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30 de abril a 6 de maio de 2005 – nº 035 - Ano 1

Boletim informativo semanal da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
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Aspas


Você pode me escrever na história
Com suas mentiras amargas, distorcidas,
Você pode pisar em mim na sujeira
Mas ainda, como pó, eu me levantarei.

Meu orgulho te ofende?
Não o leve tão a mal
Pois eu rio como se tivesse minas de ouro
Cavadas em meu próprio quintal.

Deixando pra trás noites de terror e medo
Eu me levanto
Na alvorada maravilhosamente clara
Eu me levanto
Trazendo os dons que meus ancestrais deram,
Eu sou o sonho e a esperança do escravo.
Eu me levanto
Eu me levanto
Eu me levanto.


E eu ainda me levanto - Maya Angelou, poetisa norte-americana

                                                                                                       NESTA EDIÇÃO:


FALTAM

9

semanas para a

1ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial

(Regimento - Texto-base)

Acompanhe toda a programação e tire suas dúvidas pela Central de Informações e Apoio à 1ª Conferência Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial

telefone
: 0800 642 15 25 
e-mail: conferencia@fubra.unb.br

"Maio da igualdade racial" começa com realização de conferências no Distrito Federal e Tocantins (Leia Mais)

Quilombos do Rio de Janeiro recebem visitas técnicas
do programa Brasil Quilombola
(Leia Mais)

Encontro debate o papel da educação municipal
na promoção da igualdade racial
(Leia Mais)

Grupo estudará formas de financiamento para
o Estatuto da Igualdade Racial
(Leia Mais)

A DESIGUALDADE EM NÚMEROS - (Leia Mais)

Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial

A líder das empregadas domésticas (Leia Mais)


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"Maio da igualdade racial" começa com realização
de conferências no Distrito Federal e em Tocantins


por Ivonne Ferreira

O mês de maio promete ser agitado, com a realização de dezenas de Conferências Estaduais de Políticas de Promoção de Igualdade Racial. A série começa com as conferências do Distrito Federal e de Tocantins, terra de muitos migrantes e ampla diversidade, que realizam nesta semana debates e propostas de políticas de igualdade racial para afrodescendentes, indígenas, judeus, ciganos, árabes e palestinos.

Para Antônio Barbosa, subsecretário de Direitos Humanos e Cidadania do Governo do Distrito Federal, esta é uma experiência muito valiosa na relação do governo com a sociedade civil organizada.

"É importante perceber como cada seguimento vê essa questão. Na Conferência do Distrito Federal todos terão oportunidade de discutir e saber o que a sociedade deseja em termos de implementação de políticas de igualdade racial", afirma Barbosa.

Na avaliação de Barbosa, esta é uma oportunidade ímpar de discutir algo que nunca foi discutido no Distrito Federal e no Brasil. O governo está de parabéns pelo seu pioneirismo.

Para a abertura da Conferência Distrital na segunda-feira (2), já foram confirmadas as presenças da vice-governadora do Distriro Federal, Maria de Lurdes Abadia, do secretário Distrital de Ação Social, Gustavo Augusto Ribeiro e do coordenador-executivo da 1a Conferência Nacional e diretor de programas da subsecretaria de Planejamento e Formulação de Políticas da Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial) da Presidência da República, Jorge Carneiro.

Os palestrantes durante o evento serão o diretor de programas da subsecretaria de Políticas para Comunidades Tradicionais da Seppir, Carlos Alberto de Paula, os professores da UnB (Universidade de Brasília), José Jorge de Carvalho e Nelson Inocêncio (que também integra o CNPIR - Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial), a representante do MEC (Ministério da Educação), Andréia Lisboa, além de representantes de cada seguimento e etnia envolvidos no debate.

Tocantins
Em Tocantins, Dulce Furlan, coordenadora de Direitos Humanos do Estado, afirma que o debate sobre igualdade racial nas cinco conferências regionais realizadas trilhou novos caminhos para a sociedade local.

"Aqui, as conferências regionais serviram como um despertar para uma questão que estava adormecida. Achei fantástica a alegria das pessoas que se sentiram prestigiadas nessas conferências. Após a Conferência Estadual, nós trabalharemos para à formulação de políticas públicas no Estado", afirma Furlan.

A Comissão Organizadora da Conferência Estadual de Políticas de Promoção de Igualdade Racial de Tocantins realizou conferências regionais e eleição de delegados nos municípios de Tocantinópolis, Arraias, Porto Nacional, Miracema e na capital, Palmas. Todos os delegados eleitos nas Conferências Estadual e Distrital participarão da 1a Conferência Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, em Brasília, nos dias 30 de junho, 1 e 2 de julho.


