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Biblioteca afro – Nesta segunda-feira (5), o interior de São Paulo ganhará sua primeira biblioteca afro. O espaço será inaugurado no Centro de Referência Afro (av. Duque de Caxias, 660 – Centro), em Araraquara, como resultado da iniciativa da Assessoria Especial de Promoção da Igualdade Racial em parceria com o Núcleo Negro da Unesp para Pesquisa e Extensão. A biblioteca faz parte do projeto de incentivo cultural, eleito prioritário pelo Orçamento Participativo daquele município para 2005. A cerimônia de inauguração terá a presença do vice-diretor do Centro de Estudos Africanos e do Museu Contemporâneo da USP, Kabengele Munanga – integrante do CNPIR (Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial). Organizada pela Unesp e administrada pela prefeitura, a Biblioteca Afro disponibilizará, até o final do ano, 700 exemplares de livros com foco na história, autores e assuntos que abordem a temática dos africanos e dos afro-brasileiros. Um sistema informatizado, possibilitará o gerenciamento dos livros, que estão sendo catalogados pela Unesp.
Cotas na USP – No dia 9, o grupo Articulação Política de juventude Negra realiza uma festa protesto na USP,exigindo que a universidade abra o debate sobre cotas para negros, indígenas e estudantes de escola pública. Com o nome "A coisa vai ficar PRETA na USP , a programação cultural acontecerá no gramado Florestan Fernandes, entre o prédio da Letras e da Ciências Sociais na USP.
Anemia falciforme – A Abadfal (Associação Baiana de Pessoas com Doenças Falciformes) programa para 12 de junho, às 16h, um ato de solidariedade e de luta contra a discriminação e o preconceito para com as pessoas portadora da anemia falciforme. Intitulado 3ª Caminhada O Amor Está no Sangue, o evento que fará o trajeto Piedade-Praça Municipal de Salvador. O objetivo é mobilizar a população visando a conscientização da necessidade de amor e respeito a todas as pessoas que têm anemia falciforme. Essa é uma oportunidade de informar a população sobre os sinais e sintomas das doenças falciformes e estimular a definição de políticas de saúde pública específicas.
Jornalistas x Racismo - O 32° Congresso Nacional de Jornalistas que será realizado pela Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) em Ouro Preto (MG), no período de 5 a 8 de julho, contará com a participação da Cojira/Rio (Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial, Cojira/São Paulo e do Núcleo de Jornalistas Afro-brasileiros do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul no painel "Jornalistas Afro-Descendentes". Esta é a primeira vez que em um encontro nacional de jornalistas brasileiros, haverá um painel específico para a questão racial – produto de uma articulação para convencimento da importância do tema relações raciais no campo do jornalismo. O papel da imprensa para a mudança comportamental da sociedade sobre o racismo é de real importância.
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O negro é um |
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Ele tem que ser indivisível
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Ele tem que ter uma bandeira, |
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que é a bandeira da luta dele |
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José Correia Leite |
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Chefes de Estado reunidos na 3ª Conferência Mundial contra o Racismo, em 2001
Foto: Divulgação
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Com informações da webjornalista
Alessandra Bastos
A Conferência Regional das Américas – Avanços e Desafios no Plano de Ação contra o Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerâncias Correlatas será realizada, de 26 a 28 de julho, no Hotel Blue Tree, em Brasília (DF), Brasil. Os 400 participantes – sendo 150 pessoas do governo, 150 da sociedade civil e cem convidados - farão uma avaliação das políticas públicas e do trabalho realizado por cada um dos 35 países americanos participantes.
Em 2000, como resultado da Pré-Conferência Santiago +5 contra o Racismo, a Xenofobia, a Discriminação e a Intolerância foi elaborada uma agenda de trabalho para subsidiar cada um dos países na elaboração de políticas, programas e projetos para tratar do tema.
Agora, seis anos depois, os países americanos voltam a se reunir para avaliar os avanços, compartilhar os resultados, discutir os problemas na implementação do plano de ação, traçar desafios e principalmente criar soluções. Assim como na Pré-conferência de Santiago, no novo encontro também será feito um Relatório Final.
Objetivo
Na Conferência Regional das Américas, os participantes também vão discutir a criação de mecanismos de monitoramento. O objetivo não é fiscalizar, mas colocar em prática as definições da Conferência em cada um dos países. Para isso, surge como possibilidade a criação de um instituto ou observatório para dar apoio à efetivação da agenda.
A Conferência Regional das Américas é coordenada pelo Brasil. Um Comitê Internacional, formado pelo Brasil e organizações da sociedade civil, contribui para a estruturação do evento. Presidida pela ministra da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, e pelo do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, terá a presença do presidente da República do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, na abertura oficial, em 26 de julho.
