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Presidência
da República |
MEDIDA PROVISÓRIA Nº 319, DE 24 DE AGOSTO DE 2006.
| Convertida na Lei nº 11.440, de 2006 |
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O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição
que lhe confere o art. 62 da Constituição, adota a seguinte Medida Provisória,
com força de lei:
TÍTULO I
DO SERVIÇO EXTERIOR BRASILEIRO
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1o O
Serviço Exterior Brasileiro, essencial à execução da política exterior do
Brasil, constitui-se do corpo de servidores, ocupantes de cargos de provimento
efetivo, capacitados profissionalmente como agentes do Ministério das Relações
Exteriores, no Brasil e no exterior, organizados em carreiras definidas e
hierarquizadas.
Parágrafo único. Aplica-se aos integrantes do Serviço Exterior Brasileiro o
disposto nesta Medida Provisória, na Lei no 8.829, de 22 de
dezembro de 1993, e na legislação relativa aos servidores públicos civis da
União.
Art. 2o O
Serviço Exterior Brasileiro é composto da Carreira de Diplomata, da Carreira de
Oficial de Chancelaria e da Carreira de Assistente de Chancelaria.
Art. 3o Aos
servidores da Carreira de Diplomata incumbem atividades de natureza diplomática
e consular, em seus aspectos específicos de representação, negociação,
informação e proteção de interesses brasileiros no campo internacional.
Art. 4o Aos
servidores integrantes da Carreira de Oficial de Chancelaria, de nível superior,
incumbem tarefas de natureza técnica e administrativa.
Art. 5o Aos
servidores integrantes da Carreira de Assistente de Chancelaria, de nível médio,
incumbem tarefas de apoio técnico e administrativo.
CAPÍTULO II
DOS DIREITOS E
VANTAGENS
Art. 6o A
nomeação para cargo das carreiras do Serviço Exterior Brasileiro far-se-á em
classe inicial, obedecida a ordem de classificação dos habilitados em concurso
público de provas, ou de provas e títulos.
Art. 7o Não
serão nomeados os candidatos que, embora aprovados em concurso público, venham a
ser considerados, em exame de suficiência física e mental, inaptos para o
exercício de cargo de carreira do Serviço Exterior Brasileiro.
Art. 8o O
servidor nomeado para cargo inicial das carreiras do Serviço Exterior Brasileiro
fica sujeito a estágio probatório de três anos de efetivo exercício, com o
objetivo de avaliar suas aptidões e capacidade para o exercício do cargo.
§ 1o A
avaliação especial de desempenho para fins de aquisição da estabilidade será
realizada por comissão instituída para essa finalidade.
§ 2o Os
procedimentos de avaliação das aptidões e da capacidade para o exercício do
cargo serão estabelecidos em ato do Ministro de Estado das Relações Exteriores,
observada a legislação pertinente.
Art. 9o A
promoção obedecerá aos critérios estabelecidos nesta Medida Provisória e às
normas constantes de regulamento, o qual também disporá sobre a forma de
avaliação de desempenho funcional e de apuração de antigüidade.
Art. 10. Não poderá ser promovido o servidor
temporariamente afastado do exercício do cargo em razão de:
I - licença para o trato de interesses particulares;
II - licença por motivo de afastamento do cônjuge;
III - licença para trato de doença em pessoa da família,
por prazo superior a um ano, desde que a doença não haja sido contraída em razão
do serviço do servidor;
IV - licença extraordinária; e
V - investidura em mandato eletivo, cujo exercício lhe exija o afastamento.
Art. 11. Os servidores do Serviço Exterior Brasileiro servirão na Secretaria de
Estado e em postos no exterior.
Parágrafo único. Consideram-se postos no exterior as repartições do Ministério
das Relações Exteriores sediadas em país estrangeiro.
Art. 12. Nas remoções entre a Secretaria de Estado e os postos no exterior e de
um para outro posto no exterior, procurar-se-á compatibilizar a conveniência da
administração com o interesse funcional do servidor do Serviço Exterior
Brasileiro.
Parágrafo único. O disposto no caput não poderá ensejar a recusa, por
parte do servidor, de missão no exterior que lhe seja destinada na forma desta
Medida Provisória e conforme definido em ato do Ministro de Estado das Relações
Exteriores.
Art. 13. Os postos no exterior serão classificados, para fins de movimentação
de pessoal, em grupos “A”, “B”, “C” e “D”, segundo o grau de representatividade
da missão, as condições específicas de vida na sede e a conveniência da
administração.
§ 1o A
classificação dos postos em grupos far-se-á mediante ato do Ministro de Estado
das Relações Exteriores.
§ 2o Para
fins de contagem de tempo de posto, prevalecerá a classificação estabelecida
para o posto de destino na data da publicação do ato que remover o servidor.
Art. 14. A lotação numérica de cada posto será fixada em ato do Ministro de
Estado das Relações Exteriores.
Parágrafo único. O servidor do Serviço Exterior Brasileiro somente poderá ser
removido para posto no qual se verifique claro de lotação em sua classe ou grupo
de classes, ressalvadas as disposições dos arts. 46 e 47.
Art. 15. Ao servidor estudante, removido ex officio de posto no exterior
para o Brasil, fica assegurado matrícula em estabelecimento de ensino oficial,
independentemente de vaga.
Parágrafo único. O disposto neste artigo estende-se ao cônjuge e filhos de
qualquer condição, aos enteados e aos adotivos que vivam na companhia do
servidor, àqueles que, em ato regular da autoridade competente, estejam sob a
sua guarda e aos que tenham sido postos sob sua tutela.
