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O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber
que o CONGRESSO NACIONAL decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
TÍTULO I
Das Disposições
Preliminares
Art.
1º A organização, o funcionamento e a extinção dos Partidos Políticos
são regulados por esta Lei.
Art.
2º Os Partidos Políticos, pessoas jurídicas de direito público interno,
destinam-se a assegurar, no interêsse do regime democrático, a
autenticidade do sistema representativo.
Art.
3º O Partido Político adquire personalidade jurídica, com o seu registro
no Tribunal Superior Eleitoral.
Art.
4º A ação do Partido será exercida, dentro de seu programa, em nome dos
cidadãos que o integram e sem vinculação com a ação de Partidos ou
governos estrangeiros.
Parágrafo
único. Os filiados a um Partido têm iguais direitos e deveres.
Art.
5º É vedado o funcionamento de qualquer Partido cujo programa ou ação
contrarie o regime democrático, baseado na pluralidade dos Partidos e na
garantia dos direitos fundamentais do homem.
Art.
6º São proibidas as coligações partidárias.
TÍTULO II
Da Fundação e do
Registro dos Partidos
Art.
7º Só poderá pleitear sua organização, o Partido Político que conte,
inicialmente, com 5% (cinco por cento) do eleitorado que haja votado na
ultima eleição geral para a Câmara dos Deputados, distribuídos em 7
(sete) ou mais Estados, com o mínimo de 7% (sete por cento) em cada um
dêles.
Art.
8º Os fundadores do Partido, em número nunca inferior a 101 (cento e
um), elegerão uma comissão provisória de 7 (sete) ou mais membros, que
promoverá a publicação, na imprensa, oficial e, assim também, três
vêzes, pelo menos, em jornal de grande circulação no País e em cada um
dos Estados, do manifesto de lançamento, acompanhado do programa e do
estatuto, e se encarregará, após, das providências necessárias à
obtenção do registro na Justiça Eleitoral.
§
1º O manifesto indicará o nome, a naturalidade, o número do título e da
zona eleitoral, a profissão e a residência dos fundadores e, bem assim,
a constituição da comissão provisória; e será encimado pelo nome do
Partido e respectiva sigla.
§
2º Não se dará denominação a Partido utilizando nome de pessoa ou suas
derivações, nem de modo que possa induzir o eleitor a engano ou confusão
com a denominação ou sigla de outro já existente, bem como de entidade
pública.
§
3º É vedado ao nôvo Partido adotar programa igual ao de outro registrado
anteriormente.
Art.
9º A comissão provisória, de que trata o artigo anterior, designará em
Ata, para cada Estado onde o Partido em formação pretenda obter apoio do
eleitorado, comissão idêntica que, por sua vez, designará comissões para
os Municípios.
Art.
10. Nas Capitais dos Estados e no Estado da Guanabara deverão ser pela
mesma forma designadas comissões para as unidades administrativas ou
zonas eleitorais existentes na respectiva área territorial.
Art.
11. As assinaturas dos eleitores serão colhidas em 2 (duas) vias de
listas que, obedecendo a modêlo aprovado pelo Tribunal Superior
Eleitoral, indiquem:
I
- o fim a que se destinam o nome a sigla do Partido em formação, o
Estado, o Município e a zona eleitoral onde serão utilizadas;
II
- o nome do responsável pela angariação das assinaturas;
III
- o nome, o número do título e a qualificação dos eleitores que assinam.
§
1º Tôdas as fôlhas da lista deverão ter um cabeçalho repetindo o
objetivo da tomada de assinaturas.
§
2º Cada eleitor sòmente poderá assinar uma lista, em duas vias.
Art.
12. Entregues as listas ao cartório eleitoral da respectiva zona, com
cópia autêntica das Atas de designação das Comissões a que se referem a
parte final do art. 9º, e o artigo 10, o escrivão tomará as seguintes
providências:
I
- anotará, nas duas vias, o número de assinaturas constantes da lista,
inutilizará os espaços não preenchidos e passará recibo na segunda via,
restituindo-a ao representante do Partido em formação;
II
- devolverá no ato, ou por ofício, se a verificação fôr posterior, as
listas sem o completo preenchimento dos dados necessários ou sem a
assinatura do eleitor;
III
- apurará, pelas segundas vias dos títulos ou pelas fôlhas individuais
de votação, se coincidem os dados de qualificação dos eleitores e se as
respectivas inscrições estão em vigor;
IV
- fará o confronto das assinaturas dos eleitores constantes das listas
com as das segundas vias dos títulos ou das fôlhas individuais de
votação;
V
- certificará, em cada lista, o número de assinaturas regulares e
cancelará as demais, comunicando o fato, se fôr o caso, ao representante
do partido em formação;
VI
- apresentará as listas ao juiz eleitoral, para que sejam visadas;
VII
- anotará no livro de inscrição e no fichário geral, que cada eleitor
assinou lista para registro do partido, indicado êste pela sigla; e
VIII
- remeterá a documentação ao Tribunal Regional Eleitoral, acompanhada de
ofício do juiz.
