Boletim informativo semanal da
Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
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Você pode me escrever na história
Com suas mentiras amargas, distorcidas,
Você pode pisar em mim na sujeira
Mas ainda, como pó, eu me levantarei.
Meu orgulho te ofende?
Não o leve tão a mal
Pois eu rio como se tivesse minas de ouro
Cavadas em meu próprio quintal.
Deixando pra trás noites de terror e medo
Eu me levanto
Na alvorada maravilhosamente clara
Eu me levanto
Trazendo os dons que meus ancestrais deram,
Eu sou o sonho e a esperança do escravo.
Eu me levanto
Eu me levanto
Eu me levanto.
E eu ainda me levanto - Maya Angelou, poetisa
norte-americana
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NESTA EDIÇÃO:
FALTAM
9
semanas para a
1ª Conferência Nacional de
Promoção da Igualdade Racial
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(Regimento - Texto-base)
Acompanhe toda a programação e tire suas dúvidas pela Central de Informações e Apoio
à 1ª Conferência Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
telefone: 0800 642 15 25
e-mail: conferencia@fubra.unb.br
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"Maio da igualdade racial" começa com realização de
conferências no Distrito Federal e Tocantins (Leia
Mais)
Quilombos do Rio de Janeiro recebem visitas técnicas
do programa Brasil Quilombola (Leia Mais)
Encontro debate o papel da educação municipal
na promoção da igualdade racial (Leia Mais)
Grupo estudará formas de financiamento para
o Estatuto da Igualdade Racial (Leia Mais)
A DESIGUALDADE EM NÚMEROS - (Leia
Mais)

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A líder das empregadas domésticas (Leia Mais) |
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"Maio
da igualdade racial" começa com realização
de conferências no Distrito Federal e em Tocantins
por Ivonne Ferreira |
O mês de maio promete ser agitado, com a realização de dezenas de Conferências
Estaduais de Políticas de Promoção de Igualdade Racial. A série começa com as
conferências do Distrito Federal e de Tocantins, terra de muitos migrantes e ampla
diversidade, que realizam nesta semana debates e propostas de políticas de igualdade
racial para afrodescendentes, indígenas, judeus, ciganos, árabes e palestinos.
Para Antônio Barbosa, subsecretário de Direitos Humanos e Cidadania do Governo do
Distrito Federal, esta é uma experiência muito valiosa na relação do governo com a
sociedade civil organizada.
"É importante perceber como cada seguimento vê essa questão. Na Conferência do
Distrito Federal todos terão oportunidade de discutir e saber o que a sociedade deseja em
termos de implementação de políticas de igualdade racial", afirma Barbosa.
Na avaliação de Barbosa, esta é uma oportunidade ímpar de discutir algo que nunca foi
discutido no Distrito Federal e no Brasil. O governo está de parabéns pelo seu
pioneirismo.
Para a abertura da Conferência Distrital na segunda-feira (2), já foram confirmadas as
presenças da vice-governadora do Distriro Federal, Maria de Lurdes Abadia, do secretário
Distrital de Ação Social, Gustavo Augusto Ribeiro e do coordenador-executivo da 1a
Conferência Nacional e diretor de programas da subsecretaria de Planejamento e
Formulação de Políticas da Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da
Igualdade Racial) da Presidência da República, Jorge Carneiro.
Os palestrantes durante o evento serão o diretor de programas da subsecretaria de
Políticas para Comunidades Tradicionais da Seppir, Carlos Alberto de Paula, os
professores da UnB (Universidade de Brasília), José Jorge de Carvalho e Nelson
Inocêncio (que também integra o CNPIR - Conselho Nacional de Promoção da Igualdade
Racial), a representante do MEC (Ministério da Educação), Andréia Lisboa, além de
representantes de cada seguimento e etnia envolvidos no debate.
Tocantins
Em Tocantins, Dulce Furlan, coordenadora de Direitos Humanos do Estado, afirma que o
debate sobre igualdade racial nas cinco conferências regionais realizadas trilhou novos
caminhos para a sociedade local.
"Aqui, as conferências regionais serviram como um despertar para uma questão que
estava adormecida. Achei fantástica a alegria das pessoas que se sentiram prestigiadas
nessas conferências. Após a Conferência Estadual, nós trabalharemos para à
formulação de políticas públicas no Estado", afirma Furlan.
A Comissão Organizadora da Conferência Estadual de Políticas de Promoção de Igualdade
Racial de Tocantins realizou conferências regionais e eleição de delegados nos
municípios de Tocantinópolis, Arraias, Porto Nacional, Miracema e na capital, Palmas.
