciência Negra, os/as Mobilizadores/as Culturais pela Promoção da Equidade Racial/Bairro da Paz/AGRUPAZ, de Salvador-Bahia, em parceria com o CRAS - Centro de Referência ao Atendimento Social/Bairro da Paz, e Escola Municipal Nossa Senhora da Paz, realizou no dia 23 de novembro na Escola Municipal Nossa Senhora da Paz, o Seminário: Brasil em Preto e Branco.
Durante a mobilização para esse evento, os organizadores lembravam à população que quase 10 milhões de negros/as foram trazidos/as ao Brasil e trabalharam anos como escravos/as construindo esse país. O que na época estava dentro da “lei”, hoje seria um crime hediondo e indagavam:- Será que um acontecimento dessa magnitude não traz conseqüências? Quais destas conseqüências a gente vê? Quais a gente sente? Se diz que no Brasil existe a democracia racial. Verdadeiro ou falso?
Para saber as respostas, a população foi convidada para uma roda de dialogo com o tema: Enfrentamento ao Racismo, quando também foi exibido odocumentário Preto no Branco, produzido pelo Canal Futura.
O Seminário iníciou pela manhã com o tema: Relações Raciais no Brasil.
Com base na Lei Federal 10.639/03, que prevê a inclusão de Ensino de Cultura e História Africana no currículo escolar. Crianças, adolescentes e jovens matriculados na Escola Municipal Nossa Senhora da Paz, tiveram durante a tarde atividades voltadas para a conscientização cultural, a importância do estudo da cultura afro-brasileira no cotidiano escolae participaram ainda, de diversas dinâmicas com musica, dança, desenho, alem de apresentações de hip-hop, dança afro e teatro
Conferência - Já está disponível o site da III Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. O objetivo é divulgar o regimento, documentos, além de informações sobre a organização da conferência. O site está hospedado na página do Consea www.presidencia.gov.br/consea). Outra forma de obter informações sobre o evento é através do e-mail: 3conferencia@consea.planalto.gov.br.
A expectativa é integrar o Consea Nacional, Conseas estaduais, municipais e pessoas interessadas e facilitar a organização e mobilização para o evento. A III Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional acontecerá em Fortaleza (CE) em maio de 2007 e incorporará as deliberações do Seminário sobre Segurança Alimentar das Populações Negras, realizado recentemente em salvador em parceria da Seppir com o Consea.
Vida sem Violência - A AGENDE Ações em Gênero, Cidadania e Desenvolvimento realizou no dia 23/11, uma a teleconferência Uma vida sem violência é um direito das mulheres, dentro da programação da Campanha 16 dias de Ativismo pelo fim da Violência contra as Mulheres. A transmissão foi ao á ao vivo, via satélite, para todo o país, do auditório da sede da Embrapa, em Brasília, com tradução simultânea na Língua Brasileira de Sinais (Libras). A Seppir incorporou essa campanha incluindo a transversalidade racial.
Câmara Aprova Projeto Anti-Homofobia - De acordo com Igo Martine, coordenador do projeto Aliadas , da Associação Brasileira de Bissexuais, Gays , Lésbicas e Transgeneros- ABGLT o projeto de lei -PL 5003/2001 de autoria da Deputada Iara Bernardi , PT/SP, que criminaliza a homofobia no Brasil, foi aprovado em primeira votação pela Câmara Federal.
O projeto vai agora a votação no Senado e esta pode ser a primeira lei no Brasil garantindo direitos aos Homossexuais, especialmente contra a violencia. A ABGLT e as paradas do orgulho de GLBTs priorizaram este projeto na pauta do movimento social homossexual brasileiro e contaram com o apoio da SEPPIR nesses trabalhos.
Direitos Humanos - A Coordenação Executiva do Fórum Permanente de Direitos Humanos – FOPEDH/RJ, dando continuidade à renovação de diálogos e interações entre parceiros, colaboradores e militantes da luta em defesa e promoção dos direitos humanos, organiza no Rio de Janeiro, o Seminário DIREITOS HUMANOS E ASSISTÊNCIA SOCIAL" no dia 8 de dezembro das 14 às 17 horas
Informações e Inscrições poderão ser feitas através dos telefones: (21) 2551-6107 ou (21) 9872-6122 ou e-mails: fopedh@gmail.com ou movimentopelavida@mpv.com.br
Encontro - Com o Objetivo de Contribuir para o aprofundamento das ações conjuntas entre o governo federal e os poderes locais, visando o fortalecimento das políticas de igualdade racial;consolidando ainda o Fórum Intergovernametal de Promoção da Igualdade Racial Fipir, como um espaço de articulação entre o governo federal e os poderes locais;a Seppir está construindo o Encontro “Igualdade Racial: políticas nacionais e internacionais, visando estimular relações e vinculações institucionais entre os municípios brasileiros e africanos, tendo como foco,a promoção da igualdade racial.O evento que será realizado em São Paulo,no Museu Afro-Brasil terá como participantes autoridades dos poderes executivos e legislativos federal, estadual e municipal, gestores públicos e representantes de instituições de ensino, sociais e políticas Representante do Consorcio de Prefeitos Quilombolas do Agreste de Pernambuco.Entre os temas a serem abordados estão sendo agendados para debates,Igualdade Racial: construção de agenda estratégica entre governo federal e poderes locais,com foco em educação e saúde.
Salão dos Territórios Rurais - Programa de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e Etnia (PPIGRE/MDA) em parceria com o INCRA, Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial-Seppir- e o Ministério do Desenvolvimento Social, elaborou uma extensa programação nos dias 30 de novembro e primeiro de dezembro.Entre as atividades, foram abordados temas sobre Políticas Públicas para Mulheres por Andrea Butto (Ppigre/MDA)Edna Maria da Silva, articuladora territorial do território rural Médio rio Doce/MGMaria Elizete Pinheiro, Coordenadora do Projeto de infraestrutura (aprovado na chamada PPIGRE/2006)de apoio ao grupo produtivo do território Portal da amazônia, do município de Terra Nova do Norte/MT.Será apresentado também, um documentário da mulher tralhadora Rural por Andrea Butto e Elisabete Busanello (Ppigre/MDA)Carla Michele Rech, articuladora territorial do território Sul/RSMário Augusto de Almeida Neto, articulador Territórial do território Rural de Irecê/BA e Luiz Vicente de Oliveira, articulador territorial do território de Inhamus-Crateús/CE.
Um Seminário sobre Etnicidade e Territórios Rurais visando Integrar ações das comunidades quilombolas no processo de gestão social do desenvolvimento territorial, terão como palestrantes,Renata Leite, Coordenadora do Programa de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e Etnia - MDA.Rui Leandro dos Santos, Coordenador Geral de Regularização Fundiária de Territórios Quilombolas – INCRACarlos Eduardo Trindade, Subsecretário de Comunidades Tradicionais – SEPPIR Paulo César Arnes, Consultor Secretaria de Desenvolvimento Territorial – MDA José Augusto Laranjeiras Sampaio, Antropólogo - Coordenador do Grupo de Trabalho sobre Quilombos da Associação Brasileira de Antropologia.A programação completa do Salão dos Territórios Rurais está disponível em www.territorios.com.br .
Mulheres indígenas - O Comitê Inter-Tribal de Mulheres Indígenas-COIMI lançou uma cartilha para o resgate da cultura yathê, na Cidade de Palmeira dos Índios-AL, no dia 30/ no Restaurante Acalantos.
A Cartilha foi, produzida como fruto da parceria com o Programa de Gênero, Raça e
Etnia/MDA, com os trabalhos realizados nas Capacitações de Mulheres Indígenas, nas áreas de associativismo, gênero e potencialidades produtivas.
Inventário Sobre Afrodescendentes - A prefeitura Municipal de Araraquara, assinou convênio com a Secretaria Especial de Promoção de Políticas de Igualdade Racial estabelecendo uma parceria para projeto que fará o inventário da história da comunidade afrodescendentes na cidade.
Segundo Washington Andrade, assessor Especial de Promoção da Igualdade Racial da prefeitura,e responsável por esse projeto, a liberação dos recursos financeiros, foi o primeiro passo do cronograma desse inventário que será documentado em livro e em DVD.Todas as pesquisas para o inventário terá como base a Festa do Carmo, um dos maiores e mais antigos eventos da comunidade negra do interior do Estado de São Paulo.
Com essa parceria estabelecida com a Seppir, a prefeitura atende uma antiga reivindicação da comunidade negra, manifestada em plenárias do orçamento participativo, explicou Andrade.