§
1º Se do confronto das assinaturas surgir dúvida quanto à autenticidade
da que tiver sido aposta na lista, o juiz determinará que, autuados os
documentos, sejam tomadas as providências legais para se apurar sua
procedência.
§
2º Verificado que a assinatura constante da lista não é do eleitor, os
autos serão remetidos ao órgão do Ministério Público, para que os
implicados sejam responsabilizados criminalmente.
§
3º Se, ao fazer a anotação mencionada, no número VII dêste artigo, o
escrivão verificar que o eleitor já havia assinado lista para registro
do mesmo ou de outro partido em formação, comunicará o fato ao juiz,
para instauração da ação penal cabível. Idêntica comunicação e, para
igual fim, será feita se as assinaturas dos eleitores tiverem sido
colhidas pela mesma pessoa.
§
4º O eleitor que assinar lista para formação de nôvo partido,
considerar-se-á desligado daquele a que pertencia, e só adquirirá, no
nôvo, a condição de filiado, mediante pedido a ser processado após o seu
registro.
Art.
13. Recebidas as listas e as cópias autenticadas das atas de designação
das comissões provisórias municipais, o Tribunal Regional, após proceder
às devidas anotações em seu fichário geral, remetê-las-á imediatamente
ao Tribunal Superior Eleitoral, para os fins previstos nesta Lei.
Art.
14. À medida em que forem recebidas, a Secretaria do Tribunal Superior
Eleitoral examinará e classificará as listas e, depois de verificar se
foram preenchidos os requisitos previstos no art. 7º, anotará, em livro
próprio, o número de subscrições obtidas em cada Estado.
Art.
15. A Comissão Provisória referida no art. 8º requererá ao Tribunal
Superior Eleitoral o registro do partido, instruindo o pedido com os
seguintes documentos:
I
- cópia autêntica da Ata de designação de confissões regionais;
II
- cópia autêntica da Ata de designação de delegados, até o máximo de 5
(cinco), que representem o partido em formação perante o Tribunal;
III
- publicações feitas nos têrmos do art. 8º;
IV
- certidão da Secretaria do Tribunal Superior Eleitoral, da qual conste
o número de eleitores que subscreveram as listas para a formação do
partido, e a sua distribuição por Estados;
V
- cópia autêntica da Ata de escolha dos membros da comissão provisória
que dirigirá o partido, até que sejam empossados os dirigentes, eleitos.
§
1º Autuado o requerimento, o relator, a quem o feito fôr distribuído
determinará a publicação de edital, com o prazo de 15 (quinze) dias,
para impugnação, que poderá ser contestada, em igual prazo, mediante
intimação publicada no Diário da Justiça.
§
2º Será parte legítima para impugnar o registro o Ministério Público, o
partido político, membro de órgão de direção partidária ou titular de
mandato eletivo.
§
3º As partes deverão instruir a impugnação e a contestação com os
documentos em que fundarem suas alegações.
§
4º Se a contestação fôr instruída com novos documentos, o impugnante
terá vista dos autos, por 3 (três) dias, para falar sôbre os mesmos.
§
5º Esgotados os prazos concedidos as partes, abrir-se-á vista dos autos,
durante 15 (quinze) dias, ao Procurador-Geral Eleitoral, quando não fôr
êle o impugnante.
§
6º Findo o prazo previsto no parágrafo anterior, com ou sem
pronunciamento da Procuradoria, os autos serão conclusos ao Relator, que
os submeterá a julgamento no prazo improrrogável de 30 (trinta) dias.
§
7º Na sessão do julgamento, após o relatório, as partes, inclusive o
Procurador Geral, poderão sustentar oralmente suas razões, no prazo
improrrogável de 20 (vinte) minutos cada uma.
