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7 a 13 de maio de 2005 – nº 036 - Ano 1

Boletim informativo semanal da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
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Aspas


Ninguém ouviu um soluçar de dor
No canto do Brasil.
Um lamento triste sempre ecoou
Desde que o índio guerreiro.
Foi pro cativeiro e de lá cantou.

Negro entoou um canto de revolta pelos ares
No Quilombo dos Palmares, onde se refugiou.
Fora a luta dos inconfidentes
Pela quebra das correntes.
Nada adiantou.

E de guerra em paz, de paz em guerra,
Todo o povo dessa terra
Quando pode cantar,
Canta de dor.

E ecoa noite e dia: é ensurdecedor.
Ai, mas que agonia
O canto do trabalhador...
Esse canto que devia ser um canto de alegria
Soa apenas como um soluçar de dor.


Canto das Três Raças (Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro)

                                                                                                   NESTA EDIÇÃO:


FALTAM

8

semanas para a

1ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial

(Regimento - Texto-base)

Acompanhe toda a programação e tire suas dúvidas pela Central de Informações e Apoio à 1ª Conferência Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial

telefone
: 0800 642 15 25 
e-mail: conferencia@fubra.unb.br

Hugo Chávez recebe a ministra Matilde Ribeiro para
diálogo sobre a promoção da igualdade racial
(Leia Mais)

Senado terá audiência sobre discriminação
(Leia Mais)

Museu Afro-Brasil homenageia Carolina de Jesus
(Leia Mais)

Ações Afirmativas esquentam debate no RJ (Leia Mais)

"Feijoada da Bené" espera mais de 1.500 pessoas (Leia Mais)

"Mulheres do Ano" homenageia ministra Matilde Ribeiro (Leia Mais)

Florianópolis sedia debate sobre diversidade nas salas de aula (Leia Mais)

A DESIGUALDADE EM NÚMEROS - (Leia Mais)

Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial

Pará se prepara para conferência estadual (Leia Mais)


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Presidente Hugo Chávez terá encontro com ministra Matilde Ribeiro no próximo domingo em Caracas

Encontro Internacional Afrodescendentes e Políticas Públicas


O presidente venezuelano, Hugo Chávez, tem encontro marcado com a secretária especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, ministra Matilde Ribeiro, no próximo domingo (8) para um diálogo sobre a promoção da igualdade racial nos dois países. A Venezuela celebra em 2005 seu “Ano da Afro-venezuelanidade”, e a ministra estará no país para debater políticas públicas com representantes de governo e da sociedade civil de países latino-americanos.

No sábado (7), às 14h, a ministra Matilde Ribeiro apresenta a experiência da Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial) da Presidência da República e as ações que estão sendo desenvolvidas no Brasil no painel Modernização dos Estados: da democracia representativa à democracia participativa com as perspectivas étnicas.

O painel integra a programação do Encontro Internacional Afrodescendentes e Políticas Públicas, que acontece no teatro Teresa Carreño, na capital venezuelana, Caracas. É organizado pelo Ministério de Informação e Comunicação venezuelano e pela Rede de Organizações Afro-venezuelanas, e reúne entidades e governantes latino-americanos (confira aqui a programação completa).

“O convite para debater políticas públicas neste momento mostra uma sintonia sobre o tema entre os dois países”, afirma a ministra. Para ela, um evento como esse para troca de experiências é de extrema importância para os países, principalmente para a Venezuela, que comemora seu ano de afirmação dos afrodescendentes, e para o Brasil, que vive o Ano Nacional de Promoção da Igualdade Racial.

“O reconhecimento do Brasil como uma referência em relação ao assunto na América Latina é muito gratificante para nós”, complementa.

O “Ano da Afro-venezuelanidade” é celebrado no país em memória ao levante de negros e mestiços de 1795, liderado pelo descendente de negros e índios José Leonardo Chirinos. Os rebelados proclamaram a República no Estado Falcón e libertaram todos os escravizados, mas uma intervenção das forças metropolitanas conteve a revolta e suas lideranças foram assassinadas à maneira da época: degolados, mortos a tiros e facadas. Chirinos foi condenado à forca. Morto, teve seu corpo mutilado, e sua cabeça e membros permaneceram expostos em praças e estradas das cercanias. A abolição da escravidão na Venezuela completou 150 anos em 2004.


