Boletim informativo semanal da
Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
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Por preconceito de cor, se é
pobre é ladrão
Mas o doutor que roubou nunca vai para a prisão
Policial matador tem preconceito de cor
Por preconceito de cor se espalha a ignorância
Não se oferece ajuda, outros perderam esperança
É tanto tempo perdido e um Deus-Pai esquecido
Desperta (Preconceito de Cor), de Margareth Menezes
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FALTAM
11
semanas para a
1ª Conferência Nacional de
Promoção da Igualdade Racial
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(Regimento - Texto-base)
Acompanhe toda a programação e tire suas dúvidas pela Central de Informações e Apoio
à 1ª Conferência Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
telefone: 0800 642 15 25
e-mail: conferencia@fubra.unb.br
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NESTA EDIÇÃO:
Região do Grande ABC parte unida para Conferência Regional de Promoção da Igualdade
Racial (Leia Mais)
Mulheres de atitude do hip hop exigem respeito e mostram sua participação no movimento
(Leia Mais)
Consciência ambiental e preconceito a religiões de matriz africana são temas de
cartilha (Leia Mais)

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Cidadã Leci Brandão da Silva arregaça as mangas em prol da igualdade
racial (Leia Mais) |
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| Região
do Grande ABC parte unida para Conferência Regional de Promoção da Igualdade Racial
neste sábado |
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Mãos à obra - A ministra Matilde Ribeiro (foto) abre
a Conferência Regional do ABC com expectativa de um debate rico em propostas. |
Consciente da sua diversidade, o Grande ABC, na
região metropolitana de São Paulo, abre um amplo debate neste sábado (16), na
Conferência Regional de Promoção da Igualdade Racial. O evento vai reunir a secretária
especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, ministra Matilde Ribeiro, e os
prefeitos das sete cidades da região - José de Filippi (PT-Diadema), Diniz Lopes
(PL-Mauá), Clóvis Volpi (PV-Ribeirão Pires), Adler Kiko Teixeira (PSDB-Rio Grande da
Serra), João Avamileno (PT-Santo André), William Dib (PSB-São Bernardo do Campo) e
José Auricchio (PTB-São Caetano do Sul). O evento acontece no bairro do Rudge Ramos, em
São Bernardo, a partir das 8h.
A preparação para a Conferência Regional mobilizou todas as cidades da região, que
realizaram suas conferências municipais para levantar propostas. Diadema entra com 40
delegados, Mauá, com 43, Ribeirão Pires, com 19, Rio Grande da Serra, com dez, Santo
André, com 76, São Bernardo do Campo, com 72, e São Caetano do Sul, com dez. Todos com
direito a opinar nos debates e votar o texto final.
"A mobilização de todas as cidades mostra um comprometimento com a promoção da
igualdade racial na região que pode render propostas valiosas para o debate em âmbito
estadual e também no nacional", afirma a ministra Matilde Ribeiro.
"Como comprovam as várias notícias vindas do Brasil e do mundo, que mostram os
incidentes causados pelo racismo e preconceito, nada mais apropriado e elogiável que a
nossa região pare para discutir um tema tão importante e busque soluções para que
estes fatos se tornem assunto do passado", afirma o prefeito de Santo André, João
Avamileno.
As pautas das conferências municipais apontam para uma discussão em torno de alguns
eixos principais, como saúde da população negra, educação (cotas para negros e
indígenas e implementação 10.639, que torna obrigatório a inclusão de história e
cultura da África e dos povos afrodescendentes em estabelecimentos de ensino fundamental
e médio), desenvolvimento econômico com incentivo para empreendedores negros, entre
outros. A programação da conferência inclui também exposições, atividades culturais,
como apresentações de indígenas, capoeiristas e da Congada de São Bernardo, além de
palestras.
O resultado dos debates servirá de base para um Plano de Promoção da Igualdade Racial
do ABC, que deve ser negociado entre as sete prefeituras, com a contribuição da
sociedade e da Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade
Racial) da Presidência da República. Será preparada ainda uma publicação, documento
pelo qual o Grande ABC estará representado na Conferência Estadual de Promoção da
Igualdade Racial de São Paulo, prevista para meados do mês de maio. As duas
conferências - regional e estadual - são preparatórias para a 1a
Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, que acontece entre os dias 30 de
junho e 2 de julho, em Brasília (DF).
Devido ao seu histórico de grande industrialização e, conseqüentemente, com a intensa
migração para a região, a população do ABC é bastante diversificada. Entre os mais
de 2,5 milhões de habitantes da região estão negros, indígenas, ciganos, judeus e
muçulmanos.
Para Cristina Batista, coordenadora-geral da Conferência Regional de Promoção da
Igualdade Racial do Grande ABC, o impacto do evento na conferência estadual deve ser
grande.