Art.
16. Deferido o registro, o Tribunal Superior Eleitoral fará, imediata
comunicação aos Tribunais Regionais, e êstes, da mesma forma, aos juízes
eleitorais.
§
1º Com a decisão que conceder o registro, o Tribunal Superior Eleitoral
publicará o programa, o estatuto e o nome dos membros da comissão
provisória.
§
2º Comunicado o registro aos Tribunais Regionais, êstes publicarão as
comissões que, designadas na forma do art. 9º, dirigirão o partido, nos
Estados e Municípios.
§
3º A Comissão Provisória, a que se refere o art. 8º, poderá constituir,
segundo a forma estabelecida no art. 9º, comunicando ao Tribunal
Superior Eleitoral, as comissões que, por igual, dirigirão o partido nos
Territórios Federais e seus Municípios.
§
4º As comissões referidas nos artigos 8º e 9º se incumbirão de organizar
e dirigir o partido, com a competência de Diretório e de Comissão
Executiva, até a realização das primeiras convenções e posse dos
eleitos.
Art.
17. Não será permitido registro provisório de partido.
Art.
18. Ficarão dissolvidas automàticamente as comissões provisórias,
constituídas na forma dos art. 8º, 9º e 10, se, no prazo de 12 (doze)
meses, contados da publicação do manifesto de lançamento, não houver
sido requerido o registro do partido com observância de todos os
requisitos previstos no art. 15.
Parágrafo
único. Nas hipóteses previstas neste artigo serão considerados sem
efeito todos os atos anteriormente praticados, assim sem possibilidade
de aproveitamento para instruir nova proposta, de organização de partido
político.
TÍTULO III
Do Programa e do
Estatuto dos Partidos
Art.
19. Observadas as disposições desta lei, os Partidos Políticos poderão,
estabelecer normas de seu peculiar interêsse e fins programáticos, bem
como fixar, nos respectivos estatutos, o número e a categoria dos
membros dos órgãos partidários, definir-lhes a competência e
regular-lhes o funcionamento.
Art.
20. É proibido aos Partidos Políticos:
I
- usar símbolos nacionais para fins de propaganda;
II
- ministrar instrução militar ou para militar, é adotar uniformes para
os seus membros;
III
- delegar podêres, em quaisquer de seus órgãos, salvo os Diretórios
Nacionais e Regionais às respectivas Comissões Executivas, em assuntos
administrativos.
Art.
21. A alteração do programa ou do estatuto só será válida quando
aprovada em Convenção Nacional, pelo voto da maioria absoluta de seus
membros.
§
1º Nenhuma proposta de alteração estatutária ou programática poderá ser
discutida e votada sem a sua publicação, no Diário Oficial da União e em
jornal de grande circulação no País, pelo menos 15 (quinze) dias antes
da data da Convenção Nacional.
§
2º A alteração entrará em vigor depois de aprovada pelo Tribunal
Superior Eleitoral e publicada com a decisão que a deferir.
TÍTULO IV
Dos Órgãos dos
Partidos
CAPÍTULO I
Das Disposições
Gerais
Art.
22. São órgãos dos Partidos Políticos:
I
- De deliberação: as Convenções Municipais, Regionais e Nacionais;
II
- De direção e de ação: os Diretórios Distritais, Municipais, Regionais
e Nacionais;
III
- De ação parlamentar: as Bancadas; e
IV
- De cooperação: os conselhos de ética partidária, os conselhos fiscais
e consultivos, os departamentos trabalhistas, estudantis, femininos e
outros com a mesma finalidade.
§
1º Em Estado ou Território não subdividido em municípios e, em
Municípios com mais de 1 (um) milhão de habitantes, cada unidade
administrativa ou zona eleitoral será equiparada a município, para
efeito de organização partidária.
§
2º Os Diretórios Distritais serão organizados pelos Diretórios
Municipais e não estarão sujeitos a registro na Justiça Eleitoral.
Art.
23. A Seção Municipal constitui a unidade orgânica e fundamental do
Partido.
Art.
24. A Convenção Nacional é o órgão supremo do Partido.
Art.
25. As Bancadas constituirão suas lideranças de acôrdo com as normas
regimentais das casas legislativas a que pertencem ou, na ausência
dessas, pelo modo que julgarem conveniente.