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Plenário do senado abre espaço para audiência
pública sobre discriminação e preconceito racial

No próximo 13 de maio, dia que, em 1888, o brutal e criminoso regime escravagista brasileiro foi encerrado oficialmente, com a assinatura da Lei Áurea, personalidades do executivo, legislativo, judiciário e da sociedade civil ocuparão o plenário do Senado Federal para tratar da discriminação e do preconceito no Brasil e no mundo. É primeira vez na história da casa que a questão racial é tema central em Audiência Pública neste espaço. Normalmente, as audiências acontecem nas salas das comissões.

O evento idealizado pelo guerreiro senador Paulo Paim (PT-RS) tratará dos diversos meandros que envolvem a questão, como o crescimento da xenofobia, discriminação e do preconceito na Europa, principalmente nos estádios de futebol, e as medidas necessárias para coibir essa chaga, o Estatuto da Igualdade Racial e as diversas manifestações de racismo que surgem na sociedade, como, por exemplo, na internet.

Organizada pela Subcomissão Permanente da Igualdade Racial e Inclusão, ligada à Comissão de Direitos Humanos, a audiência terá a participação, entre outros, do jogador de futebol Edinaldo Batista Libânio, o Grafite. No mês passado ele foi vítima de xingamentos racistas feitos pelo jogador Leandro Desábato durante uma partida pela taça Libertadores da América, em São Paulo. O incidente resultou na prisão do jogador argentino por crime de injúria qualificada com agravante de racismo. O caso teve repercussão internacional e jogou luz em um problema que cresce na sombra da omissão. O delegado Oswaldo Nico Gonçalves, que deu voz de prisão a Desábato, também deverá estar em Brasília para a Audiência.

A secretária especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, ministra Matilde Ribeiro e diversos integrantes do CNPIR (Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial) estarão presentes.

“É um momento importante para a reflexão sobre como os diversos setores sociais envolvidos poderão trazer sua contribuição para a busca de medidas que contenham a escalada do preconceito e da xenofobia”, diz a ministra Matilde Ribeiro. Na opinião dela, só com a união de toda a sociedade será possível encontrar caminhos para combater o problema.

“Estou muito preocupado com o crescimento do racismo e penso ser necessário que as forças sociais progressistas tomem posição para despertar a sociedade sobre o perigo da omissão neste instante”, afirma o senador Paulo Paim. Para ele, a união dos três poderes e da sociedade civil tem o efeito de escancarar essas posturas, que vão contra os preceitos humanos.

“O racismo no Brasil infelizmente só ganha notoriedade quando envolve pessoas com projeção pública”, declara Paim. Segundo ele, os casos que envolvem a maioria da população nas suas relações diárias têm pouquíssima ou nenhuma repercussão.

“Sabemos que o racismo praticado no cotidiano contra a população, em lojas, bancos, no comércio em geral, por exemplo, não é punido devidamente, e isso acaba por criar um clima de impunidade”, analisa Paim.

Para ele, é necessário ter um ato continuo para aprovar leis nacionais e internacionais que punam devidamente os praticantes desses atos. Paim deposita toda a sua determinação neste momento para a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial, que, segundo o senador, “é a verdadeira carta de alforria dos afrodescendentes”. O texto do Estatuto é de sua autoria, à época em que ainda era deputado federal, e aguarda votação no Congresso Nacional.

A audiência contará ainda com a participação de autoridades, artistas, esportistas e ativistas do movimento negro.

“Para extinguir o racismo e o preconceito devemos continuar lutando. As mudanças devem começar em cada um de nós, em cada município, em cada região”, finaliza Paim.


   
Audiência pública: Discriminação e combate ao preconceito racial

Data: 13 de maio
Horário: a partir das 10h
Local: Congresso Nacional, plenário do Senado Federal, Brasília, DF
Informações: (55 61) 311-5229, das 9h às 18h

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Museu Afro-Brasil abre suas portas para a escritora Carolina de Jesus no 13 de maio, em São Paulo

Há 45 anos, uma mulher negra, favelada e semialfabetizada via toda a tiragem de seu primeiro livro, Quarto de Despejo, se esgotar em menos de uma semana. Essa escritora, Carolina Maria de Jesus, é a grande homenageada do exuberante e obrigatório museu Afro-Brasil, em São Paulo, que inaugura, na sexta-feira (13), uma biblioteca com seu nome e uma exposição sobre sua obra.