"A região do ABC foi pioneira no tratamento da questão racial no Brasil. Por sua
importância econômica, populacional e pelo pioneirismo em políticas públicas dessa
natureza, as propostas surgidas durante a nossa conferência vão ter importância
equivalente no debate estadual", afirma.
Para ela, a conferência regional será importante também para balizar as políticas já
implantadas por algumas prefeituras e estimular novas ações com esse propósito.
Parceiros
Os municípios de Diadema e Santo André são os únicos da região com organismos
executivos que tratam especificamente da promoção da igualdade racial. Ambas as cidades
integram o Fipir (Fórum Intergovernamental de Promoção da Igualdade Racial),
instituição que reúne os governos federal, estaduais e municipais para proposição e
implementação de políticas raciais.
Além disso, a Seppir trabalha em parceria com as sete prefeituras da região por meio de
convênio firmado em fevereiro de 2004 com o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC. O
convênio foi estabelecido para implementação do GRPE (Programa de Fortalecimento
Institucional para Igualdade de Gênero e Raça, Erradicação da Pobreza e Geração de
Emprego), cujo objetivo é o de fortalecer as dimensões de gênero e raça nas políticas
públicas de combate à pobreza e geração de emprego.
O programa vem sendo posto em prática no ABC com a formação e sensibilização de
gestores públicos para o tema. Para tanto, duas oficinas e um seminário foram realizados
no ano passado.
Quenes Gonzaga, coordenadora do GRPE na Seppir, afirma que as oficinas foram importantes
para conscientizar os gestores públicos de que gênero e raça devem ser considerados
fundamentais na aplicação de políticas de inclusão social. A coordenadora apresenta
durante a Conferência Regional, às 14h30, o painel GRPE - Plano de Ação e
Políticas Públicas de Promoção da Igualdade Racial do Grande ABC. Segundo ela, a
partir deste ano, os trabalhos de capacitação abordarão alguns programas municipais
específicos, apontados como primordiais para a promoção da igualdade racial e de
gênero.
"Nosso foco será principalmente em programas de transferência de renda, crédito
solidário, combate à violência contra a mulher e alfabetização", afirma Gonzaga.
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Conferência Regional de Promoção da Igualdade Racial do Grande ABC
Data: 16 de abril
Horário: a partir das 9h
Local: auditório central da Universidade Metodista de São Paulo
(rua do Sacramento, 230. Rudge Ramos, São Bernardo do Campo-SP) |
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Mulheres de atitude do hip hop exigem respeito e mostram sua
participação ativa no movimento |
Vídeos com garotas em trajes mínimos,
cercando uma figura que canta e ostenta taças de champanha, jóias e limusines. A imagem
do rapper como cafetão é cada vez mais explorada pelos artistas norte-americanos.
Alimentada pela indústria fonográfica, conquista o público, não só nos EUA, como no
Brasil. Para deixar bem claro que o papel da mulher no hip hop não se resume a essa
atuação depreciativa e estereotipada e que elas têm voz e atitude dentro do movimento,
acontece, neste sábado (16), no Rio de Janeiro, o encontro Dimensões de Gênero e Raça
no Movimento Hip Hop.
A programação, que começa às 13h, inclui oficinas de break (estilo de dança clássico
do movimento hip hop) e grafite (manifestação artística com pinturas e murais). A
partir das 15h, serão realizadas duas mesas de debate: Juventude Negra e Hip Hop
e Dimensões de Gênero e Raça: A Presença da Mulher Negra no Movimento Hip Hop.
Para encerrar o dia, às 19h, um show de rap com a participação de N.R.C., NegAAtiva,
Fúria Brasileira, Negresoul, Rap de Sala Show e Anastácia. Todos grupos importantes na
cena nacional do movimento hip hop e com o diferencial da participação feminina (Clique aqui para ver a programação completa).
"O objetivo do encontro é passar à juventude não só o valor conceitual de
gênero, mas também mostrar como o machismo afeta a realidade deles", afirma Eloá
Kátia Coelho, assessora da Subsecretaria de Planejamento e Articulação de Políticas da
Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial) da
Presidência da República.
Segundo ela, o machismo do dia-a-dia, que é de certa forma reproduzido por alguns
artistas de rap nacional, incide numa série de questões sociais, como a disseminação
de DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis), principalmente a aids, a baixa
escolaridade entre mulheres, que deixam de estudar por imposição dos maridos, e a
exploração do trabalho feminino, com a "dupla jornada" de mulheres que, além
de um emprego, ainda têm de cuidar da lida doméstica.