Novo Neiab-Universidade de Ensino de Ribeirão Preto, UNAERP, inaugurou em seu campus de Guarujá, o Núcleo de Estudos Indígenas e Afro-brasileiros , NEIAB - incluindo assim, o recorte racial nos inúmeros projetos sociais que são desenvolvidos por aquela instituição na região da baixada santista.
O Núcleo conta com a participação de professores, alunos e servidores da Universidade que já adota o sistema de cota
Racismo na Internete-Para montar uma estratégia de combate ao crescente crime de racismo na internete o ouvidor da Seppir, Luiz Fernando Martins, vem mantendo reuniões de trabalho com representantes da comunidade judáica, no Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial, Anita Schuartz e Sérgio Niskier,junto com Sérgio Suiama do Ministério Público Federal / Procuradoria Geral dos Direitos dos Cidadãos e Dora de F.Ferreira, presidente da Comissão do Negro da OAB-SP, além de representantes da Polícia Federal.
Segundo o ouvidor,os constantes ataques à Sinagogas, as manifestações neonacistas ocorridas recentemente em São Paulo e que levaram à prisssao de vários jovens, os boicotes a sites da agência de noticias étnico racial- Afropress, e até mesmo perseguições ameaças de morte, a algumas lideranças do movimento negro , estão exigindo providências urgentes das autoridades.O número de registros desses atos racistas ,são maiores na região sul e sudeste.
Há uma quadrilha de criminosos que se auto denomina White Power que precisa ser desmantelada, concluiu Martins
Feira- A II Feira de Economia Solidária do Estado de Sergipe foi aberta no dia 1º de dezembro no Complexo Esportivo do Sesi na capital sergipana.Além da comercialização a feira apresentará atividades culturais com o cortejo Folclórico, promoverá trocas solidárias e oficinas específicas estimulando a promoção do conhecimento e da cidadania.Segundo Denise Pacheco, gerente de projetos da Sub Secretaria de Ações Afirmativas da SEPPIR, nesse evento que será encerrado no dia 3/12- comunidades quilombolas e grupos de mulheres negras estarão participando de todas as atividades.
Gente que Faz - A Universidade Estadual de Londrina por meio da Coordenação do Núcleo de Estudos Afro-Asiáticos/Estudos Afro-Brasileiros realizou, uma extensa programação pelo Dia Nacional da Consciência Negra concentrando várias atividades com o fim de valorizar a cultura das populações afrodescendentes.
Nos dias 29 e 30 de outubro foram promovidas conferência, workshop e lançamento de livros, da escritora e militante da consciência negra, Conceição Evaristo ,que deu um precioso testemunho da luta dos afrodescendentes no Brasil na construção de sua autonomia e dignidade social.Segundo a Coordenadora dp Núcleo, professora Elena Maria Andrei, Conceição ressaltou o papel da resistência e espírito combativo, de Zumbi aos atuais movimentos organizados. As atividades foram realizada numa parceria com a Pós-Graduação do Dept de Letras Vernáculas e contou com a presença e participação de representantes da comunidade negra de dentro e de fora da Universidade.
No Mês da Consciência Negra a Universidade promoveu ainda, tres cursos de capacitação, oferecidos por docentes da UEL e abertos para a comunidade interna e externa com temas envolvendo Música e Dança da Raiz Africana, Falares Negros (da África ao Hip-hop) e Os Orixás - Também, com a participação no AxéLondrina, um conjunto de eventos foram programados pelo Movimento Negro Organizado da cidade, que incluiu a XXI Mostra Afro-Brasileira Palmares, no Museu de Arte de Londrina, mostra de vídeos temáticos, oficinas, apresentações de dança, música e teatro e com a participação na Oficina, do Mestre Tião Carvalho, do Bumba Boi, na Vila Cultural Alma Brasil, onde vários grupos estão pesquisando, resgatando e conservando a memória, o saber e o fazer dos folguedos da raiz negra brasileira.
A Semana Zumbi foi comemorada na UEL com uma intensa programação cultural com apresentações artísticas:Samba & Sambistas Negros; Roda de capoeira Angola; Baques e Batuques e Bumba Boi,mesas-redondas com temas sobre a Saúde das Populações Negras; a Religiosidade Negra as Confissões Cristãs; as Comunidades de Terreiro e Palavra e Escritura das Mulheres Negras; diversas palestras temáticas sobre Personagens Negros na Literatura e no Teatro; Construção da Intelectualidade Negra; Educação e Diversidade e O Sistema de Cotas como Ação Afirmativa - esta última palestra teve a presença da representante do Conselho pela Igualdade Racial, falando pela Prefeitura; a da Pró-Reitora de Graduação falando sobre o comprometimento da Universidade e as ações de apoio que vem executando; do Coordenador do Programa Afroatitude ,da Coordenadora do NEAA/Estudos Afro-Brasileiros e Programa Uniafro, de alunos representantes de ambos os Programas e de membros do Movimento Negro organizado, constituindo-se, dessa forma em um fórum de debates extremamente importante pois discutiu as políticas de cotas e apoio aos alunos negros no contexto maior da história e da sociedade.
O encerramento da Semana Zumbi deu-se no Fórum Municipal das Organizações Sócio-Culturais Afrodescendentes de Londrina, no qual a UEL e o NEAA reiteraram sua parceria com as ações de valorização da história, da cultura e do cidadão negro na cidade, no estado e no país.
Segundo a professora Elena Maria Andrei, “essas atividades, fazem parte de um continum, que vem de muitos anos , quando o NEAA trouxe, para Londrina, o Balé Folclórico do Senegal, iniciando um processo de buscar ressaltar a presença, a importância das culturas de matriz africana e a necessidade de conhecê-las, estudá-las e percebê-las como parte fundamental da ancestralidade nacional. Este esforço continuado inclui as propostas e ações da Reitoria e da Administração. Inclui muitos professores que, cada um do seu próprio jeito, contribui nesta jornada. Inclui os alunos, suas esperanças, projetos e realizações. Inclui a comunidade negra que traz suas demandas e oferece seu apoio . Inclui muita gente mas muita gente mesmo, pois, sempre e no fundo, é de gente que se trata: da gente desse Brasil que precisa ocupar seu espaço devido”, concluiu a professora.
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Destino não é uma questão de sorte, |
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| mas uma questão de escolha; |
| não é uma coisa que se espera, |
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mas que se busca |
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William Jennings Bryan |
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Presidente Lula e Ministra Matilde Ribeiro em solenidade comemorativa ao dia Nacional da Consciência Negra
Credito: Ag. RB |
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Em uma solenidade festiva e emocionante, o Presidente Lula, junto com a Ministra Matilde Ribeiro, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, o ministro do Desenvolvimento Agrário e o Presidente da Fundação Palmares, Ubiratam Castro comemoraram o Dia Nacional da Consciência Negra, entregando títulos de propriação de terra a 9 comunidades quilombolas dos estados do Piauí e Maranhão com a presença de mais de 300 quilombolas que em reconhecimento ao trabalho do Governo Federal para a inclusão social dessas comunidades, entregaram ao Presidente, uma cesta contendo produtos dos programas sociais implementados nessas comunidades.
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Ivo Fonseca fala em nome dos Quilombolas
Credito: Ag. RB |
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Os convidados ao evento, foram recepcionados pela Quilombola Lía de Tamaracá/PE com cantigas de Ciranda, e em nome de todos os quilombolas, Ivo Fonseca agradeceu ao presidente e à Ministra, pediu um minuto de silêncio em homenagem a Zumbi dos Palmares emocionou a platéia, com um relato da trajetória de lutas da população negra do Brasil.
O Presidente da Fundação Palmares também emocionou e se emocionou,lembrando os primeiros atos do Presidente Lula para a inclusão social dessas comunidades, há 4 anos na Serra da Barriga, quando exigiu prioridades para essas ações.Ubiratan prestou contas ao presidente, comparando os números registros de quilombos, que na época eram apenas 18, e hoje chega a 1002-(mil e duas) comunidades que já são beneficiadas com políticas públicas de saneamento básico,educação, luz para todos, e cestas básicas.
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Lía de Tamaracá/PE Saúda Convidados com Cantigas de Ciranda
Credito: Ag. RB |
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Ao falar dos 18 anos da Fundação Palmares e da criação da SEPPIR, Castro se manifestou gratificado em pertencer a equipe do Presidente Lula, e poder constatar tantos resultados alcançados.Esses resultados, segundo ele, estão presentes em projetos de desenvolvimento de saberes, em áreas de defesas jurídicas em em ações dos diversos organismos governamentais que agora operam em defesa da igualdade racial.
