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Quilombos Recebem Cessão de uso de Área - No próximo dia 25 de setembro(segunda feira) a Ministra Matilde Ribeiro e a Secretária de Patrimônio da União, Alexandra Reiske estarão no município de Malhados-BA, entregando a três comunidades quilombolas da região Pau d’Arco, Parateca e Genipapo, um documento de cessão de uso de área da Marinha. O ato de entrega desse documento contará com a presença de diversas autoridades da região, e representantes do Incra, Codevasf, Ibama além da prefeitura local.
Essa cessão de uso beneficiará a aproximadamente, –2.500( duas mil e quinhentas) pessoas nas três comunidades, e atende a antiga reivindicação dessas comunidades.
Expedição Brasil/Angola começa em Santo André - Será lançado no próximo dia 23,às 8:30h na Associação Caboverdeana (rua Nova Iorque, 234 - Bairro Utinga) o projeto Expedição Brasil/Angola que consolidará a parceria entre o Governo Federal (Secretaria Especial da Igualdade Racial) e trêsinstituições nacionais e internacionais que atuam em ações ligadas às questões raciais. A expedição estará presente nas sete cidades da região de onde serão selecionados os trinta participantes diretos e mais de cem indiretos, no apoio e logística.
Há mais de um ano que as ações do programa vêm sendo formatadas, além de envolver treinamento para qualificar os participantes. Durante 30 dias, a expedição permanecerá em Angola com a missão de trocar experiências, realizar pesquisas, coletar subsídios teóricos e práticos para um resgate concreto e vivencial da história, costumes e cultura comuns entre negras(os) brasileiros e angolanos.
Ao longo do semestre seguinte a idéia da expedição é traçar um intercâmbio entre brasileiros expedicionários e angolanos contatados, com a troca de idéias e experiências e colocando em pauta a Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que tornou obrigatório o ensino sobre História e Cultura da África e Afro-Brasileira na rede de ensino.-Para maiores informações, os interessados devem contatar Maria da Penha Cipriano Sant’anna-(11) 9615-5699 - 9899 6671 -4451 7361
“Consciência Viva” - A Seppir já está mobilizada e mobilizando a sociedade civil para juntos, estabelecer o planejamento das atividades alusivas ao mês da consciência negra.- 20 de Novembro. Foi constituido um comitê operativo que discutiu as sugestões das atividades e apresentou encaminhamento e proposições consideradas pertinentes para incluir nas atividades, a Consagração de Zumbi dos Palmares como Herói Nacional -35 anos de Zumbi dos Palmares; Fortalecimento das Ações Afirmativas nos Estados e Municípios; e Estímulo ao debate Nacional sobre o Estatuto da Igualdade Racial e as Cotas.
Na última reunião, a Ministra Matilde Ribeiro,junto com o comitê operativo, fez leitura da versão preliminar de um projeto concebido pelo grupo – “Consciência Viva”- 20 de Novembro, para as devidas correções e alterações. Os trabalhos mapeando as atividades sugeridas, 20 de Novembro está sendo elaborado definindo formato, responsabilidades e datas possíveis para a realização de diversos atividades.
O Dia Mundial da Alimentação - é celebrado há 26 anos no dia 16 de outubro. Momento em que o mundo volta sua atenção para a fome e a insegurança alimentar que afetam centenas de milhões de pessoas. O tema deste ano é “Fortalecer a Agricultura para Garantir a Segurança Alimentar”, proposto pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA).
Com o objetivo de consolidar e estimular a celebração da Semana Mundial da Alimentação, o CONSEA, os ministérios e as instituições civis estão elaborando uma Agenda de Eventos que poderá ser consultada na página do Conselho para divulgação das atividades relativas à Semana.
A Sub-Secretaria de Ações Afirmativas da Seppir participa dessas atividades, incluindo o recorte racial ao Dia Mundial da Alimentação, com uma celebração à Feijoada, no dia 16 de outubro, durante o Encontro das Velhas Guardas, no Centro Cultural Cartola, na cidade do Rio de Janeiro.No site da SEPPIR os interessados poderão acessar diretamente o CONSEA.