Todos os delegados eleitos nas Conferências Estadual e Distrital participarão da 1a
Conferência Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, em Brasília, nos
dias 30 de junho, 1 e 2 de julho.
Conferências de
Políticas de Promoção da Igualdade Racial
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Distrito Federal
Data: 2 e 3 de maio
Horário: abertura às 9h
Local: Centro Cultural Rubem Valentin, Área Especial C, lote 3,
Cruzeiro Velho, Brasília, DF
Informações: (55 61) 225-3898 e 321-0579 |
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Tocantins
Data: 5 e 6 de maio
Horário: abertura às 8h
Local: Palácio da Cidadania da Ordem dos Advogados do Brasil, 201
Norte, conjunto 2, lotes 1 e 2, Centro, Palmas, TO |
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Comunidades remanescentes de quilombos do RJ recebem visita técnica do
programa Brasil Quilombola |
As comunidades remanescentes de quilombos de Sacopã e da Ilha de Marambaia, no Estado do
Rio de Janeiro, recebem nesta semana visitas de técnicos da Subsecretaria de Políticas
para Comunidades Tradicionais da Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção
da Igualdade Racial) da Presidência da República.
As visitas à Sacopã, na terça (3), e Marambaia, na quarta-feira (4) dão andamento às
ações do programa Brasil Quilombola, cujo objetivo é o de resgatar e preservar a
identidade e a dignidade das comunidades remanescentes de quilombos, por meio da
implantação de serviços de infra-estrutura e do desenvolvimento sustentável.
Representantes de outros órgãos governamentais integrantes do Brasil Quilombola, como o
Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), acompanham as visitas.
No quilombo de Sacopã, a visita também tem o caráter específico de acompanhar o
trâmite do processo de usucapião (posse efetiva de bens móveis ou imóveis habitados
durante o período de tempo previsto em lei), iniciado pelos moradores na década de 1970.
Encravado em plena zona sul carioca, às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, entre
bairros nobres como Ipanema e Leblon, o quilombo Sacopã, apesar de obter uma vitória
importante em primeira instância na Justiça, em 2003, teve negado, no último dia 5, em
julgamento de segunda instância, o direito às terras habitadas, apesar do amparo legal
concedido pelo decreto 4.887, que estabelece a regularização fundiária das comunidades
remanescentes de quilombos, concedendo a posse efetiva das terras aos descendentes de
quilombolas.
Para José Luiz Pinto Júnior, o Luiz Sacopã, uma das principais lideranças do quilombo,
a esperança é de que o julgamento em terceira instância, que ocorrerá no âmbito
federal, em data ainda não definida, conceda definitivamente as terras a seus moradores.
"Espero que justiça seja feita. O resultado desfavorável que tivemos este mês foi
de uma tremenda covardia. Acredito que o julgamento em Brasília seja mais isento",
afirma Pinto Júnior.
A história do quilombo Sacopã remete ao período final da escravidão, no século 19,
quando o casal Maria Rosa da Conceição do Carmo e Manoel Pinto fugiu de uma fazenda de
café em Friburgo (RJ) e se refugiou primeiramente no quilombo da Catacumba, nas cercanias
da fazenda, e depois no Morro da Saudade, na atual zona sul da cidade do Rio de Janeiro,
onde alguns de seus descendentes habitam até hoje.
A trajeória de resistência das cinco gerações da família Pinto, que habitaram a
comunidade desde a instalação do quilombo, não se restringiu somente à época da
escravidão. Nos anos 1960, eles resistiram também ao processo de remoção de favelas da
região. Com a especulação imobiliária, a comunidade vem perdendo espaço para
condomínios de luxo. Segundo Leonel Ribeiro, que presta assessoria especial para
divulgação cultural aos moradores do quilombo, dos 32 mil m2 originais de
área verde, a área da comunidade ocupa atualmente 18 mil2.
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Encontro em Brasília debate papel da educação municipal para a
promoção da igualdade racial |
A promoção da igualdade racial será posta em debate para cerca de 1.500 secretários e
gestores municipais de educação que se reúnem em Brasília esta semana. A secretária
especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, ministra Matilde Ribeiro,
participa, nesta quinta-feira (5), de encontro com o tema Educação e diversidade:
afrodescendentes, educação indígena, educação do campo, educação ambiental,
educação de jovens e adultos.
No evento, que integra a programação do 10o Fórum Nacional dos Dirigentes
Municipais de Educação, a ministra apresenta as ações afirmativas em educação
articuladas pela Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade
Racial) da Presidência da República, acompanhada do secretário de Educação
Continuada, Alfabetização e Diversidade do MEC (Ministério da Educação), Ricardo
Henriques.