Parágrafo
único. Pela maioria de seus membros, as Bancadas podem, por intermédio
da liderança, requerer a convocação de qualquer órgão de direção
partidária, no grau que lhes corresponde, para tratar de assunto
expressamente determinado.
Art.
26. É vedado:
I
- Ao Presidente e ao Vice-Presidente da República, aos Ministros de
Estado, Governadores e Vice-Governadores, Secretários de Estado e dos
Territórios Federais, Prefeitos e Vice-Prefeitos, o exercício de funções
executivas nos Diretórios Partidários;
II
- A qualquer filiado pertencer simultâneamente a mais de um Diretório
Partidário, salvo se um dêles fôr o Nacional.
Art.
27. Os Órgãos do Partido não intervirão nos hieràrquicamente inferiores,
salvo para:
I
- manter a integridade partidária;
II
- reorganizar as finanças do Partido;
III
- assegurar a disciplina partidária;
IV
- impedir aliança ou acôrdo com outros Partidos, sob qualquer forma, com
finalidade eleitoral;
V
- preservar normas estatutárias, a ética partidária ou a linha
político-partidária fixada pelas Convenções ou Diretórios Nacionais, ou
Regionais, respectivamente, conforme a medida se aplique a Diretórios
Regionais ou Municipais;
VI
- normalizar a gestão financeira.
§
1º A decretação da intervenção deverá ser precedida da audiência, no
prazo de 8 (oito) dias, do órgão visado.
§
2º A intervenção será decretada mediante deliberação, por maioria
absoluta de votos dos membros do Diretório hieràrquicamente superior.
§
3º A intervenção perdurará enquanto não cessarem as causas que a
determinaram.
CAPÍTULO II
Das Convenções e
dos Diretórios dos Partidos
Art.
28. As Convenções Municipais, Regionais e Nacionais, para eleição dos
Diretórios Municipais, Regionais e Nacionais dos Partidos Políticos
realizar-se-ão respectivamente no terceiro domingo do mês de janeiro, no
quarto domingo do mês de março e no quarto domingo do mês de abril dos
anos de unidade final ímpar.
Art.
29. Caberá ao Presidente do Diretório Nacional, do Regional ou do
Municipal presidir a respectiva Convenção.
Art.
30. Sòmente poderão participar das convenções municipais os eleitores
filiados ao Partido até 3 (três) meses antes de sua realização.
Art.
31. Nas Convenções, as deliberações serão tomadas por voto direto e
secreto.
Parágrafo
único. É proibido o voto por procuração e permitido o voto cumulativo
nos têrmos desta Lei.
Art.
32. As Convenções podem ser instaladas com a presença de 10% (dez por
cento) dos convencionais.
Art.
33. As Convenções e Diretórios deliberam com a presença da maioria dos
seus membros.
Parágrafo
único. Nas Convenções Municipais, as deliberações poderão ser tomadas
com o quorum mínimo de 20% (vinte por cento) dos filiados, para eleição
de diretórios, delegados e suplentes.
Art.
34. A convocação dos órgãos de deliberação e direção pelas respectivas
Comissões Executivas deverá obedecer aos seguintes requisitos, sob pena
de nulidade:
I
- Publicação de edital na imprensa local ou, em sua falta, a afixação no
Cartório Eleitoral da Zona, com antecedência mínima de 8 (oito) dias;
II
- notificação pessoal, sempre que possível, aqueles que tenham direito a
voto, no mesmo prazo;
III
- indicação do lugar, dia e hora da reunião, com a declaração da matéria
incluída na pauta e objeto de deliberação.
Art.
35. Poderão constituir-se diretórios sòmente nos municípios em que o
partido conte, no mínimo, com o seguinte número de filiados, em
condições de participar da eleição;
I
- 5% (cinco por cento) do eleitorado, nos municípios de até 1.000 (mil)
eleitores;
II
- os 50 (cinqüenta) do número I, e mais 10 (dez) para cada 1.000 (mil)
eleitores, nos municípios de até 50.000 (cinqüenta mil) eleitores;
III
- os 540 (quinhentos e quarenta) dos números anteriores, e mais 5
(cinco) para cada 1.000 (mil) eleitores, nos municípios de até 200.000
(duzentos mil) eleitores;
IV
- os 1.290 (mil duzentos e noventa) dos números anteriores, e mais 3
(três) para cada 1.000 (mil) eleitores, nos municípios de até 500.000
(quinhentos mil) eleitores;
V
- os 2.190 (dois mil cento e noventa) dos números anteriores, e mais 1
(um) para cada 1.000 (mil) eleitores, nos municípios de mais de 500.000
(quinhentos mil) eleitores.