 
Conferências de Políticas de Promoção da Igualdade Racial

   
Distrito Federal

Data: 2 e 3 de maio
Horário: abertura às 9h
Local: Centro Cultural Rubem Valentin, Área Especial C, lote 3, Cruzeiro Velho, Brasília, DF
Informações: (55 61) 225-3898 e 321-0579
   
Tocantins

Data: 5 e 6 de maio
Horário: abertura às 8h
Local: Palácio da Cidadania da Ordem dos Advogados do Brasil, 201 Norte, conjunto 2, lotes 1 e 2, Centro, Palmas, TO

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Comunidades remanescentes de quilombos do RJ recebem visita técnica do programa Brasil Quilombola

As comunidades remanescentes de quilombos de Sacopã e da Ilha de Marambaia, no Estado do Rio de Janeiro, recebem nesta semana visitas de técnicos da Subsecretaria de Políticas para Comunidades Tradicionais da Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial) da Presidência da República.

As visitas à Sacopã, na terça (3), e Marambaia, na quarta-feira (4) dão andamento às ações do programa Brasil Quilombola, cujo objetivo é o de resgatar e preservar a identidade e a dignidade das comunidades remanescentes de quilombos, por meio da implantação de serviços de infra-estrutura e do desenvolvimento sustentável. Representantes de outros órgãos governamentais integrantes do Brasil Quilombola, como o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), acompanham as visitas.

No quilombo de Sacopã, a visita também tem o caráter específico de acompanhar o trâmite do processo de usucapião (posse efetiva de bens móveis ou imóveis habitados durante o período de tempo previsto em lei), iniciado pelos moradores na década de 1970.

Encravado em plena zona sul carioca, às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, entre bairros nobres como Ipanema e Leblon, o quilombo Sacopã, apesar de obter uma vitória importante em primeira instância na Justiça, em 2003, teve negado, no último dia 5, em julgamento de segunda instância, o direito às terras habitadas, apesar do amparo legal concedido pelo decreto 4.887, que estabelece a regularização fundiária das comunidades remanescentes de quilombos, concedendo a posse efetiva das terras aos descendentes de quilombolas.

Para José Luiz Pinto Júnior, o Luiz Sacopã, uma das principais lideranças do quilombo, a esperança é de que o julgamento em terceira instância, que ocorrerá no âmbito federal, em data ainda não definida, conceda definitivamente as terras a seus moradores.

"Espero que justiça seja feita. O resultado desfavorável que tivemos este mês foi de uma tremenda covardia. Acredito que o julgamento em Brasília seja mais isento", afirma Pinto Júnior.

A história do quilombo Sacopã remete ao período final da escravidão, no século 19, quando o casal Maria Rosa da Conceição do Carmo e Manoel Pinto fugiu de uma fazenda de café em Friburgo (RJ) e se refugiou primeiramente no quilombo da Catacumba, nas cercanias da fazenda, e depois no Morro da Saudade, na atual zona sul da cidade do Rio de Janeiro, onde alguns de seus descendentes habitam até hoje.

A trajeória de resistência das cinco gerações da família Pinto, que habitaram a comunidade desde a instalação do quilombo, não se restringiu somente à época da escravidão. Nos anos 1960, eles resistiram também ao processo de remoção de favelas da região. Com a especulação imobiliária, a comunidade vem perdendo espaço para condomínios de luxo. Segundo Leonel Ribeiro, que presta assessoria especial para divulgação cultural aos moradores do quilombo, dos 32 mil m2 originais de área verde, a área da comunidade ocupa atualmente 18 mil2.


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Encontro em Brasília debate papel da educação municipal para a promoção da igualdade racial
Fórum Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação


A promoção da igualdade racial será posta em debate para cerca de 1.500 secretários e gestores municipais de educação que se reúnem em Brasília esta semana. A secretária especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, ministra Matilde Ribeiro, participa, nesta quinta-feira (5), de encontro com o tema Educação e diversidade: afrodescendentes, educação indígena, educação do campo, educação ambiental, educação de jovens e adultos.

No evento, que integra a programação do 10o Fórum Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, a ministra apresenta as ações afirmativas em educação articuladas pela Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial) da Presidência da República, acompanhada do secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do MEC (Ministério da Educação), Ricardo Henriques.

