| Rápidas |
|
|
Cotas nas universidades – Está marcada para quinta-feira (3), audiência pública para debater ações afirmativas do Estatuto da Igualdade Racial, como o estabelecimento de cotas. A audiência, a ser realizada pelas comissões de Educação (CE), de Assuntos Sociais (CAS) e de Direitos Humanos e Legislação, no Senado, em Brasília. Entre os convidados estão a ministra Matilde Ribeiro, e ministros Tarso Genro (Relações Institucionais) e Fernando Haddad (Educação). O senador proponente Paulo Paim também sugeriu a presença de dois especialistas favoráveis ao tema cotas nas universidades e ao Estatuto da Igualdade Racial e dois contrários. Os que apóiam as normas estabelecidas no estatuto são o diretor da Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes (Educafro), frei Davi; e o professor da Universidade de Brasília (UnB) José Jorge de Carvalho. Os que pensam que o racismo e o preconceito devem ser combatidos, mas têm outras propostas a apresentar, são os professores da Universidade Federal do Rio de Janeiro Peter Fry e Yvonne Maggie.
Cotas no serviço público - O Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (TCE) considerou inconstitucional uma lei de Porto Alegre que, desde 2003, determina a reserva de 12% das vagas em concursos públicos municipais para afro-brasileiros. A medida manda a prefeitura exonerar 10 professores nomeados no ano passado graças ao novo sistema. A Procuradoria-geral do Município promete apresentar recurso até 14 de agosto, quando vence o prazo, o que evitará a demissão dos servidores antes de uma decisão definitiva. A procuradora-geral do município, Mercedes Rodrigues, considera que a reserva de vagas contribui para estabelecer a igualdade entre brancos e negros.
Anemia falciforme (1) - No Brasil, 3,5 mil crianças nascem a cada ano com doença falciforme, segundo o Ministério da Saúde. A incidência é maior que a de doenças como aids e dengue. A doença, que é um dos principais problemas de saúde enfrentados pela população negra, foi tema de no 1º Encontro Nacional de Associações de Pessoas com Doença Falciforme, realizado no Rio de Janeiro, encerrado hoje (28). A maior incidência está nos estados em que houve grande presença de escravos durante a colonização, como o Rio de Janeiro e a Bahia.
Casos e estatísticas (2) - No estado fluminense, estima-se que 1 em cada 1,2 mil bebês nasçam com a doença, que é hereditária, ou seja, transmitida de pai para filho. Ao todo, existem hoje cerca de 8 mil casos no Rio de Janeiro. O número de pessoas que não têm sintomas, mas carregam o gene da doença, é ainda maior. Segundo dados do Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti (Hemorio), 4,5% da população do Rio de Janeiro tem na sua estrutura genética o traço falcêmico, o que significa que podem vir a gerar filhos com a doença. Apesar de ser mais freqüente em indivíduos de origem africana, a doença atinge pessoas de pele clara, já que há no país uma grande miscigenação entre as raças.
Sintomas (3) - A doença falciforme é caracterizada por uma alteração sangüínea que causa anemia crônica, dores generalizadas e icterícia, atingindo, principalmente, pessoas de origem africana. Nesses pacientes, as células do sangue têm um formato diferente do normal, o que dificulta a circulação e pode levar a acidentes vasculares cerebrais (os populares derrames), lesões em diversos órgãos e úlceras de perna. (Agência Brasil)
Errata – Diferente do publicado na edição anterior, a Ouvidoria da Seppir encaminhou ao Ministério Público do Estado da Bahia denúncia de violência discriminação e intolerância religiosa contra o bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, Edir Macedo, e a editora Gráfica Universal Ltda, solicitando a retirada de circulação do livro Orixás Caboclos & Guias - deuses ou demônios? Entre tantas desinformações e estereótipos, o autor descreve rituais de matrizes africana “como truques e enganos usados pelo diabo e seus anjos para iludir a humanidade” e associa a prática dessas religiões às origens de doenças, desavenças, vícios e todos os males que assolam o ser humano.
|
| Acesse as edições anteriores |
|
|
|
 |

|
|
Doudou Diène, em discurso na Conferência Regional das Américas
|
 |
|
Autoridades governamentais aliam-se à sociedade civil na luta contra todas as formas de discriminação
Foto: Valter Campanatto/ABr
|
|
O Brasil sediou nesta semana, de 26 a 28 de julho, a Conferência Regional da Américas contra o Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerâncias Correlatas, em Brasília. A solenidade de abertura, realizada no Palácio do Planalto, contou com a presença de 600 participantes, entre autoridades governamentais, sociedade civil e agências de cooperação internacional.