"O diálogo e apoio dos municípios em ações educacionais com a valorização do
tema da igualdade racial é de extrema importância, pois a estrutura das redes municipais
alcança desde a educação de crianças e jovens até adultos em programas de
alfabetização. Nesse caso, essa é mais uma porta que se abre para a inclusão da
população discriminada, em especial negros e indígenas", afirma a ministra.
Este ano, um Grupo de Trabalho composto por gestores da Seppir e do MEC identificou 32
ações afirmativas desenvolvidas pelo ministério. A partir desse levantamento, o MEC e a
Seppir passaram a investir nas ações prioritárias. Dentre as que atingem diretamente as
redes de ensino municipais, estão previstos investimentos específicos na implementação
da Lei 10.639 (que inclui cultura e história afro-brasileiras na grade curricular de
estabelecimentos de ensinos fundamental e médio), inclusive com a criação de novos
núcleos para formação de educadores, e no projeto A Cor da Cultura, que está
produzindo material educativo para ser distribuído em escolas e TVs educativas de todo
país.
A Seppir também atua em parceria com o MEC para a inclusão do tema "promoção da
igualdade racial" na revisão prevista para este ano das diretrizes e metas do PNE
(Plano Nacional de Educação), que reflete na elaboração de políticas públicas de
educação em todo País, inclusive nas questões de financiamento, grade curricular e
propostas pedagógicas, entre outras. Além disso, pela primeira vez, em 2005, Ano
Nacional de Promoção da Igualdade Racial, o quesito cor/raça foi incluído nos
questionário do Censo Escolar, que mostra o perfil do estudante brasileiro e fornece
subsídios para a elaboração de políticas do MEC.
Além dessas frentes, a Seppir articula, por meio do GRPE (Programa de Fortalecimento
Institucional para Igualdade de Gênero e Raça, Erradicação da Pobreza e Geração de
Emprego), a formação de gestores municipais da região metropolitana de São Paulo que
trabalham com a alfabetização de jovens e adultos, sensibilizando-os a sobre a
importância da inclusão do viés de gênero e raça nas políticas públicas.
O 10o Fórum Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação será realizado
entre quarta (4) e sexta-feira (6). O encontro acontece a cada dois anos, com promoção
da Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação), que reúne
representantes de secretarias municipais de todo Brasil.
O painel apresentado pela ministra Matilde Ribeiro é aberto ao público interessado, mas
para participar do Fórum e receber o pacote de publicações do evento é necessário
fazer a inscrição e pagar uma taxa.
Mais informações sobre a programação e sobre as inscrições podem ser obtidas na
Undime, pelo telefone (55 61) 3037-7888 e pelo e-mail undimenacional@undime.org.br, ou no site da instituição.
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Painel Educação e diversidade: afrodescendentes, educação indígena, educação do
campo, educação ambiental, educação de jovens e adultos
Data: 5 de maio
Horário: 12h
Local: teatro Pedro Calmon, SMU, QG, Bloco J, 2º piso, Brasília,
DF |
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Grupo estudará formas de direcionar recursos para
o financiamento do Estatuto da Igualdade Racial |

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Unidos - O senador
Paulo Paim (esq.), a secretária de Educação de Salvador, Olivia Santana, o deputado
federal
Luiz Alberto e a ministra Matilde Ribeiro, em audiência no Ministério da
Fazenda para discutir o financiamento do Estatuto da Igualdade Racial. Foto: Valcir
Pires |
Buscar formas de financiamento para as políticas públicas, como por exemplo nas áreas
de saúde, educação e cultura, contidas no Estatuto da Igualdade Racial, que atualmente
está tramitando no Congresso Nacional. Esse foi o principal tema do encontro que
aconteceu na sexta-feira (29), no Ministério da Fazenda, em Brasília (DF). Participaram
da reunião a secretária especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial,
ministra Matilde Ribeiro, o senador Paulo Paim (PT-RS), os deputados federais Luiz Alberto
(PT-BA) e Reginaldo Germano (PP-BA), a secretária de Educação de Salvador e membro do
CNPIR (Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial), Olivia Santana, e o ministro
da Fazenda, Antonio Palocci.
O Estatuto da Igualdade Racial é um conjunto de políticas públicas em benefício dos
afrodescendentes e aguarda votação no Congresso Nacional.
A autoria do Projeto de Lei é do senador Paulo Paim. Foi elaborado no período em que ele
era deputado federal. O atual relator do Estatuto é o deputado Reginaldo Germano.