Art. 16. Além das garantias decorrentes do exercício de
seus cargos e funções, ficam asseguradas aos servidores do Serviço Exterior
Brasileiro as seguintes prerrogativas:
I - uso dos títulos decorrentes do exercício do cargo ou
função;
II - concessão de passaporte diplomático ou de serviço,
na forma da legislação pertinente; e
III - citação em processo civil ou penal, quando em serviço no exterior, por
intermédio do Ministério das Relações Exteriores.
Parágrafo único. Estendem-se aos inativos das carreiras do Serviço Exterior
Brasileiro as prerrogativas estabelecidas nos incisos I e II deste artigo.
Art. 17. Não poderá gozar férias o servidor removido para posto no exterior ou
para a Secretaria de Estado, antes de um período mínimo de seis meses de sua
chegada ao posto ou à Secretaria de Estado.
Art. 18. O disposto no art. 17 não poderá acarretar a perda de férias
eventualmente acumuladas.
Art. 19. Os Ministros de Primeira Classe e de Segunda Classe, depois de quatro
anos consecutivos de exercício no exterior, terão direito a dois meses de férias
extraordinárias, que deverão ser gozadas no Brasil.
Parágrafo único. A época de gozo dependerá da conveniência do serviço e de
programação estabelecida pela Secretaria de Estado para o cumprimento de estágio
de atualização dos Ministros de Primeira Classe e de Segunda Classe em férias
extraordinárias.
Art. 20. Sem prejuízo da retribuição e dos demais direitos e vantagens, poderá
o servidor do Serviço Exterior Brasileiro ausentar-se do posto em razão das
condições peculiares de vida da sede no exterior, atendidos os prazos e
requisitos estabelecidos em ato do Ministro de Estado das Relações Exteriores.
Art. 21. O servidor do Serviço Exterior Brasileiro casado terá direito a
licença, sem remuneração ou retribuição, quando o seu cônjuge, que não ocupar
cargo das carreiras do Serviço Exterior Brasileiro, for mandado servir, ex
officio, em outro ponto do território nacional ou no exterior.
Art. 22. O servidor do Serviço Exterior Brasileiro, casado, cujo cônjuge,
também integrante do Serviço Exterior Brasileiro, for removido para o exterior
ou nele encontrar-se em missão permanente, poderá entrar em licença
extraordinária, sem remuneração ou retribuição, se assim o desejar ou desde que
não satisfaça os requisitos estipulados em regulamento, para ser removido para o
mesmo posto de seu cônjuge ou para outro posto na mesma sede em que este se
encontre.
Parágrafo único. Não poderá permanecer em licença extraordinária o servidor
cujo cônjuge, também integrante do Serviço Exterior Brasileiro, removido do
exterior, venha a apresentar-se na Secretaria de Estado.
Art. 23. Contar-se-á como de efetivo exercício na carreira, ressalvado o
disposto nos incisos I, II e III do caput do art. 52, o tempo em
que o Diplomata houver permanecido como aluno no Curso de Preparação à Carreira
de Diplomata.
Art. 24. Os proventos do servidor do Serviço Exterior Brasileiro que se
aposente em serviço no exterior serão calculados com base na remuneração a que
faria jus se estivesse em exercício no Brasil.
CAPÍTULO III
DO REGIME
DISCIPLINAR
Art. 25. Ao servidor do Serviço Exterior Brasileiro, submetido aos princípios
de hierarquia e disciplina, incumbe observar o conjunto de deveres, atribuições
e responsabilidades previstas nesta Medida Provisória e em disposições
regulamentares, tanto no exercício de suas funções, quanto em sua conduta
pessoal na vida privada.
Art. 26. As questões relativas à conduta dos efetivos do corpo permanente do
Serviço Exterior Brasileiro - Diplomatas, Oficiais de Chancelaria, Assistentes
de Chancelaria e dos demais servidores do Quadro de Pessoal do Ministério das
Relações Exteriores – serão, sem prejuízo das disposições do Regime Jurídico
Único dos Servidores Públicos Civis da União, tratadas pela Corregedoria do
Serviço Exterior.
Art. 27. Além dos deveres previstos no Regime Jurídico
Único dos Servidores Públicos Civis da União, constituem deveres específicos do
servidor do Serviço Exterior Brasileiro:
I - atender pronta e solicitamente ao público em geral,
em especial quando no desempenho de funções de natureza consular e de
assistência a brasileiros no exterior;
II - respeitar as leis, os usos e os costumes dos países
onde servir, observadas as práticas internacionais;
III - manter comportamento correto e decoroso na vida
pública e privada;
IV - dar conhecimento à autoridade superior de qualquer
fato relativo à sua vida pessoal, que possa afetar interesse de serviço ou da
repartição em que estiver servindo; e
V - solicitar, previamente, anuência da autoridade competente, na forma
regulamentar, para manifestar-se publicamente sobre matéria relacionada com a
formulação e execução da política exterior do Brasil.
Art. 28. São deveres do servidor do Serviço Exterior Brasileiro no exercício de
função de chefia, no Brasil e no exterior:
I - defender os interesses legítimos de seus
subordinados, orientá-los no desempenho de suas tarefas, estimular-lhes espírito
de iniciativa, disciplina e respeito ao patrimônio público;
II - exigir de seus subordinados ordem, atendimento
pronto e cortês ao público em geral e exação no cumprimento de seus deveres, bem
como, dentro de sua competência, responsabilizar e punir os que o mereçam,
comunicando as infrações à autoridade competente; e
III - dar conta à autoridade competente do procedimento público dos
subordinados, quando incompatível com a disciplina e a dignidade de seus cargos
ou funções.