O Ministro do Desenvolvimento Agrária Guilherme Cassel, disse que vê o governo hoje, como um acolhedor de direitos e que um exemplo disso, é a titulação das terras quilombolas que deixou de ser simbólica, com a prática da real desapropriação, e o principal, segundo ele, é que o Governo Federal criou uma estrutura para tratar de quilombos.
Para a Ministra Matilde Ribeiro, sensivelmente emocionada, hoje, a inclusão social dessas comuniades está nas mãos dos gestores públicos e privados e que a emoção exposta, faz parte de todo o processo, do empenho e do compromisso social assumido e cumprido pelo presidente de incluir na república, esse significativo segmento da sociedade brasileira,que tanto ajudou a construir sem nunca usufruir das riquezas do país.
Também prestando conta do trabalho desenvolvido pela SEPPIR nesses 4 anos, reconhecendo as limitações impostas pela novidade do órgão e pela diversificação de ações a serem realizadas, Ribeiro disse que o grande ganho, foi o aprendizado da construção conjunta, na área federal, estadual e municipal e principalmente com as lideranças quilombolas que sempre lutaram pela inclusão. Lembrando sua origem humilde e seu caminhar em uma sociedade excludente, a ministra afirmou que” não tem como medir na história os resultados alcançado, que embora não sejam os desejáveis, consolidam ações que garantem a igualdade de oportunidades que com certeza levarão à igualdade.
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Presidente Lula,Ministro do MDA, Guilherme Cassel e Ministra Matilde Ribeiro entregam título de posse de terra a líderes quilombolas.
Credito: Ag. RB |
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Presidente Reconhece Racismo
Depois de entregar o título de terra para os nove representantes de comunidades quilombolas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil precisa enfrentar o racismo "com unhas e dentes". Apesar de o país raramente admitir oficialmente a existência do racismo, o presidente defendeu a política de cotas e as políticas públicas de compensação da população negra.
"É preciso que a gente pare com essa bobagem de ter medo de enfrentar o racismo. Temos que enfrentá-lo com unhas e dentes, porque racismo e preconceito, na minha opinião, são duas doenças que não são apenas recicláveis, elas têm que ser abolidas", discursou o presidente e para isso, "somente com enfrentamento e somente com o Estado tendo coragem de enfrentar a diversidade, não tendo nenhuma preocupação de dizer que vai garantir que mais meninas e meninos negros têm que entrar na universidade, de que é preciso as pessoas terem oportunidade de ter a mesma qualidade de salário que tem um branco que trabalha na mesma função, e oportunidade de garantir que as crianças possam, na escola, ter o mesmo nível de ensino que as outras", disse o presidente.
Convênios
Na oportunidade, houve também a assinatura dos convênios firmados entre, a Secretaria Especial de Políticas de Promoção para a Igualdade Racial (Seppir), o MDA a Fundação Cultural Palmares (FCP),Ministério de Meio Ambiente, Organizações Não Governamentais (ONGs) e Associações Quilombolas, visando o desenvolvimento de ações junto às comunidades quilombolas, além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre o Incra, a Seppir, a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), a Secretaria de Patrimônio da União (SPU) e a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) para desenvolvimento de ações de preservação ambiental e regularização fundiária
Lançamento de Publicação
Às 14 horas no hotel Blue Tree Alvorada, a Ministra fêz o lançamento da Revista “ Dia da Consciência Negra- 35 anos”, uma publicação comemorativa da Secretária de Promoção da Igualdade Racial com depoimentos de diversas personalidades que ajudaram a construir esses 35 anos de luta pela igualdade racial no Brasil.
Nesse ato, estiveram presentes, os cantores, Netinho de Paula, Leci Brandão e Zézé Mota que são atuantes militantes do movimento negro, Leci Brandão, inclusive é membro do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial.
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Militantes do Movimento Negro de Brasília, gestores federais e distritais participam de debates
Credito: Nilo S. Nogueira
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Em Brasília, a data 20 de Novembro foi celebrada através de variados instrumentos clássicos de divulgação de idéias, em simpósios, palestras, exposições e encontros além de outras modalidades de expressão cultural.
O Governo Distrital apresentou diversas ações realizadas e lançou o PLANO DISTRITAL DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL, como principal instrumento para o enfrentamento das desigualdades raciais e a luta histórica empreendida pelo Movimento Negro local nesse processo.
Esse lançamento foi feito na abertura de uma exposição e de um ciclo de debates sobre a questão racial, organizados pela parceria da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial , Governo do Distrito Federal através Secretaria Estadual de ação Social- SEAS e movimento social Negro de Brasília, no Shopping Conjunto Nacional , com a presença da Secretária Adjunta da SEPPIR Maria do Carmo Ferreira, Laís Abramo ,Reitor Timothy Martin Mulholland da Universidade Federal de Brasília, o Embaixador Fernando Reis - Instituto Rio Branco/MRE e diversas outras autoridades.
Foi montada um stand de exposição no térreo do shopping com os resultados do Programa Brasil Quilombola. As palestras e debates aconteceram no mini auditório, localizada no terceiro andar.
Na oportunidade Antonio Ibarra, Coordenador de Pesquisa de Emprego e Desemprego - PED/DF falou sobre as desigualdade social e econômicas do Mercado de Trabalhao DF.
As ações afirmativas implementadas pelo Governo Federal foram apresentadas com os resultados da aplicabilidade dessas ações pela Universidade de Brasília- UNB e o Instituto Rio Branco .
Laís Abramo - Diretora da OIT apresentou ainda os resultados de uma pesquisa realizada pela OIT com recorte racia.
Jaciara Silva, Coordenadora do Movimento Negro Unificado MNU -DF também fêz um resgate histórico do movimento negro local. As Religiões de Matriz Africana foram abordadas pelo Prof.º Ribamar Fernandes Vileda - Diretor de Cultura da Federação comunidades de Terreiro que enfocou os constantes ataques de vanadalismos às imagens expostas na praça dos Orixás.Tereza Ferreira da Silva relatou as experiências vivenciadas no DF.
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Instituído para celebrar o dia de morte do herói negro Zumbi dos Palmares, o dia 20 de novembro, hoje serve também como uma reflexão à luta diária dos negros brasileiros. Reflexão essa chamada de Dia Nacional da Consciência Negra. Data estabelecida há 35 anos para servir como memória histórica e símbolo de luta de um povo.
Da mesma forma, esse dia nos permite parar e entender as reivindicações, os anseios e as conquistas de toda a comunidade negra, além de dar uma maior visibilidade aos problemas do racismo e da discriminação social. Assim, a comemoração não serve somente aos negros, mas a todos os brasileiros e brasileiras que lutam por uma sociedade democrática e igualitária.
E na busca de todos esses objetivos, a Fundação Cultural Palmares/MinC promoveu diversas atividades para .Segundo o diretor de Promoção, Estudos, Pesquisa e Divulgação da Cultura Afro-brasileira, Zulu Araújo, "o dia 20 é a data de maior celebração da comunidade negra brasileira, pois celebra a resistência, as conquistas e os avanços do negro. E para a Fundação Cultural Palmares, o dia 20 celebra sua existência, a própria razão de ser da fundação, que é promover a plena integração do negro na sociedade brasileira, tendo como instrumento a cultura".
E sobre as atuais conquistas da população negra, o diretor complementa: "este ano, em particular, tivemos muitos avanços. Podemos comemorar a implementação do sistema de cotas em 30 universidades públicas, o reconhecimento das comunidades remanescentes quilombolas, além de ter sido o Brasil considerada a capital da diáspora no mundo - não só pelo fato de 46% da população ser negra, mas também, pela importância nas implementações das ações afirmativas", disse Zulu.
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Mais de 200 pessoas lotaram o auditório do Teatro Gregório Mattos em Salvador (BA) para participar do II Seminário Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional das Populações Negras, realizado no período de 23 a 25 de novembro. O objetivo do encontro foi debater as políticas públicas voltadas para a população negra, incorporando a temática étnico/racial às ações de governo.
Durante a abertura do evento, a assessora especial do Fome Zero, Adriana Aranha, que representou o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, ressaltou a importância que o Governo Federal tem dado às populações negras, "debatendo as políticas públicas de uma forma mais clara, a começar pela criação da própria Seppir, mantendo a determinação, em todos os ministérios, de pensar e implementar políticas específicas para a população negra", disse.