O tributo do museu à escritora não pára por aí. Às 17h, o ator Wilson Rabelo apresenta o monólogo Carolina: o Luxo do Lixo, dirigido pelo ator, escritor e dramaturgo Adalberto Nunes, no qual representa um catador de papel que conta a história de Carolina.

A inauguração da biblioteca acontece às 19h30, com as presenças da secretária especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, ministra Matilde Ribeiro, das atrizes ícones Ruth de Souza e Zezé Motta, da poetisa Elisa Lucinda e do pesquisador Haroldo Costa. Todos os 2.000 livros do acervo inaugural da biblioteca Carolina Maria de Jesus tratam da formação da identidade nacional com a perspectiva da participação do negro.

“A iniciativa do museu Afro-Brasil merece todo nosso apoio, pois dá o devido valor a essa figura histórica, que soube expressar como poucos, pelos meios de que dispunha, a condição de ser negro e pobre num país como o Brasil”, afirma a ministra Matilde Ribeiro.

Para o artista plástico baiano Emanoel Araújo, diretor do museu, ex-secretário municipal de Cultura de São Paulo e filho de Ogum, a escolha do nome de Carolina de Jesus para batizar a biblioteca contribui para que mais pessoas conheçam seu trabalho, considerado por ele de uma originalidade incomum e alheio às convenções acadêmicas.

“Nós temos uma memória muito frágil, e a sociedade é perversa, pois consome tudo e transforma as manifestações culturais em produto de butique”, afirma Araújo, em referência aos escritos de Carolina de Jesus.

Às 20h, o museu inaugura a exposição Carolina Maria de Jesus, que ficará em cartaz até 13 de junho. A mostra reúne os manuscritos originais de Quarto de Despejo, versões do livro em mais de 30 idiomas e documentos de seu acervo pessoal, constituído principalmente por anotações em forma de diário, o principal meio de expressão da autora.

A programação segue com a exibição, às 20h30, do filme Carolina, de Jefferson De, que recebeu o prêmio de melhor curta-metragem no Festival de Cinema de Gramado de 2003. Em Carolina, a atriz Zezé Motta dá vida à escritora, que morreu pobre e esquecida, apesar do sucesso de Quarto de Despejo. O curta será exibido no novo anfiteatro do museu, que leva o nome de Ruth de Souza, numa homenagem à atriz carioca, que completa 84 anos na quinta-feira (12). Viva Ruth.

Para finalizar a programação do 13 de maio no museu Afro-Brasil, às 21h30, uma performance musical do sempre hipnótico e fundamental Naná Vasconcelos, que mistura a percussão do maracatu, de afoxés e outros ritmos tradicionais a elementos de música contemporânea. Diante dessa programação, só resta um chamado: todos ao museu Afro-Brasil na próxima sexta.

Vida marginal
Carolina Maria de Jesus nasceu em 1914, na cidade de Sacramento (MG), onde estudou somente até o segundo ano do antigo primário. Mudou-se para São Paulo (SP) na década de 1930, e morou durante muito tempo na favela do Canindé, zona norte da cidade. Trabalhou como empregada doméstica e catadora de papel. As anotações que resultaram em Quarto de Despejo começaram a ser feitas em 1955. O nome do livro é uma menção a um trecho em que ela afirma serem as favelas os “quartos de despejo” das grandes cidades.

O impacto de sua obra na literatura brasileira foi além dos aspectos de estilo, graças a sua veemente denúncia social. Apesar de todo sucesso com seu livro de estréia e do reconhecimento que obteve à época, a autora não viu sua situação mudar, e seus demais livros – entre eles, Casa de Alvenaria (1961), Pedaços de Fome (1963), Provérbios (1963) e Diário de Bitita (1982, publicação póstuma) – continuaram sendo relatos do cotidiano dos marginalizados, em linguagem crua e visceral.