Passados cinco anos da 3ª Conferência Mundial contra o Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerâncias Correlatas, o encontro regional possibilitou uma reflexão sobre a concretização do Plano de Ação de Durban nas Américas, destino das populações africanas escravizadas e de expressivo contingente indígena no período colonial.
A mesa da cerimônia foi composta pela ministra Matilde Ribeiro, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial; o embaixador Antônio Patriota, do Ministério das Relações Exteriores; o embaixador Juan Matabit, chefe da Delegação do Governo do Chile; Maria Francisca Ize Charrin, representante do Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU; Doudou Diène, relator Especial sobre as Formas Contemporâneas de Racismo da ONU; Edna Roland, representante do grupo de especialistas que acompanham o cumprimento das políticas de combate ao racismo e discriminação nas Américas; a presidente do Partido Ação e Cidadania da Costa Rica, Epsy Campbell, e o líder indígena Marcos Terena, representantes da sociedade civil no Comitê Internacional da Conferência Regional das Américas, além de José Augusto de Gomes, representando a Petrobrás.
Preservação étnico-cultural
Em seu discurso, a ministra Matilde Ribeiro apontou como fundamental a análise dos resultados das relações raciais e étnicas na região das Américas, destacando a diversidade do ponto de vista da cultura e do modo de vida dos povos. “Não podemos cruzar os braços diante de desigualdades raciais históricas, portanto vale a pena sim investir em ações afirmativas, vale a pena sim investir na somatória entre as cotas sociais e cotas raciais porque estivemos ao longo da história. Foram esquecidos os povos indígenas, a população negra e afrodescendente. Temos a responsabilidade enquanto governo e sociedade civil em traçar políticas públicas para elevação da qualidade de vida desses grupos”, destacou a ministra brasileira.
O relator especial da ONU sobre as Formas Contemporâneas de Racismo, Doudou Diène, afirmou que o Brasil já superou um dos grandes desafios: o reconhecimento da existência do racismo por parte do governo e sua influência sobre a mentalidade e o cotidiano da sociedade brasileira. Diène afirmou como determinante a aceitação das nações para o fato de que o racismo não vem do cosmos, mas de um contexto histórico, cultural e ambiental. E neste contexto, acredita que o racismo tem uma aplicação profunda dentro da formação da sociedade brasileira.
Espaços estratégicos
Na solenidade de abertura da Conferência Regional das Américas, os povos indígenas brasileiros reconheceram a Seppir e o Ministério das Relações Exteriores como aliados na luta pela qualidade de vida e valorização da cultura indígena. O líder Marcos Terena lembrou que o Brasil possui 220 povos indígenas, o que significa “220 formas de ser brasileiro”, aproveitando para reafirmar a representação indígena dentro das instituições governamentais: “Chega do homem branco falar por nós, não queremos mais ser intermediados”, declarou Terena.
|
|
 |
|
 |
|
| Doudu Diène avalia ação do racismo e da discriminação racial na sociedade brasileira
Foto: Divulgação CRA |
|
Após a incursão pelas principais capitais brasileiras, em outubro de 2005, para subsidiar o Relatório de Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Todas as Formas de Discriminação da ONU, Doudu Diène levantou elementos determinantes para compreensão das relações raciais no Brasil, a incidência do racismo e da discriminação racial na vida de negros e indígenas. O estudo municiou o relator especial a verificar o Brasil como um país estratégico na região e no contexto mundial na luta anti-racista.