"O Fome Zero possibilitou a integração junto à sociedade e trouxe para o tema da segurança alimentar e nutricional a questão da população negra", frisou Adriana Aranha. "Hoje nós já compramos mais de 11 mil toneladas de alimentos, adquiridos de 60 mil agricultores familiares de quilombos. Também atendemos 60 mil famílias de forma mais emergencial e temos um trabalho em conjunto com a Fundação Cultural Palmares envolvendo 150 comunidades quilombolas no desenvolvimento de ações estruturantes", informou. Ela lembrou também que a população negra sofre três vezes mais com a insegurança alimentar do que a população em geral.
O seminário foi uma promoção do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) em conjunto com a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir). os ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Saúde, Educação, Cultura, Desenvolvimento Agrário. Também contou com o apoio da Prefeitura de Salvador, Governo da Bahia e Associação Cultural de Preservação do Patrimônio Bantu.
O presidente do Consea, Chico Menezes, afirmou que o momento "é importante para a soberania alimentar do Brasil". "Não podemos conceber estarmos contribuindo para a construção das condições de segurança alimentar e nutricional no País se não incorporarmos definitivamente a questão étnico-racial às ações de governo", destacou. Para Jorge Carneiro, diretor d e Ações Afirmativas da SEPPIR e secretário executivo do evento,a insegurança alimentar tem relação direta com a desigualdade racial. "Vencer a fome representa enfrentar a desigualdade, sobretudo aquela à qual a população negra está submetida".
O vice-governador eleito da Bahia, Edmundo Pereira Santos, que também participou da mesa de abertura do seminário, ratificou o compromisso do governador eleito Jaques Wagner com as populações negras e a intenção de manter e intensificar importantes programas sociais implementados pelo Governo Federal, como o Bolsa família e os incentivos à Agricultura Familiar. "Este é um momento importante para nós, até porque, na Bahia, 82% da população é negra", comentou.
Para saldar a realização do encontro, o babalorixá Rogério de Iansã, do Espírito Santo, Mãe Zulmira, das comunidades de terreiros da Bahia, e Mãe Maria Celeste Santos, do Maranhão, cantaram e abençoaram o evento. A abertura do seminário contou ainda com a presença da subsecretária de Ações Afirmativas da Seppir, Maria Inês Barbosa, representando a ministra Matilde Ribeiro; de Daniel Balaban, do Ministério da Educação; de representantes do governo da Bahia, da prefeitura de Salvador, da Fundação Gregório de Mattos, da Caixa Federal e da Coordenação Nacional Quilombola (Conaq).
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Celebrando a maior idade, a Fundação Cultural Palmares preparou uma comemoração intensa para a primeira semana de novembro Na sede da instituição, localizada no Setor Bancário Norte., os convidados tiveram a oportunidade de comemorar a arte, a cultura e a religiosidade de um povo que construiu com a força de seu trabalho as riquezas deste Brasil. Nesta ocasião tão especial a Fundação Cultural Palmares abriu suas portas também para os estudantes da rede pública. Alunos de escolas municipais de Valparaíso de Goiás e Cidade Ocidental, localizadas em Goiás, no Entorno do Distrito Federal foram até a sede da Fundação para assistir a filmes e participar de conversas sobre questão racial, cultura negra, combate ao racismo e a intolerância religiosa, de uma forma informal e descontraída.
Outro destaque para a programação especial de 18 anos de fundação se deu com a Oficina de Percussão Afro Baiana, que foi ministrada por Mário Pam, percussionista, compositor e Regente do Bloco Afro-Carnavalesco Ilê Aiyê. Pam veio especialmente de Salvador para ministrar a oficina nos dias 6, 7, 8 e 9 de novembro em turmas em dois horários: manhã e tarde.No dia 10, último dia de festividade, toda comunidade negra de Brasília, com destaque para as lideranças religiosas do Distrito Federal participaram da tradicional cerimônia de Lavagem da sede da Fundação Cultural Palmares, seguida de um delicioso Caruru. Outro destaque interessante foi a exibição da Associação Candeias de Capoeira / DF, grupo coordenado pelo Mestre Suíno o qual é composto por alunos com necessidades especiais, dando um toque bastante inclusivo e cidadão para uma festa que já faz parte do calendário de eventos para a população negra do Distrito Federal.Depois da cerimônia e do Caruru, os convidados se animaram com as apresentações musicais, Grupo de Samba de Roda Suerdieck, vindo de Cachoeiro, na Bahia e o melhor pagode candango no estilo do Grupo Karamba.
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Desenvolvendo a agenda nacional de comemoração dos 35 anos do Dia Nacional da Consciência Negra, a Seppir realiza a edição 2006 do Quilomboaxé! Encontro Artístico e Cultural com patrocínio da Petrobras. Nesta sexta-feira (1/12) acontece em Campinho da Independência, em Paraty (RJ), uma ação do projeto durante visita dos artistas Zezé Motta, Leci Brandão, Toni Garrido, Rappin Hood e Marcão do DMN. Após o contato do grupo com os remanescentes de quilombos haverá um espetáculo no campo de futebol da comunidade, com apresentação dos artistas e dos quilombolas.
De acordo com o presidente da Associação dos Quilombos do Rio de Janeiro, Ronaldo dos Santos, a comunidade tem 120 famílias e as ações desenvolvidas pelo governo federal transitam nas áreas da cultura, geração de trabalho e renda, e turismo étnico. “Temos dois projetos. Um deles é o Ponto de Cultura, do qual participamos de uma seleção de projetos, em que são realizadas oficinas de capoeira, percussão, cestaria e jongo. O outro, por articulação da Seppir, é financiado pela Petrobras e objetiva a estruturação do turismo étnico em nove comunidades. As ações vão de capacitação, produção de material de divulgação à estruturação de um restaurante”, conta Ronaldo dos Santos.
Após o QuilomboAxé do Rio de Janeiro, o projeto envolverá as comunidades quilombolas de Conceição das Criolas (PE), no dia 9 de dezembro; e Ivaporanduva (SP), no dia 16.
Pelo Sul
A primeira edição do ano do QuilomboAxé! aconteceu, no período de 24 a 26 de novembro, no Rio Grande do Sul. Participaram da iniciativa, as comunidades de Chácara das Rosas (Canoas), Luiz Guaranha (Porto Alegre), Manoel Barbosa (Gravataí) e Maquine/Osório e os artistas Netinho de Paula, Marcão DMN, Sandra de Sá e Zezé Motta. Após a vivência dos artistas com os quilombolas, ocorreu no domingo (26) um show aberto ao público para comemorar os 35 anos do Dia Nacional da Consciência Negra, em Porto Alegre, para um público estimado em 30 mil pessoas. A ação no Estado teve apoio do Incra.
O projeto
O Quilomboaxé! Encontro Artístico e Cultural das Comunidades Quilombolas é realizado pela Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial) com patrocínio da Petrobras. A iniciativa visa o intercâmbio sociocultural entre as comunidades remanescentes de quilombos com artistas para sensibilizar a população brasileira sobre a importância e valor da contribuição da população negra. QuilomboAxé! é uma oportunidade de se promover o intercâmbio entre a população urbana e rural, resgatar valores e dar visibilidade às condições de vida atuais das comunidades quilombolas.
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O Lote, um site do jornalístaNei Lopes, levando em conta os quesitos formação intelectual, integridade de caráter, respeitabilidade, consciência política e coerência de pensamento e atitudes, elegeu simbolicamente as seguintes personalidades, merecedoras, neste 20 de novembro, de um "troféu Consciência Negra": A estes 10 expoentes da Negritude, e a todos os outros, anônimos e conhecidos, nossos aplausos nesta data em que se celebra a passagem de Zumbi dos Palmares para o plano espiritual, de onde nos ilumina e impulsiona. www.neilopes.blogger.com.br.htm
ABDIAS NASCIMENTO, escritor, filósofo multiartista;
ÉDIO SILVA, jurista e ex-secretário de Justiça do Estado de São Paulo;
JOEL RUFINO DOS SANTOS, escritor, historiador;
JORGE DA SILVA, cientista político;
JUREMA WERNECK, médica, doutoranda em Comunicação e Cultura;
MARCELO PAIXÃO, economista e professor;
MATILDE RIBEIRO, ministra de Estado, titular da SEPPIR;
MUNIZ SODRÉ, teórico da Comunicação, presidente da Fundação Biblioteca Nacional;
SUELI CARNEIRO, doutora em filosofia da Educação;
WÂNIA SANTANA, historiadora.