   
Programação do 13 de maio no museu Afro-Brasil

Data: 13 de maio
Horário: a partir das 17h
Local: museu Afro-Brasil, pavilhão Manoel da Nóbrega, parque do Ibirapuera, portão 10, Ibirapuera, São Paulo, SP
Informações: (55 11) 5579-6099

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Ações afirmativas no ensino superior esquentam
debate na Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Cotas nas universidades, o Prouni (Programa Universidade para Todos) e outras ações afirmativas em educação estão entre os temas polêmicos do debate sobre Democratização do Acesso e Permanência no Ensino Superior, que acontece nesta quinta-feira (12), no Rio de Janeiro. O evento terá a participação da secretária especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, ministra Matilde Ribeiro.

A mesa de debates terá também a presença de Lúcia Xavier, coordenadora da Criola, ONG (Organização não-Governamental) que atua com a inclusão de mulheres negras, Renato Emerson, coordenador do PPCor (Programa Políticas da Cor na Educação Brasileira) da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e Marcelo Paixão, professor do Instituto de Economia da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

O encontro é promovido pelo Cress-RJ (Conselho Regional de Serviço Social do Rio de Janeiro), com o apoio do Proafro (Programa de Estudos e Debates dos Povos Africanos e Afro-Americanos) da UERJ, e faz parte da comemoração antecipada da organização pelo Dia do Assistente Social – 15 de maio. A ministra Matilde Ribeiro é formada em Serviço Social.

   
Seminário Democratização do Acesso e Permanência no Ensino Superior

Data: 12 de maio
Horário: 14h
Local: pavilhão João Lyra Filho, UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), avenida São Francisco Xavier, 524, Maracanã, Rio de Janeiro, RJ

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Tradicional "feijoada da Bené", no Rio de Janeiro,
espera mais de 1.500 convidados para o 13 de maio


Benedita da Silva

Anfitriã - Benedita da Silva faz questão de assumir o preparo de sua tradicional feijoada, servida todo 13 de maio no Rio de Janeiro. Foto: Arquivo Pessoal (2001)


Quando num 13 de maio, há 20 anos, nasceu Benilton Pereira da Silva, neto de Benedita da Silva, a ex-ministra da Assistência Social entendeu o fato como um chamado. E decidiu reviver as grandes feijoadas que a família promovia para comemorar a data, em sua casa no Morro do Chapéu Mangueira, no Leme, Rio de Janeiro. Neste ano não vai ser diferente: Benedita vai reunir personalidades, políticos, lideranças do movimento negro e a comunidade do morro para apreciar a feijoada preparada por ela e por suas assistentes. A secretária especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, ministra Matilde Ribeiro, também vai experimentar a receita.

A festa acontece no Morro do Chapéu Mangueira, a partir das 12h. Para Benedita da Silva, esse é mais do que um momento de celebração.
“Aprendi com a minha mãe, Dona Ovídia, nessas festas que se realizavam em nossa casa, que o 13 de maio é uma data para se comemorar as coisas boas, mas também refletir sobre tudo de ruim que se passou às nossas bisavós escravas”, afirma.

Das festas promovidas pelos seus familiares quando era criança, Benedita guarda a lembrança de seus parentes dançando, cantando, conversando em línguas africanas e, principalmente, rememorando as histórias legadas pelos seus antepassados escravizados.


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“As Dez Mulheres do Ano” realiza sua 39º edição
na próxima quinta-feira (12), no Rio de Janeiro

Entre as “Dez Mulheres do Ano”, homenageadas há 39 anos pelo CNMB (Conselho Nacional das Mulheres do Brasil), a diversidade é uma constante. Negras, índias, judias, árabes e representantes de outros povos sempre figuram na lista. Este ano, será prestado tributo à secretária especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, ministra Matilde Ribeiro, a Mulher do Ano de 2004 na categoria Movimento Organizado de Mulheres Negras. Já receberam a homenagem, entre outras mulheres negras, Ruth de Souza, Leci Brandão, Zezé Motta, Benedita da Silva, Lélia Gonzáles, Sueli Carneiro, Chica Xavier, Dona Zica da Mangueira, Maria Beatriz Nascimento, Glória Maria e Alzira Rufino.