Art. 29. Além das proibições capituladas no Regime Jurídico Único dos
Servidores Públicos Civis da União, ao servidor do Serviço Exterior Brasileiro é
proibido:
I - divulgar, sem anuência da autoridade competente,
informação relevante para a política exterior do Brasil, a que tenha tido acesso
em razão de desempenho de cargo no Serviço Exterior Brasileiro;
II - aceitar comissão, emprego ou pensão de governo
estrangeiro sem licença expressa do Presidente da República;
III - renunciar às imunidades de que goze em serviço no
exterior sem expressa autorização da Secretaria de Estado;
IV - valer-se abusivamente de imunidades ou privilégios de que goze em país estrangeiro; e
V - utilizar, para fim ilícito, meio de comunicação de qualquer natureza do
Ministério das Relações Exteriores.
Art. 30. A Corregedoria do Serviço Exterior, em caso de dúvida razoável quanto
à veracidade ou exatidão de informação ou denúncia sobre qualquer irregularidade
no âmbito do Serviço Exterior Brasileiro, determinará a realização de
sindicância prévia, com o objetivo de coligir dados para eventual instauração de
processo administrativo disciplinar.
Art. 31. O processo administrativo disciplinar será instaurado pela
Corregedoria do Serviço Exterior, que designará, para realizá-lo, comissão
constituída por três membros efetivos.
§ 1o No
caso de servidor da Carreira de Diplomata, a comissão contará entre seus membros
com, pelo menos, dois Diplomatas de classe igual ou superior à do indiciado e,
sempre que possível, de maior antigüidade do que este.
§ 2o Ao
designar a comissão, a Corregedoria do Serviço Exterior indicará, dentre seus
membros, o respectivo presidente, ao qual incumbirá a designação do secretário.
Art. 32. Durante o processo administrativo disciplinar, a Corregedoria do
Serviço Exterior poderá determinar o afastamento do indiciado do exercício do
cargo ou função, sem prejuízo de seus vencimentos e vantagens, ou a sua
reassunção a qualquer tempo.
Art. 33. O servidor do Serviço Exterior Brasileiro deverá solicitar autorização
do Ministro de Estado das Relações Exteriores para casar com pessoa de
nacionalidade estrangeira.
§ 1o A
critério do Ministro de Estado das Relações Exteriores, serão apresentados, com
o pedido de autorização, quaisquer documentos julgados necessários.
§ 2o O
disposto neste artigo aplica-se ao aluno de curso do Instituto Rio Branco.
§ 3o Dependerá,
igualmente, de autorização do Ministro de Estado das Relações Exteriores a
inscrição de candidato casado com pessoa de nacionalidade estrangeira em
concurso para ingresso em carreira ou categoria funcional do Serviço Exterior
Brasileiro.
§ 4o A transgressão do estabelecido no caput e em seus §§ 2o e 3o acarretará, conforme o caso:
I - o
cancelamento da inscrição do candidato;
II - a
denegação de matrícula em curso ministrado pelo Instituto Rio Branco;
III - o
desligamento do aluno de curso ministrado pelo Instituto Rio Branco;
IV - a
impossibilidade de nomeação para cargo do Serviço Exterior Brasileiro; e
V - a
demissão do servidor, mediante processo administrativo.
Art. 34. O servidor do Serviço Exterior Brasileiro deverá solicitar autorização
do Ministro de Estado das Relações Exteriores para casar com pessoa empregada de
governo estrangeiro ou que dele receba comissão ou pensão.
§ 1o Poder-se-á
exigir que sejam apresentados, com o pedido de autorização, quaisquer documentos
julgados necessários.
§ 2o O
disposto neste artigo aplica-se ao aluno de curso do Instituto Rio Branco e será
considerado, nos termos desta Medida Provisória, como requisito prévio à
nomeação.
§ 3o Dependerá,
igualmente, de autorização do Ministro de Estado das Relações Exteriores a
inscrição de candidato, casado com pessoa nas situações previstas no caput,
em concurso para ingresso em carreira ou categoria funcional de Serviço Exterior
Brasileiro.
§ 4o A
transgressão do estabelecido no caput e em seus §§ 2o e
3o acarretará, conforme o caso, a aplicação do disposto no § 4o
do art. 33.
CAPÍTULO IV
DA CARREIRA
DIPLOMÁTICA
Seção I
Do Ingresso
Art. 35. O ingresso na Carreira de Diplomata far-se-á mediante concurso público
de provas ou de provas e títulos, de âmbito nacional, organizado pelo Instituto
Rio Branco.
Parágrafo único. A aprovação no concurso habilitará o ingresso no cargo da
classe inicial da Carreira de Diplomata, de acordo com a ordem de classificação
obtida, bem como a matrícula no Curso de Formação do Instituto Rio Branco.
Art. 36. Ao concurso público de provas ou de provas e títulos para admissão na
Carreira de Diplomata, somente poderão concorrer brasileiros natos.
Parágrafo único. Para investidura no cargo de Terceiro Secretário deverá ser
cumprido o requisito de apresentação de diploma de conclusão de curso de
graduação em nível superior, devidamente registrado, emitido por instituição de
ensino oficialmente reconhecida.