Parágrafo
único. Em cada Estado, o Tribunal Regional Eleitoral publicará, com 40
(quarenta) dias, pelo menos, de antecedência, a relação dos municípios
sob sua jurisdição, e o número dos respectivos filiados que se encontram
habilitados a participar das convenções partidárias para organização de
diretório.
Art.
36. Para que possa organizar diretório regional, o partido deve possuir
diretórios municipais registrados na Justiça Eleitoral, em, pelo menos,
1/4 (um quarto) dos municípios do Estado.
Art.
37. A constituição de diretório nacional dependerá da existência, no
mínimo, de 12 (doze) diretórios regionais registrados na Justiça
Eleitoral.
Art.
38. Nas Convenções Municipais sòmente poderão votar ou ser votados os
eleitores inscritos no município e filiados ao partido.
Art.
39. Cada grupo de, pelo menos, 30% (trinta por cento) dos eleitores
filiados, com direito a votar na Convenção, quando o número dêstes não
fôr superior a 100 (cem) e, daí por diante, cada grupo de 50
(cinqüenta), requererá, por escrito, à Comissão Executiva Municipal, até
30 (trinta) dias antes da convenção, o registro de chapa completa de
candidatos ao Diretório, acrescida dos candidatos à suplência.
§
1º O pedido será formulado em duas vias, devendo a Comissão Executiva
passar recibo na segunda, que ficará em poder dos requerentes.
§
2º Facultativamente, o pedido de registro poderá ser apresentado ao Juiz
Eleitoral que, no mesmo dia, através de despacho, fará constar a data do
recebimento. A primeira via será apresentada à Comissão Executiva, sob
recibo passado na segunda, que ficará arquivada no Juízo Eleitoral.
§
3º Se a Zona Eleitoral estiver vaga, ou se o Juiz Eleitoral se encontrar
ausente, a providência referida no parágrafo anterior poderá ser tomada
pelo escrivão eleitoral, que certificará a data da apresentação e
colherá o recibo do Diretório Municipal na segunda via.
§
4º Observado o disposto no artigo 32, a Convenção Municipal para eleição
de Diretório e delegados iniciar-se-á às 9 (nove) horas, prolongando-se
pelo tempo necessário à votação dos eleitores que chegarem ao recinto
até às 18 (dezoito) horas, a apuração, proclamação do resultado, e à
lavratura da ata.
Art.
40. Na mesma data, em que se reunirem para eleger o Diretório Municipal,
os convencionais escolherão os delegados e respectivos suplentes em
igual número, à Convenção Regional, os quais deverão ser registrados, em
cada chapa, na forma e no prazo previstos para o registro de candidatos
ao Diretório Municipal.
§
1º É assegurado aos municípios, onde o partido tiver diretório
organizado, o direito a, no mínimo, 1 (um) delegado.
§
2º Cada município terá direito a mais 1 (um) delegado para cada 2.500
(dois mil e quinhentos) votos de legenda partidária obtidos na última
eleição à Câmara dos Deputados da respectiva unidade federativa, até o
limite de 30 (trinta) delegados.
§
3º Se na eleição, a que se refere êste artigo, não se completar o numero
de delegados previsto nos parágrafos anteriores, caberá ao Diretório
Municipal eleito indicar os demais, com os respectivos suplentes,
satisfeitas as exigências legais.
Art.
41. As Convenções para a eleição dos Diretórios Regionais realizar-se-ão
nas capitais dos Estados e Territórios Federais.
Art.
42. Constituem a Convenção Regional:
I
- os membros do Diretório Regional;
II
- os delegados eleitos pelas Convenções Municipais ou designados nos
têrmos do § 3º do art. 40;
III
- os representantes do partido no Senado Federal, na Câmara dos
Deputados e na Assembléia Legislativa.
Art.
43. O registro de candidatos, e suplentes, ao Diretório Regional, será
requerido, por escrito, à Comissão Executiva Regional, até 30 (trinta)
dias antes da Convenção, por um grupo mínimo de 20 (vinte) convencionais
para cada chapa.
