destaque Seppir

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2 a 8 de abril de 2005 – nº 031 - Ano 1

Boletim informativo semanal da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
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Aspas



Conclamamos os brasileiros para que se unam por um Brasil mais igual, por um Brasil para todos.


Gilberto Gil, ministro da Cultura, em referência ao
Ano Nacional de Promoção da Igualdade Racial


                                                                                                       NESTA EDIÇÃO:


FALTAM


13

semanas para a

1ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial

(Regimento - Texto-base)

Acompanhe toda a programação e tire suas dúvidas pela Central de Informações e Apoio à 1ª Conferência Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial

telefone
: 0800 642 15 25 
e-mail: conferencia@fubra.unb.br


Ministra Matilde Ribeiro participa de reunião do Alto Comissariado da ONU em Genebra
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Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial é um marco na história do País
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Ceará e Sergipe realizam esta semana conferências estaduais de promoção da igualdade racial
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Prefeitos de Mato Grosso do Sul têm encontro
com ministra Matilde Ribeiro
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Seppir destina recursos para promoção da
igualdade racial nos Estados
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Seppir e Acnur unem forças para auxiliar
imigrantes irregulares no Brasil
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Ministra Matilde Ribeiro participa de encontro
do Alto Comissariado da ONU em Genebra
 
Alta comissária da ONU para Direitos Humanos - Louise Arbour
   Santiago+5 - A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Lousie Arbour (foto), se reúne com a ministra Matilde Ribeiro para debater o encontro entre países latino-americanos.

A secretária especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, ministra Matilde Ribeiro, participa na próxima segunda-feira (4) da abertura da 61ª Sessão da Comissão de Direitos Humanos do Alto Comissariado da ONU (Organização das Nações Unidas). O evento acontece na sede da entidade, em Genebra, Suíça.

Durante a sessão será apresentada resolução proposta pelo governo brasileiro da "Incompatibilidade entre a Democracia e o Racismo".

A ministra terá ainda reunião com Louise Arbour, alta comissária de Direitos Humanos para tratar dos encaminhamentos para a realização, no Brasil, da Conferência Santiago+5.

"É importante que a ONU participe de todo o processo de organização da Conferência, pois ela avaliará e aperfeiçoará as resoluções de Durban, fundamentais para a democracia", diz a ministra Matilde Ribeiro. Ela avalia que o Brasil teve um grande avanço ao implementar uma Política Nacional de Promoção da Igualdade Racial.

A Conferência Santiago+5, prevista para dezembro, avaliará os avanços ocorridos nos países do Continente Americano após da Declaração e Plano de Ação da Conferência Regional das Américas, realizada na cidade de Santiago do Chile, em 2000. Esse evento foi preparatório para a Conferência Mundial Contra a Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerâncias Correlatas, realizada na cidade de Durban, África do Sul, em 2001.

O ACDH (Alto Comissariado para os Direitos Humanos) faz parte do Secretariado Geral das Nações Unidas. O mandato do ACDH foi estabelecido a partir da Carta das Nações Unidas e na Declaração e Programa de Ação de Viena, adotados na Conferência Internacional sobre Direitos Humanos, realizada em 1993, na Áustria.

O organismo apóia e coordena as atividades das Nações Unidas em matéria de promoção e proteção dos direitos humanos. Uma das suas principais atividades são os serviços que presta à Comissão e aos outros órgãos da ONU que acompanham a aplicação dos tratados relativos aos direitos humanos.

Entre as funções da alta-comissária está o aconselhamento do secretário-geral, Kofi Annan, sobre as políticas das Nações Unidas de direitos humanos e assegurar que seja dado apoio sobre questões de fundo e de caráter administrativo aos projetos relacionados ao tema.


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Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial nasce como um marco na história do Brasil


Os povos discriminados do Brasil ganham voz para a reivindicação de um país mais justo, que se transforme verdadeiramente numa Nação de todos. Uma ocasião única na nossa história, um sonho acalentado por muitos e muitas militantes. Vai chegando a hora. A sociedade civil e o poder público se reúnem em Brasília, nos dias 30 de junho, 1o e 2 de julho, para a 1a Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, uma grande mesa de negociações, complementada por atividades culturais. É 2005 - Ano Nacional de Promoção da Igualdade Racial.

