Destaque Seppir - Semana de 22 a 28 de setembro de 2006 -
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22 a 28 de setembro de 2006 nº 88 ano 2  
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Boletim informativo semanal da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
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Rápidas

Quilombos Recebem Cessão de uso de  Área - No próximo dia 25 de setembro(segunda feira) a Ministra Matilde Ribeiro e a Secretária de Patrimônio da União, Alexandra Reiske estarão  no município de Malhados-BA, entregando a três comunidades quilombolas da região Pau d’Arco, Parateca e Genipapo, um documento de cessão de uso de área da Marinha. O ato de entrega desse documento contará com a presença de diversas autoridades da região, e representantes do Incra, Codevasf, Ibama além da prefeitura local.

Essa cessão de uso beneficiará a aproximadamente, –2.500( duas mil e quinhentas) pessoas nas três comunidades, e atende a antiga reivindicação dessas comunidades.

Expedição Brasil/Angola começa em Santo André - Será  lançado no próximo dia 23,às 8:30h na Associação Caboverdeana (rua Nova Iorque, 234 - Bairro Utinga) o projeto  Expedição Brasil/Angola  que consolidará a parceria entre o Governo Federal (Secretaria Especial da Igualdade Racial) e trêsinstituições nacionais e internacionais que atuam em ações ligadas às questões raciais. A expedição estará presente nas sete cidades da região de onde serão selecionados os trinta participantes diretos e mais de cem indiretos, no apoio e logística.

Há mais de um ano que as ações do programa vêm sendo formatadas, além de envolver treinamento para qualificar os participantes. Durante 30 dias, a expedição permanecerá em Angola com a missão de trocar experiências, realizar pesquisas, coletar subsídios teóricos e práticos para um resgate concreto e vivencial da história, costumes e cultura comuns entre negras(os) brasileiros e angolanos.

Ao longo do semestre seguinte a idéia da expedição é traçar um intercâmbio entre brasileiros expedicionários e angolanos contatados, com a troca de idéias e experiências e colocando em pauta a Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que tornou obrigatório o ensino sobre História  e Cultura da África e  Afro-Brasileira na rede de ensino.-Para maiores  informações, os interessados  devem  contatar Maria da Penha Cipriano Sant’anna-(11) 9615-5699 -  9899 6671 -4451 7361

Consciência Viva” - A Seppir  já  está mobilizada  e mobilizando a sociedade civil para  juntos,  estabelecer o planejamento das atividades alusivas ao mês da consciência negra.- 20 de Novembro. Foi constituido um comitê operativo que  discutiu  as sugestões das atividades e  apresentou encaminhamento e proposições consideradas pertinentes para incluir nas  atividades, a Consagração de Zumbi dos Palmares como Herói Nacional -35 anos de Zumbi dos Palmares; Fortalecimento das Ações Afirmativas nos Estados e Municípios; e Estímulo ao debate Nacional sobre o Estatuto da Igualdade Racial e as Cotas.

Na última  reunião, a Ministra Matilde Ribeiro,junto com o comitê operativo, fez leitura da versão preliminar de um  projeto concebido pelo  grupo – “Consciência Viva”- 20 de Novembro,  para  as    devidas correções e alterações. Os trabalhos mapeando as atividades sugeridas, 20 de Novembro está  sendo elaborado definindo formato, responsabilidades e datas possíveis para a  realização  de  diversos  atividades.

O Dia Mundial da Alimentação - é celebrado há 26 anos no dia 16 de outubro. Momento em que o mundo volta sua atenção para a fome e a insegurança alimentar que afetam centenas de milhões de pessoas. O tema deste ano é “Fortalecer a Agricultura para Garantir a Segurança Alimentar”, proposto pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA).

Com o objetivo de consolidar e estimular a celebração da Semana Mundial da Alimentação, o CONSEA, os ministérios e as instituições civis estão elaborando uma Agenda de Eventos que poderá ser consultada na página do Conselho para divulgação das atividades relativas à Semana.