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| Ilustração: Claudia Loch |
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De 24 a 26 de novembro, aconteceu o 1º Encontro Nacional de Clubes e Sociedades Negras, em Santa Maria (RS). Nos três dias mais de 300 pessoas discutiram a situação dos clubes e sociedades negras, fizeram um diagnóstico, aprimoraram o conceito e apontaram caminhos para revitalização desses espaços compreendidos como fundamentais para a resistência cultural afro-brasileira.
O evento, realizado pela Seppir em parceria com a Prefeitura de Santa Maria e o Museu Treze de Maio, contou com a presença da ministra Matilde Ribeiro no domingo (26), quando destacou a importância sociopolítica dos espaços de convivência negros por serem ícones da manutenção da identidade cultural afro-brasileira que necessitam de ações do Estado e da sociedade civil para sua continuidade.
No encontro, estiveram representados 53 clubes negros do Rio Grande do Sul e 14 sociedades negras de Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro orientados pelos eixos temáticos: clubes e sociedades negras; centros de cultura afro e ecomuseus e museus comunitários.
Compondo a comissão organizadora do 1º Encontro Nacional de Clubes e Sociedades Negras, o integrante do CNPIR (Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial), Oliveira Silveira, considera os clubes e sociedades negras uma realidade nacional. “São espaços físicos, sociais e culturais muito preciosos. Um exame rápido da situação desses organismos revela sintomas de debilidade, desestruturação, perigo de desaparecimento, a exemplo de tantos que sucumbiram”, destaca um dos líderes da exaltação de Zumbi dos Palmares como herói nacional e afirmação do 20 de Novembro como data de referência para o povo negro.
O grupo construiu a “Carta de Santa Maria” para discussão e articulação com o governo federal, destacando nove pontos: o reconhecimento desses clubes ,como patrimônio cultural do Brasil através de encaminhamentos para o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e Fundação Cultural Palmares; formação de gestores ns áreas de preparação de projetos e intervenção no orçamento inclusive no PPA (Plano Plurianual); desenvolvimento de ações afirmativas nos clubes e sociedades negras, como inclusão digital, esporte, cursos preparatórios e de qualificação para a comunidade negra; formação dos gestores dos clubes em museologia comunitária; criação de edital específico para mapeamento do patrimônio material e imaterial dos clubes e sociedades negras em âmbito nacional e para participação do Programa Cultura Viva – Pontos de Cultura; revitalização dos espaços físicos; elaboração de cadastro nacional dos clubes negros por meio do Iphan e criação de secretarias, coordenadorias e/ou diretorias para públicas públicas para a comunidade negra em municípios e estados.
Segundo a museóloga Giane Vargas Escobar, integrante da Comissão Organizadora, o encontro possibilitou uma melhor organização do setor, compreensão das presidências e diretorias da representatividade dos clubes e sociedades negras, a partir da abertura desses espaços para serem pólos de geração de trabalho e renda, educação, cultura e organização política da sociedade negra. “No encontro, percebeu-se que as demandas são coletivas como ausência da juventude, desmonte das entidades, endividamento e distanciamento da comunidade negra. Foi possível o entendimento que não basta a obtenção de recursos para revitalização física desses espaços, e sim o reconhecimento da potencialidade dos clubes negros para organização política do povo negro. Há compreensão da autonomia da sociedade civil e da necessidade de parceria com o Poder Público, em todas as suas esferas, como uma política de reparação”, afirma Giane Vargas Escobar.
Histórico
Surgidas no final do século XIX, os clubes e sociedades negras são associações constituídas como alternativa de sociabilidade dos negros impedidos de freqüentar as demais sociedades em decorrência do racismo e da discriminação racial. Um dos casos ilustrativos é a Sociedade Beneficente Cultural Floresta Aurora – clube negro mais antigo em atividade no Brasil, criada em Porto Alegre, no ano de 1872, por negros forros para arrecadar donativos e custear as despesas funerais, e adquirir a liberdade de outros negros ainda na condição de escravizados.
Em visita a Santa Maria pela passagem do centenário da Sociedade Cultural Ferroviária 13 de Maio, no ano de 2003, a ministra Matilde Ribeiro conheceu a história da entidade e o projeto de criação do Museu Treze de Maio por motivação da comunidade e de pesquisadores negros.
Em abril de 2005, no processo preparatório da 1ª Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial do Rio Grande do Sul o conselheiro do CNPIR Oliveira Silveira levou ao plenário a questão dos clubes e sociedades negras, a qual foi incorporada pela Seppir e incluída nas resoluções da 1ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial no eixo Diversidade Cultural e no eixo Fortalecimento das Organizações Anti-racismo, assumindo a realização do 1º Encontro Nacional de Clubes e Sociedades Negras.
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O grupo de trabalho sobre promoção da igualdade racial da VI Reunião de Altas Autoridades em Direits Humanos e Chancelarias do Mercosul, presidido epla Ministra Matilde Ribeiro, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, estára no próximo dia 2 de dezembro ( terça feira) no salão de eventos do Carlton Hotel( SHS- Q.5, Bloco G- Asa Sul- Brasília).
O evento que será aberto às 09h30 horas contará com a presença de representantes da Argentina , Bolívia ,Chile, Colômbia, Equador, Paraguai ,Peru ,Uruguai ,Venezuela e Brasil que farão uma exposição sobre a(s) instância(s) de governo responsável pela promoção da igualdade racial, suas principais realizações e desafios .Desse Grupo de Trabalho, fazem parte ainda, a Ministra Ana Lucy Gentil Cabral Petersen, Diretora do Departamento de Direitos Humanos e Temas Sociais do Ministério das Relações Exteriores/Brasil.
Como Palestrante, o GT contará com a participação do Doutor Álvaro Bello, Consultor Especialista em Estudos de Raça e Etnia sobre América Latina e Caribe, e Investigador do Observatório dos Direitos Humanos dos Povos Indígenas/Chile.
Segundo a Assessoria Internacional da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial/Brasil e Coordenadora dos Trabalhos do GT, Magali Naves, na pauta, constam apresentação das Instâncias Governamentais, Responsáveis pelo Tema racial,debate sobre Formas de Fortalecimento das Instâncias Descritas e a apresentação de uma síntese das Propostas e idéias apresentadas além dos Resultados das Mini-Plenárias dos Países do Cone Sul e da Região Andina da Conferência Regional das Américas.Após a definição de agenda para a próxima reunião, os trabalhos serão encerrados às 17.30 horas.
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Ministra Britânica é recebida na Seppir
Credito: Célia Nogueira / ASCOM-Minist. Cidade
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A Ministra Matilde Ribeiro, recebeu nessa sexta feira (24), em seu gabinete, a Baronesa Valerie Amos de Brondesbury, atual líder do governo na Câmara dos Lordes do Parlamento Britânico ,a primeira mulher negra na Câmara dos Lordes e a terceira mulher na história a liderar a Câmara dos Lordes.A baronesa estava acompanhada do Embaixador do Reino Unido em Brasília Peter Collecott e Miranda Munro, Diretora do DFID/Brasil, Luiz Eduardo Hargreaves, funcionário da Embaixada do Reino Unido .
O objetivo da visita que foi acompanhada pela assessora internacional da seppir Magali Naves e da assessora técnica Viviane Rios Balbino foi impulsionar as discussões sobre gênero e raça entre Brasil e Inglaterra já iniciadas. . Na ocasião, a Ministra Matilde apresentou as principais ações da Seppir junto à comunidades tradicionais (quilombos, terreiros, etc.), e falou sobre o papel catalisador da Secretaria, na implementação de políticas de ação afirmativa por iniciativa de instituições federais e estaduais de ensino superior,e a discussão sobre o Estatuto da Igualdade Racial (PL 6912/02) que tramita no Congresso Nacional tornando obrigatória a reserva de vagas para alunos egressos do ensino público, com recorte social e de raça, em instituições públicas de ensino superior. Os acordos internacionais de combate ao racismo e promoção da igualdade racial que a Secretaria já celebrou e os que ainda deverão ser celebrados na próxima gestão foram registrados.
Lembrando a data comemorativa do 20 de Novembro, a Ministra também ressaltou a relevância conferida ao continente africano pelo Governo brasileiro, durante o mandato do Presidente Lula, lembrando as inúmeras visitas feitas por ela e pelo Presidente em países do continente, nos últimos três anos.