Na abertura da Conferência Regional das Américas, Diène citou a escravidão como a primeira forma de globalização e um de seus aspectos negativos. “Precisamos reconhecer a origem do racismo e que a corrente que serviu para aprisionar os negros na escravidão, é o vínculo e o elo que projetam até hoje a vivência entre os negros e europeus”, afirmou.
O relator especial da ONU verificou ainda que a escravidão gerou uma dinâmica para que os povos passassem a viver juntos, criando um multiculturalismo interativo. “A grande questão para o Brasil e demais países é fazer uma aliança voltada para os valores raciais transmitindo a mensagem de que recusamos as heranças históricas do racismo e desejamos combatê-lo”, completou Diène.
Marco documental
Em seu Relatório de Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Todas as Formas de Discriminação, Doudou Diène faz uma análise baseada na investigação em três questões principais: a existência do racismo e discriminação racial no país; suas manifestações e expressões; e as políticas adotadas pelo governo para combatê-las.
Entre as conclusões de Diène estão a ação do racismo e da discriminação racial como realidades profundas no Brasil e a organização da escravidão pelos poderes europeus, com impacto intenso nas mentalidades e estruturas sociais do Brasil e demais países do hemisfério ocidental. “Viajar pelo Brasil é como movimentar-se simultaneamente em dois planetas diferentes, aquele da vivaz e colorida mistura de raças nas ruas e outro quase totalmente branco, dos corredores do poder político, social, econômico e da mídia”, relata Diène.
Estruturas de poder
A pouca representantividade de negros e índios nas instituições estatais e o processo de destruição das culturas dos povos indígenas, que pode ser vista no lento desaparecimento de suas línguas, foram listados no documento elaborado por Diène. Entre suas recomendações está a criação de um Programa Nacional abrangente para a erradicação do racismo e promoção da igualdade racial na sociedade brasileira, baseado na Declaração e Programa de Ação de Durban.
Declarou ainda, que a mídia brasileira deveria refletir em sua estrutura, administração e programas a rica diversidade cultural e étnica da sociedade brasileira e promover uma cultura de conhecimento e interações recíprocas. Para tanto, o governo deveria promover e apoiar a criação de veículos de comunicação comunitários para as comunidades indígenas e afro-brasileiras.
Durante sua exposição na conferência, Doudu Diène pontuou a resistência às políticas do governo federal na sociedade brasileira, nas instâncias governamentais e judiciárias estaduais, afirmando que a ideologia da democracia racial ainda determina percepções e políticas. Sobre as ações do governo, exaltou a criação e as ações da Seppir, desde 2003, o programa de ação afirmativa nas universidades, e a criação da Comissão Mista composta de representantes do governo, pesquisadores negros e líderes de movimentos sociais que propõem programas ao Ministério da Saúde.
|
|
 |
|
 |
|
Yalorixás fazem saudação a Xangô
Valter Campanatto/ABr |
|
A expressão cultural dos povos negro e indígena deram a tônica da solenidade oficial da Conferência Regional das Américas na última quarta-feira (26), no Palácio do Planalto, em Brasília. Reprimidas nos tempos da colonização e da escravização, as manifestações religiosas coroaram a cerimônia de abertura, num momento simbólico de clamor para preservação do sagrado e na vivacidade dessa herança para manutenção da identidade desses povos.
A saudação à ancestralidade africana foi evocada pelas yalorixás Mãe Marta, Mãe Railda e Mãe Valdina em homenagem a Xangô, divindade regente da quarta-feira, pedindo bênçãos e proteção para todos os participantes com uma oração e cânticos em yorubá. A etnia indígena Terena celebrou os deuses da região da Caatinga, Mata Atlântica e Amazônia, num ritual envolvendo crianças e líderes espirituais.