O debate já teve início, com a realização de conferências estaduais. Depois de Goiás, Mato Grosso do Sul, Alagoas, Piauí e Maranhão, Estados que já realizaram conferências, Ceará e Sergipe preparam as suas para esta semana (leia matéria abaixo). Essas conferências compõem, juntamente com duas consultas públicas (indígena e quilombola) e uma audiência cigana, a etapa preparatória à Conferência Nacional.

As idéias e propostas formuladas ao longo das conferências estaduais, consultas e audiências, somadas às políticas de promoção da igualdade racial já existentes, formarão um leque de possibilidades para a criação de um Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial, produto final da Conferência Nacional, voltado à inclusão efetiva dos grupos discriminados historicamente no Brasil.

"O compromisso de se criar um Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial será um novo avanço. O Estado brasileiro assumirá um compromisso com a causa, adotando uma postura de enfrentamento à desigualdade e potencializando as políticas já propostas", afirma a secretária especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, ministra Matilde Ribeiro.

Para dar corpo ao inédito Plano, a Conferência Nacional reunirá, além de 1.000 delegados eleitos nos Estados (com participação em conjunto entre governos e sociedade) e nas consultas indígenas e quilombolas, 300 personalidades nacionais e internacionais, na condição de observadores e expositores. Nessas categorias estão incluídas lideranças históricas do movimento negro, como Abdias Nascimento e representantes de agências da ONU (Organização das Nações Unidas).

A Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial) da Presidência da República articula ainda a criação de planos estaduais de promoção da igualdade racial, o que contribuirá para a expansão das políticas em âmbito regional (leia matéria nesta edição).

Toda a discussão durante a etapa preparatória e também durante a Conferência Nacional é norteada por um Texto-base - Estado e Sociedade Promovendo a Igualdade Racial (clique aqui para ler a íntegra), fundamentado em estudos históricos e pesquisas sócio-econômicas.

Segundo Jorge Carneiro, coordenador-executivo da 1a Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, o encontro terá um diferencial em relação a outras conferências nacionais já realizadas (Saúde, Esportes, Cidades, Mulheres, etc.).

"Essa Conferência não tem como fugir ao tema da identidade nacional, da participação de todos os grupos étnico-raciais presentes na complexidade do processo civilizador brasileiro e da sua verdadeira inclusão", afirma Carneiro.

A partir desta semana o Destaque Seppir trará os preparativos e a movimentação em torno da Conferência. Você terá também as informações mais importantes disponibilizadas no site da Secretaria.


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Ceará e Sergipe continuam nesta semana maratona de conferências de promoção da igualdade racial
por Ivonne Ferreira

Dando continuidade à maratona das conferências estaduais que acontecerão até o mês de maio em todo o País, os Estados do Ceará e Sergipe realizaram nesta semana as conferências estaduais de promoção da igualdade racial.

Todas as conferências estaduais realizadas têm o apoio da Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial) e da ministra Matilde Ribeiro, que estará presente nos eventos em ambos os Estados.

Para Márcia Ximenes, Coordenadora da Comissão Organizadora da Conferência no Ceará, que acontece entre quinta (7) e sexta-feira (8), a expectativa para o evento é muito grande.

"Nós realizamos seis conferências municipais em todo o Estado. A nossa expectativa é de reunirmos as diversas realidades das minorias cearenses para debatermos e colocarmos em prática as políticas de igualdade racial no Ceará e no Brasil", declarou Ximenes.

A coordenadora, que também é secretária-adjunta da Soma (Secretaria Estadual da Ouvidoria Geral e Meio Ambiente), acredita que a concepção da conferência em si já mostra o interesse do Estado em discutir a questão racial.