Seção II
Das Classes,
dos Cargos e das Funções
Art. 37. A Carreira de Diplomata do Serviço Exterior Brasileiro, de nível
superior, estruturada na forma desta Medida Provisória, é constituída pelas
classes de Ministro de Primeira Classe, Ministro de Segunda Classe, Conselheiro,
Primeiro Secretário, Segundo Secretário e Terceiro Secretário, em ordem
hierárquica funcional decrescente.
§ 1o O número de cargos do
Quadro Ordinário da Carreira de Diplomata em cada classe é o constante do Anexo
I desta Medida Provisória.
§ 2o O
número de cargos nas classes de Primeiro Secretário, Segundo Secretário e
Terceiro Secretário poderá variar, desde que seu total não ultrapasse os limites
fixados no Anexo I desta Medida Provisória.
§ 3o Em
qualquer hipótese, o número de cargos de Primeiro Secretário não poderá
ultrapassar vinte e cinco por cento do número de cargos de Segundo Secretário, e
este não poderá ultrapassar cinqüenta por cento da quantidade de cargos de
Terceiro Secretário.
§ 4o O
número de Terceiros Secretários promovidos a cada semestre a Segundos
Secretários e o número de Segundos Secretários promovidos a cada semestre a
Primeiros Secretários serão estabelecidos em regulamento.
Art. 38. Os Diplomatas em serviço nos postos no exterior e na Secretaria de
Estado ocuparão privativamente cargos em comissão ou funções de chefia,
assessoria e assistência correspondentes à respectiva classe, de acordo com o
disposto nesta Medida Provisória e em regulamento.
Art. 39. Mediante aprovação prévia do Senado Federal, os Chefes de Missão
Diplomática Permanente e de Missão ou Delegação Permanente junto a organismo
internacional serão nomeados pelo Presidente da República com o título de
Embaixador.
§ 1o Em
Estados nos quais o Brasil não tenha representação diplomática efetiva, poderá
ser cumulativamente acreditado Chefe de Missão Diplomática Permanente residente
em outro Estado, mantendo-se, nessa eventualidade, a sede primitiva.
§ 2o Em
Estados nos quais o Brasil não tenha representação diplomática residente ou
cumulativa, poderá ser excepcionalmente acreditado como Chefe de Missão
Diplomática Ministro de Primeira Classe ou Ministro de Segunda Classe, nos
termos do art. 46, lotado na Secretaria de Estado.
§ 3o Excepcionalmente,
e a critério da administração, o Ministro de Primeira Classe, em exercício na
Secretaria de Estado, poderá ser designado como Embaixador Extraordinário para o
tratamento de assuntos relevantes para a política externa brasileira.
Art. 40. O Chefe de Missão Diplomática Permanente é a mais alta autoridade
brasileira no país em cujo governo está acreditado.
Art. 41. Os Chefes de Missão Diplomática Permanente serão escolhidos dentre os
Ministros de Primeira Classe ou, nos termos do art. 46, dentre os Ministros de
Segunda Classe.
Parágrafo único. Excepcionalmente, poderá ser designado para exercer a função
de Chefe de Missão Diplomática Permanente brasileiro nato, não pertencente aos
quadros do Ministério das Relações Exteriores, maior de trinta e cinco anos, de
reconhecido mérito e com relevantes serviços prestados ao País.
Seção III
Da Lotação e
da Movimentação
Art. 42. Os Ministros de Primeira Classe, os Ministros de Segunda Classe e os
Conselheiros no exercício de chefia de posto, não permanecerão por período
superior a cinco anos consecutivos em cada posto, incluindo-se nessa contagem o
tempo de exercício das funções de Representante Permanente e de Representante
Permanente Alterno em organismos internacionais.
§ 1o O
período contínuo máximo para exercer o cargo de chefia de posto no exterior será
definido em ato do Ministro de Estado das Relações Exteriores, respeitado o
disposto no caput.
§ 2o A
permanência dos Ministros de Primeira Classe, dos Ministros de Segunda Classe e
dos Conselheiros, no exercício do cargo de chefia de posto, não será superior a
três anos em cada posto dos grupos “C” e “D”, podendo ser prorrogada por no
máximo até doze meses, atendida a conveniência da administração e mediante
expressa anuência do interessado.
Art. 43. Ressalvadas as hipóteses do art. 42, a permanência no exterior de
Ministros de Segunda Classe e de Conselheiros comissionados na função de
Ministro-Conselheiro não será superior a cinco anos em cada posto.
§ 1o O
período de permanência no exterior do Ministro de Segunda Classe poderá
estender-se segundo o interesse do Diplomata e atendida a conveniência da
administração, desde que respeitado o disposto no caput.
§ 2o O
período de permanência no exterior de Diplomata da classe de Conselheiro poderá
estender-se segundo o interesse do Diplomata e atendida a conveniência da
administração, desde que observado o critério de rodízio entre postos dos grupos
“A”, “B”, “C” ou “D” a que se referem os incisos I, II e III do art. 45.
§ 3o O
Conselheiro que tiver sua permanência no exterior estendida nos termos do § 2o,
após servir em posto do grupo “A”, somente poderá ser removido novamente para
posto desse mesmo grupo após servir em dois postos do grupo “C” ou em um posto
do grupo “D”.
§ 4o Quando
o Conselheiro servir consecutivamente em postos dos grupos “A” e “B”,
somente será novamente removido para posto do grupo “B” após cumprir
missão em um posto do grupo “C”.
Art. 44. Os Primeiros Secretários, Segundos Secretários e Terceiros Secretários
deverão servir efetivamente durante três anos em cada posto e seis anos
consecutivos no exterior.
