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Três anos de Real

Construindo um País melhor

 

1- Estabilização da moeda

A queda contínua da inflação desde o início do Plano Real representa a maior conquista do povo brasileiro nos últimos anos. No primeiro semestre de 1994, os preços ao consumidor aumentavam, em média, mais de 40% a cada mês. Em junho de 1995, no primeiro aniversário do Plano Real, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 30%; no segundo aniversário (junho de 1996) este percentual havia sido reduzido para 15% e agora, após três anos, o brasileiro já convive com uma inflação anual próxima a 8%.

 

Fontes: FGV, FIPE, IBGE

 

Não é novidade que a estabilidade trouxe benefícios ao País como um todo. Inflação baixa significa a manutenção do poder de compra dos salários. Antes do Plano Real isso não acontecia. Mesmo que os salários fossem reajustados a cada mês, a velocidade dos preços era sempre maior que a dos reajustes, corroendo desta forma o valor dos salários. A inflação baixa trouxe consigo uma mudança generalizada de atitude: a indexação, que foi um mecanismo perverso de reprodução automática da inflação passada, vai lentamente desaparecendo do cotidiano das pessoas. Quem menos podia se proteger dessa inflação (quem não tinha conta em banco ou condição de aplicar seu dinheiro no mercado financeiro) é quem mais ganha com o fim da indexação.

A parcela da população de menor renda foi, portanto, - e sem dúvida - a que obteve ganhos mais significativos com a estabilidade da moeda proporcionada pelo Plano Real. Mostra disso é a variação do custo da cesta básica nos últimos três anos. Em 1º de julho de 1994, ela custava R$ 106,95 e em 11 de junho de 1997 seu valor era de R$ 112,03. Isso representa um aumento de menos de 5% em 36 meses. A título de ilustração, no início do Plano Real era necessário mais de 1,6 salário mínimo para adquirir uma cesta básica; hoje, com um salário mínimo compra-se uma cesta básica e um pouco mais.

 

Fonte: Dieese

 

Nesses três anos, ocorreram mudanças importantes na estrutura de preços relativos. Logo de início, com a abertura da economia, observou-se um comportamento estável dos preços dos produtos que podiam ser importados, em face da concorrência dos produtos estrangeiros. Mas no setor de serviços, a história foi diferente. Não havendo o balizamento do preço internacional, os preços cresceram no início para se ajustar a uma demanda maior, propiciada pela estabilidade da moeda. Este foi o caso dos aluguéis, das mensalidades escolares e dos serviços médicos. Com o passar do tempo, os preços desses serviços também se acomodaram e suas variações estão convergindo para a média geral dos demais preços. Essa é a boa nova. Com todos os preços convergindo para um patamar mais baixo, não só alimentos e roupas entram no mundo novo da estabilização, mas também itens de peso como escolas e aluguéis deixam de ser os vilões que foram no início do Plano Real e começam também a colaborar com o bolso do consumidor.

Fonte: Fipe (IPC)

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Sumário

2 - Os Impactos sobre a Economia