6 ANOS DO REAL
Crescimento e Desenvolvimento Social
VI - CIÊNCIA E TECNOLOGIA |
No programa Expansão e Consolidadção do Conhecimento Científico e Tecnológico, destaca-se o fomento à pesquisa básica, à pesquisa aplicada, e ao desenvolvimento tecnológico. No período 2000-2003 pretende-se investir mais de R$ 430 milhões neste programa.
Está sendo implantado um novo modelo de financiamento da pesquisa no Brasil, a ser financiado com recursos de atividades privatizadas. Para cada setor privatizado, prevê-se a constituição de fundo de apoio à pesquisa. Já está em operação o fundo relativo ao petróleo, que deverá gerar recursos da ordem de R$ 100 milhões. O total de recursos com que contará este fundo deverá ser da ordem de R$ 1 bilhão.
O sistema de pesquisa e pós-graduação brasileiro só é comparável, no mundo em desenvolvimento, aos da China e da Índia. O Brasil avançou muito: em 1999 o CNPq e a CAPES concederam 77 mil bolsas de estudo e foram formados 4,7 mil doutores. Em 1951, ano da criação do CNPq, foram concedidas 70 bolsas.
Informática
O número de computadores pessoais cresceu quase cinco vezes: de 2,2 milhões em 1994, para mais de 10 milhões em 2000.
Em sintonia com tendência mundial, houve uma redução significativa nos preços de microcomputadores de uso doméstico e para pequenas empresas: diminuição de cerca de 30% em dólar (US$ 1,300.00 em 1994 para US$ 800.00 em 2000).
O percentual de residências dotadas de microcomputadores elevou-se significativamente, de 2,5% do total em 1995, para 7,5% em 2000.
Cerca de 40% dos equipamentos de microinformática atualmente comercializados no Brasil destinam-se a residências e a micro ou pequenas empresas, o que reflete a crescente penetração da informática na sociedade.
O Brasil já é o sétimo país do mundo em número de computadores. Além disso, o mercado brasileiro de computadores representa mais da metade do mercado latino-americano.
Em 1996, havia menos de 2 mil domínios (sites) da Internet no Brasil. Hoje há mais de 2 milhões desses domínios. O número de usuários da Internet também cresceu de forma muito expressiva: eram menos de 200 mil em 1995, e atualmente várias pesquisas apresentam estimativas de 6 milhões de usuários.
O faturamento do setor de informática inclusive equipamentos digitais para telecomunicações praticamente dobrou de 1993 a 1998, passando de R$ 6,6 bilhões para R$ 11,2 bilhões.
As exportações do setor cresceram acentuadamente de níveis pouco acima de US$ 200 milhões por ano, no início da década de 90, para valores atuais próximos a US$ 800 milhões. Com vistas a crescimento ainda maior, está sendo realizado esforço para adensamento da cadeia produtiva do setor, visando à redução de importações de componentes eletrônicos.
Importantes empresas se instalaram ou ampliaram suas unidades produtivas no País, tanto para atender o mercado interno quanto com vistas a exportações, particularmente para a América do Sul. Foram também implantados centros de desenvolvimento tecnológico, inclusive em função dos requisitos da Lei de Informática. No período 1993-1999, os investimentos em pesquisa e desenvolvimento implementados pelas empresas do setor atingiram mais de R$ 2,7 bilhões, dos quais R$ 900 milhões em convênio com instituições de ensino e pesquisa nacionais.
Estima-se que hoje o setor de informática contribua com cerca de 100 mil empregos diretos no País, quase a metade com formação universitária. Em função também das exigências da Lei de Informática, aproximadamente 200 empresas do setor já são certificadas por normas internacionais de qualidade (ISO).
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