A Sub-Secretaria  de Ações Afirmativas  da Seppir participa dessas  atividades, incluindo o  recorte  racial ao  Dia Mundial  da Alimentação,  com uma  celebração à Feijoada, no  dia  16 de outubro, durante o Encontro das Velhas Guardas, no Centro Cultural Cartola, na  cidade do Rio de Janeiro.No  site  da SEPPIR os interessados poderão acessar diretamente o CONSEA.

Aconeruq - Com o  tema  Território, Gênero e Legislação Brasileira Associação das Comunidade  Negras Quilombolas  do Maranhão-Aconeruq-  realiza no período  de  21 a  24 de setembro, em  São Luiís, o VIII Encontro Estadual das Comunidades Negras Quilombolas do Maranhão. Em  diversas mesas  de debates,  o  Subsecretário de comunidades  Tradicionais  da SEPPIR,  Carlos Trintade e o gerente  de projetos  Aniceto Catanhede Filho debateram  temas  como  Territorialidade e Identidade das Comunidades Negras Quilombolas, Legislação brasileira e Direitos quilombolas ,Religiosidade de matriz africana e plantas medicinais  e Gênero e Gerações.Segundo Aniceto,várias oficinas específicas serão desenvolvidas visando  a  capacitação de pessoas  envolvidas  no processo de inclusão  social dessas comunidades.Entre  elas,  Aniceto cita a  educação, evolvendo a história e  cultura  afro-brasileira  saúde  da população  Negra  Juventude,Legislação brasileira e Direitos Quilombolas, Meio-ambiente (manejo florestal) Controle das Políticas Públicas e Orçamento Municipal.

Cestas Básicas -Em reunião realizada , entre SEPPIR, MDS, CONAB, INCRA, FUNAI, FUNASA, FCP E MDA, com presença de lideranças dos movimentos sociais quilombolas, indígenas, sem-terras e comunidades de terreiro, a forma  de  encaminhamento de  cestas  básicas   e o comprometimento institucional  para a distribuição  de  cestas  básicas foi  amplamente  debatida. com base no orçamento  governamental serão  mantidas as mesmas comunidades  beneficiadas no  ano de 2005.

A posição unânime  na  reunião, foi o  reconhecimento da necessidade de aumentar o  esforço não  no montante, mas na  agilidade  para   a  entrega das  cestas de  alimentos. Ou seja, em  2006, a ação não será ampliada; continuarão recebendo cestas as 24.850 famílias quilombolas beneficiadas em três etapas de atendimento em  2005, conforme indicação da Fundação Palmares e da SEPPIR, desde que a situação de insegurança alimentar e nutricional permaneça..

Até o  mês de maio ,  segundo  a CONAB já foram entregues,  56.588 cestas de alimentos, beneficiando 21.316 famílias remanescentes de quilombos; com alimentos  adquiridos com recursos do  orçamento  de  2005.Em  junho, começaram a ser entregues  os alimentos adquiridos  com o  orçamento  de  2006 garantindo um atendimento às situações mais críticas.

Nessa etapa, segundo  relatórios da Sub secretaria  de  Comunidades Tradicionais da SEPPIR, serão atendidos 12 estados (AL, AM, BA, CE, DF, MS, MT, PA, PE, SE, SP e PB) e somente as comunidades que estejam em situação emergencial.

RACISMO - O operário Anderson Luiz Gomes dos Santos, 34 anos, negro, pai de cinco filhos, residente em Mogi das Cruzes, está a 11 meses desempregado porque, segundo afirma, move um processo por assédio e racismo contra a empresa Aços Villares S. A., pertencente ao Grupo Gerdau. Na empresa desde
1.997, em 2.005 ele teve que rescindir o contrato de trabalho, depois de ser preterido em promoções por ser negro.

O caso foi apresentado à delegada Margaret Barreto, durante  audiência pública convocada para apresentação da Delegacia de Crimes Raciais de S. Paulo, na Assembléia Legislativa. Anderson encaminhou à Secretaria Especial de  Política de Promoção Racial  , pedido  de acompanhamento do  processo.  o que  deverá  ser  feito pela ouvidoria do órgão.

Mulheres Negras enfrentando a Violência - A Organização de Mulheres Negras Maria Mulher, de Porto Alegre-RS, realizará nos dias 04 e 05 de outubro, na Reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a segunda edição do Seminário "Mulheres Negras Enfrentando a Violência".