§ 1o A
permanência no exterior de Diplomata das classes de Primeiro Secretário, Segundo
Secretário e Terceiro Secretário poderá, no interesse do Diplomata e atendida a
conveniência do serviço, estender-se a dez anos consecutivos, desde que nesse
período sirva em postos dos grupos “C” e “D”.
§ 2o A
permanência inicial de Diplomata das classes de Primeiro Secretário, Segundo
Secretário e Terceiro Secretário nos postos dos grupos “C” e “D” não será
superior a dois anos, podendo ser prorrogada por prazo de até dois anos, sem
prejuízo dos demais prazos fixados nesta Medida Provisória, atendida a
conveniência da administração e mediante expressa anuência do Chefe do Posto e
do interessado.
§ 3o Após
três anos de lotação em posto dos grupos “A” ou “B”, o Diplomata das classes de
Primeiro Secretário, Segundo Secretário e Terceiro Secretário poderá permanecer
no posto por mais um ano, desde que atendida a conveniência da administração e
mediante expressa anuência do Chefe do Posto e do interessado.
§ 4o Após
permanência adicional de um ano em posto do grupo “A”, o Diplomata somente
poderá ser removido para posto dos grupos “C” ou “D”, ou para a Secretaria de
Estado.
§ 5o A
primeira remoção para o exterior de Diplomata das classes de Segundo Secretário
e Terceiro Secretário far-se-á para posto no qual estejam lotados pelo menos
dois Diplomatas de maior hierarquia funcional, excetuados os casos em que o
Segundo Secretário tenha concluído o Curso de Aperfeiçoamento de Diplomatas
(CAD).
§ 6o Será
de, no mínimo, um ano o estágio inicial, na Secretaria de Estado, dos Diplomatas
da classe de Terceiro Secretário, contado a partir do início das atividades
profissionais ao término do correspondente curso de formação.
Art. 45. Nas remoções entre postos no exterior de
Diplomatas das classes de Conselheiro, Primeiro Secretário, Segundo Secretário e
Terceiro Secretário, deverão ser obedecidos os seguintes critérios, observado o
disposto no art. 13:
I - os que estiverem servindo em posto do grupo “A”
somente poderão ser removidos para posto dos grupos “B”, “C” ou “D”;
II - os que estiverem servindo em posto do grupo “B”
somente poderão ser removidos para posto dos grupos “A” ou “B”; e
III - os que estiverem servindo em posto dos grupos “C” ou “D” somente poderão
ser removidos para posto do grupo “A”.
§ 1o As
remoções que não se ajustem aos critérios estabelecidos nos incisos II e III
somente poderão ser efetivadas mediante solicitação, por escrito, do
interessado, atendida a conveniência da administração e manifestada a anuência
do Chefe do Posto ao qual é candidato.
§ 2o Somente
em casos excepcionais, justificados pelo interesse do serviço, serão, a critério
do Ministro de Estado das Relações Exteriores, efetuadas remoções para a
Secretaria de Estado antes de cumpridos os prazos e condições estabelecidos
nesta Medida Provisória e em regulamento.
§ 3o O
Diplomata das classes de Conselheiro, Primeiro Secretário, Segundo Secretário ou
Terceiro Secretário, removido para a Secretaria de Estado poderá, na remoção
seguinte, ser designado para missão permanente em posto de qualquer grupo, desde
que sua estada na Secretaria de Estado tenha sido de um ano se regressou de
posto dos grupos “C” ou “D”, dois anos se retornou de posto do grupo “B”, e
quatro anos se proveniente de posto do grupo “A”.
Seção IV
Do
Comissionamento
Art. 46. A título excepcional, poderá ser comissionado como Chefe de Missão
Diplomática Permanente Ministro de Segunda Classe.
§ 1o Só
poderá haver comissionamento como Chefe de Missão Diplomática Permanente em
postos dos grupos “C” e “D”.
§ 2o Em
caráter excepcional, poderá ser comissionado como Chefe de Missão Diplomática
Permanente, unicamente em postos do grupo “D”, o Conselheiro que preencha os
requisitos constantes do inciso II do caput do art. 52.
§ 3o O
número de Ministros de Segunda Classe e de Conselheiros comissionados nos termos
deste artigo será estabelecido em ato do Ministro de Estado das Relações
Exteriores.
§ 4o Quando
se verificar claro de lotação na função de Ministro-Conselheiro em postos dos
grupos “C” e “D”, poderá, de acordo com a conveniência da administração, ser
comissionado, respectivamente, Conselheiro ou Primeiro Secretário.
§ 5o Somente
poderá ser comissionado na função de Ministro-Conselheiro o Primeiro Secretário
aprovado no Curso de Atualização em Política Externa (CAP).
§ 6o Em
ato do Ministro de Estado das Relações Exteriores e no interesse da
administração, poderá ser comissionado Conselheiro em postos do grupo “B”.
§ 7o O
Diplomata perceberá a retribuição básica no exterior, acrescida de gratificação
temporária, correspondente à diferença entre a retribuição básica do cargo
efetivo e o do cargo no qual tiver sido comissionado, e da respectiva
indenização de representação.
§ 8o A
gratificação temporária a que alude o § 7o somente será devida
ao Diplomata durante o período em que estiver comissionado, sendo vedada a
incorporação à retribuição no exterior ou à remuneração.
Art. 47. Quando se verificar claro de lotação na função de Conselheiro em
postos dos grupos “C” e “D”, poderá, a título excepcional e de acordo com a
conveniência da administração, ser comissionado, respectivamente, Diplomata das
classes de Primeiro Secretário ou Segundo Secretário.