"Nunca houve essa preocupação por parte do Estado anteriormente. É importante refletirmos a questão racial a partir do tema central da conferência: Estado e Sociedade Promovendo a Igualdade Racial, para atingirmos nossos objetivos", diz a coordenadora.

No Estado de Sergipe a conferência, que acontece na sexta-feira (8) e no sábado (9), promete muita discussão e propostas de políticas públicas para igualdade racial. Regina Grilo, assessora da Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania e membro da comissão organizadora da conferência estadual afirma que o evento ajudará a conscientizar a sociedade sergipana para o problema da desigualdade racial.

"Só com a conscientização de todos combateremos a desigualdade racial no Estado. Nós não poderemos ter êxito sem a parceria do governo com a sociedade civil e os movimentos organizados, independentemente da ideologia partidária de cada um", explica Grilo.

Para a realização da conferência estadual de Sergipe, foram realizadas cinco consultas nos municípios de Estância, Glória, Própria, Laranjeiras e Aracaju. A Comissão Organizadora acredita que mobilizará cerca de mil participantes para a conferência estadual.

Conferências Estaduais de Promoção da Igualdade Racial

   
Estado: Ceará

Data: 7 e 8 de abril
Horário: abertura às 10h
Local: Cetrex - Centro de Treinamento de Ensino e Extensão da Emater
(rua Cruzeiro do Sul, s/n. Capuã Caucaia - Fortaleza-CE)
   
Estado: Sergipe

Data: 8 e 9 de abril
Horário: abertura no dia 8, às 20h
Local: Teatro Tobias Barreto (av. Adélia Franco, Distrito Industrial - Aracaju-SE), e dia 9, no Caic (Bairro Industrial - Aracaju-SE)

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Cento e quarenta prefeitos do Mato Grosso do Sul
têm encontro com a ministra Matilde Ribeiro

Os cerca de 140 prefeitos do Mato Grosso do Sul têm encontro marcado na próxima quarta-feira (6) com a secretária especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, ministra Matilde Ribeiro, em Campo Grande, capital do Estado. A ministra irá apresentar a Política Nacional de Promoção da Igualdade Racial e as formas de adesão para os municípios ao Fipir (Fórum Intergovernamental de Promoção da Igualdade Racial). Atualmente, o Fipir reúne nove Estados e 55 municípios.

"Neste primeiro trimestre de 2005, a adesão dos Estados e municípios cresceu consideravelmente", afirma a ministra Matilde Ribeiro. Ela diz que a iniciativa do governo do Mato Grosso do Sul de constituir um fórum local para articular com os seus municípios o desenvolvimento de ações para a Promoção da Igualdade Racial é um bom exemplo. "Nossa expectativa é trazer para o Fórum todos os 27 Estados até o final deste ano", diz a ministra.

Composto por Governo Federal, Estados e municípios, o Fórum tem a missão de articular, capacitar, planejar, executar e monitorar políticas públicas com o propósito de promover a igualdade racial. Foi criado no início do ano passado pela Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial) da Presidência da República em parceria com a FES Brasil/Ildes (Fundação Friedrich Ebert Brasil/Instituto Latino-Americano de Desenvolvimento Econômico e Social), fundada em 1925 e baseada nos princípios da social-democracia alemã, para estimular políticas de desenvolvimento em diversos países. A FES atua no Brasil desde 1976, quando foi estabelecido no Rio de Janeiro o Ildes, nome fantasia da FES Brasil.

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Seppir destina nesta semana recursos para
promoção da igualdade racial aos 27 Estados

Os trabalhos de parceria entre a Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial) da Presidência da República e os Estados seguem esta semana, com um encontro que marca o repasse de R$ 50 mil por parte da Secretaria a cada uma das 27 Unidades da Federação. A verba será destinada à elaboração de estudos técnicos sobre a realidade sócio-econômica de populações racialmente discriminadas, que fornecerão subsídios para a elaboração de planos estaduais de promoção da igualdade racial. A reunião acontece nesta quinta-feira, na Seppir, a partir das 9h.