Aconeruq - Com o tema Território, Gênero e Legislação Brasileira Associação das Comunidade Negras Quilombolas do Maranhão-Aconeruq- realiza no período de 21 a 24 de setembro, em São Luiís, o VIII Encontro Estadual das Comunidades Negras Quilombolas do Maranhão. Em diversas mesas de debates, o Subsecretário de comunidades Tradicionais da SEPPIR, Carlos Trintade e o gerente de projetos Aniceto Catanhede Filho debateram temas como Territorialidade e Identidade das Comunidades Negras Quilombolas, Legislação brasileira e Direitos quilombolas ,Religiosidade de matriz africana e plantas medicinais e Gênero e Gerações.Segundo Aniceto,várias oficinas específicas serão desenvolvidas visando a capacitação de pessoas envolvidas no processo de inclusão social dessas comunidades.Entre elas, Aniceto cita a educação, evolvendo a história e cultura afro-brasileira saúde da população Negra Juventude,Legislação brasileira e Direitos Quilombolas, Meio-ambiente (manejo florestal) Controle das Políticas Públicas e Orçamento Municipal.
Cestas Básicas -Em reunião realizada , entre SEPPIR, MDS, CONAB, INCRA, FUNAI, FUNASA, FCP E MDA, com presença de lideranças dos movimentos sociais quilombolas, indígenas, sem-terras e comunidades de terreiro, a forma de encaminhamento de cestas básicas e o comprometimento institucional para a distribuição de cestas básicas foi amplamente debatida. com base no orçamento governamental serão mantidas as mesmas comunidades beneficiadas no ano de 2005.
A posição unânime na reunião, foi o reconhecimento da necessidade de aumentar o esforço não no montante, mas na agilidade para a entrega das cestas de alimentos. Ou seja, em 2006, a ação não será ampliada; continuarão recebendo cestas as 24.850 famílias quilombolas beneficiadas em três etapas de atendimento em 2005, conforme indicação da Fundação Palmares e da SEPPIR, desde que a situação de insegurança alimentar e nutricional permaneça..
Até o mês de maio , segundo a CONAB já foram entregues, 56.588 cestas de alimentos, beneficiando 21.316 famílias remanescentes de quilombos; com alimentos adquiridos com recursos do orçamento de 2005.Em junho, começaram a ser entregues os alimentos adquiridos com o orçamento de 2006 garantindo um atendimento às situações mais críticas.
Nessa etapa, segundo relatórios da Sub secretaria de Comunidades Tradicionais da SEPPIR, serão atendidos 12 estados (AL, AM, BA, CE, DF, MS, MT, PA, PE, SE, SP e PB) e somente as comunidades que estejam em situação emergencial.
RACISMO - O operário Anderson Luiz Gomes dos Santos, 34 anos, negro, pai de cinco filhos, residente em Mogi das Cruzes, está a 11 meses desempregado
porque, segundo afirma, move um processo por assédio e racismo contra a empresa Aços Villares S. A., pertencente ao Grupo Gerdau. Na empresa desde
1.997, em 2.005 ele teve que rescindir o contrato de trabalho, depois de ser preterido em promoções por ser negro.
O caso foi apresentado à delegada Margaret Barreto, durante audiência pública convocada para apresentação da Delegacia de Crimes Raciais de S. Paulo, na Assembléia Legislativa. Anderson encaminhou à Secretaria Especial de Política de Promoção Racial , pedido de acompanhamento do processo. o que deverá ser feito pela ouvidoria do órgão.
Mulheres Negras enfrentando a Violência - A Organização de Mulheres Negras Maria Mulher, de Porto Alegre-RS, realizará nos dias 04 e 05 de outubro, na Reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a segunda edição do Seminário "Mulheres Negras Enfrentando a Violência".