A Baronesa agradeceu a apresentação e declarou ter interessante em aprofundar dois temas,. O primeiro é relativo à Carta de Intenções assinada entre a SEPPIR e a Comissão para a Igualdade Racial da Grã-Bretanha, CRE, em março de 2006, durante a visita do Presidente Lula e da Ministra ao Reino Unido. O segundo, é o processo pelo qual a SEPPIR exerce seu papel de transversalidade dentro da estrutura do Governo brasileiro, com que ministérios o diálogo é mais fluido, onde há maior dificuldade e como é, a receptividade ao tema da promoção da igualdade racial.
A Ministra Matilde começou sua resposta pelo segundo tema,explicando que a SEPPIR assina termos de acordo com os demais ministérios para concretizar ações que envolvam a superação do racismo e tenta provocar o recorte de raça em ações já existentes. Dois exemplos de parcerias bem sucedidas citadas pela Ministra ,foram com o Ministério da Saúde, que lançou o “Plano Nacional de Saúde da População Negra”, e o Ministério da Educação, com o qual a SEPPIR tem uma série de iniciativas conjuntas, destacando-se aquelas com vistas à formação e capacitação de professores no ensino da história e da cultura afrobrasileira, a fim de que seja implementada a Lei 10.639/2003, que torna esses conteúdos obrigatórios nos ensinos fundamental e médio.Matilde ressaltou que espera-se que o resultado de todas as ações transversais, nos diversos ministérios, seja consubstanciado no Plano Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.
Quanto ao primeiro tema, a Ministra Matilde lembrou que, no exato momento, a Subsecretária de Ações Afirmativas da SEPPIR, Maria Inês Barbosa, encontrava-se em Londres representando-a na “Convenção de Raça 2006”, promovida pela CRE. Ela salientou que já existem ações em parceria com o Departamento Britânico de Desenvolvimento Internacional (DFID/Brasil), que muito ajuda a secretaria.
Ribeiro expressou o grande interesse na parceria com a CRE e com o Reino Unido e comprometeu-se a delinear, juntamente com a equipe do DFID e da CRE, um programa de trabalho conjunto para os próximos quatro anos.
A Baronesa recebeu a notícia com satisfação e sugeriu que seja considerada a inclusão, nesse programa de trabalho, do know-how adquirido pela SEPPIR no contato com a diáspora e com os países do continente africano.Sugestão acatada por Matilde acrescentando que as organizações não-governamentais desempenham um papel importante nessa relação, e, que teriam muito a contribuir.
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No dia 9 de novembro a Ministra Matilde Ribeiro realizou no Centro Sócio Coletivo de Gorée no Senegal a abertura da exposição fotográfica e o lançamento do livro Brasil Senegal – Olhares Cruzados no Festival Cultural da Diáspora da Ilha Gorée no Senegal, com a presença da Embaixadora do Brasil Kátia Gilaberte, da Sra. Magali Naves, Assessora Internacional da SEPPIR e autoridades e artistas de diversos países africanos e da diápora. Estiveram presentes na cerimônia de abertura o Exmo Sr. Ministro da Cultura e do Patrimônio Histórico do Senegal Sr. Mame Birame Diouf, a Alta Comissária dos Direitos do Homem e Promoção da Paz do Senegal, Mame Bassine Niang, o Prefeito da Ilha de Gorée, Augustin Senghor entre outras autoridaes Senegalesas. O evento foi divulgado em diversos canais da televisão senegalesa e nos principais jornais daquele País.
Além da SEPPIR o desenvolvimento do projeto Brasil Senegal –Olhares Cruzados contou com o apoio do Ministério das Relações Exteriores que através da iniciativa da Embaixadora do Brasil no Senegal, Kátia Gilaberte, tornou possível a sua realização.
A exposição e o livro Brasil-Senegal – Olhares Cruzados é a quarta etapa do projeto Olhares Cruzados, uma iniciativa da OSCIP Imagem da Vida sob a coordenação de Dirce Carrion que já realizou ações semelhantes entre o Brasil e Angola, Moçambique e Haiti.
As fotogrtafias e peças de arte exibidas nesta mostra é o resultado do trabalho produzido por crianças da comunidade quilombola de São Lourenço em Pernambuco e por crianças da Ilha de Gore e de Dakar no Senegal que produziram fotografias, imagens em vídeo, máscaras, brinquedos em material reciclado com o objetivo de promover o conhecimento recíproco.
Em Dakar e na Ilha de Gorée, por sugestão do fotógrafo-documentarista Marcelo Fortaleza Flores, além das oficinas de fotografia e criação, foram introduzidas oficinas de vídeo. Após receberem noções de vídeo e fotografia as crianças operaram câmeras fotográficas e de vídeo ;para documentar o seu cotidiano. Do ponto de vista artístico as crianças senegalesas aprenderam com o artista popular pernambucano Sérgio Ferreira da Silva a técnica de produção de máscaras de papel marche e respeitando as peculiaridades culturais de cada país, para orientar as oficinas de vídeo foi convidado para vir ao Brasil o cineasta Samba Saar. Aproveitando a criatividade popular como força de expressão, o artesão senegalês Babacar Dywara realizou oficinas de brinquedos artesanais a partir de sucata com as crianças da comunidadede quilombola de São Lourenço na zona da mata pernambucana.
A realização dos trabalhos na comunidade de São Llurenço contou com o apoio da Ong Djumbay e no Senegal, com o apoio do Ministério da Cultura e do Patrimônio Histórico do Senegal e da Prefeitura de Gorée.
O resultado desta ultima etapa do projeto resultou na exposição Olhares Cruzados apreentada em Salvador durante a II Conferência de Intelectuais da África e da Diáspora.
Histórico do Projeto Olhares Cruzados
O projeto Olhares Cruzados, buscando identificar raízes culturais comuns e promover o conhecimento recíproco entre crianças brasileiras, africanas e de países fruto da diáspora africana, tem viabilizado o intercâmbio de fotografias, cartas, desenhos, vídeos, brinquedos, instrumentos musicais e objetos de arte produzidos por crianças do Brasil, da África e do Caribe em oficinas de imagem e criatividade
Utilizando práticas artísticas que permitem a criação de uma linguagem própria das crianças, a intenção é que elas se apropriem destas formas de expressão e se encontrem no trabalho realizado. E que se vejam, assim, a partir de seus próprios olhares e não através de uma leitura vertical ou colonialista, onde o contexto não é acessível aos agentes ou estes não se reconhecem no processo.
Dirce Carrion explica que “levando em conta a cultura e a realidade da cada país onde realizamos o projeto trabalhamos com uma equipe de brasileiros que orientam as oficinas com as crianças das comunidades que visitamos, e, tendo como princípio a reciprocidade, convidamos artistas e educadores locais para vir ao Brasil fazer um trabalho semelhante com crianças brasileiras.
Sejam elas da África, do Brasil ou do Caribe, as crianças buscam sempre serem retratadas ao lado daquilo que para elas é mais valioso: a família, os amigos, a televisão, os brinquedos, a comida, a parte mais “bonita” da casa. Percebemos que, mesmo em regiões onde elas convivem com uma realidade muito difícil, suas imagens, cartas, desenhos e objetos de arte são permeadas pela alegria e a esperança de um futuro melhor. Acreditando que a auto estima é essencial para a superação das barreiras impostas pelo meio onde estão inseridas e terem uma chance maior de serem incluídas no mundo que “dá certo”, procuramos sempre mostrá-las sob uma ótica otimista e digna.
Confiantes nas possibilidades que oferece como forma de expressão e comunicação, e da contribuição que pode dar para a promoção da paz, a luta contra a exclusão social e a intolerância racial, dirce espera que esse projeto seja mais um passo na longa caminhada para o estreitamento das relações humanas e culturais entre os povos.
Moçambique
A partir do trabalho Olhos de Bairro realizado pelo fotógrafo Mauro Pinto, em julho de 2004 com crianças que participaram de oficinas de fotografia no Bairro de Hulene, situado próximo ao maior depósito de lixo da cidade de Maputo, foi viabilizado em dezembro do mesmo ano, o intercâmbio destas imagens com crianças brasileiras que participaram de uma atividade semelhante e cujas famílias são catadores de papel na periferia de Porto Alegre. Nesta segunda etapa foram acrescentadas as oficinas de redação.