"A Seppir está atuando desde sua criação pela aprovação do Estatuto e agora
estamos trabalhando para definir as fontes de financiamento para as diversas ações que
requerem financiamento público", afirmou a ministra Matilde Ribeiro. Ela conta que
um grupo de trabalho foi criado para estudar o tema e apresentar os primeiros resultados
nos próximos 15 dias.
"Vamos identificar dentro do Estatuto o que pode ser assumido pelos ministérios e o
que não for, definirmos caminhos", disse a ministra Matilde Ribeiro.
Segundo ela, o ministro Antonio Palocci comprometeu-se a atuar junto ao grupo envolvido no
assunto para discutir outras formas de conseguir recursos.
Para a ministra, o ideal é que a proposição, uma vez aprovada, esteja garantida por
meio da fixação de orçamentos contínuos que assegurem a execução das políticas
sobre o tema.
"A população negra tem a menor taxa de escolaridade, as piores condições de
emprego e de moradia. Portanto, cabe ao Estado, em parceria com entidades civis, corrigir
essas desigualdades" afirmou o presidente da Frente Parlamentar em Defesa da
Igualdade Racial, deputado Luiz Alberto. A Frente é composta de 106 parlamentares
(deputados e senadores) de diversos partidos.
"A minha expectativa é chegar ao final deste ano com o Estatuto da Igualdade Racial
aprovado", afirma Olívia Santana. Para ela, o estabelecimento de políticas
públicas para a promoção da igualdade racial não pode ser mais adiado.
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A líder das empregadas domésticas |
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Vitória - Creuza
Oliveira batalhou e construiu o seu próprio destino: optou pela luta contra o preconceito
e o desrespeito aos direitos de sua classe. |
A infância de Creuza
Maria Oliveira, foi encerrada aos dez anos por conta da necessidade de sobrevivência.
Arrumou o primeiro trabalho na casa de uma família em Santo Amaro da Purificação, na
Bahia. O combinado, inicialmente, era que iria apenas brincar com a filha da patroa e
teria oportunidade de estudar. A promessa não foi cumprida.
Passou por várias privações desde sempre e ouviu o que há de pior em ofensas racistas.
Mesmo assim, não perdeu a ternura e o sorriso franco. Aos 12 anos tornou-se órfã e
passou a cuidar da própria sobrevivência como faz até hoje. Só foi à escola para ser
alfabetizada aos 16 anos. Creuza não esmoreceu e continuou na estrada, lutou. Hoje,
muitos anos depois, a atual presidenta da Fenatrad (Federação Nacional dos Trabalhadores
Domésticos) e conselheira do CNPIR (Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial)
é uma das principais autoridades quando o tema é trabalho doméstico.
Sua fala é cristalina e objetiva. Uma figura emblemática pela sua luta e obstinação na
busca por melhorias na vida dos trabalhadores domésticos, que reúne mais de oito
milhões de trabalhadoras, a grande maioria mulheres e negras. Elas apostam que a 1ª
Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, que acontece no final de junho em
Brasília, será um momento para reivindicarem seus direitos
Na semana passada, durante as comemorações do 27 de abril, Dia Nacional da Empregada
Doméstica, Creuza participou de encontro em Brasília. Em meio à calorosa recepção das
companheiras vindas de todo o Brasil, conversou com Destaque Seppir. Clique aqui
para ler os principais trechos da entrevista. |
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A DESIGUALDADE EM NÚMEROS |
Entre
negros, renda chega a ser quase duas vezes menor
Rendimento médio real dos ocupados (em R$) - média de 2003 |
Região |
negros* |
não-negros |
Salvador
São Paulo
Distrito Federal
Recife
Belo Horizonte |
544
598
997
452
601 |
1.179
1.147
1.558
719
871 |
(*) negros (pretos e pardos); não-negros (brancos e amarelos/orientais)
Fonte: Dieese/Seade, MTE |
Escolaridade é menor entre negros |
| Brancos possuem, em média, 6,9 anos de estudo, enquanto a população
negra possui 4,7 anos. |
| Fonte: IBGE |
Falta de qualidade de vida e violência mata mais negros |
| Em 2000, a taxa de mortalidade por causas externas dos homens negros de 10
a 64 anos foi duas vezes maior que a apresentada para homens brancos |
| Fonte: Ministério da Saúde |
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As paulistanas Airucy Bárbara Diogo Casimiro, de 18 anos, estudante de Direito (à
esquerda), e sua irmã, Amarílis Helena Diogo Casimiro, de 15 anos, estudante do ensino
médio, ilustram com seus sorrisos a foto ao lado da logomarca do Destaque Seppir.
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