O Seminário tem por finalidade desenvolver espaço de reunião e articulação sobre a saúde das mulheres portadoras de DST/HIV/AIDS, em especial as mulheres negras, frente às dificuldades na adesão ao tratamento. Refletir sobre as vulnerabilidades e diferentes violências racial, de gênero e social a que estão sujeitas as mulheres e como refletem nas condições de saúde das mesmas.
Além disso, enfatizará que o preconceito racial e a discriminação racial dificultam o acesso da população negra aos atendimentos e políticas universalistas na área da saúde que não dão conta de atender as peculiaridades desta população. Inscrições gratuitas e limitadas. Mais informações pelo fone:
(51) 33.35.19.33 ou
(51) 33.33.87.37.
Fonte: Afropress
Comunicadores Comunitários o período de 22 a 24 de setembro em Recife, a Diretoria de Igualdade Racial da Secretaria de Direitos Humanos e Segurança Cidadã da Prefeitura do Recife, Gerencia Operacional de Atenção à Saúde da População Negra da Secretaria de Saúde e o Programa de Combate ao Racismo de Recife, organiza uma Oficina de Radiodifusão Comunitária, Combate ao Racismo e Promoção da Eqüidade na Atenção à Saúde reunindo cerca de 30 comunicadores comunitários (especialmente aqueles(as) que trabalham em rádios comunitárias) da capital e da região metropolitana do Recife, com o objetivo de sensibilizá-los para que o combate ao racismo institucional e a promoção da eqüidade na atenção à saúde, sejam pautas constantes em suas rádios.
Durante a oficina, essas comunicadoras e comunicadores também serão convidados a produzir spots de rádio que incluam informações sobre doenças e agravos mais freqüentes na população negra e sobre a importância da informação para a formulação de políticas públicas e para o controle social.
Vídeoconferência sobre a Lei Maria da Penha-11.340 - A Assembléia Legislativa do Distrito Federal, em parceria com a Interlegis/Brasília, realizou em 19 de setembro uma vídeo Conferência para debaterem a Lei Maria da Penha(11.340,) que coibi a violência doméstica e familiar contra a mulher, sancionada recentemente pelo Presidente Lula. Na oportunidade, foi aberto um debate com, representante da AMB, do consórcio de ONGs, Bancada feminina e do judiciário.
Segundo Maria da Graças Ohana, assessora da sub-secretaria de ações afirmativas da Seppir que participou desse debate, esta nova Lei dispõe ainda sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e altera o Código de Processo Penal, o Código Penal e a Lei de Execução Penal.
O principal objetivo dessa vídeo conferência é a implementação da Lei,esclarecendo dúvidas e identificando as ações e as estratégias encaminhadas nos estados para a sua implementação e difusão. Para Maria da Graça, o grande avanço dessa Lei são os mecanismos inseridos a ela, como os que tipificam e definem a violência doméstica e familiar contra a mulher, reconhecendo ainda como forma de violência a agressão física, psicológica, sexual, patrimonial e moral entre outras.
Orixás, Caboclos e Guias, deuses ou demônios? - A 6ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região julgará nesta segunda-feira, dia 25, processo que trata da permissão ou não para circulação da obra "Orixás, Caboclos e Guias, deuses ou demônios?", de autoria do bispo Edir Macedo da Igreja Universal do Reino de Deus.
O julgamento ocorrerá às 14 horas na sala do plenário do TRF, no setor de Autarquia Sul, quadra 2, Praça dos Tribunais em Brasília.
O relator do processo, Desembargador Federal Souza Prudente, indeferiu liminar solicitada pela Igreja Universal do Reino de Deus e manteve a decisão da juíza federal de 1ª instância.
Esta determinava "a imediata retirada de circulação, suspensão de tiragem, venda, revenda e entrega gratuita (seja em igrejas, templos, entrepostos, livrarias ou serviço de "televendas" - 0300, 0800 ou equivalente) da obra e o recolhimento de todos os exemplares existentes em estoque, no prazo de 30 (trinta) dias, sob pena de incursão em multa diária fixada no valor de R$ 50.000,00 (cinqüenta mil reais), em caso de descumprimento, além das sanções cíveis e criminais cabíveis na espécie.