Art. 48. Quando se verificar claro de lotação na função de Primeiro Secretário
em postos dos grupos “C” e “D”, poderá, a título excepcional e de acordo com a
conveniência da administração, ser comissionado Diplomata das classes de Segundo
Secretário ou de Terceiro Secretário.
Art. 49. Na
hipótese dos arts. 47 e 48, o Diplomata perceberá a retribuição no exterior
conforme estabelecem os §§ 7o e 8o do art.
46.
Art. 50. As condições para o comissionamento nas funções de Conselheiro e
Primeiro Secretário, vedado em postos dos grupos “A” e “B”, serão definidas em
ato do Ministro de Estado das Relações Exteriores.
Seção V
Da Promoção
Art. 51. As promoções na Carreira de Diplomata
obedecerão aos seguintes critérios:
I - promoção a Ministro de Primeira Classe, Ministro de
Segunda Classe, Conselheiro e Primeiro Secretário, por merecimento; e
II - promoção a Segundo Secretário, obedecida a antigüidade na classe e a ordem
de classificação no Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD),
cumprido o requisito previsto no art. 53 e respeitado o limite previsto no § 3o
do art. 37.
Art. 52. Poderão ser promovidos somente os Diplomatas que satisfaçam os
seguintes requisitos específicos:
I - no caso de promoção a Ministro de Primeira Classe,
contar o Ministro de Segunda Classe, no mínimo:
a) vinte anos de efetivo exercício, computados a partir
da posse em cargo da classe inicial da carreira, dos quais pelo menos dez anos
de serviços prestados no exterior; e
b) três anos de exercício, como titular, de funções de
chefia equivalentes a nível igual ou superior a DAS 4 ou em posto no exterior,
de acordo com o disposto em regulamento;
II - no caso de promoção a Ministro de Segunda Classe,
haver o Conselheiro concluído o Curso de Altos Estudos (CAE) e contar pelo menos
quinze anos de efetivo exercício, computados a partir da posse em cargo da
classe inicial da carreira, dos quais um mínimo de sete anos e seis meses de
serviços prestados no exterior;
III - no caso de promoção a Conselheiro, haver o
Primeiro Secretário concluído o Curso de Atualização em Política Externa (CAP) e
contar pelo menos dez anos de efetivo exercício, computados a partir da posse em
cargo da classe inicial da carreira, dos quais um mínimo de cinco anos de
serviços prestados no exterior; e
IV - no
caso de promoção a Primeiro Secretário, haver o Segundo Secretário concluído o
CAD e contar pelo menos dois anos de serviços prestados no exterior.
§ 1o A
conclusão do CAP, a que se refere o inciso III, se constituirá em requisito para
a promoção à classe de Conselheiro, decorridos dois anos de sua implantação pelo
Instituto Rio Branco.
§ 2o Contam-se, para efeito de
apuração de tempo de serviço prestado no exterior, os períodos que o Diplomata
cumpriu em:
I - missões permanentes; e
II - missões transitórias ininterruptas de duração igual ou superior a um ano.
§ 3o Será
computado em dobro, somente para fins de promoção, o tempo de serviço no
exterior prestado em postos do grupo “C” e em triplo, em postos do grupo “D”,
apurado a partir do momento em que o Diplomata
completar um ano de efetivo exercício no posto.
§ 4o Nas
hipóteses previstas no § 2o, será computado como tempo de
efetivo exercício no posto o prazo compreendido entre a data de chegada do
Diplomata ao posto e a data de partida, incluindo-se nesse cômputo os períodos
de afastamento unicamente por motivo de férias ordinárias, vinda periódica ao
País ou licença para tratamento de saúde.
Art. 53. Poderá ser promovido somente o Diplomata das classes de Ministro de
Segunda Classe, Conselheiro, Primeiro Secretário, Segundo Secretário ou Terceiro
Secretário que contar pelo menos três anos de interstício de efetivo exercício
na respectiva classe.
§ 1o O
tempo de serviço prestado em posto do grupo “D” será computado em triplo para
fins do interstício a que se refere o caput, a partir de um ano de
efetivo exercício no posto.
§ 2o O
tempo de efetivo exercício no posto a que se refere o § 1o
será computado conforme o disposto no § 3o do art. 52.
Seção VI
Do Quadro Especial do Serviço Exterior Brasileiro
Art. 54. Serão transferidos para o Quadro Especial do
Serviço Exterior Brasileiro, condicionado ao atendimento do disposto nos arts.
16 e 17 da Lei Complementar no 101, de 4 de maio de 2000, e
observada a existência de vaga, em ato do Presidente da República, na forma
estabelecida por esta Medida Provisória:
I - o Ministro de Primeira Classe, o Ministro de Segunda
Classe e o Conselheiro para cargo da mesma natureza, classe e denominação;
II - o Primeiro Secretário para o cargo de Conselheiro;
e
III - o
Segundo Secretário para o cargo de Primeiro Secretário.
Parágrafo único. O Quadro Especial do Serviço Exterior Brasileiro é composto
pelo quantitativo de cargos em cada classe, na forma do Anexo II desta
Medida Provisória.
Art. 55. Observado o disposto no art. 54, serão transferidos para o Quadro
Especial do Serviço Exterior Brasileiro:
I - o Ministro de Primeira Classe, ao completar sessenta
e cinco anos de idade ou quinze anos de classe;
II - o Ministro de Segunda Classe, ao completar sessenta
anos de idade ou quinze anos de classe;
III - o Conselheiro, ao completar cinqüenta e oito anos
de idade ou quinze anos de classe;
IV - os Primeiros Secretários que, em 15 de junho e em
15 de dezembro, contarem maior tempo efetivo de exercício na classe, desde que
esse tempo seja igual ou superior a doze anos; e
V - os
Segundos Secretários que, em 15 de junho e em 15 de dezembro, contarem maior
tempo efetivo de classe, desde que esse tempo seja igual ou superior a dez anos.
