5 ANOS DO REAL
Estabilidade e Desenvolvimento
INFLAÇÃO
Antes do Plano Real
A inflação acumulada nos quatro anos que antecederam o Plano Real foi de aproximadamente 3.500.000%, medida pelo Indice de Preços ao Consumidor - IPC calculado pela Fundação Instituto de Pesquisa Econômica - FIPE.
Nos 12 meses anteriores à implantação do Real, a inflação registrada pela FIPE alcançou 5.200%.
Depois do Plano Real
Nos 12 meses encerrados em maio de 1999, houve deflação de 0,24%, ou seja, uma queda nos preços médios praticados.
A inflação prevista para 1999, da ordem de 7%, segundo estimativas de consultores privados e do mercado financeiro, reflete a maior elevação dos preços ocorrida no primeiro trimestre, em conseqüência da mudança da política cambial e, sobretudo, da desvalorização cambial exagerada ocorrida em janeiro e fevereiro de 1999.
Há persistente tendência de queda da inflação nos últimos cinco anos, com breve interrupção no primeiro trimestre de 1999, provocada pela mudança do política cambial. A liberação do câmbio provocou um realinhamento dos preços relativos. No entanto, isso não resultou em aumento contínuo e generalizado de preços .
Esse resultado só foi possível graças à política monetária adotada e aos efeitos da abertura da economia, criando um novo padrão de concorrência no mercado interno. Tal mudança, além de ter gerado uma melhoria na qualidade e variedade dos produtos e serviços disponíveis ao consumidor, praticamente eliminou o repasse automático de pressões de custos aos preços.
Em julho de 1994, enquanto o salário mínimo era de R$ 65,00, a cesta básica custava R$ 102,00. Já em maio de 1999, o valor do salário mínimo era de R$ 136,00, maior do que a cesta básica, que custava R$ 124,20.
O gráfico demonstra que o valor do salário mínimo começa a ser maior do que o da cesta básica em maio de 1996. Desde o início do Real, o Salário Mínimo aumentou aproximadamente 110%, enquanto a cesta básica teve aumento de apenas 14%.