A decisão foi respaldada na defesa do direito à liberdade de consciência e de crença dos adeptos das religiões de matriz africana (Candomblé, Umbanda, Quinbamda e outros cultos afro-brasileiros), do direito à coexistência social pacífica da diversidade de credos e do patrimônio cultural nacional, pugnando pela preservação da cláusula constitucional que garante o direito fundamental à adoção de qualquer religião ou de nenhuma, à livre manifestação da consciência e ao exercício público ou privado de crença, sem o desrespeito por parte das demais religiões disseminadas no Brasil.
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Os maiores inimigos da liberdade
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| não são aqueles que a oprimem, |
| mas sim aqueles que a sujam. |
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Vincenzo Giobertí |
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Jovens negros visitam a Seppir |
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Após assistir a apresentação da Orquestra de Viola Caipira de São Paulo que marcou a abertura do 1º Encontro Sul-Americano de Culturas Populares, jovens negros da Delegação do Rio Grande Sul, visitaram a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade RaciaL-SEPPIR e conversaram com técnicos e assessores colhendo informações sobre projetos e programas desenvolvidos pela Secretaria.
Entusiasmados com o 1º Encontro Sul Americano de Culturas Populares, que trouxe a Brasília além dos 13 países da América do Sul, México e Cuba, delegações dos 27 estados brasileiros, eles acreditam na abertura de novos espaços para a inserção de cultura Afrobrasileira .Com ampla vivência em trabalhos comunitários, eles elogiaram a ação da SEPPIR reconhecendo “A sua existência já é uma grande vitória” afirmou Cassio. Sobre a proposta do encontro de repensar a construção da nação brasileira na perspectiva das manifestações culturais populares e unir os povos vizinhos diante desse desafio, os jovens gaúchos acreditam que só a troca de experiências e de ações ,com povos tão diversificados , já valeria a vinda à Brasília. Eles estão certos de que com suas instituições não governamentais, poderão colaborar muito na implementação do Plano Nacional de Igualdade Racial, mas fazem pequenas observações na Lei 10.639, que em suas avaliações “precisa inserir mais, as formas culturais de matriz africana”Cássio está convicto de que a capoeira por exemplo, poderia ser usada mais, como instrumento para a implementação dessa Lei.
Na SEPPIR,eles conversaram com diversos técnicos das sub-secretarias de Ações Afirmativas, Comunidades Tradicionais e na Assessoria de Comunicação, buscando informações que enriqueçam o recorte racial em suas atividades .Citando a fala do Ministro Gilberto Gil, que destacou a importância da cultura para o desenvolvimento humano, e do encontro em especial, para a valorização da identidade e da diversidade cultural do Brasil, Cássio acredita que a partir desse diálogo iniciado entre as identidades e diversidades culturais dos países, povos e governos também se aproximarão. “A criação da SEPPIR é um exemplo. Abriu espaço, estabeleceu o diálogo e deu visibilidade ao movimento negro” concluiu.
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No período de 19 a 22 de setembro de 2006, foram capacitadas parteiras e profissionais de Saúde que atuam nas comunidades de Gurutuba e Brejo dos Crioulos .O curso foi ministrado no Centro Catequético de Janaúba, Minas Gerais,pelo Grupo Curumim, que possui larga experiência em capacitações com parteiras tradicionais, indígenas e quilombolas.
A metodologia usada nessa capacitação teve como objetivo a valorização e estímulo dos saberes populares que são passados tradicionalmente às gerações, promovendo ainda, a relação entre as práticas tradicionais com os métodos técnicos do sistema oficial de saúde.