Participações
Estima-se a participação de 400 representantes de governos, chancelarias dos países da região, formuladores e executores de políticas de promoção da igualdade racial e contra a discriminação e diversos segmentos da sociedade civil voltados para o tratamento do tema. Desta forma, serão 150 representantes governamentais, 150 ativistas sociais e 100 convidados.
O prazo de inscrição da sociedade civil será de 8 a 18 de junho de 2006, em formulário a ser disponibilizado no site www.americascontraracismo.com.br, que estará ativo na próxima quinta-feira (8). Na seleção, será garantida a paridade de gênero na seleção dos representantes, bem como uma distribuição etária e temática equânime, sendo reservadas 1/3 das vagas da sociedade civil para organizações que tratam da temática afrodescendente; 1/3 para indígenas e o restante para migrantes, organizações que lidam com a questão da orientação sexual, grupos religiosos e demais grupos vulneráveis.
- ter contribuído na preparação e realização da 3ª Conferência Mundial contra o Racismo - Durban;
- pertencer a uma delegação;
- integrar alguma rede de disseminação de conteúdos e resultados das discussões da 3ª Conferência Mundial contra o Racismo;
- ter como finalidade o trabalho com as populações negra, indígena, de imigrantes, religiosas, ciganas ou de orientação sexual;
- comprovar histórico de ações relevantes na agenda definida pela Conferência Regional das Américas.
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| Ministros brasileiros e do Senegal em audiência com o presidente Lula, em março
Foto: Ricardo Stuckert/PR
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A ministra Matilde Ribeiro reuniu-se hoje (2) com o embaixador Paulo César Vasconcelos para tratar da organização da 2ª Conferência de Intelectuais da África e da Diáspora (Ciad). Na audiência foram listados os pontos comuns aos dois órgãos, como convidados de agências internacionais, governamentais e sociedade civil.
Com o tema "Diáspora e Renascimento Africano", a conferência se destina a discutir a historografia, a relação de intercâmbio entre os participantes para socialização da produção científica e cultural. O encontro terá sede em Salvador, de 12 a 14 de julho, onde são esperados cerca de mil intelectuais africanos e da diáspora.
A programação contempla debates e apresentação de trabalhos na área de gênero, educação, identidade cultural, saúde, democracia, paz, desenvolvimento, idiomas, colonialismo e pós-colonialismo, religiosidade, cooperação internacional, ações afirmativas e políticas de combate ao racismo, xenofobia e outras formas de discriminação.
De acordo com o embaixador Vasconcelos, a composição de expositores, relatores e moderadores buscou equilibrar a participação entre os países envolvidos, sendo submetida à análise do Comitê Internacional. O último encontro do grupo ocorreu, em março, em Brasília. Vasconcelos também informou que as embaixadas brasileiras concederão vistos-cortesia aos participantes da Ciad.
Matilde Ribeiro citou como encaminhamentos, a serem dados pela Seppir, a continuidade de relações com a Francofonia, expressa através de protocolo de intenções, e contribuições do CNPIR (Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial) para a conferência.
Segundo informações do MRE, os fomulários para inscrições estarão disponíveis na página do ministério nesta segunda-feira, 5. Informações referentes a convites (apenas para integrantes das mesas de debate) devem ser enviadas para o e-mail ciad.convite@mre.gov.br Os demais interessados em participar da conferência obterão informações pelo e-mail ciad.credenciamento@mre.gov.br
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Chegou a vez do último encontro regional do Fipir (Fórum Intergovernamental de Promoção da Igualdade Racial) da jornada preparatória para o encontro nacional, marcado para 19 a 21 de junho, em Brasília. Desde quinta-feira (1º), gestores estaduais e municipais do Acre, Amazonas, Amapá, Roraima, Rondônia, Pará e Tocantins estão reunidos em Palmas para trocar experiências no desenvolvimento de políticas de igualdade racial e adquirem informações sobre as ações executadas pelo governo federal.
A cerimônia de abertura foi aberta pela ministra Matilde Ribeiro, da Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, quando fez uma análise das principais ações realizadas em nível nacional, com destaque para comunidades quilombolas, educação, saúde e participação social, como na 1ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial – marco para a interiorização da política de promoção da igualdade racial.
Na sexta-feira (2), o grupo de gestores assistiram a conferência “Construção histórica da identidade de negros e negras no Brasil” do professor Nelson Inocêncio, integrante do CNPIR (Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial) pela Associação Brasileira de Pesquisadores Negros, moderada pela gestora Rosimar Mendes. Também conferiram a realidade da região no painel “A condição de vida da população negra na região Norte”, com moderação da governadora Madalena Silva.