O encontro é uma realização da Seppir e da Fundação Cultural Palmares, do MinC
(Ministério da Cultura), em parceria com a Criola, ONG (Organização não-Governamental)
que atua com a inclusão de mulheres negras.
"Nós, mulheres, somos discriminadas dentro do próprio movimento. Se somos negras,
então, a discriminação acontece em dobro", afirma Rosane Barboza, a Negra Rô,
rapper do N.C.R. e coordenadora na ONG Evolução Black, que participa da mesa Juventude
Negra e Hip Hop.
Além da própria Negra Rô, exemplos de mulheres que batalham ou já conquistaram sua
visibilidade fazendo rap não faltam: as paulistas Sharylaine, Negra Li, Lady Cris, Dina
Di e Rúbia, a carioca Nega Gizza e as gaúchas Manas do Gueto são apenas algumas delas.
Para a rapper gaúcha Malu Viana, também conhecida como Flor do Gueto, que falará aos
jovens sobre A Presença da Mulher Negra no Hip Hop, o movimento não pode se
desviar de suas prioridades mais nobres: o respeito e a militância nas questões sociais.
"É preciso conscientizar aqueles que fazem hip hop para que não passem uma imagem
negativa para a juventude e se esforcem para não ser interpretados de forma
equivocada", afirma a rapper.
Apesar de ícones do rap norte-americano acusados de adotarem posturas sexistas, como 50
Cent e Snoop Dogg, terem amplo público no Brasil (ambos fizeram shows bastante disputados
no País, em 2004), o hip hop brasileiro ainda mantém uma característica que não
combina com a do mercado do rap nos EUA. Lá, se valoriza exacerbadamente, por motivos
comerciais, a figura das grandes estrelas que, por meio da música, alcançam um alto
padrão de vida. No Brasil, as antigas aspirações do movimento hip hop ainda têm seu
valor reconhecido graças ao engajamento social e a integração entre os quatro elementos
que fazem parte dessa cultura: o grafite, o break, os DJs (que conduzem a base das
músicas) e os MCs (cantores).
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Dimensões de Gênero e Raça no Movimento Hip Hop
Data: 16 de abril
Horário: da partir das 13h
Local: teatro Noel Rosa, da Universidade do Estado do Rio de
Janeiro
(av. São Francisco Xavier, 524. Maracanã, Rio de Janeiro, RJ) |
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Consciência ambiental e combate ao preconceito contra religiões de
matriz africana são temas de cartilha |
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Natureza - Cartilha orienta na condução de práticas
religiosas que não agridam o meio ambiente. |
O preconceito em torno das religiões de matriz africana caminha de mãos dadas com a
desinformação. Cientes disso e de que as práticas religiosas não podem abrir mão do
contato com a natureza, uma série de organizações e casas religiosas de Campinas
lançou a cartilha Educação Ambiental e a Prática das Religiões de Matriz Africana.
A idéia surgiu principalmente depois de incidentes ocorridos entre moradores e religiosos
na cachoeira da Estrada de Indaiatuba, na região de Campinas. O local é utilizado há
mais de 20 anos pelos praticantes de candomblé - o "povo de santo" - para
rituais religiosos. Moradores dos arredores da cachoeira, batizada pelo "povo de
santo" de Danda Lunda, e os proprietários do terreno em que ela se localiza passaram
a questionar a utilização do espaço, afirmando que as oferendas trariam sua
degradação e que o toque dos atabaques causava distúrbios à ordem local.
Nesse sentido, a cartilha informa sobre a necessidade dos rituais em contato com a
natureza, sobre o material usado nas oferendas e sobre a importância da percussão nos
ritos do candomblé.
A cartilha tem ainda o objetivo de educar o próprio "povo de santo" de que os
rituais e oferendas aos orixás (entidades do candomblé da nação queto) e nkisi
(entidades da nação angola) podem e devem seguir algumas normas para não agredir o meio
ambiente. A escolha dos materiais, o cuidado com velas e o uso de garrafas plásticas são
alguns dos pontos tratados.
Jorge Carneiro, diretor de programas da Subsecretaria de Planejamento e Formulação de
Políticas da Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial)
da Presidência da República, um dos idealizadores e elaboradores do conteúdo da
cartilha, diz que a conscientização é importante para a própria sobrevivência das
religiões de matriz africana.
"A preservação do meio ambiente é fundamental, porque o candomblé é uma
religião que considera a natureza sagrada. A essência dos orixás e dos nkisi é a
natureza", afirma Carneiro.
Ele cita as palavras da Iyalorixá Aninha, mãe-de-santo do Axé Opó Afonjá, de Salvador
(BA), nascida em 1903, como exemplo de conscientização: "Violência à natureza é
violência ao orixá. Não se tira uma folha seca da árvore sem precisão. O candomblé
é natureza viva. Não há culto a orixá sem terra, mato, rio, céu, trovão, raio,
vento, mar: tudo isso tem dono".