Segundo a assessora da Sub-secretaria de comunidades tradicionais da Seppir, Débora Oliveira, a atuação das parteiras, nas comunidades quilombolas tem, historicamente, forte presença. Um diagnóstico realizado pela SEPPIR (2004) em três grandes territórios quilombolas (Kalunga - GO, Ivaporanduva - SP e Alcântara - MA), atestaram que os partos realizados por parteiras representam 57%, em contraponto a 13% nos hospitais, na Comunidade Kalunga, 53%, em contraponto a 13,2% nos hospitais, em Alcântara. Mesmo não havendo um diagnóstico específico de Gurutuba e Brejo dos Crioulos, as entidades que atuam na região, como a Pastoral da Terra, declaram a existência e importância dessas mulheres nessas comunidades.
A implementação de ações de capacitação e desenvolvimento de recursos humanos, que objetivam a promoção da melhoria na assistência obstétrica prestada por parteiras tradicionais, indígenas e quilombolas, possibilita avanços nas estratégias de efetivação do parto domiciliar, no âmbito da atenção básica, de forma a garantir uma assistência segura e humanizada, conforme preconiza o SUS.
A capacitação visa também fortalecer o vínculo entre a parteira e o serviço de saúde como estratégia para ampliar o combate e redução da morbimortalidade materna e neonatal,sendo também importante, o fortalecimento do papel do(a) educador(a) comunitária e liderança das parteiras em suas localidades.
Nas atividades de capacitação, as ações do Governo Federal estão envolvendo profissionais de saúde dos Programas PACS, PSF e da rede de assistência (Multiplicadores para o processo de educação permanente para as parteiras) e parteiras tradicionais, quilombolas e indígenas.
Desde 2000, o Governo Federal, através do Ministério da Saúde, vem estruturando ações de capacitação das parteiras. O Programa "Trabalhando com Parteiras Tradicionais" tem como eixo a elaboração de materiais educativos (Livro da Parteira e o manual Trabalhando com Parteiras Tradicionais), realização de capacitações para profissionais de saúde e parteiras tradicionais para a melhoria da assistência ao parto domiciliar e articulações com secretarias estaduais e municipais de saúde para o desenvolvimento de ações para melhoria da assistência ao parto domiciliar.
Entre 2000 e 2004, 904 parteiras tradicionais e 549 profissionais de saúde foram capacitados. As Capacitações são realizadas, em geral, em localidades rurais, de difícil acesso, como aldeias indígenas, assentamentos rurais, comunidades quilombolas. Esses cursos foram realizados em 13 Estados da Federação: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Roraima, Paraíba, Bahia, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Alagoas, Maranhão, Pernambuco. Para 2006, há a previsão da realização de Capacitações para Parteiras Quilombolas em 10 Territórios Quilombolas.
A capacitação é resultado de parceria estabelecida entre o Ministério da Saúde, a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), Grupo Curumim, Secretaria de Saúde do Estado de Minas Gerais, Pastoral da Terra, Associação Quilombola de Gurutuba, Secretarias Municipais de Saúde de Catuti, Janaúba, Jaíba, Pai Pedro, Porterinha, Varzelândia, Serranópolis de Minas, Riacho dos Machados. Conta com o apoio do Centro de Agricultura Alternativa – CAA
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Identidade Negra marca presença em desfile.
Crédito: arquivo do núcleo
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O Núcleo Temático Identidade Negra na Escola, da Secretaria Executiva de Educação de Alagoas, está cada vez mais consolidado e mobiliza crianças e jovens estudantes das escolas públicas do Estado, implementando com criatividade, eficácia e eficiência, a Lei 10.639 que inclui a obrigatoriedade da inclusão do ensino da cultura afrobrasileira no ensino básico e fundamental.
No dia 16 setembro, em comemoração aos 189 anos de emancipação política do Estado, o Núcleo se fez presente no desfile cívico promovido pelo governo estadual.