O Seminário tem por finalidade desenvolver espaço de reunião e articulação sobre a saúde das mulheres portadoras de DST/HIV/AIDS, em especial as mulheres negras, frente às dificuldades na adesão ao tratamento. Refletir sobre as vulnerabilidades e diferentes violências racial, de gênero e social a que estão sujeitas as mulheres e como refletem nas condições de saúde das mesmas.

Além disso, enfatizará que o preconceito racial e a discriminação racial dificultam o acesso da população negra aos atendimentos e políticas universalistas na área da saúde que não dão conta de atender as peculiaridades desta população. Inscrições gratuitas e limitadas.

Mais informações pelo fone:
(51) 33.35.19.33 ou
(51) 33.33.87.37.

Fonte: Afropress

Comunicadores Comunitários o período de 22 a 24 de setembro em Recife, a Diretoria de Igualdade Racial da Secretaria de Direitos Humanos e Segurança Cidadã da Prefeitura do Recife, Gerencia Operacional de Atenção à Saúde da População Negra da Secretaria de Saúde e o Programa de Combate ao Racismo de Recife, organiza uma Oficina de Radiodifusão Comunitária, Combate ao Racismo e Promoção da Eqüidade na Atenção à Saúde reunindo cerca de 30 comunicadores comunitários (especialmente aqueles(as) que trabalham em rádios comunitárias) da capital e da região metropolitana do Recife, com o objetivo de sensibilizá-los para que o combate ao racismo institucional e a promoção da eqüidade na atenção à saúde, sejam pautas constantes em suas rádios.

Durante a oficina, essas comunicadoras e comunicadores também serão convidados a produzir spots de rádio que incluam informações sobre doenças e agravos mais freqüentes na população negra e sobre a importância da informação para a formulação de políticas públicas e para o controle social.

Vídeoconferência sobre a Lei Maria da Penha-11.340 -  A Assembléia  Legislativa do Distrito Federal, em parceria com a Interlegis/Brasília, realizou  em 19 de setembro uma vídeo Conferência para debaterem a Lei Maria  da Penha(11.340,) que coibi a violência doméstica e familiar contra a mulher, sancionada recentemente pelo Presidente Lula. Na oportunidade,  foi aberto um debate com, representante da AMB, do consórcio de ONGs, Bancada feminina e do judiciário.

Segundo  Maria da Graças Ohana, assessora da sub-secretaria de ações afirmativas da Seppir que participou desse debate, esta nova Lei dispõe ainda sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e altera o Código de Processo Penal, o Código Penal e a Lei de Execução Penal.

O principal objetivo dessa  vídeo conferência  é  a implementação da Lei,esclarecendo dúvidas e identificando as ações e as estratégias encaminhadas nos estados para a sua implementação e difusão. Para Maria  da Graça, o grande avanço dessa Lei são os mecanismos inseridos a  ela, como os que tipificam e definem  a violência doméstica e familiar contra  a mulher, reconhecendo ainda como forma de violência a agressão física, psicológica, sexual, patrimonial e moral entre outras.

Orixás, Caboclos e  Guias, deuses ou demônios? - A 6ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região julgará nesta segunda-feira, dia 25, processo que trata da permissão ou não para circulação da obra "Orixás, Caboclos e  Guias, deuses ou demônios?", de autoria do bispo Edir Macedo da Igreja Universal do Reino de Deus.

O julgamento ocorrerá às 14 horas na sala do plenário do TRF, no setor de Autarquia Sul, quadra 2, Praça dos Tribunais em Brasília.

O relator do processo, Desembargador Federal Souza Prudente, indeferiu liminar solicitada pela Igreja Universal do Reino de Deus e manteve a decisão da juíza federal de 1ª instância.

Esta determinava "a imediata retirada de circulação, suspensão de tiragem, venda, revenda e entrega gratuita (seja em igrejas, templos, entrepostos, livrarias ou serviço de "televendas" - 0300, 0800 ou equivalente) da obra e  o recolhimento de todos os exemplares existentes em estoque, no prazo de 30 (trinta) dias, sob pena de incursão em multa diária fixada no valor de R$ 50.000,00 (cinqüenta mil reais),  em caso de descumprimento, além das sanções cíveis e criminais cabíveis na espécie.

