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Três anos de Real

Construindo um País melhor

 

6 - Contas Públicas

Entre todos os desafios à sustentabilidade do Real, o déficit público é, sem dúvida, o que vem demandando mais atenção. É através de um verdadeiro ajuste fiscal, não só no âmbito do Governo Federal, mas também nas demais esferas – Estados e Municípios – que se consolidam as bases para um crescimento econômico e social de médio e longo prazo sustentado, sem pressões inflacionárias.

Diante da importância absoluta da reorganização das contas públicas para a geração de poupança e, por decorrência, geração das condições para o financiamento dos investimentos e criação de empregos, o governo vem empreendendo esforços persistentes para a obtenção do equilíbrio fiscal.

Antes mesmo de julho de 1994, algumas medidas já começaram a ser tomadas, entre elas a criação do Fundo Social de Emergência – FSE (depois renomeado Fundo de Estabilização Fiscal - FEF). O objetivo do FEF é permitir a desvinculação provisória de receitas até que a aprovação das reformas constitucionais proporcionem ao Governo Federal margem para alocação dos recursos públicos de forma mais eficiente.

Contudo, as ações do Governo Federal não se limitaram à criação e prorrogação do FEF, nem à luta pela aprovação das reformas. A seguir são apresentadas algumas das principais medidas adotadas nos últimos três anos visando à contenção do déficit público. Além dessas medidas, é preciso ressaltar o esforço de agilização das privatizações, tanto em âmbito federal quanto estadual.

Ações do Governo Federal no combate ao déficit público

No âmbito da União:

No âmbito dos Estados e Municípios

No âmbito das Estatais Federais

Resultados

O resultado de todas estas medidas, conjugado com o comportamento das taxas de juros dos títulos públicos, começam a se refletir nas principais estatísticas fiscais. De acordo com o Banco Central, o déficit operacional do Setor Público, que era de 4,8% do PIB em 1995, vem gradualmente baixando. Fechou o ano de 1996 no patamar de 3,9% e, em em março/97, já se situava em torno de 3,6% do PIB./

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Sumário

7- Privatizações