Segundo a coordenadora do Núcleo , Arísia Barros junto com a SEPPIR, o Núcleo Temático Identidade Negra na Escola, está organizando nos dias 26 e 27 de setembro,o Encontro Afro Alagoano de Educação, com o tema “A Consciência Negra e o Protagonismo Jovem”. Nesse evento, será apresentado o primeiro documentário da história negra de Alagoas, produzido pela Núcleo, revelando relíquias históricas da população negra no estado.
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Respeito pela Democracia
Crédito: arquivo do núcleo |
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Diversos temas serão abordados no encontro, inclusive por técnicos da SEPPIR.Arísia ressalta a importância da escola como espaço público e de diferentes contextos:exclusão, evasão escolar , racismo e a construção da identidade como direito e respeito às diferenças; "A Àfrica no Brasil." Com o título "Negras Memórias.Memórias Negras" uma das mesas de debates apresentará relatos de preconceito racial sofrido nos espaços da escola, com apresentação didática para trabalhar o racismo."
O núcleo inovou, ao criar premiação para um concurso de redação, com o tema História que eu vivi, contendo o relato de um dia de campo, pontuando a questão racial, de todas as experiências vivenciadas por um grupo de crianças, em visita ao Instituto Histórico Geográfico .As seis crianças vitoriosas, receberão troféus e prêmios em um café da manhã, oferecido pelo Governador.
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A Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, já solicitou a intervenção da polícia Federal, através da sua Superintendência Estadual para garantir os direitos dos quilombolas do recôncavo baiano agredidos por grupos armados na região.
A Sub-Secretaria de Comunidades Tradicionais da SEPPIR está acompanhando os trabalhos de vistorias da polícia federal nos quilombos de São Francisco do Paraguaçu, em Cachoeira, onde cerca de 300 famílias de descendentes de escravos- quilombolas- que habitam a comunidade, tem sofrido agressões .Além da a polícia federal na região, a Seppir está mobilizando autoridades locais, políticas e administrativas e a comunidade ,para em audiência pública ,encontrar soluções que ponham fim a essa descabida violência.
Os quilombolas dispõem de certidão de reconhecimento, marcação e titulação das terras onde seus aancestrais, escravos, se reuniram para lutar pela abolição. Foi nesta região onde ocorreram as primeiras lutas armadas pela independência no início do século 19.
Não é a primeira vez que o quilombo sofre ataques. Até agora, não houve vítimas, mas os quilombolas alegam que tiveram perdas materiais e receiam que os agressores se tornem ainda mais violentos.
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O professor da UnB e pesquisador do CNPq
José Jorge de Carvalho fala no seminário Crédito: arquivo do núcleo |
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A Escola da Advocacia-Geral da União (AGU) organizou nos dias 19 e 20 de setembro, em Brasília, um Seminário sobre o Sistema de Cotas nas Universidades Públicas, O seminário foi aberto ao público, porém com enfoque específico para os advogados da União e procuradores federais. O advogado-geral da União, ministro Álvaro Augusto Ribeiro Costa, abriu o Seminário dizendo que a implementação jurídica do sistema de cotas nas universidades federais é um compromisso da advocacia pública com os princípios constitucionais de superar as desigualdades raciais
A palestra inaugural foi apresentada pelo coordenador do evento, professor da Universidade de Brasília (UNB) e pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) José Jorge de Carvalho, que fez uma "Retrospectiva Histórica das Ações Afirmativas no Mundo e Como se Fundamenta a Necessidade da sua Aplicação no Brasil". Também participaram da abertura do seminário, várias autoridades da AGU e o reitor da Universidade de Brasília (UNB), professor Timothy Mullholand, que abordou o tema "Como se Constrói uma Proposta de Cotas nas Universidades Públicas Brasileiras" Na oportunidade, houve discussões sobre os exemplos da Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ.O reitor falou ainda, sobre os "Principais Problemas Conceituais e Técnicos para a Implementação das Cotas".