A entrega do prêmio acontece nesta quinta-feira (12), na ABL (Academia Brasileira de Letras), no Rio de Janeiro.

“A homenagem que fazemos à ministra é o reconhecimento de um trabalho pelas conquistas, além dos direitos políticos, dos direitos humanos das mulheres”, afirma Romy Medeiros da Fonseca, idealizadora do prêmio e presidenta do CNMB, entidade que promove a Homenagem às Mulheres do Ano. Para ela, é fundamental reconhecer a luta pela inclusão de mulheres discriminadas. “Nós sabemos que no Brasil as mulheres negras e indígenas sofrem muito mais”, diz Fonseca.

O prêmio, desde sua criação, em 1966, já foi entregue a centenas de mulheres de destaque em diversos setores da sociedade brasileira, como a escritora Rachel de Queiroz, as atrizes Bibi Ferreira e a artista plástica Tomie Othake.

Além da ministra Matilde Ribeiro, neste ano as homenageadas nas demais categorias são Mirian Goldenberg (Antropologia), Lilian Brafman (Arquitetura e Urbanismo), Rosa Magalhães (Cenografia), Sima Ferman (Cancerologia), Anna Ramalho (Meios de Comunicação), Martha Rocha (Movimento Organizado de Mulheres), Catarina Cecin Gazele (Ministério Público), Marialzira Perestrello (Psicanálise) e Maria Tereza Carcomo Lobo (Comunidade Luso-brasileira).

   
Homenagem às Dez Mulheres do Ano de 2004

Data: 12 de maio
Horário: 16h
Local: teatro Raimundo Magalhães Júnior da Academia Brasileira de Letras, avenida Presidente Wilson, 203, Castelo, Rio de Janeiro, RJ

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Respeito à diversidade étnico-racial nas salas de aula
é tema de encontro esta semana em Florianópolis

Mais de 500 participantes se reúnem em Florianópolis (SC) para atividades relacionadas a educação e diversidade étnico-racial. O encontro é promovido pela Secad (Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade) do Ministério da Educação, entre domingo (8) e terça-feira (10), em parceria com o governo do Estado.

O Seminário Estadual de Educação e Diversidade Étnico-Racial é dividido em palestras, mesas redondas e trabalhos em grupo (clique aqui para ver a programação completa). O subsecretário de Políticas de Ações Afirmativas da Seppir (Secretaria Especial de políticas de Promoção da Igualdade Racial) da Presiência da República, João Carlos Nogueira, falará no evento na segunda-feira (9).

Os principais temas a serem tratados no seminário são a lei 10.639, que institui o ensino de História da África e Cultura Afro-Brasileira nas escolas de ensino fundamental e médio de todo o Brasil, e as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais.

Estarão presentes na abertura do evento o secretário de Estado da Educação e Inovação, Jacó Anderli, o secretário municipal de Educação de Florianópolis, Rodolfo Luz, a coordenadora-geral de Diversidade e Inclusão Educacional da Secad, Eliane Cavalleiro, além de autoridades governamentais, políticas e institucionais.

Um dos principais resultados do seminário será a constituição do Fórum Permanente de Educação e Diversidade Étnico-Racial, composto por organizações governamentais e não-governamentais. O Fórum terá o objetivo de fortalecer a articulação entre os parceiros locais para a promoção e valorização da diversidade étnico-racial e de gênero nos sistemas de ensino, podendo elaborar uma agenda com estratégias de combate ao racismo, ao sexismo e a outras desigualdades no sistema educacional.

   
Seminário Estadual de Educação e Diversidade Étnico-Racial

Data: 8 a 10 de maio
Horário: abertura, no dia 8, às 16h. Dias 9 e 10, das 8h às 18h
Local: Maria do Mar Hotel e Indústria de Alimentos, rua João Paulo, 2285, João Paulo, Florianópolis, SC

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Pará realiza Conferência Estadual de Promoção
da Igualdade Racial esta semana


por Ivonne Ferreira

O mês de maio continua com boas discussões e propostas de políticas de promoção da igualdade racial nos quatro cantos do País. Esta semana, o Pará promovere sua conferência estadual, um diálogo entre a sociedade civil e os governos municipais, estadual e federal.