§ 1o A
transferência para o Quadro Especial do Serviço Exterior Brasileiro ocorrerá na
data em que se verificar a primeira das duas condições previstas em cada um dos
incisos I, II e III.
§ 2o O
Ministro de Segunda Classe que tiver exercido, por no mínimo dois anos, as
funções de Chefe de Missão Diplomática Permanente terá assegurada, no Quadro
Especial do Serviço Exterior Brasileiro, a remuneração correspondente ao cargo
de Ministro de Primeira Classe do mesmo Quadro.
§ 3o Na
segunda quinzena de junho e de dezembro, observada a existência de vaga, um
Ministro de Segunda Classe do Quadro Especial do Serviço Exterior Brasileiro
poderá ser promovido para Ministro de Primeira Classe do mesmo Quadro, em ato do
Presidente da República, desde que cumpra os requisitos do inciso I do caput
do art. 52.
§ 4o Na
segunda quinzena de junho e de dezembro, observada a existência de vaga, um
Conselheiro do Quadro Especial do Serviço Exterior Brasileiro poderá ser
promovido para Ministro de Segunda Classe do mesmo Quadro, em ato do Presidente
da República, desde que cumpra os requisitos do inciso II do caput do
art. 52.
§ 5o Na
segunda quinzena de junho e de dezembro, observada a existência de vaga, dois
Primeiros Secretários do Quadro Especial do Serviço Exterior Brasileiro poderão
ser promovidos para Conselheiro do mesmo Quadro, em ato do Presidente da
República, desde que cumpram os requisitos do inciso III do caput do art.
52.
§ 6o O
Diplomata em licença extraordinária ou em licença por investidura em mandato
eletivo, cujo exercício exija o seu afastamento, será transferido para o Quadro
Especial do Serviço Exterior Brasileiro, na mesma classe que ocupe, ao completar
quinze anos consecutivos de afastamento.
§ 7o A
fim de atender ao disposto neste artigo, poderão ser transformados, sem aumento
de despesa, em ato do Presidente da República, os cargos da Carreira de
Diplomata do Quadro Especial.
CAPÍTULO V
DOS AUXILIARES
LOCAIS
Art. 56. Auxiliar Local é o brasileiro ou o estrangeiro admitido para prestar
serviços ou desempenhar atividades de apoio que exijam familiaridade com as
condições de vida, os usos e os costumes do país onde esteja sediado o posto.
Parágrafo único. Os requisitos da admissão de Auxiliar
Local serão especificados em regulamento, atendidas as seguintes exigências:
I - possuir escolaridade compatível com as tarefas que
lhe caibam; e
II - ter domínio do idioma local ou estrangeiro de uso corrente no país, sendo
que, no caso de admissão de Auxiliar Local estrangeiro, dar-se-á preferência a
quem possuir melhores conhecimentos da língua portuguesa.
Art. 57. As relações trabalhistas e previdenciárias concernentes aos Auxiliares
Locais serão regidas pela legislação vigente no país em que estiver sediada a
repartição.
§ 1o Serão
segurados da previdência social brasileira os Auxiliares Locais de nacionalidade
brasileira que, em razão de proibição legal, não possam filiar-se ao sistema
previdenciário do país de domicílio.
§ 2o O
disposto neste artigo aplica-se aos Auxiliares civis que prestam serviços aos
órgãos de representação das Forças Armadas brasileiras no exterior.
TÍTULO II
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS
Art. 58. Os atuais servidores do Plano de Classificação de Cargos do Ministério
das Relações Exteriores poderão, em caráter excepcional, ser designados para
missões transitórias e permanentes no exterior, aplicando-se-lhes, no que
couber, os dispositivos constantes dos arts. 22 e
24 da Lei no
8.829, de 1993.
§ 1o A
remoção, em caráter excepcional, dos servidores a que se refere o caput
obedecerá aos planos de movimentação preparados pelo órgão de pessoal do
Ministério das Relações Exteriores.
§ 2o Poderão, em caráter excepcional,
ser incluídos nos planos de movimentação referidos no § 1o os
servidores que, além de possuírem perfil funcional para o desempenho das
atividades correntes dos postos no exterior, satisfaçam aos seguintes
requisitos:
I - contarem pelo menos cinco anos de efetivo exercício na Secretaria de Estado;
II - terem sido aprovados em curso de treinamento para o
serviço no exterior; e
III - contarem pelo menos quatro anos de efetivo exercício na Secretaria de
Estado entre duas missões permanentes no exterior.
Art. 59. As disposições desta Medida Provisória aplicar-se-ão, no que couber,
aos servidores do Quadro Permanente do Ministério das Relações Exteriores, não
pertencentes às carreiras do Serviço Exterior Brasileiro, quando se encontrarem
em serviço no exterior.
Art. 60. A contagem do tempo de efetivo exercício no posto, para fins do que
dispõe o § 2o do art. 52, terá início na data de entrada em
vigor desta Medida Provisória, quando se tratar de postos do grupo “C”.