Entre os palestrantes convidados ,o advogado da UERJ, Thales Arcoverde Treiguer, e o advogado especialista em Direito e Relações Raciais e coordenador do Programa Políticas da Cor da UERJ, Renato Ferreira abordaram o tema "A Defesa Judicial do Sistema de Cotas - A Experiência da UERJ". O tema "A Atuação da AGU" foi apresentado pelo procurador-chefe da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e doutor em Direito Constitucional pela UFPR/LMU Munique/Alemanha, Marcos Augusto Maliska, e pela procuradora federal da UFPR, Dora Lúcia Lima Bertúlio.
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Assegurar o direito à alimentação adequada para todo o cidadão brasileiro e garantir mecanismos para que esta meta se cumpra. Este é o objetivo do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan). A lei que institui o Sisan foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva,em 15/09. A cerimônia teve a presença da Secretária adjunta da SEPPIR, Maria do Carmo Ferreira e do ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, além do presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA), Francisco Menezes.
Em 2003, o governo federal assumiu o desafio de enfrentar a fome e a desnutrição. Criando para isso uma estratégia nacional de combate à fome, envolvendo e mobilizando as três esferas do poder público, a sociedade, organizações não-governamentais, instituições privadas e movimentos sociais. O Fome Zero está presente em mais de 30 ações, projetos e programas que, além de ampliar o acesso à alimentação, buscam a inclusão social e a conquista da cidadania para a população mais pobre. .
O Sisan-uma iniciativa da Presidência da República por meio do projeto de lei 81/2006 – que consolida esta estratégia. O sistema é a possibilidade de construir uma política de segurança alimentar amparada em lei, que garanta o direito à alimentação com qualidade, regularidade e em quantidade para todos os brasileiros e estabelecendo ainda, a promoção do acesso à alimentação como dever do poder público. Além de formular políticas e planos de segurança alimentar e nutricional, contando com esforços do governo e da sociedade civil, o Sisan deve promover o acompanhamento, o monitoramento e a avaliação da segurança alimentar e nutricional no país.
Novo sistema - Para implementar as ações que viabilizam e garantem o direito à alimentação, a lei define a composição do Sisan. Integram o sistema, a Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional - instância de caráter deliberativo que indicará ao CONSEA as diretrizes e prioridades da Política Nacional de Segurança Alimentar e cuja especiais responsáveis pelas pastas afetas à consecução da segurança alimentar; órgãos e entidades de segurança alimentar da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios; e as instituições privadas, com ou sem fins lucrativos, que manifestem interesse na adesão e que respeitem os critérios, princípios e diretrizes do Sisan.
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Ciganos de Sousa
Crédito: Léa Barros |
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Técnicos da Subsecretaria de Comunidades Tradicionais,da SEPPIR, acompanhas os projetos de geração de renda, einserção social das comunidades ciganas estiveram no Estado da Paraíba, reunidas com técnicos da Eletrobrás, revisando os projetos desenvolvidos pela SEPPIR em Coparceria com a empresa. No Estado Paraibano há um considerável número de ciganos nos municípios de Sousa e Marizópolis .
Considerando a vocação dessa etnia para o artesanato e a comercialização, foram montados projetos de capacitação nessa área. Os projetos envolvem um processo produtivo completo a partir do fortalecimento institucional do Centro Calon de Desenvolvimento, uma inédita associação dos povos ciganos do município de Sousa-PB.O objetivo desse trabalho é incentivar o espírito associativo, estabelecendo alí, o cooperativismo que permitirá agregar valores materiais sem modificar a estrutura cultural dessa população. O Projeto apresentado à Eletrobrás,pretende implantar nas 3 (três) comunidades de ciganos de Sousa e na comunidade de Marizópolis ações de sustentabilidade que se dará por Sistema de Cooperativa. Levando para essas comunidades sofridas e esquecidas pela sociedade contemporânea, melhoria na qualidade de vida, como Cursos de Capacitação de cabeleireiro, serigrafia, customização, corte e costura, bijuteria, computação, empreendedorismo.
