REAL:
QUATRO ANOS |
EMPREGO

O Brasil continua a ter uma das menores taxas de desemprego urbano, em comparação com os países da OCDE e a Argentina.

Em comparação com 8 países da América do Sul e o México, o Brasil apresenta a segunda menor taxa de desemprego em 1997.
POPULAÇÃO OCUPADA POR SETOR DE ATIVIDADE
Regiões Metropolitanas - (Abril 94/98)Incremento Observado no Plano Real
Indústria de Transformação -8,5% Construção Civil 3,1% Comércio 6,0% Serviços 15,5% Outros -3,5% Média Geral 6,9%
Fonte: IBGE/PME
Regiões Metropolitanas: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Recife
De 1994 a 1998, a população ocupada nas seis principais regiões metropolitanas aumentou em quase 7%.
A redução do emprego na indústria de transformação foi compensada pela criação de postos de trabalho nos demais setores, especialmente nos de serviços e de comércio.
BRASIL |
|
| ANO | TAXA |
| 1992 | 5,76 |
| 1993 | 5,31 |
| 1994 | 5,06 |
| 1995 | 4,64 |
| 1996 | 5,42 |
| 1997 | 5,70 |
| 1998* | 6,36 |
Fonte: IBGE/PNAD
Obs.: média 12 meses até abrilA taxa de desemprego urbano aumentou nos primeiros meses de 1998, tendo alcançado 8,18% em março.
A taxa de desemprego apresentou ligeira queda em abril, passando para 7,94%. Foi a primeira redução desde dezembro do ano passado.

Desde o início da década vem diminuindo a participação de jovens menores de 17 anos na população ocupada das seis principais regiões metropolitanas do país. Esta tendência, em princípio, pode ser explicada por dois fatores:
a - as próprias empresas que ofertam postos de trabalho estão exigindo nível mais elevado de escolaridade; e
b - o próprio jovem, ciente da necessidade de se preparar para competir no mercado de trabalho, busca o curso superior.

Vem ocorrendo uma retração dos postos de trabalho ocupados por trabalhadores sem o 1º grau completo. Para todas as demais categorias, ou seja, as que possuem pelo menos o 1º grau completo, houve ampliação da oferta de postos de trabalho.
Em função dessas mudanças, os trabalhadores sem o 1º grau completo, que compunham, em 1991, cerca de 52,6% da população ocupada, tiveram sua participação diminuída, em 1997, para 44,28%. Nesta mesma base de comparação, a participação de trabalhadores com 2º grau completo passou de 16,1% para 20,25%. Os postos de trabalho ocupados por profissionais com nível superior completo, em percentagem da população ocupada total, passou de 10,25% para 12,11%.