A decisão foi respaldada na defesa do direito à liberdade de consciência e de crença dos adeptos das religiões de matriz africana (Candomblé, Umbanda, Quinbamda e outros cultos afro-brasileiros), do direito à coexistência social pacífica da diversidade de credos e do patrimônio cultural nacional, pugnando pela preservação da cláusula constitucional que garante o direito fundamental à adoção de qualquer religião ou de nenhuma, à livre manifestação da consciência e ao exercício público ou privado de crença, sem o desrespeito por parte das demais religiões disseminadas no Brasil.

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aspas
Os maiores inimigos da liberdade
aspas2
não são aqueles que a oprimem,
mas sim aqueles que a sujam.
Vincenzo Giobertí
Seppir valoriza identidade e diversidade cultural

 

Jovens negros visitam a Seppir

 

Após  assistir a apresentação da Orquestra de Viola Caipira de São Paulo  que marcou a abertura do 1º Encontro Sul-Americano de Culturas Populares, jovens  negros da Delegação do Rio Grande Sul, visitaram a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade RaciaL-SEPPIR e conversaram com técnicos e assessores colhendo  informações sobre projetos e programas desenvolvidos pela Secretaria.

Entusiasmados com o 1º Encontro Sul Americano de Culturas Populares, que  trouxe a Brasília além dos 13 países da América do Sul, México e Cuba, delegações dos 27 estados brasileiros, eles acreditam na abertura de novos espaços para a inserção de cultura Afrobrasileira .Com ampla vivência em trabalhos comunitários, eles elogiaram a ação da SEPPIR reconhecendo “A sua existência já é uma  grande vitória” afirmou Cassio. Sobre a proposta do encontro  de repensar a construção da nação brasileira na perspectiva das manifestações culturais populares e unir os povos vizinhos diante desse desafio, os jovens gaúchos acreditam que só a troca de experiências e de ações ,com povos  tão diversificados , já valeria a vinda à Brasília. Eles estão certos de que com suas instituições não governamentais, poderão colaborar muito na implementação do Plano Nacional  de Igualdade Racial, mas fazem pequenas observações na Lei 10.639, que em suas avaliações “precisa inserir mais, as formas culturais de matriz africana”Cássio está convicto  de que a  capoeira por exemplo, poderia ser usada mais, como instrumento para a  implementação dessa Lei.

Na SEPPIR,eles conversaram com diversos técnicos das sub-secretarias de Ações Afirmativas, Comunidades Tradicionais e  na Assessoria de Comunicação, buscando informações que enriqueçam o  recorte  racial em  suas atividades .Citando a fala  do Ministro Gilberto Gil, que destacou a importância da cultura para o desenvolvimento humano, e do encontro em especial, para a valorização da identidade e da diversidade cultural do Brasil, Cássio acredita que a partir desse diálogo iniciado entre as identidades e diversidades culturais dos países, povos e governos também se aproximarão. “A criação  da SEPPIR  é um  exemplo. Abriu espaço, estabeleceu o  diálogo e  deu  visibilidade ao  movimento  negro” concluiu.

 

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Capacitação Aproxima Parteiras Quilombolas de Gurutuba e Brejo dos Crioulos (MG) a Profissionais de Saúde

No período  de 19 a 22 de setembro de 2006, foram capacitadas  parteiras e profissionais  de Saúde  que  atuam  nas  comunidades  de Gurutuba e Brejo dos Crioulos .O curso foi ministrado no Centro Catequético de Janaúba, Minas Gerais,pelo Grupo Curumim, que possui larga experiência em capacitações com parteiras tradicionais, indígenas e quilombolas.

A metodologia usada  nessa   capacitação teve  como objetivo  a  valorização e estímulo dos  saberes populares que são passados tradicionalmente às gerações,  promovendo ainda, a  relação entre as práticas tradicionais com os  métodos  técnicos do  sistema oficial de saúde.