A Cooperativa buscará parcerias para atender as peculiaridades contidas nas “Diretrizes para Igualdade Racial dos Povos e da Cultura Cigana”. Também serão realizadas ações de cidadania: casamentos, emissão de documentos civis, atendimento jurídico, atendimento previdenciário, palestras sócio-educativas, ações de saúde, entre outras, considerando as necessidades destas comunidades, as quais serão identificadas “in loco.
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Consultores da Seppir em Reunião com Lideranças Ciganas
Crédito: Arquivo Seppir |
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Segundo a Comissão dos Direitos da Mulher e da Igualdade de Oportunidades da Paraíba, os ciganos e ciganas paraibanos são pessoas carentes, em grave estado de discriminação e vulnerabilidade, cujas comunidades não tinham recebido ainda do Estado e da Sociedade, a devida atenção na promoção dos seus direitos e na preservação da sua cultural.
Uma característica dos ciganos é a língua que associada aos elementos culturais e ao passado nômade, constroem a identidade do povo cigano. O caléé a língua ágrafa, sem forma escrita, falada pelos ciganos de Sousa/PB, principalmente pelos ciganos fies às tradições e que é perpetuada pelos mais antigos das comunidades. Todos os ensinamentos, conhecimentos da cultura e tradições dos ciganos são transmitidas oralmente. Outra característica peculiar das comunidades ciganas, em especial de Sousa e Marizópolis, é que pertencem ao grupo Calon, originaria no Egito. Os Calon são descendentes de portugueses que, em séculos passados, migraram para o Brasil após sofrerem perseguições.
Diversos estudos atestam que os ciganos da Paraíba sofrem um processo de estigmatização, visto que são definidos pela sociedade local através de categorias depreciativas que se estabelecem no contexto de interação e no desempenho de papeis sociais. São sujeitos que margeiam a discriminação e a marginalização, sendo estereotipados com imagens negativas. “Tais imagens são formadas por estigmas que depreciam os ciganos e repercutem na forma como estes são concebidos pela população” (GOLDFARB, 2004). O que não é dito, é que estes, correspondem a uma minoria pertencente a um grupo tradicional e são cidadãos, ou seja, indivíduos com direitos ao exercício pleno de sua cidadania.
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A ministra Matilde Ribeiro reuniu-se na última quarta-feira (20), em São Paulo, com 17 líderes da Rede Afro LGBT, integrada por militantes afrodescendentes de organizações do movimento de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais de vários estados brasileiros. O objetivo do encontro foi elaborar uma pauta de trabalho que fortaleça o combate à discriminação e a construção de políticas públicas para atender as necessidades específicas desse segmento, particularmente nas áreas de saúde, educação e segurança, apontadas como as mais urgentes.
A agenda estabelecida com o grupo para este ano inclui uma reunião de avaliação da política de saúde que efetue um balanço do trabalho, a avaliação dos acordos internacionais para identificar a possibilidade de inclusão do tema afro GLBT, a construção de uma atividade conjunta no mês da consciência negra, com destaque para o protagonismo de gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros no movimento negro, e a participação efetiva da Seppir no Encontro Racismo e Homofobia, a ser realizado em dezembro.
O diálogo da Seppir com esse segmento iniciou no 12º Encontro GLBT, evento apoiado material e politicamente pela Secretaria, a qual participou inclusive da elaboração do programa “Brasil sem Homofobia”. Desde então, várias iniciativas foram tomadas, entre elas o projeto-piloto “Educando para a igualdade de gênero, raça e orientação sexual”, coordenado pela Secretaria de Políticas para Mulheres em parceria com a Seppir.
Algumas ações foram indicadas pelos integrantes da rede como prioritárias para a continuidade dessa interlocução: o apoio a pesquisas que possibilitem estabelecer um diagnóstico sobre homossexuais e bissexuais negros e suas necessidades no campo das políticas públicas, o fortalecimento do diálogo do movimento GLBT com o movimento negro e os vários órgãos envolvidos na política de promoção da igualdade racial coordenada pela Seppir e a destinação de recursos para políticas específicas dirigidas a esse setor.
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