Novos seguidores
Além da valorização da religiosidade como instrumento de força política, as novas gerações participantes de projetos de socialização e cidadania também tiveram instantes de exposição dos seus saberes. A performance de crianças de 27 etnias indígenas emocionou ao público com os cânticos “América Viva”. Em seguida, foi a vez de crianças e adolescentes de 12 comunidades do Distrito Federal e Entorno, engajadas no programa Segundo Tempo do Ministério dos Esportes, exibirem os passos da capoeira – dança conhecida como ferramenta de resistência negra.
 |
|
Sandra de Sá, Zezé Motta e Toni Garrido em exaltação à música afro-brasileira
Divulgação Seppir |
|
Cultura
A noite da quarta-feira (26) teve como marco o lançamento das publicações “Mulher Negra=Sujeito de Direitos”, cartilha editada pela Organização Agende em parceria com o UNIFEM (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher) e DFID (Departamento para o Desenvolvimento Internacional do Governo Britânico); e “Guia sobre Crianças e Adolescentes”, elaborado pela Unifem-Panamá.
Na quinta-feira (27), a musicalidade afro-brasileira esteve em evidência no espetáculo “Brasil América Negra” nas vozes de ícones nacionais. A variedade de ritmos e estilos foi demonstrada por Toni Garrido, Sandra de Sá, Leci Brandão, Markão 2DMN na confraternização entre os povos sob o comando do apresentador Netinho de Paula e da atriz Zezé Motta.
|
|
 |
|
Na primeira plenária de quinta-feira (27), representantes de governos dos países latino-americanos apresentaram os principais avanços obtidos durante os últimos cinco anos após a 3ª Conferência Mundial contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e Intolerâncias Correlatas, realizada em Durban, na África do Sul, em 2001.
Catorze 14 países mostraram avanços na implantação de ações que garantem a proteção frente às discriminações raciais e à melhoria na qualidade de vida de grupos raciais, que representam grande parcela da população de quase todos os países latino-americanos. O embaixador e chefe da delegação do Chile, Juan Martabit, apresentou os avanços de seu país, especialmente com os povos indígenas. Segundo Martabit, o Chile tem avançado na questão fundiária, tendo regulamentado 224 mil hectares de áreas indígenas.
Ações e programas nas áreas de saúde e educação têm sido implementados pelas políticas públicas e comunidades indígenas vêm sendo incorporadas em programas governamentais já existentes. “O programa de governo reconhece que é prioridade tratar da reeducação de toda a forma de discriminação racial. Com o preconceito, o país desperdiça o talento e potencial de muitas pessoas”, destacou Juan Martabit que finalizou sua apresentação dando ênfase à importância da participação das mulheres nas políticas de governo.
O representante do governo da Venezuela, Roger Echeverría, apresentou os avanços do país na legislação, garantindo o amparo às diferentes etnias. Destacou a lei orgânica de educação, as mudanças nas leis trabalhistas e a criação a Lei de Responsabilidades Social, que protege a integridade da população perante a mídia.
Realizações à brasileira
Já a ministra Matilde Ribeiro apresentou os resultados obtidos pelo governo brasileiro, nos últimos anos, contra o racismo e discriminações raciais. Citou a Constituição de 1988 e a Marcha Zumbi dos Palmares pela Vida e Cidadania, como marcos no avanço dessas questões, nos últimos 20 anos – como fruto da mobilização da sociedade civil através do movimento negro.
Das atuações do governo federal, salientou a criação da Seppir e a inserção das questões raciais no Plano Plurianual (PPA), garantindo que parte do orçamento da União seja destinado aos programas e ações no combate à discriminação racial. Entre os programas apresentados pela ministra estão: Programa Brasil Quilombola, ProUni, Lei 10639/03, que garante o ensino da cultura e história afro-brasileira na escola, e o Plano de Trabalho Doméstico Cidadão. Ribeiro ressaltou a importância do Fipir (Fórum Intergovernamental de Promoção da Igualdade Racial) como um espaço de articulação na esfera estadual e municipal.