§
1º Nos Territórios Federais, o registro de candidatos poderá ser
requerido por um grupo mínimo de 10 (dez) convencionais.
§
2º Os grupos de convencionais que requererem registro de chapa poderão
enviar cópia da mesma, até 10 (dez) dias antes da Convenção, ao Tribunal
Regional Eleitoral, que a mandará arquivar.
Art.
44. Na mesma data em que se reunirem para eleger o Diretório Regional,
os convencionais escolherão os delegados e respectivos suplentes, em
igual número, à Convenção Nacional, observado, quanto ao registro dos
candidatos, o prescrito no artigo anterior.
§
1º O número de delegados de cada Estado ou Território será o
correspondente a sua representação partidária no Congresso Nacional.
§
2º É assegurado aos Estados e Territórios, onde o partido tiver
diretório organizado, o direito a, no mínimo, 2 (dois) delegados.
§
3º Se, na eleição de que trata êste artigo, não se completar o número
previsto de delegados, caberá ao Diretório Regional eleito indicar os
demais, com os respectivos suplentes, atendidos os requisitos da lei.
Art.
45. A Convenção para a eleição do Diretório Nacional realizar-se-á na
Capital da União.
Art.
46. Constituem a Convenção Nacional:
I
- os membros do Diretório Nacional;
II
- os delegados dos Estados e Territórios;
III
- os representantes do Partido no Congresso Nacional.
Art.
47. O registro de candidatos, e suplentes ao Diretório Nacional, será
requerido, por escrito, à Comissão Executiva Nacional, até 20 (vinte)
dias antes da Convenção, por um grupo mínimo de 30 (trinta)
convencionais para cada chapa.
Art.
48. Nenhum candidato poderá ser registrado em mais de uma chapa para
eleição de diretório, sob pena de serem considerados nulos os votos que
receber.
Art.
49. Os trabalhos das Convenções Municipais serão acompanhados por um
observador, designado pelo Juiz Eleitoral, o qual terá assento à Mesa
Diretora, sem, contudo, tomar parte em discussão ou formular
pronunciamento sobre qualquer matéria.
§
1º Nas Convenções Regionais e Nacionais, o observador será designado,
respectivamente, pelo Presidente do Tribunal Regional Eleitoral ou pelo
Presidente do Tribunal Superior Eleitoral.
§
2º Não poderão ser designados para as funções referidas neste artigo:
I
- os candidatos e seus parentes, ainda que por afinidade, até o segundo
grau inclusive;
II
- os membros efetivos e suplentes de Diretórios dos Partidos;
III
- as autoridades e funcionários que desempenhem cargos ou funções de
confiança do Poder Executivo;
IV
- os ocupantes de cargos que incidam nas condições previstas no § 4º, do
artigo seguinte desta lei.
§
3º A falta de comparecimento do observador não impede a realização da
convenção.
Art.
50. Nas eleições previstas neste Capítulo, o Ministério Público, ou
qualquer eleitor no partido a que fôr filiado, poderá impugnar, perante
a Comissão Executiva competente, o registro de candidatos.
§
1º A impugnação será feita dentro de 48 (quarenta e oito) horas, após o
encerramento do registro de candidatos, tendo êstes igual prazo para
contestar a impugnação.
§
2º Decorrido o prazo de contestação, o Diretório competente decidirá nos
3 (três) dias subseqüentes.
§
3º Expirado o prazo referido no parágrafo anterior sem decisão da
Comissão Executiva, a impugnação será apresentada diretamente ao órgão
competente da Justiça Eleitoral, que dela conhecerá, nos têrmos do
artigo seguinte e seu § 1º, como se fôsse recurso.
§
4º Não poderá apresentar impugnação ao registro de candidato o membro do
Ministério Público que, nos quatro anos anteriores, tenha disputado
cargo eletivo, integrado diretório partidário ou exercido atividade
político-partidária.
Art.
51. Caberá recurso:
I
- para o Juiz Eleitoral:
a)
do indeferimento do registro de candidato ao Diretório Municipal ou a
delegado à Convenção Regional;
b)
da decisão sôbre impugnação de candidato às funções indicadas na letra
anterior.
II
- para o Tribunal Regional Eleitoral:
a)
do ato denegatório de registro de candidato ao Diretório Regional ou a
delegado à Convenção Nacional;
b)
da decisão sôbre impugnação de candidato às funções apontadas na letra
"a" dêste número.
