REAL: QUATRO ANOS
QUE MUDARAM O BRASIL

CONSUMO E QUALIDADE DE VIDA

ALIMENTOS INDUSTRIALIZADOS - CONSUMO
Variação% - de 1994 a 1997

Alimentos industrializados Var %
Frango 39,9
Carne bovina 27,1
Carne suína 26,1
Iogurte 85,9
Queijos 51,8
Cerveja 56,8
Refrigerantes 71,5
Biscoitos 42,6

Fonte: Abia

Produtos que antes eram consumidos somente pelas classes média e alta hoje estão acessíveis às camadas inferiores. Por exemplo os biscoitos, iogurtes e queijo.

Com a elevação da renda e a manutenção do poder de compra, o trabalhador chega a substituir produtos populares, como carne de segunda, por outros tipos de carnes. O próprio consumo de carne bovina cresceu cerca de 27% nos últimos quatro anos, ou seja, um crescimento médio de 6% ao ano.

ELETRODOMÉSTICOS
NOVOS DOMÍNIOS ATENDIDOS

Eletrodomésticos Total de Domicílios Atendidos Novos Domicílios Atendidos
Antes do Plano Real (1993) Depois do Plano Real (1996)
Fogão 95,5% 96,6% 3.125.443
Rádio 85,1% 90,4% 4.472.470
Televisão 75,8% 84,3% 5.518.731
Televisão em cores 50,2% 69,2% 8.968.204
Geladeira 71,7% 78,2% 4.591.321
Freezer 12,9% 18,0% 2.372.124
Máquina de Lavar Roupa 24,3% 30,4% 3.114.936

Fonte: IBGE/PNAD

Houve aumento significativo de bens eletrodomésticos nos domicílios brasileiros. Mais de 4,5 milhões de domicílios passaram a ter geladeiras.

O número mais expressivo, no entanto, é o de televisores em cores. Desde o Real foram vendidos mais de 10 milhões de aparelhos, por causa do aumento do poder aquisitivo da população e da substancial redução do preço, em parte devido à concorrência externa.

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Desde o Real, as vendas de cimento apresentaram um incremento de 52%, ou seja, um crescimento médio de 11,22% ao ano durante 1994 e 1997. Este crescimento reflete, em boa medida, o fenômeno da auto-construção.

No início do Plano Real, um salário mínimo comprava apenas 12,4 sacos de cimento. Hoje, um salário mínimo compra 20 sacos de cimento.

Houve um aumento expressivo, na produção de material de construção: 29% nos 4 anos de Real.

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De 1993 a 1997, os lançamentos imobiliários na cidade de São Paulo cresceram 79%.

Paralelamente à auto-construção, o número de novos lançamentos de imóveis na capital paulista cresceu a uma média de 16% ao ano entre 1994 e 1997 – o que implica em um crescimento significativo na oferta de novas moradias, ajudando, inclusive, a pressionar para baixo os preços dos aluguéis.

INFRA-ESTRUTURA BÁSICA
NOVOS DOMICÍLIOS PARTICULARES ATENDIDOS

Infra-Estrutura Básica Total de Domicílios Atendidos Novos Domicílios Atendidos
Antes do Plano Real (1993) Depois do Plano Real (1996*)
Abastecimento de Água (rede geral) 75,0% 77,6% 3.139.141
Esgotamento Sanitário (rede coletora) 38,9% 40,3% 1.646.408
Lixo Coletado Diretamente 64,4% 73,2% 5.266.583
Iluminação Elétrica 90,0% 92,9% 3.655.646
Telefone 19,8% 25,4 2.796.133

* Último dado disponível
Fonte: IBGE/PNAD

A estabilização promovida pelo Plano Real possibilitou que o Governo investisse mais no Social. Houve um incremento significativo do percentual de novos domicílios particulares atendidos por serviços de infra-estrutura básica.

Entre os anos de 1993 e 1996, ocorreram melhorias significativas na qualidade dos domicílios brasileiros. Mais de três milhões de novos domicílios foram atendidos com abastecimento de água; mais de um milhão e seiscentos mil passaram a contar com esgotamento sanitário e, mais de três milhões e meio de novos domicílios passaram a contar com eletricidade.

Cinco milhões de domicílios estão contando, após o Plano Real, com a coleta de lixo e dois milhões e oitocentas mil famílias foram beneficiadas, até 1996, com a instalação novas de linhas telefônicas.

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