A ministra anunciou a reta final do Plano Nacional da Promoção da Igualdade Racial, que se constituirá como principal instrumento de governo na transformação e implementação das questões raciais dentro do processo de transversalização, aglutinando governo federal, estados, municípios e sociedade civil.
|
|
 |
|
 |
|
Diretora da Unifem-Brasil-Cone Sul, Ana Falú, a ministra da Seppir, Matilde Ribeiro, Tersa Souza, Nilza Iraci e Epsy Campbell
Foto: Gervásio Baptista/ABr
|
|
Com informações de Ivan Richard
Da Agência Brasil
Antecedendo o debate sobre a temática de gênero e raça a ser abordado na Conferência Regional das Américas, cerca de 50 lideranças femininas foram mobilizadas para a reunião Diálogo entre Mulheres das Américas e Caribe contra o Racismo e Todas as Formas de Discriminação. O encontro, ocorrido em Brasília de 24 a 25 de julho, foi promovido por organizações sociais que defendem os direitos das mulheres indígenas e afrodescendentes na América Latina e Caribe e teve como resultado um documento com as propostas das mulheres para a conferência.
Para a ministra da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, a invisibilidade desses grupos na agenda política ao longo da história é a principal questão que envolve não só as mulheres, mas os negros e índios no Brasil. “Isso leva a uma exclusão social. Todos os índices do Brasil que podemos analisar do ponto de vista da qualidade de vida colocam que as mulheres negras e indígenas são as mais pobres entre os pobres e as que têm menos acesso a bens e serviços. E isso se traduz na área de saúde e trabalho”, afirmou.Na avaliação da diretora do escritório regional do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem), Ana Falu, o combate à discriminação contra as mulheres na América Latina tem tido avanços nos últimos anos. “Mas ainda é preciso que essas ações sejam concretizadas na prática”, disse. “Vários instrumentos de ordem internacional e nacional nos países sem dúvida são um avanço. A gente tem avançado em legislação, convênios, acordos, mas estamos longe de que essa implementação signifique a necessária transformação cultural simbólica contra aquela discriminação instalada em nossa região”, afirmou.
|
|
 |
|
Por Oscar Henrique Cardoso
Protocolo de intenções assinado nesta sexta-feira (28) entre Brasil e Cabo Verde garantirá a proteção e a promoção dos Direitos Humanos e a Inclusão Social. A formalização da proposta, realizada durante a Conferência Regional das Américas contra o Racismo, que acontece em Brasília, irá estreitar ainda mais os laços entre as duas nações. Desde a sua emancipação, em 1975, Cabo Verde vem sendo um importante parceiro do Brasil na consolidação de relações diplomáticas, culturais e sociais.
Os dois países, membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) detem a prestar mútua cooperação técnica na realização de seminários, treinos, capacitações, pesquisa, programas de geração de emprego e renda, além de trocas de informes jurídicos.
Expedições culturais e empresariais
Na área cultural, está prevista a realização de viagens entre os dois países, com a organização de atividades culturais e apresentações diversas. As mesmas expedições vão aproximar empresários, pesquisadores e intelectuais brasileiros e cabo-verdeanos.
Na área da educação, o protocolo garante a divulgação e extensão do Projeto A Cor da Cultura. Realizado pela Seppir, Ministério da Cultura (Fundação Cultural Palmares) e Ministério da Educação, Canal Futura (Rede Globo) e Centro Brasileiro de Informação e Documentação do Artista Negro (Cidan) oferece um kit audiovisual e bibliográfico com textos e pesquisas sobre a cultura e a história afro-brasileira. As produções deverão ser adaptadas para cobrir também os países da CPLP, assegurou a ministra Matilde Ribeiro.
A assinatura desse protocolo de intenções sinaliza o incremento da aproximação brasileira para com o continente africano. De acordo com a ministra Matide Ribeiro, o Brasil já protocolou iniciativas com seis países africanos e, até o final do ano, a pretensão é firmar parcerias com mais três países.
Para o embaixador da República de Cabo Verde no Brasil, Luis Antônio Valadares Dupret, o documento celebra mais um ato conjunto entre dois países irmãos que se dialogam desde o século passado. Vale lembrar que muitos cabo-verdeanos vivem em terras brasileiras e a maior concentração de cidadãos do arquipélago localizado no Oceano Atlântico é na cidade do Rio de Janeiro.
Colaboraram nesta edição:
Conchita Rocha
Carina Bini
|
|
 |
|
|
 |
|
|