"O diálogo e apoio dos municípios em ações educacionais com a valorização do tema da igualdade racial é de extrema importância, pois a estrutura das redes municipais alcança desde a educação de crianças e jovens até adultos em programas de alfabetização. Nesse caso, essa é mais uma porta que se abre para a inclusão da população discriminada, em especial negros e indígenas", afirma a ministra.

Este ano, um Grupo de Trabalho composto por gestores da Seppir e do MEC identificou 32 ações afirmativas desenvolvidas pelo ministério. A partir desse levantamento, o MEC e a Seppir passaram a investir nas ações prioritárias. Dentre as que atingem diretamente as redes de ensino municipais, estão previstos investimentos específicos na implementação da Lei 10.639 (que inclui cultura e história afro-brasileiras na grade curricular de estabelecimentos de ensinos fundamental e médio), inclusive com a criação de novos núcleos para formação de educadores, e no projeto A Cor da Cultura, que está produzindo material educativo para ser distribuído em escolas e TVs educativas de todo país.

A Seppir também atua em parceria com o MEC para a inclusão do tema "promoção da igualdade racial" na revisão prevista para este ano das diretrizes e metas do PNE (Plano Nacional de Educação), que reflete na elaboração de políticas públicas de educação em todo País, inclusive nas questões de financiamento, grade curricular e propostas pedagógicas, entre outras. Além disso, pela primeira vez, em 2005, Ano Nacional de Promoção da Igualdade Racial, o quesito cor/raça foi incluído nos questionário do Censo Escolar, que mostra o perfil do estudante brasileiro e fornece subsídios para a elaboração de políticas do MEC.

Além dessas frentes, a Seppir articula, por meio do GRPE (Programa de Fortalecimento Institucional para Igualdade de Gênero e Raça, Erradicação da Pobreza e Geração de Emprego), a formação de gestores municipais da região metropolitana de São Paulo que trabalham com a alfabetização de jovens e adultos, sensibilizando-os a sobre a importância da inclusão do viés de gênero e raça nas políticas públicas.

O 10o Fórum Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação será realizado entre quarta (4) e sexta-feira (6). O encontro acontece a cada dois anos, com promoção da Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação), que reúne representantes de secretarias municipais de todo Brasil.

O painel apresentado pela ministra Matilde Ribeiro é aberto ao público interessado, mas para participar do Fórum e receber o pacote de publicações do evento é necessário fazer a inscrição e pagar uma taxa.

Mais informações sobre a programação e sobre as inscrições podem ser obtidas na Undime, pelo telefone (55 61) 3037-7888 e pelo e-mail undimenacional@undime.org.br, ou no site da instituição.

   
Painel Educação e diversidade: afrodescendentes, educação indígena, educação do campo, educação ambiental, educação de jovens e adultos

Data: 5 de maio
Horário: 12h
Local: teatro Pedro Calmon, SMU, QG, Bloco J, 2º piso, Brasília, DF

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Grupo estudará formas de direcionar recursos para
o financiamento do Estatuto da Igualdade Racial


Audiência no Ministério da Fazenda

  Unidos - O senador Paulo Paim (esq.), a secretária de Educação de Salvador, Olivia Santana, o deputado federal
Luiz Alberto e a ministra Matilde Ribeiro, em audiência no Ministério da Fazenda para discutir o financiamento do Estatuto da Igualdade Racial.
Foto: Valcir Pires


Buscar formas de financiamento para as políticas públicas, como por exemplo nas áreas de saúde, educação e cultura, contidas no Estatuto da Igualdade Racial, que atualmente está tramitando no Congresso Nacional. Esse foi o principal tema do encontro que aconteceu na sexta-feira (29), no Ministério da Fazenda, em Brasília (DF). Participaram da reunião a secretária especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, ministra Matilde Ribeiro, o senador Paulo Paim (PT-RS), os deputados federais Luiz Alberto (PT-BA) e Reginaldo Germano (PP-BA), a secretária de Educação de Salvador e membro do CNPIR (Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial), Olivia Santana, e o ministro da Fazenda, Antonio Palocci.

O Estatuto da Igualdade Racial é um conjunto de políticas públicas em benefício dos afrodescendentes e aguarda votação no Congresso Nacional.

A autoria do Projeto de Lei é do senador Paulo Paim. Foi elaborado no período em que ele era deputado federal. O atual relator do Estatuto é o deputado Reginaldo Germano.