"Com esse convênio, a Seppir reafirma seu interesse em contribuir para a construção de políticas locais que possam acelerar o desenvolvimento da promoção da igualdade racial em nosso País", afirma secretária especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, ministra Matilde Ribeiro.

Os representantes dos governos estaduais e do Distrito Federal se reúnem com a ministra Matilde Ribeiro e os subsecretários Carlos Eduardo Trindade (Políticas para Comunidades Tradicionais) e João Carlos Nogueira (Ações Afirmativas).

O encontro dá seqüência aos encaminhamentos de dois encontros anteriores realizados neste ano entre a Seppir e os governos estaduais, nos quais se debateu, sobretudo, o processo de preparação da 1a Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, o Fipir (Fórum Intergovernamental de Promoção da Igualdade Racial), o programa Brasil Quilombola e a implementação da Lei 10.639/03, que institui a obrigatoriedade de ensino de história da África e dos povos afrodescendentes na grade curricular nas escolas de ensino fundamental e médio.

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Seppir e Acnur unem forças para auxiliar imigrantes irregulares e refugiados que chegam ao Brasil

Assinatura do termo
   Cooperação - Luís Varese, a ministra Matilde Ribeiro e o secretário-adjunto, Douglas Martins, durante a assinatura do Termo de Cooperação entre Seppir e Acnur.

A secretária especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República, ministra Matilde Ribeiro e o representante do Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados) no Brasil, Luis Varese, assinaram Termo de Cooperação, na sexta-feira passada (1º), que permitirá a formulação e execução de ações para a assistência humanitária aos imigrantes irregulares no Brasil e a integração de refugiados. A assinatura aconteceu durante o seminário "Refugiados, Imigrantes e Proteção Humanitária Internacional: Plano de Ação no Brasil" realizado em Brasília. No seminário, foi apresentado panorama da situação dos refugiados em todo o mundo e no Brasil.

"Desde sua criação, a Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial) recebe uma demanda crescente de pedidos de ajuda de entidades humanitárias e nós, desde então, estamos tomando uma série de providências", afirmou a ministra Matilde Ribeiro. Ela disse que a parceria com o Acnur chegou em ótima hora. "Estamos inaugurando no Brasil um novo trabalho e iremos demandar a interlocução com outros ministérios para potencializar o trabalho", disse.

Trabalhador
Trabalho - Refugiado africano em treinamento profissional da Caritas, em São Paulo

"Contribuir para a melhoria de vida dessas pessoas por meio do aperfeiçoamento das políticas públicas possibilita o exercício da ética nas relações humanas", disse Luis Varese. "São ações assim, que parecem pequenas, mas, quando somadas, são uma grande obra", analisou esse peruano que sonha com um mundo menos trancado.

O termo tem o objetivo de promoção conjunta de ações destinadas à assistência humanitária e jurídica ao imigrante irregular desde sua chegada em território nacional até a tramitação de seu pedido de refúgio junto ao Conare (Comitê Nacional para Refugiados), assim como de ações conjuntas para promover a integração dos refugiados na sociedade nacional. Segundo dados da Acnur, existem 17 milhões refugiados em todo o mundo. No Brasil, 78,9% são provenientes do Continente Africano. Esses imigrantes chegam ao país em busca de melhores condições de vida do que em seu país de origem.

O evento, voltado para os profissionais da Seppir e da Acnur, contou com a participação do secretário-adjunto da Seppir, Douglas Martins, do subsecretário de Políticas de Ações Afirmativas, João Carlos Nogueira, do diretor da subsecretaria de Políticas para as Comunidades Tradicionais, Carlos Alberto Santos de Paulo, do assessor parlamentar, Benedito Cintra, e da coordenadora do Unifem (Fundo das Nações Unidas para as Mulheres), Ana Falu.

A Seppir iniciou o projeto Imigração em agosto do ano passado, junto a diversas entidades humanitárias, em todo o Brasil, para melhorar o tratamento dispensado aos imigrantes irregulares que chegam ao país.


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