Em abril de 2005 as crianças que participaram do projeto receberam os livros e, em maio por ocasião do Dia da África, foi promovida uma ação, em parceria com a ANDI – Agência de Notícias dos Direitos da Infância, junto a jornalistas brasileiros que resultou na publicação das cartas produzidas pelas crianças africanas em mais de 50 suplementos infantis de jornais, revistas e sites de todo o Brasil.
Angola
O projeto Olhares Cruzados teve início em 2004 com recursos próprios e com o objetivo de promover o conhecimento recíproco entre o Brasil e países da África lusófona, através da troca de fotos e cartas produzidas por crianças africanas e brasileiras entre 8 e 14 anos de idade. Com o apoio das associações comunitárias locais foram realizadas oficinas de fotografia e redação em Cabinda, Angola, em outubro desse ano e, em dezembro, no Rio de Janeiro, Brasil. Num primeiro momento as crianças participaram de uma aula introdutória onde receberam livros, fotografias e informações sobre o país e a cidade com a qual estariam estabelecendo o intercâmbio e na seqüência são convidadas a produzir as fotos e as cartas para serem trocadas. Individualmente, em sala de aula, elaboram as cartas e têm noções básicas de fotografia, no final recebem as câmeras com um filme de 36 poses para, no período de um dia, registrar a comunidade onde vivem.
Com o apoio da SEPPIR, Secretaria Especial da Promoção da Igualdade Racial, o trabalho realizado com as crianças brasileiras, angolanas e moçambicanas resultou na exposição fotográfica e no livro Brasil-África – Olhares Cruzados. Posteriormente a equipe retornou aos locais onde foram realizadas as oficinas para entregar as crianças que participaram do projeto as fotos produzidas por elas e um exemplar do livro.
Em janeiro de 2005 o trabalho foi apresentado no IV Fórum Social Mundial de Porto Alegre e uma nova montagem da mostra foi realizada um ano depois em Bamako no Mali, na V Edição do Fórum Social Mundial.
Haiti
Em setembro de 2005, com o apoio do Ministério das Relações Exteriores e da Secretaria Especial da Promoção da Igualdade Racial, o projeto Olhares Cruzados estendeu-se ao Haiti, onde, por não tratar-se de um país lusófono, as oficinas de cartas foram substituídas por outras de pintura, mantendo sempre as oficinas de fotografia .Em Port Au Prince o trabalha foi feito com crianças de duas escolas do Bairro de Belair usando a mesma metodologia dos projetos anteriores. Orientadas pela fotógrafa e artista plástica brasileira, Marie Ange Bordas, as crianças haitianas pintaram telas para enviar às brasileiras. Posteriormente, em novembro, o artista plástico haitiano Maxence Denis foi convidado a vir ao Brasil para realizar um trabalho similar com crianças do quilombo do Frechal, no Maranhão.
A partir do material produzido foi editado o livro e produzida a mostra Brasil Haiti – Olhares Cruzados. Em maio de 2006, em Port Au Prince, por ocasião da posse do Presidente eleito do Haiti. e com a presença das crianças do bairro de Bel Air que participaram do projeto, foi inaugurada a exposição com fotos e pinturas das crianças dos dois países.
Senegal
Em abril de 2006, por iniciativa da Embaixadora do Brasil no Senegal, Kátia Gilaberte, foi realizado o projeto Olhares Cruzados com crianças de Dakar e da Ilha de Gorée. Nesta etapa, por sugestão do fotógrafo-documentarista Marcelo Fiorini, além das oficinas de fotografia e criação, foram introduzidas oficinas de vídeo. Após receberem noções de vídeo e fotografia as crianças receberam câmeras fotográficas e de vídeo ;para documentar o seu cotidiano. Do popnto de vista artístico as crianças senegalesas aprenderam com o artista popular pernambucano Sérgio Ferreira da Silva a técnica de produção de máscaras de papel marche e respeitando as peculiaridades culturais de cada país, para orientar as oficinas de vídeo foi convidado para vir ao Brasil o cineasta Samba Saar e aproveitando a criatividade popular como força de expressão, o artesão senegalês Babacar Dywara que realizou oficinas de brinquedos artesanais a partir de sucata com as crianças da comunidadede quilombola de São Lourenço na zona da mata pernambucana.
O resultado de todas as etapas do projeto foi apresentado na exposição Olhares Cruzados em julho em Salvador durante a II Conferência de Intelectuais da África e da Diáspora e posteriormente na Conferência Regional das Américas anti-racismo em Brasília.
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Estudantes negros podem se inscrever, no programa Universidade para Todos (ProUni), do Ministério da Educação, para concorrer a uma das 108.025 bolsas de estudo que estarão disponíveis em instituições privadas de ensino superior no primeiro semestre do ano que vem. Serão oferecidas 64.719 bolsas integrais e 43.306 parciais (50% do valor da mensalidade) em 1.424 instituições de todo o país.
Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, os resultados do ProUni são positivos. Ele lembrou que o programa beneficia jovens que, de outra maneira, não teriam oportunidade de cursar o nível superior. "A capilaridade do programa é excepcional. Nós estamos em mais de 700 municípios. Isso também promove o acesso, porque nem sempre o jovem consegue se deslocar para os grandes centros para se matricular numa universidade. Tem toda uma questão de manutenção e de permanência que o programa contorna, levando vagas para o interior do país", disse. Segundo Haddad, 172 mil alunos freqüentam atualmente cursos de graduação por meio do programa.
O coordenador do ProUni, Celso Carneiro, informou que o número total de vagas é 18% superior às ofertadas no primeiro semestre deste ano. De acordo com ele, o número de instituições que aderiram ao programa em troca de isenção de alguns tributos também aumentou, passando de 1.232 no primeiro semestre deste ano para 1.424 no primeiro semestre de 2007.
Segundo Carneiro, as áreas com maior número de bolsas são ciências sociais, negócios e direito, com 52.952 vagas. Ele disse que da zero hora de hoje até pouco antes de 10 horas, mais de 7 mil candidatos já haviam feito a inscrição. A primeira inscrição foi de um aluno de São Gonçalo (RJ) para o curso de direito.
De acordo com o MEC, para concorrer às bolsas, os candidatos devem atender a exigências como ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2006 e obtido, na prova escrita e na redação, nota média igual ou maior que 45. Além disso, é necessário ter cursado todo o ensino médio em escola da rede pública ou em escola privada na condição de bolsista integral. Para concorrer à bolsa integral, o estudante deve comprovar renda per capita familiar de até um salário mínimo e meio (R$ 525). Para a bolsa parcial, de 50% do valor da mensalidade, a renda per capita familiar deve ser de até três salários mínimos (R$ 1050).
O MEC divulgará os nomes dos selecionados em 20 de dezembro pela internet.
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No período de 27 a 29 de novembro foi realizado na Associação Atlética Banco do Brasil - AABB. em Niteroi,RJ o Seminário Nacional de Juventude que irá apresentar novas diretrizes para Política Nacional de Juventude. Seu ponto de partida são os diagnósticos e as recomendações formuladas durante atividades que contaram com a dedicação de Conselheiros (as)com a colaboração de convidados dos movimentos juvenis e de especialistas. Segundo Kátia Eloá, consultora da SEPPIR para esse tema,este é o momento de compartilhar idéias e de ampliar o debate em torno das necessidades e sonhos de diferentes setores da juventude brasileira.O público alvo desse Seminário além dos conselheiros(as)são os Colaboradores/as do Conjuve,Movimentos Juvenis Jovens contemplados com o Prêmio Juventude ONGs e Fundações Empresariais que trabalham com jovens, Agências de Cooperação Internacional Gestores Estaduais e Municipais de Juventude Especialistas e Pesquisadores de Universidades,Jovens atendidos por Programas do Governo Federal e Parlamentares.
Este é o primeiro debate público sobre o tema após a criação da Secretaria Nacional de Juventude e do Conselho Nacional de Juventude, em fevereiro de 2005, no âmbito da Secretaria-Geral da Presidência da República.
Segundo a Consultora, este Seminário contribuirá para o fortalecimento das Políticas Públicas de Juventude no Brasil.
Entre os temas abordados, serão debatidos o desenvolvimento integral: educação, trabalho,cultura e tecnologias de Informação.- qualidade de vida: meio ambiente, saúde, esporte e lazer, Vida Segura: respeito aos direitos humanos , valorização da diversidade, desafios e Perspectivas do Conselho Nacional de Juventude. .
