5 ANOS DO REAL
Estabilidade e Desenvolvimento

SETOR EXTERNO

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A balança comercial brasileira, medida em termos anuais, tem sido deficitária desde meados de 1995. Isso reflete sobretudo a abertura comercial do Plano Real, a elevação da taxa de investimento e a reestruturação do setor produtivo.

A partir do segundo semestre de 1998, o desempenho das exportações totais e de manufaturados passou a refletir a queda nos preços das commodities internacionais e a desaceleração do comércio mundial, por conta da propagação da crise internacional. A exportação de manufaturados foi particularmente afetada pelo impacto da crise na América Latina (crescimento negativo), região que absorve cerca de 40% das exportações brasileiras de manufaturados.

Mais recentemente, a desvalorização cambial está estimulando os exportadores a reconquistar e abrir mercados, e vem induzindo a substituição de importações. Esses movimentos demandam certo tempo e devem gerar bons resultados a partir da segunda metade de 1999.

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O coeficiente de importação elevou-se de forma expressiva depois do Plano Real, refletindo a abertura da economia e os esforços de modernização do setor produtivo.

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A confiança do investidor estrangeiro nas perspectivas de médio e longo prazos da economia brasileira manifesta-se claramente na crescente entrada líquida de investimentos estrangeiros diretos. De 1995 a abril de 1999 registrou-se fluxo positivo de US$ 67,5 bilhões.

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A mudança do regime cambial brasileiro em janeiro de 1999, com a adoção do câmbio livre, minimiza o risco de especulação contra a moeda brasileira, o que mitiga a necessidade de reservas para a defesa do Real.

 

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