Para Jorge Carneiro, coordenador-executivo da 1a Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, a sociedade brasileira está num momento ideal de debates sobre as relações raciais e étnicas.

“Já foram realizadas 11 conferências por todo o País. Abriremos esta segunda semana de maio com a conferência no Pará. Esse processo é imprescindível para uma boa compreensão das relações étnico-raciais nos Estados e também de suas peculiaridades, que resultarão na construção do Plano Nacional de Promoção de Igualdade Racial”, afirma Carneiro.

O Pará dará continuidade à discussão iniciada na região amazônica no mês passado, nos Estados do Amazonas e Amapá. Os principais focos de discussão no Estado referem-se às questões indígenas, negras e dos remanescentes de quilombos.

De acordo com Maria Adelina Guglioti Braglia, coordenadora do Programa Raízes da Secretaria de Justiça do Pará, a realização da conferência no Estado será positiva.

“Aqui no Estado a discussão promete ser muito boa. Tanto o governo, como a sociedade civil organizada estão trabalhando para que esta conferência seja um espaço público de debates produtivos”, aposta Braglia.

Os representantes da sociedade civil do Pará também apostam nesse diálogo franco entre governos e sociedade civil. Pelas expectativas de Zélia Amador, coordenadora do Cedenpa (Centro de Estudos e Defesa do Negro no Pará), a conferência no Estado servirá como alavanca para que a questão racial seja considerada nas políticas públicas.

“Nesses 25 anos de luta, conseguimos avançar um pouco na questão racial paraense. Cito como exemplos a inclusão da lei 336, de 1989, na Constituição do Estado. Essa lei possibilita que o governo adote políticas específicas para diminuir a desigualdade na região. Temos também uma delegacia especializada em crimes de discriminação racial e o Programa Raízes, de apoio às comunidades quilombolas. Essa será a primeira vez que o governo do Estado sentará conosco para discutir a questão racial. Espero que algumas propostas de ações afirmativas sejam adotadas após o debate”, acredita Amador.

A Conferência do Pará acontece de segunda (9) à quarta-feira (11), e contará com as presenças dos representantes dos governos municipais, estaduais e da secretária especial de promoção da Igualdade Racial, ministra Matilde Ribeiro que fará a palestra de encerramento do evento.

   
Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial do Pará

Data: 9 a 11 de maio
Horário: dia 9, a partir das 9h. Dias 10 e 11, a partir das 8h
Local: 
Beira Rio Hotel, av. Bernardo Sayão, 4804, Guamá, Belém, PA
Informações: (91) 4008-9000 ou 3276-0446

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A DESIGUALDADE EM NÚMEROS

Maioria dos altos cargos são ocupados por não-negros

Dados de 2003 mostram que em Salvador, onde a população negra é superior a 80%, a proporção de negros* em postos de Direção e Planejamento é de 8,6% do total de cargos ocupados nas empresas pesquisadas. Três vezes menor que o de não-negros (27,9%).
(*) negros (pretos e pardos); não-negros (brancos e amarelos/orientais)
Fonte: Dieese

Pobreza é ainda um problema

Em 1976, a população negra (pretos e pardos) correspondia a 39,5% do total da população brasileira e 57,6% da parcela mais pobre. Passados 25 anos, a desigualdade permanece. E em 2001, os negros constituíam 46,1% da população e 69,6% dos mais pobres.
Fonte: PNUD

Qualidade de vida é precária

No Brasil, 75% dos domicilios da população branca são atendidos por saneamento básico adequado. Entre os negros, o percentual cai para 60%.
Fonte: IPEA

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As paulistanas Airucy Bárbara Diogo Casimiro, de 18 anos, estudante de Direito (à esquerda), e sua irmã, Amarílis Helena Diogo Casimiro, de 15 anos, estudante do ensino médio, ilustram com seus sorrisos a foto ao lado da logomarca do Destaque Seppir.

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Assessoria de Comunicação Social da Seppir
Jornalista Responsável: Cláudio Eugênio
Assistente: Osmar Camelo
Editoração Eletrônica: Osmar Camelo
Colaboração: Graça Ohana (Subsecretaria de Políticas de Ações Afirmativas)
Telefone: (55 61) 411-4977
Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial


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