Segundo  a assessora da Sub-secretaria  de comunidades  tradicionais da Seppir, Débora Oliveira,  a  atuação das parteiras, nas comunidades quilombolas tem, historicamente, forte presença. Um  diagnóstico realizado pela SEPPIR (2004) em três grandes territórios quilombolas (Kalunga - GO, Ivaporanduva - SP e Alcântara - MA), atestaram  que  os partos realizados por parteiras representam 57%, em contraponto a 13% nos hospitais, na Comunidade Kalunga, 53%, em contraponto a 13,2% nos hospitais, em Alcântara. Mesmo não havendo um diagnóstico específico de Gurutuba e Brejo dos Crioulos, as entidades que atuam na região, como a Pastoral da Terra, declaram a existência e importância dessas mulheres nessas comunidades.

A implementação de ações de capacitação e desenvolvimento de recursos humanos, que objetivam a promoção da melhoria na assistência obstétrica prestada por parteiras tradicionais, indígenas e quilombolas, possibilita avanços nas estratégias de efetivação do parto domiciliar, no âmbito da atenção básica, de forma a garantir uma assistência segura e humanizada, conforme preconiza o SUS.

A  capacitação  visa  também fortalecer o vínculo  entre  a parteira e o serviço de saúde  como estratégia para ampliar o combate e redução da morbimortalidade materna e neonatal,sendo também  importante,  o  fortalecimento do  papel do(a) educador(a) comunitária e liderança das parteiras em suas localidades.
Nas  atividades  de  capacitação,  as ações do Governo Federal  estão  envolvendo profissionais de saúde dos Programas PACS, PSF e da rede de assistência (Multiplicadores para o processo de educação permanente para  as parteiras) e parteiras tradicionais, quilombolas e indígenas.

Desde  2000, o Governo Federal, através do Ministério da Saúde, vem estruturando  ações  de  capacitação das parteiras. O Programa "Trabalhando com Parteiras Tradicionais" tem como eixo a elaboração de materiais educativos (Livro da Parteira e o manual Trabalhando com Parteiras Tradicionais), realização de capacitações para profissionais de saúde e parteiras tradicionais para a melhoria da assistência ao parto domiciliar e articulações com secretarias estaduais e municipais de saúde para o desenvolvimento de ações para melhoria da assistência ao parto domiciliar.

Entre 2000 e 2004,  904 parteiras tradicionais e 549 profissionais de saúde foram capacitados. As Capacitações são realizadas, em  geral, em localidades rurais, de difícil acesso, como aldeias indígenas, assentamentos rurais, comunidades quilombolas. Esses cursos foram realizados em 13 Estados da Federação: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Roraima, Paraíba, Bahia, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Alagoas, Maranhão, Pernambuco. Para 2006, há a previsão da realização de Capacitações para Parteiras Quilombolas em 10 Territórios Quilombolas.

A capacitação é resultado de parceria estabelecida entre o Ministério da Saúde, a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), Grupo Curumim, Secretaria de Saúde do Estado de Minas Gerais, Pastoral da Terra, Associação Quilombola de Gurutuba, Secretarias Municipais de Saúde de Catuti, Janaúba, Jaíba, Pai Pedro, Porterinha, Varzelândia, Serranópolis de Minas, Riacho dos Machados. Conta com o apoio do Centro de Agricultura Alternativa – CAA

 

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Negras Memórias...

 

Identidade  Negra  marca presença em desfile.
Crédito: arquivo do  núcleo

 

O Núcleo Temático Identidade  Negra na Escola,  da Secretaria  Executiva de Educação de Alagoas, está  cada  vez mais consolidado e mobiliza crianças e jovens  estudantes das  escolas públicas do Estado, implementando  com criatividade, eficácia  e  eficiência,  a Lei 10.639 que inclui  a obrigatoriedade  da inclusão do  ensino  da cultura  afrobrasileira no  ensino  básico  e  fundamental.

No dia  16 setembro, em  comemoração aos  189  anos  de  emancipação política do Estado,  o  Núcleo  se  fez  presente no  desfile  cívico promovido  pelo governo  estadual.

Segundo a  coordenadora do  Núcleo , Arísia Barros junto  com  a SEPPIR, o  Núcleo Temático Identidade Negra na Escola, está organizando nos  dias  26 e 27 de setembro,o  Encontro Afro Alagoano  de Educação, com o  tema  “A  Consciência Negra  e o Protagonismo Jovem”. Nesse  evento, será apresentado o primeiro  documentário da história  negra de Alagoas, produzido pela  Núcleo, revelando  relíquias  históricas da população  negra no  estado.