III
- para o Tribunal Superior Eleitoral:
a)
do ato que negar registro a candidato ao Diretório Nacional;
b)
da decisão sôbre impugnação de candidato ao Diretório Nacional.
§
1º O recurso será apresentado, instruído e fundamentado, diretamente ao
órgão competente da Justiça Eleitoral, no prazo de 3 (três) dias,
contados da imediata publicação do ato ou da decisão na imprensa oficial
local, ou de sua comunicação, contra recibo, ao interessado.
§
2º Independentemente de intimação, o interessado poderá oferecer,
razões, nos 2 (dois) dias seguintes ao da interposição de recurso, e o
órgão partidário, nesse mesmo prazo, sustentará a sua decisão.
§
3º O Juiz Eleitoral, o Tribunal Regional e o Tribunal Superior Eleitoral
terão o prazo de 5 (cinco) dias para o julgamento, independentemente de
publicação de pauta, dos recursos de que trata êste artigo.
Art.
52. Os candidatos aos Diretórios Municipais, Regionais e Nacionais cujo
registro seja denegado, poderão ser substituídos no prazo de:
I
- 5 (cinco) dias, contados do ato do Diretório que o indeferiu, se não
houver recurso para a Justiça Eleitoral;
II
- 3 (três) dias, contados da decisão do Juiz ou Tribunal Eleitoral,
conforme o caso, no recurso contra o ato denegatório do registro.
Art.
53. Em qualquer convenção, considerar-se-á eleita, em tôda sua
composição, a chapa que alcançar 80% (oitenta por cento) dos votos
válidos apurados.
§
1º Contam-se como válidos os votos em branco.
§
2º Se houver uma só chapa, será considerada eleita em tôda sua
composição, desde que alcance 20% (vinte por cento), pelo menos, da
votação válida apurada.
§
3º Não se constituirá o diretório se deixar de ocorrer a votação,
prevista no parágrafo anterior.
§
4º Os suplentes considerar-se-ão eleitos com a chapa em que estiverem
inscritos, na ordem de sua colocação no pedido de registro.
§
5º Se, para a eleição do diretório e escolha dos delegados, e
respectivos suplentes, tiver sido registrados mais de uma chapa que
venha a receber, no mínimo, 20% (vinte por cento) dos votos dos
convencionais, os lugares a prover serão divididos proporcionalmente
entre elas, preenchidos por seus candidatos, na ordem de colocação no
pedido de registro.
Art.
54 Os líderes dos partidos políticos nas Câmaras Municipais, nas
Assembléias Legislativas, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal
integrarão, como membros natos, com voz e voto nas suas deliberações,
respectivamente, os Diretórios Municipais, Regionais e Nacionais.
Art.
55. Os Diretórios eleitos pelas Convenções Municipais, Regionais e
Nacionais, de acôrdo com esta lei, se constituirão, incluído o líder:
I
- o Diretório Municipal, de 9 (nove) a 21 (vinte e um) membros;
II
- o Diretório Regional, de 21 (vinte e um) a 31 (trinta e um) membros;
III
- o Diretório Nacional, de 31 (trinta e um) a 51 (cinqüenta e um)
membros.
§
1º No Diretório Nacional haverá, pelo menos, um membro eleito de cada
seção partidária regional.
§
2º Na constituição dos seus Diretórios, os partidos políticos deverão
procurar, quanto possível, a participação das categorias profissionais.
§
3º Os Diretórios Regionais e Nacionais fixarão, 60 (sessenta) dias antes
das respectivas convenções, o número de seus futuros membros, observado
o disposto neste artigo.
§
4º Os Diretórios Regionais fixarão, até 45 (quarenta e cinco) dias antes
das convenções municipais, o número de membros dos diretórios
municipais, comunicando, imediatamente, a êstes e à Justiça Eleitoral, a
sua deliberação.
Art.
56. Os diretórios eleitos na forma desta lei considerar-se-ão
empossados, automàticamente, ,após a proclamação dos resultados das
respectivas convenções.
Parágrafo
único. Durante o período de mandato dos membros os Diretórios,
permanecem, enquanto não substituídos, os delegados e os suplentes
eleitos juntamente com aquêles.
Art.
57. Os Diretórios terão suplentes em número equivalente a 1/3 (um terço)
dos seus membros.