Art. 61. O Diplomata que se encontrar, na data de publicação desta Medida
Provisória, lotado em posto que venha a ser classificado como integrante do
grupo “D”, terá a contagem de tempo de efetivo exercício no posto, para fins do
que dispõem o § 2o do art. 52 e o § 1o do
art. 53, iniciada na data de publicação do ato do Ministro de Estado das
Relações Exteriores que estabeleça a categoria do posto.
Art. 62. Nos casos não contemplados nos arts. 60 e 61, a contagem do tempo de
efetivo exercício no posto, para fins do que dispõe o § 2o do
art. 52, terá início a partir da data de chegada do Diplomata ao posto.
Art. 63. Será feita aproximação para o número inteiro imediatamente superior
sempre que a imposição de limite numérico por aplicação de qualquer dispositivo
desta Medida Provisória produzir resultado fracionário.
Art. 64. Fica assegurado ao servidor do Serviço Exterior Brasileiro o direito
de requerer ou representar.
Art. 65. Durante o período de implementação do preenchimento do Quadro
Ordinário, conforme o Anexo I desta Medida Provisória, no semestre em que não se
verificar a proporção de dois concorrentes para cada vaga, os candidatos ao
Quadro de Acesso e à promoção, nas classes de Conselheiro, Primeiro Secretário,
Segundo Secretário e Terceiro Secretário poderão, excepcionalmente, ser
dispensados do cumprimento das disposições dos arts. 52 e 53, ressalvados,
exclusivamente, os requisitos de conclusão do CAE, do CAD e, quando for o caso,
do CAP, de que trata o inciso III do caput do art. 52.
Art. 66. Os arts. 21, 22 e 24 da Lei no
8.829, de 1993, passam a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 21. O instituto da remoção de que trata o regime jurídico dos servidores do Serviço Exterior Brasileiro não configura direito do servidor e obedecerá aos planos de movimentação preparados pelo órgão de pessoal do Ministério das Relações Exteriores para os Oficiais de Chancelaria e Assistentes de Chancelaria.” (NR)
“Art. 22..........................................
....................................................
IV - aprovação no Curso de Habilitação para o Serviço Exterior (CHSE) para o Oficial de Chancelaria e no Curso de Treinamento para o Serviço no Exterior (CTSE) para o Assistente de Chancelaria.
§ 1o Os requisitos para os referidos cursos serão definidos em ato do Ministro de Estado das Relações Exteriores.
§ 2o O prazo máximo de dez anos consecutivos de permanência no exterior poderá estender-se, atendidos a conveniência do serviço e o interesse do servidor, desde que o período adicional seja cumprido em postos dos grupos “C” ou “D”, conforme normas a serem definidas em ato do Ministro de Estado das Relações Exteriores.” (NR)
“Art. 24.......................................
I - os que estiverem servindo em posto do grupo “A” somente poderão ser removidos para posto dos grupos “B”, “C” ou “D”;
II - os que estiverem servindo em posto do grupo “B” somente poderão ser removidos para posto dos grupos “A” ou “B”; e
III - os que estiverem servindo em posto dos grupos “C” ou “D” somente poderão ser removidos para posto do grupo “A”.
§ 1o As remoções que não se ajustem aos critérios estabelecidos nos incisos II e III somente poderão ser efetivadas mediante solicitação, por escrito, do interessado, atendida a conveniência da administração e manifestada a anuência do Chefe do Posto ao qual é candidato.
§ 2o O Oficial de Chancelaria e o Assistente de Chancelaria removidos para a Secretaria de Estado nas condições do § 1o, tendo servido apenas em posto do grupo “A”, só poderão, na remoção seguinte, ser designados para missão permanente em posto daquele mesmo grupo, após permanência de quatro anos na Secretaria de Estado.
§ 3o Somente em casos excepcionais, justificados pelo interesse do serviço, serão, a critério da administração, efetuadas remoções de Oficial de Chancelaria e de Assistente de Chancelaria para a Secretaria de Estado antes de cumpridos os prazos a que se refere o art. 22.
§ 4o Os prazos a que se referem os arts. 15 e 16 poderão ser reduzidos de um terço caso o Oficial de Chancelaria ou o Assistente de Chancelaria cumpram, na classe, missão permanente ou transitória ininterrupta de duração igual ou superior a um ano em posto do grupo “D”.” (NR)
Art. 67. Ficam vedadas redistribuições de servidores para o Ministério das
Relações Exteriores.
Art. 68. Não haverá, nas unidades administrativas do Ministério das Relações
Exteriores no exterior, o exercício provisório de que trata o
§ 2o
do art. 84 da Lei no 8.112, de 11 de dezembro de 1990.
Art. 69. Esta Medida Provisória entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 70. Revogam-se a
Lei no 7.501, de 27 de junho de 1986,
os arts. 40 e
41 da Lei no 8.028, de 12 de abril de 1990, os
arts. 13,
14 e
15 da Lei nº 8.745, de 9 de dezembro de 1993, o
art. 23 da Lei no 8.829, de 22 de dezembro de 1993, a
Lei no
9.888, de 8 de dezembro de 1999, e a Lei no 10.872, de 25 de
maio de 2004.
Brasília, 24
de agosto de 2006; 185o da Independência e 118o
da República.
LUIZ INÁCIO LULA
DA SILVA
Celso Luiz Nunes Amorim
Paulo Bernardo Silva
Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de
25.8.2006
ANEXO I
QUANTITATIVO DE CARGOS DO QUADRO ORDINÁRIO DA CARREIRA DE DIPLOMATA
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ANEXO II
QUANTITATIVO DE CARGOS DO QUADRO ESPECIAL DA CARREIRA DE DIPLOMATA
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