 

Respeito pela Democracia
Crédito: arquivo do  núcleo

 

Diversos temas serão abordados no  encontro, inclusive  por  técnicos  da SEPPIR.Arísia ressalta a importância  da  escola  como espaço público  e  de  diferentes contextos:exclusão,  evasão escolar ,  racismo e  a construção  da identidade como direito e  respeito às  diferenças; "A Àfrica  no Brasil." Com o  título  "Negras Memórias.Memórias Negras" uma  das mesas de  debates apresentará  relatos de preconceito racial sofrido  nos  espaços da  escola, com  apresentação didática para  trabalhar  o  racismo."

O núcleo inovou, ao  criar  premiação para um concurso de  redação,  com o  tema História  que  eu  vivi, contendo  o  relato de um  dia  de  campo, pontuando a  questão  racial,  de  todas as  experiências  vivenciadas  por um grupo de crianças, em visita  ao Instituto Histórico  Geográfico .As  seis  crianças  vitoriosas,  receberão  troféus  e prêmios  em um  café  da manhã, oferecido pelo Governador. 

 

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Seppir pede apoio policial contra agressores que atacaram Quilombos

 A Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, já solicitou  a intervenção da polícia Federal, através  da  sua Superintendência Estadual para  garantir os  direitos dos  quilombolas  do recôncavo  baiano agredidos por  grupos  armados na  região.

A  Sub-Secretaria  de Comunidades Tradicionais da SEPPIR está  acompanhando os  trabalhos  de  vistorias da polícia  federal nos quilombos de São Francisco do Paraguaçu, em Cachoeira, onde cerca de 300 famílias de  descendentes de escravos- quilombolas- que habitam a comunidade, tem  sofrido  agressões .Além  da a polícia   federal na  região, a Seppir está mobilizando autoridades locais, políticas  e  administrativas e  a  comunidade ,para  em audiência  pública ,encontrar  soluções  que ponham  fim a essa descabida  violência.

Os quilombolas dispõem de certidão de reconhecimento, marcação e titulação das terras onde seus aancestrais, escravos, se reuniram para lutar pela abolição. Foi nesta região onde ocorreram as primeiras lutas armadas pela independência no início do século 19.

Não é a primeira vez que o quilombo sofre ataques. Até agora, não houve vítimas, mas os quilombolas alegam que tiveram perdas materiais e receiam que os agressores se tornem ainda mais violentos.

 

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AGU promove Seminário sobre Sistema de Cotas nas Universidades Federais

 

O professor da UnB e pesquisador do CNPq José Jorge de Carvalho fala no seminário
Crédito: arquivo do núcleo

 

A Escola da Advocacia-Geral da União (AGU)  organizou nos  dias  19 e  20 de  setembro, em Brasília, um  Seminário sobre o Sistema de Cotas nas Universidades Públicas, O seminário foi aberto ao público, porém com enfoque específico para os advogados da União e procuradores federais. O advogado-geral da União, ministro Álvaro Augusto Ribeiro Costa, abriu o  Seminário dizendo  que a implementação jurídica do sistema de cotas nas universidades federais é um compromisso da advocacia pública com os princípios constitucionais de superar as desigualdades raciais

A palestra inaugural foi apresentada pelo coordenador do evento, professor da Universidade de Brasília (UNB) e pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) José Jorge de Carvalho, que  fez  uma "Retrospectiva Histórica das Ações Afirmativas no Mundo e Como se Fundamenta a Necessidade da sua Aplicação no Brasil". Também participaram da abertura do seminário, várias autoridades da AGU e o reitor da Universidade de Brasília (UNB), professor Timothy Mullholand, que abordou o tema "Como se Constrói uma Proposta de Cotas nas Universidades Públicas Brasileiras" Na oportunidade, houve  discussões sobre os exemplos da Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ.O reitor  falou ainda,  sobre os "Principais Problemas Conceituais e Técnicos para a Implementação das Cotas".