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Alan Amaral
Pesquisa do IBGE revela que pretos e pardos, que são 82,1% da população, ganham menos que os brancos.
“Apesar de viver em uma das cidades com a maior concentração de afrodescendentes do país, o soteropolitano da raça negra ainda recebe muito menos que o habitante branco. O rendimento médio dos trabalhadores pretos e pardos, grupo que representa 82,1% do total de pessoas em idade ativa na região metropolitana de Salvador (RMS), equivaleu, no mês de setembro, a apenas um terço do ganho registrado pelo trabalhador branco. A constatação integra um dos resultados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada na sede do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na capital. O estudo revelou que, enquanto a população de pretos e pardos, grupo que representa 82,1% da RMS - que responde ainda por 89,1% dos desocupados da região - recebeu em média, no período avaliado, R$644,91, os brancos apresentaram um saldo superior, atingindo a faixa de R$1.749,90 De acordo com o levantamento, o grau de desigualdade verificado na RMS foi o mais acentuado entre todas as seis regiões metropolitanas pesquisadas no país. "Apesar de os dados revelarem uma evolução nos indicadores de rendimento e, principalmente, de escolaridade, ainda existem em Salvador grandes diferenças no comparativo entre essas duas populações", explica a analista da PME, Maria Lúcia Vieira. Em termos de distribuição das pessoas ocupadas, por posição na ocupação, a pesquisa apurou que o percentual de empregados com carteira assinada no setor privado, dentro da população branca, ficou em 36,5% no mês avaliado, índice acima dos 35% do grupo pardo e preto. O nível de desocupação entre os brancos também é menor que entre os negros e pardos, ficando em 4,7% e 8,6% respectivamente.
Segundo a pesquisa, o tempo médio de estudo do indivíduo branco na RMS foi de 10,1 anos, sendo que na parcela preta e parda esse índice de escolaridade - apesar de ter sido o maior em comparação às demais regiões analisadas - ficou apenas em 7,7 anos. Isso significa que, enquanto o primeiro grupo atinge o ensino médio, o segundo não consegue concluir sequer o ensino fundamental. Já entre as pessoas com 18 anos de idade ou mais que conseguiram terminar o ensino superior, essa performance alcança a taxa de 24,2% na população branca, desempenho acima dos 4,8% do grupo majoritário. Na avaliação de Maria Lúcia, apesar desse contexto, apenas 5,8% dos pretos e pardos, entre 10 e 17 anos, não freqüentavam a escola, em setembro deste ano, resultado melhor que os 6,6% verificados no ano passado.
"Mesmo assim, esse percentual de não-freqüência escolar ainda é menor entre os brancos (3,7%)", comenta a analista. Atrelada à questão da rentabilidade, o quadro de desigualdades, com relação ao tempo de estudo, ainda continua acentuado na região metropolitana de Salvador. Por exemplo, quando o contingente analisado envolve pessoas com até um ano de estudo, o valor médio recebido pelo público negro e pardo (R$317,80) continua abaixo do registrado junto à parcela branca (R$424,90). Tendência de disparidade mantida também no segmento formado por indivíduos com 11 anos ou mais de estudo, no qual a rentabilidade dos profissionais, que pertencem à maioria da população em idade ativa, ficou em R$908,30, contra os R$2.062,60 da minoria.
Em relação a posição entre os ocupados, a pesquisa mostrou ainda que o ganho do trabalhador por conta própria, preto e pardo foi de R$461,03 em setembro, valor amplamente inferior aos R$1.054,62 recebidos pelo profissional branco. Desigualdade que se repete quando o critério pesquisado é o grupamento de atividade, a exemplo dos trabalhadores pretos e pardos da área industrial, cujo saldo no mês de referência ficou em R$743,68, menor que os R$2.205,73 da população branca. A investigação revelou também disparidades envolvendo o rendimento domiciliar per capita. A conclusão obtida foi de que na RMS, nos domicílios cujo principal responsável era preto ou pardo, a rentabilidade familiar era de R$427,27, cerca de um terço do valor per capita nas unidades com o responsável branco (R$1.245,18). No geral, a Pesquisa Mensal de Emprego observou que, na média das seis regiões metropolitanas investigadas - Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Porto Alegre -, o contigente declaradamente preto e pardo continua tendo menos escolaridade e um rendimento médio equivalente à metade do recebido pela população branca.
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Maior participação nas políticas públicas, direito à titularidade de terras e o reconhecimento às tradições dos povos negros. Estes foram alguns dos pontos abordados no II Seminário Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional das Populações Negras, realizado em Salvador (BA), de 23 a 25 de novembro. Nos próximos dias, um documento final do encontro, contendo estes temas, será encaminhado à Presidência da República e a organismos internacionais, e servirá de subsídio para os debates da III Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, prevista para maio de 2007.
Segundo o diretor de Ações Afirmativas da SEPPIR, Jorge Carneiro, estado brasileiro precisa reconhecer, cada vez mais, a discriminação racial a que o povo negro é submetido e desenvolver políticas públicas específicas, que levem em conta essa realidade. A integrante do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), Regina da Silva Miranda destaca ainda que . uma das reivindicações das populações negras - representantes de comunidades quilombolas e de terreiros - é ter voz ativa nas políticas desenvolvidas. "As populações negras querem ser ouvidas, as soluções devem ser gestadas dentro destas comunidades", diz.
Segundo Regina Miranda, o documento que sintetiza as discussões do II Seminário também levanta a questão da titularidade da terra. "A certificação das terras de comunidades quilombolas, o direito à habitação para as populações que vivem no meio urbano e o direito a recursos naturais, para que possam produzir, são reivindicações importantes. As políticas precisam estar acompanhadas de ações de inclusão social", destaca.
Regina, que também integra a ONG gaúcha Maria Mulher, que combate a violência contra as mulheres negras, diz que governo e sociedade precisam entender que existe "um outro Brasil". "Nos tempos da abolição, a política pública era discriminar e eliminar a população negra. E a sociedade incorporou esse preconceito. Hoje, o esforço do jovem negro para estudar é muito maior que o de um menino ou menina brancos. O negro dentro da Universidade tem que provar que aprendeu. Outro fator grave é que, de todos os povos, os negros são os que mais padecem com a insegurança alimentar", frisa a representante do Consea.
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Os dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) mostram que o ingresso de pessoas que se declaram negras no ensino superior subiu na última década de 18% para 30% nas redes de ensino pública e privada. No ensino público entraram 125 mil novos alunos negros contra 72 mil brancos. O crescimento ocorre desde 2001, quando o percentual era de 22%. Até o ano passado, segundo a pesquisa, a participação de negros aumentou a um ritmo médio de dois pontos percentuais ao ano. Caso se confirme a tendência, a desigualdade no acesso à educação entre negros e brancos no Brasil pode praticamente acabar em 15 anos, se for mantido o ritmo atual de entrada de estudantes negros nas universidades públicas e privadas do país. A participação deles se tornaria compatível com sua presença na população, que hoje é de 49%.
Os dados do Pnad - do período de 1992 a 2005 - serviram de base para o estudo "Trabalho Decente e Desigualdade Racial no Brasil" divulgado esta semana pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Desigualdade Racial (Seppir). O estudo apresentou uma avaliação da desigualdade racial no mercado de trabalho no país, apontando a persistência do maior déficit de trabalho decente para a população negra, apesar de alguns movimentos de diminuição das desigualdades, como é o caso da educação superior, por exemplo.
Na avaliação da Seppir, a diminuição da desigualdade entre negros e brancos no ensino superior se deve a vários motivos. Um deles é a adoção de políticas de ações afirmativas feitas por governos estaduais e pelas próprias universidades públicas a partir de 2001, ano da Conferência das Nações Unidas contra o Racismo. A criação do Programa Universidade para Todos - o ProUni - que oferece bolsas particulares e sistema de cotas para o ingresso de estudantes negros nas universidades públicas e privadas também foi de grande importância, atendendo 63 mil negros e 2 mil indígenas.
De acordo com a ministra da Seppir, Matilde Ribeiro, a política de cotas nas universidades é um dos principais expoentes das ações afirmativas implantadas no Brasil que já demonstra resultados positivos no cotidiano, uma vez que 30 universidades públicas adotam o sistema de reserva de vagas para negros e indígenas. "As cotas contribuem decisivamente para que o crescimento econômico sustentável resulte em ampliação do acesso aos serviços sociais e ao mercado de trabalho de segmentos populacionais empobrecidos e historicamente discriminados", disse a ministra.
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