6 ANOS DO REAL
Crescimento e Desenvolvimento Social

 

IV - EMPREGO E SALÁRIOS

EMPREGO

Variação do Emprego Total em 12 Meses

O comportamento do emprego em 1999 superou as expectativas pessimistas do início do ano, decorrentes da mudança do regime cambial. A partir do segundo semestre daquele ano, o nível de ocupação indicou reversão da queda dos anos anteriores, processo que culminou com um aumento vigoroso no final do ano.Esse aumento continua significativo no ano 2000.

Após encerrar 1999 com uma adição de 418 mil postos de trabalho, no período de 12 meses terminando em abril de 2000, houve aumento de 864 mil novas vagas em relação ao mesmo mês de 1999. Esse fato representa a maior criação de empregos durante o Plano Real, e marca um novo período, em que a geração de emprego ocorre com estabilidade de preços e câmbio flutuante.

Nessa fase, deve-se destacar a contribuição da indústria para a ampliação da oferta de trabalho. Com a retomada da produção, tanto para consumo doméstico quanto para exportação, a indústria teve acréscimo de 153 mil novas vagas no periodo de 12 meses terminando em abril, o que confirma trajetória positiva e crescente iniciada em novembro de 1999.

Taxa de Desemprego

Apesar do aumento da ocupação, a taxa de desemprego apresentou alta no segundo semestre de 1999, devido à expansão da População Economicamente Ativa (PEA). Esse comportamento é reflexo natural da retomada da economia, momento em que a PEA costuma aumentar acima da oferta de vagas. No entanto, a consistência do aumento da ocupação mudou a trajetória da taxa de desemprego já no final de 1999. A referida taxa passou a declinar em todos os setores de atividade e em todas as regiões do País. Por exemplo, em abril de 2000, a taxa, calculada sem os efeitos sazonais, foi de 7,31%, em comparação com 7,49% no mesmo mês de 1999.

SALÁRIOS

Evoluão da Cesta Básica e do Salário Mínimo

O rendimento médio real apresentou queda de 5,4% em 1999, em decorrência da desvalorização cambial; da alta nas cotações internacionais do petróleo; e do reajuste nas tarifas públicas.

Entretanto, o esforço do Governo para a estabilidade dos preços foi fundamental para que o custo da cesta básica não aumentasse excessivamente. O comportamento positivo da cesta, associado aos reajustes anuais do salário mínimo acima da inflação, vem elevando gradativamente o poder de compra do assalariado de menor renda. Enquanto em maio de 1994 um salário mínimo comprava 0,69 da cesta básica, em maio de 2000 um salário comprava 1,15 da cesta, ou seja, houve um acréscimo efetivo de 67%.

Publicações

Sumário

Política Fiscal e Reformas Extruturais