Entre os palestrantes convidados ,o advogado da UERJ, Thales Arcoverde Treiguer, e o advogado especialista em Direito e Relações Raciais e coordenador do Programa Políticas da Cor da UERJ, Renato Ferreira abordaram o  tema "A Defesa Judicial do Sistema de Cotas - A Experiência da UERJ". O tema "A Atuação da AGU"  foi apresentado pelo procurador-chefe da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e doutor em Direito Constitucional pela UFPR/LMU Munique/Alemanha, Marcos Augusto Maliska, e pela procuradora federal da UFPR, Dora Lúcia Lima Bertúlio.

 

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Presidente Lula sanciona lei que cria o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan)

Assegurar o direito à alimentação adequada para todo o cidadão brasileiro e garantir mecanismos para que esta meta se cumpra. Este é o objetivo do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan). A lei que institui o Sisan foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva,em 15/09. A cerimônia teve a presença da Secretária  adjunta  da SEPPIR,  Maria do Carmo Ferreira  e  do ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, além do presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA), Francisco Menezes.

Em 2003, o governo federal assumiu o desafio de enfrentar a fome e a desnutrição. Criando para isso uma estratégia nacional de combate à fome, envolvendo e mobilizando as três esferas do poder público, a sociedade, organizações não-governamentais, instituições privadas e movimentos sociais. O Fome Zero está presente em mais de 30 ações, projetos e programas que, além de ampliar o acesso à alimentação, buscam a inclusão social e a conquista da cidadania para a população mais pobre.  .

O Sisan-uma iniciativa da Presidência da República por meio do projeto de lei 81/2006 – que  consolida esta estratégia. O sistema é a possibilidade de construir uma política de segurança alimentar amparada em lei, que garanta o direito à alimentação com qualidade, regularidade e em quantidade para todos os brasileiros e estabelecendo  ainda,  a promoção do acesso à alimentação como dever do poder público. Além de formular políticas e planos de segurança alimentar e nutricional, contando com esforços do governo e da sociedade civil, o Sisan deve promover o acompanhamento, o monitoramento e a avaliação da segurança alimentar e nutricional no país.

Novo sistema - Para implementar as ações que viabilizam e garantem o direito à alimentação, a lei define a composição do Sisan. Integram o sistema, a Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional - instância de caráter deliberativo que indicará ao CONSEA as diretrizes e prioridades da Política Nacional de Segurança Alimentar e cuja especiais responsáveis pelas pastas afetas à consecução da segurança alimentar; órgãos e entidades de segurança alimentar da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios; e as instituições privadas, com ou sem fins lucrativos, que manifestem interesse na adesão e que respeitem os critérios, princípios e diretrizes do Sisan.

 

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Ciganos da Paraiba serão capacitados

 

Ciganos de Sousa
Crédito: Léa  Barros

 

Técnicos da Subsecretaria  de Comunidades  Tradicionais,da SEPPIR, acompanhas os projetos  de geração  de  renda, einserção social das  comunidades  ciganas estiveram no Estado  da Paraíba, reunidas com técnicos  da Eletrobrás, revisando os projetos desenvolvidos  pela SEPPIR em Coparceria  com  a  empresa. No Estado Paraibano há um considerável número de ciganos nos municípios de Sousa e Marizópolis .

Considerando a vocação dessa  etnia para o  artesanato e  a comercialização, foram  montados projetos de  capacitação nessa área. Os projetos envolvem um processo  produtivo completo a partir do fortalecimento institucional do Centro Calon de Desenvolvimento, uma inédita associação dos povos  ciganos do município de Sousa-PB.O objetivo desse  trabalho é incentivar o espírito  associativo, estabelecendo alí, o cooperativismo que permitirá agregar  valores materiais  sem  modificar  a estrutura cultural dessa população. O Projeto apresentado à Eletrobrás,pretende implantar nas 3 (três) comunidades de ciganos de Sousa e na comunidade de Marizópolis ações de sustentabilidade que se dará por Sistema de Cooperativa. Levando para essas comunidades sofridas e esquecidas pela sociedade contemporânea, melhoria na qualidade de vida, como Cursos de Capacitação de cabeleireiro, serigrafia, customização, corte e costura, bijuteria, computação, empreendedorismo.