A cartilha será distribuída gratuitamente para a população que habita ambientes
próximos a pontos tradicionais de rituais e para casas religiosas. Além disso,
professores das escolas públicas estaduais e municipais de Campinas também receberão a
obra. A iniciativa tem o intuito de contribuir para a implementação da Lei 10.639, que
institui o ensino de história e cultura da África e dos afrodescendentes nas redes de
ensinos fundamental e médio de todo o País.
A organização da cartilha ficou a cargo da Acadec (Ação Artística para
Desenvolvimento Comunitário), do Instituto Cultural Baba Toloji, da Casa de Mãe Corajacy
e da Casa de Mãe Dango.
Informações sobre a cartilha e sobre como adquirir um exemplar podem ser obtidas na
Acadec, pelo telefone (55 19) 3237-7232 ou pelo e-mail: acadec@hotmail.com.
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Cidadã Leci Brandão da Silva arregaça as mangas
em prol da igualdade racial no Brasil |
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Na luta - Leci
Brandão se renova como artista e cidadã cada vez que é tocada pelo sopro do desejo de
mudança. |
A arte como instrumento de
mudança e conscientização. A máxima abandonada por uns e desconhecida por boa parte
dos jovens é uma das norteadoras da carreira da cantora e compositora Leci Brandão.
Carioca de Madureira, de sobrenome Silva, foi criada em Vila Isabel.
Logo no início de sua carreira, na década de 70, mostrou que não estava para
brincadeira. Foi a primeira mulher a integrar a Ala de Compositores da Mangueira. Conviveu
com lendas da nossa música desde sua infância, como Cartola, Donga, dona Zica e outros e
outras que fizeram do samba um dos pilares da cultura brasileira. Conversar com Leci é
uma aula. Ela deixa claro desde o início que as coisas na vida não são fáceis, mas que
vale a pena insistir para mudar o estado das coisas.
Nos gestos, no olhar e na atitude, Leci é uma artista que agarra seus interlocutores e os
leva a acreditar no sonho e que ele é fundamental para a construção das mudanças
sociais. Quando sobe no palco, põe seu público em ebulição e ao mesmo tempo semeia
idéias que tocam fundo nos ouvintes por remeterem às agruras do cotidiano. Os
admiradores da cantora são fiéis e só fazem aumentar. A dimensão e alcance do seu
trabalho podem ser observados com uma saída pelas ruas com a artista. Seja no exclusivo e
desconfiado bairro dos Jardins, em São Paulo, seja na formal Brasília. É só ela ser
descoberta para que o alvoroço comece ao seu redor. É um tal de pedir autógrafo que
não tem tamanho. E Leci atende a todos. O assédio dos fãs não a amedronta. É um dos
seus combustíveis. Ela gosta. Vai ao mercado, à feira, farmácia, como grande parte das
pessoas.
Filha de Lecy de Assumpção Brandão e Antonio Francisco da Silva, como a maioria dos
negros brasileiros, vem de família humilde e guerreira. Por conta disso, desconsiderou as
barreiras e impedimento para a busca de melhoria de vida. Batalhou e hoje, às vésperas
dos 30 anos da gravação do seu primeiro trabalho, é considerada uma das representantes
mais importantes do nosso samba. Não podia ser diferente.
Desde 2003, Leci foi convidada para a fazer parte do CNPIR (Conselho Nacional de
Promoção da Igualdade Racial). O órgão é ligado à Seppir (Secretaria Especial de
Políticas de Promoção da Igualdade Racial) da Presidência da República. A partir do
dia 25 de abril, Leci inicia uma nova jornada em sua vida. Participará, como membro do
CNPIR, das Conferências Estaduais de Promoção da Igualdade Racial, que acontecem entre
o final de abril e maio, nas cidades de Macapá (AP), Manaus (AM), Rio de Janeiro (RJ) e
Natal (RN). O detalhe é que a cantora não deverá apresentar-se em nenhum desses locais.
Quem estará lá é a cidadã Leci Brandão da Silva, uma brasileira batalhadora pelos
direitos dos excluídos de todas as cores deste Brasil.
Na segunda matéria da série especial sobre a 1ª Conferência Nacional de Promoção da
Igualdade Racial, Destaque
Seppir conversou com a
artista. Ela fala de sua carreira e de suas dificuldades como mulher negra no Brasil e
suas perspectivas com as mudanças que podem ocorrer por conta da mobilização em torno
deste 2005, Ano Nacional de Promoção da Igualdade Racial. Clique aqui para ler a
matéria completa, com a entrevista de Leci Brandão. |
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