REAL: QUATRO ANOS
QUE MUDARAM O BRASIL

DISTRIBUIÇÃO DE RENDA

 

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O Salário Mínimo Nominal dobrou durante o Plano Real.

No primeiro dia do Plano Real, um Salário Mínimo comprava apenas 60% de uma cesta básica. No ano de 1995, este poder de compra do salário elevou-se em 50%, passando a adquirir 90% de uma cesta básica. Hoje, com um Salário Mínimo pode-se comprar uma cesta básica e ainda sobra dinheiro.

RENDIMENTO MÉDIO NOMINAL DA POPULAÇÃO OCUPADA
(em R$ 1,00)

 

Jun/94

Mar/98

Mar-98/ Jun-94
em %

Belo Horizonte 258,4 571,34 121,1%
Porto Alegre 315,2 646,42 105,1%
Recife 170,2 410,18 141,0%
Rio de Janeiro 252,5 610,69 141,9%
Salvador 171,6 413,05 140,7%
São Paulo 384,3 853,18 122,0%

Fonte: IBGE/PME
Regiões Metropolitanas: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Recife

O rendimento médio nominal das pessoas ocupadas em todas as regiões metropolitanas do país mais que dobrou desde a implantação do Plano Real.

Obs: O último dado do IBGE disponível sobre Rendimento é de março de 1998.

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O rendimento médio real dos trabalhadores cresceu quase 24% desde a implantação do Plano Real.

Obs: Índices médios de 12 meses terminados em junho de cada ano. No quarto ano, utilizou-se a média 12 meses terminada em março/98.

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No período que antecedeu o Plano Real (1986/93) - em azul - todos os segmentos de renda da população sofreram perda de renda real. Estas perdas foram mais acentuadas no segmento mais pobre do que no mais rico.

No período 1993/96 - em amarelo - todos os estratos da sociedade aumentaram suas rendas, mas o rendimento dos segmentos mais pobres cresceu mais que o dos mais ricos. Em síntese, antes do Real, tínhamos uma combinação de inflação, crescimento baixo e concentração de renda. Depois do Real houve crescimento com distribuição de renda.

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Além de uma distribuição de renda entre os estratos sociais, ocorreu também, entre 1994 e 1997, uma desconcentração espacial da renda. Depois do Real, todas as regiões metropolitanas tiveram expressivo aumento da renda per capita. Mas a média das 5 regiões metropolitanas (fora São Paulo) é sempre superior à de São Paulo em qualquer das 10 faixas de renda.

 

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