A Cooperativa buscará parcerias para atender as peculiaridades contidas nas “Diretrizes para Igualdade Racial dos Povos e da Cultura Cigana”. Também serão realizadas ações de cidadania: casamentos, emissão de documentos civis, atendimento jurídico, atendimento previdenciário, palestras sócio-educativas, ações de saúde, entre outras, considerando as necessidades destas comunidades, as quais serão identificadas “in loco.

 

Consultores da Seppir em Reunião com Lideranças Ciganas
Crédito: Arquivo Seppir

 

Segundo a Comissão dos Direitos da Mulher e da Igualdade de Oportunidades da Paraíba, os ciganos e ciganas paraibanos são pessoas carentes, em grave estado de discriminação e vulnerabilidade, cujas comunidades não tinham  recebido ainda  do Estado e da Sociedade, a devida atenção na promoção dos seus direitos e na preservação da  sua cultural.

Uma característica dos ciganos é a língua que associada aos elementos culturais e ao passado nômade, constroem a identidade do povo cigano. O caléé a língua ágrafa, sem forma escrita, falada pelos ciganos de Sousa/PB, principalmente pelos ciganos fies às tradições e que é perpetuada pelos mais antigos das comunidades. Todos os ensinamentos, conhecimentos da cultura e tradições dos ciganos são transmitidas oralmente. Outra característica peculiar das comunidades ciganas, em especial de Sousa e Marizópolis, é que pertencem ao grupo Calon, originaria no Egito. Os Calon são descendentes de portugueses que, em séculos passados, migraram para o Brasil após sofrerem perseguições.

 
Diversos  estudos atestam que os ciganos da Paraíba  sofrem um processo de estigmatização, visto que são definidos pela sociedade local através de categorias depreciativas que se estabelecem no contexto de interação e no desempenho de papeis sociais. São sujeitos que margeiam a discriminação e a marginalização, sendo estereotipados com imagens negativas. “Tais imagens são formadas por estigmas que depreciam os ciganos e repercutem na forma como estes são concebidos pela população” (GOLDFARB, 2004). O que não é dito, é que estes, correspondem a uma minoria pertencente a um grupo tradicional e são cidadãos, ou seja, indivíduos com direitos ao exercício pleno de sua cidadania.

 

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Ministra Encontra Lideranças GLTB de Todo o Brasil

A ministra Matilde Ribeiro reuniu-se na última quarta-feira (20), em São Paulo, com 17 líderes da Rede Afro LGBT, integrada por  militantes afrodescendentes de organizações do movimento de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais de vários estados brasileiros. O objetivo do encontro foi elaborar uma pauta de trabalho que fortaleça o combate à discriminação e a construção de políticas públicas para atender as necessidades específicas desse segmento, particularmente nas áreas de saúde, educação e segurança, apontadas como as mais urgentes.

A agenda estabelecida com o grupo para este ano inclui uma reunião de avaliação da política de saúde que efetue um balanço do trabalho, a avaliação dos acordos internacionais para identificar a possibilidade de inclusão do tema afro GLBT, a construção de uma atividade conjunta no mês da consciência negra, com destaque para o protagonismo de gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros no movimento negro, e a participação efetiva da Seppir no Encontro Racismo e Homofobia, a ser realizado em dezembro.

O diálogo da Seppir com esse segmento iniciou no 12º Encontro GLBT, evento apoiado material e politicamente pela Secretaria, a qual participou inclusive da elaboração do programa “Brasil sem Homofobia”. Desde então, várias iniciativas foram tomadas, entre elas o projeto-piloto “Educando para a igualdade de gênero, raça e orientação sexual”, coordenado pela Secretaria de Políticas para Mulheres em parceria com a Seppir.

Algumas ações foram indicadas pelos integrantes da rede como prioritárias para a continuidade dessa interlocução: o apoio a pesquisas que possibilitem estabelecer um diagnóstico sobre homossexuais e bissexuais negros e suas necessidades no campo das políticas públicas, o fortalecimento do diálogo do movimento GLBT com o movimento negro e os vários órgãos envolvidos na política de promoção da igualdade racial coordenada pela Seppir e a destinação de recursos para políticas específicas dirigidas a esse setor.

 

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