Temas estruturais
A agenda de trabalho reservou momentos para análise dos resultados do Fipir e as possibilidades de ampliação da atuação do fórum na região; reflexões sobre os avanços na educação obtidos pela vigência da lei 10.639/03, que torna obrigatório o ensino da história e cultura africana e afro-brasileira nos ensinos fundamental e médio; saúde da população negra e política fundiária.
No sábado (3), o foco dos debates entre gestores e palestrantes será norteado por painéis sobre segurança e violência institucionalizada e a importância dos recortes de gênero e raça nas políticas públicas. A jornada regional do Fipir será concluída pelo planejamento das ações no biênio 2006/2007.
Data: 1º a 3 de junho de 2006
Horário: das 8h30 às 19h
Local: Victoria Plaza Hotel (Av. JK Q. 103 Sul, Conj 1 – Lote 11-A) Palmas - TO
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Ciganos passam a ter data comemorativa no calendário oficial
Foto: Yaskara Guelpa
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Um decreto presidencial assinado, recentemente, instituiu o 24 de maio - data evocativa a Santa Sara Kali padroeira Universal do povo cigano - como Dia Nacional do Cigano. A inclusão no calendário oficial brasileiro atende uma das reivindicações dessa etnia, estabelecida como consenso na 1ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, realizada, no ano passado, em Brasília.
O encaminhamento dessa reivindicação foi feita em conjunto pela Seppir e a Secretaria Especial de Direitos Humanos para incentivar a promoção de ações que valorizem a cultura.
Em parecer assinado pela ministra Matilde Ribeiro e pelo secretário especial Paulo de Tarso Vannuchi foi reforçada a história dos ciganos, marcada por preconceito, discriminação e violência. O documento registra ainda, uma estimativa da existência de 300 mil ciganos no Brasil, em diversos clãs que são vitimas das violações dos direitos humanos,começando pela falta de categorização específica nos censos oficiais.
Segundo antropólogos e sociólogos, o fato de não serem chamados de ciganos, provoca a perda da história, das tradições e da cultura típica que ajudou a formar o povo brasileiro. Para esse povo nômade é difícil obterem até mesmo o registro civil de nascimento, gerando novos obstáculos para uma série de outros direitos como educação e benefícios sociais, oferecidos pelo Estado.
Para Lea Barroso de Sousa Gomes, assessora técnica da Subsecretaria de Políticas para as Comunidades Tradicionais, a instituição do Dia Nacional do Povo Cigano é uma forma de resgatar a identidade social desse grupo com o estabelecimento de um marco oficial que possibilite incluir esta questão, na agenda política brasileira ,criando também, a oportunidade de aglomeração e identificação do grupo pela sociedade.
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A consultora da Subsecretaria de Políticas de Ações Afirmativas da Seppir Eloá Kátia Coelho participa, de 16 a 19 de junho, da reunião de diálogo e avaliação dos acordos firmados para impulsionar a luta contra o racismo, a xenofobia, a discriminação e outras formas correlatas de intolerância, em Lima, Peru.
Esse evento pretende promover um espaço de análise, discussão, diálogo e construção de propostas entre jovens afrodescendentes da América do Sul e tem como marco referencial a Declaração e Plano de Ação de Durban, da 3ª Conferência Mundial contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e Intolerâncias Correlatas, o documento marco da Pré-conferência de Santiago e os Objetivos do Milênio, estabelecidos pela ONU.
Participam do encontro jovens lideranças afrodescendentes da região, entre 18 e 34 anos, e representantes dos organismos governamentais dos países Paraguai, Equador, Bolívia, Colômbia, Chile, Brasil e Peru. Segundo Eloá Kátia Coelho, o evento vai fortalecer as lideranças que assumam papel protagonista e de incidência política e social no processo de demanda dos Direitos do povo negro, propiciando a esses jovens a oportunidade de agirem como atores estratégicos ao desenvolvimento da diáspora africana nas Américas fazendo uso de todos os instrumentos internacionais disponíveis.
Durante o encontro serão avaliadas as obrigações e os graus de cumprimento dos Estados da região, com as resoluções e os compromissos assumidos nas diversas conferência internacionais já realizadas.
A consultora da Seppir acredita que através do fortalecimento da Rede de Jovens Afrodescendentes serão impulsionadas ações de avaliação, análise e vigilância cidadã para o cumprimento dos direitos desses jovens.
O ponto alto do encontro será a formulação da Declaração e Plano de Ação Regional Democrático propositivo e inclusivo dos jovens afrodescendentes da região a ser apresentado na Conferência Regional das Américas, de 26 a 28 de julho, em Brasília.
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