"A Seppir está atuando desde sua criação pela aprovação do Estatuto e agora estamos trabalhando para definir as fontes de financiamento para as diversas ações que requerem financiamento público", afirmou a ministra Matilde Ribeiro. Ela conta que um grupo de trabalho foi criado para estudar o tema e apresentar os primeiros resultados nos próximos 15 dias.

"Vamos identificar dentro do Estatuto o que pode ser assumido pelos ministérios e o que não for, definirmos caminhos", disse a ministra Matilde Ribeiro.

Segundo ela, o ministro Antonio Palocci comprometeu-se a atuar junto ao grupo envolvido no assunto para discutir outras formas de conseguir recursos.

Para a ministra, o ideal é que a proposição, uma vez aprovada, esteja garantida por meio da fixação de orçamentos contínuos que assegurem a execução das políticas sobre o tema.

"A população negra tem a menor taxa de escolaridade, as piores condições de emprego e de moradia. Portanto, cabe ao Estado, em parceria com entidades civis, corrigir essas desigualdades" afirmou o presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Igualdade Racial, deputado Luiz Alberto. A Frente é composta de 106 parlamentares (deputados e senadores) de diversos partidos.

"A minha expectativa é chegar ao final deste ano com o Estatuto da Igualdade Racial aprovado", afirma Olívia Santana. Para ela, o estabelecimento de políticas públicas para a promoção da igualdade racial não pode ser mais adiado.


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A líder das empregadas domésticas

Creusa Oliveira
  Vitória - Creuza Oliveira batalhou e construiu o seu próprio destino: optou pela luta contra o preconceito e o desrespeito aos direitos de sua classe.

A infância de Creuza Maria Oliveira, foi encerrada aos dez anos por conta da necessidade de sobrevivência. Arrumou o primeiro trabalho na casa de uma família em Santo Amaro da Purificação, na Bahia. O combinado, inicialmente, era que iria apenas brincar com a filha da patroa e teria oportunidade de estudar. A promessa não foi cumprida.

Passou por várias privações desde sempre e ouviu o que há de pior em ofensas racistas. Mesmo assim, não perdeu a ternura e o sorriso franco. Aos 12 anos tornou-se órfã e passou a cuidar da própria sobrevivência como faz até hoje. Só foi à escola para ser alfabetizada aos 16 anos. Creuza não esmoreceu e continuou na estrada, lutou. Hoje, muitos anos depois, a atual presidenta da Fenatrad (Federação Nacional dos Trabalhadores Domésticos) e conselheira do CNPIR (Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial) é uma das principais autoridades quando o tema é trabalho doméstico.

Sua fala é cristalina e objetiva. Uma figura emblemática pela sua luta e obstinação na busca por melhorias na vida dos trabalhadores domésticos, que reúne mais de oito milhões de trabalhadoras, a grande maioria mulheres e negras. Elas apostam que a 1ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, que acontece no final de junho em Brasília, será um momento para reivindicarem seus direitos

Na semana passada, durante as comemorações do 27 de abril, Dia Nacional da Empregada Doméstica, Creuza participou de encontro em Brasília. Em meio à calorosa recepção das companheiras vindas de todo o Brasil, conversou com
Destaque Seppir. Clique aqui para ler os principais trechos da entrevista.


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A DESIGUALDADE EM NÚMEROS

Entre negros, renda chega a ser quase duas vezes menor
Rendimento médio real dos ocupados (em R$) - média de 2003

Região

negros*

não-negros

Salvador
São Paulo
Distrito Federal
Recife
Belo Horizonte

544
598
997
452
601

1.179
1.147
1.558
719
871

(*) negros (pretos e pardos); não-negros (brancos e amarelos/orientais)
Fonte: Dieese/Seade, MTE

Escolaridade é menor entre negros

Brancos possuem, em média, 6,9 anos de estudo, enquanto a população negra possui 4,7 anos.
Fonte: IBGE

Falta de qualidade de vida e violência mata mais negros

Em 2000, a taxa de mortalidade por causas externas dos homens negros de 10 a 64 anos foi duas vezes maior que a apresentada para homens brancos
Fonte: Ministério da Saúde

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As paulistanas Airucy Bárbara Diogo Casimiro, de 18 anos, estudante de Direito (à esquerda), e sua irmã, Amarílis Helena Diogo Casimiro, de 15 anos, estudante do ensino médio, ilustram com seus sorrisos a foto ao lado da logomarca do Destaque Seppir.

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Jornalista Responsável: Cláudio Eugênio
Editoração Eletrônica: Osmar Camelo
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