Parágrafo
único. Os suplentes serão convocados pelo Presidente do Diretório, para
substituírem, nos casos de impedimento ou vaga, os membros efetivos com
os quais se elegeram, observada a ordem de colocação na respectiva
chapa.
Art.
58. O Presidente da Convenção convocará os Diretórios eleitos, e
empossados, para, em local, dia e hora que fixará, escolherem, dentro em
5 (cinco) dias, as respectivas Comissões Executivas, que terão a
seguinte composição:
I
- Comissão Executiva Municipal: um presidente, um vice-presidente, um
secretário, um tesoureiro e o líder da bancada na Câmara Municipal;
II
- Comissão Executiva Regional: um presidente, um primeiro, um segundo
vice-presidentes, um secretário-geral, um secretário, um tesoureiro, o
líder da bancada na Assembléia Legislativa e dois vogais;
III
- Comissão Executiva Nacional: um presidente, um primeiro, um segundo e
um terceiro vice-presidentes, um secretário-geral, um primeiro e um
segundo secretários, um primeiro e um segundo tesoureiros, os líderes de
bancada na Câmara dos Deputados e no Senado Federal e quatro vogais.
§
1º Nos Territórios Federais, a inexistência do líder de bancada será
suprida por mais um vogal na Comissão Executiva.
§
2º Juntamente com os membro da Comissão Executiva serão escolhidos
suplentes para exercício em casos de impedimento ou vaga.
§
3º Nos casos a que se refere a parte final do parágrafo anterior, os
membros eleitos da. Comissão Executiva serão substituídos segundo a
ordem decrescente de colocação, convocando-se suplentes na medida em que
seja necessário para completar a composição do órgão.
§
4º Cada partido poderá credenciar, respectivamente:
I
- 3 (três) delegados perante o Juízo Eleitoral;
II
- 4 (quatro) delegados perante o Tribunal Regional;
III
- 5 (cinco) delegados perante o Tribunal Superior Eleitoral.
§
5º Os delegados serão registrados no órgão competente da Justiça
Eleitoral, a requerimento do presidente do respectivo diretório.
§
6º Os delegados credenciados pelos Diretórios Nacionais representarão o
partido perante quaisquer Tribunais ou Juízos Eleitorais; os
credenciados pelos Diretórios Regionais, sòmente perante o Tribunal
Regional e os Juízos Eleitorais do respectivo Estado ou Território
Federal; e os credenciados pelo Diretório Municipal, sòmente perante o
Juízo Eleitoral da Zona.
Art.
59. Para os Estados, onde não houver Diretório Regional organizado, a
Comissão Executiva do Diretório Nacional designará uma Comissão
provisória, constituída de 7 (sete) membros, presidida por um dêles,
indicado no ato de designação, que se incumbirá, com a competência de
Diretório e de Comissão Executiva Regional, de organizar e dirigir,
dentro de (sessenta) dias, a Convenção Regional.
§
1º Onde não houver Diretório Municipal organizado, a Comissão Executiva
Regional designará uma comissão provisória de 5 (cinco) membros,
eleitores do Município, sendo um dêles o presidente, a qual se incumbirá
de organizar e dirigir a Convenção, dentro de 30 (trinta) dias, e
exercerá as atribuições de Diretório e de Comissão Executiva locais.
§
2º Quando fôr dissolvido o Diretório Nacional ou Regional será marcada
convenção para, dentro de 30 (trinta) dias, eleger o nôvo órgão. Nesse
período dirigirá o partido uma Comissão Provisória, com podêres
restritos à preparação da convenção.
§
3º Na hipótese do parágrafo anterior, se faltar menos de um ano para o
término de mandado no órgão dissolvido, a Comissão Provisória o
completará. Nesse caso, deverá ter o mesmo número de membros fixado para
o Diretório, representando-se as correntes partidárias na proporção
verificado na Convenção.
Art.
60. Às Comissões Executivas dos Diretórios Municipais, Regionais e
Nacionais cabe convocar as convenções que, com a assistência e na
conformidade das instruções da Justiça Eleitoral, deverão escolher os
candidatos a cargos eletivos, respectivamente, dos Municípios, Estados e
Territórios Federais, e tomar outras deliberações previstas no estatuto
do partido.
Parágrafo
único. Em município de mais de 1 (um) milhão de habitantes, a Convenção
Municipal para escolha de candidatos a cargos eletivos será convocada
pela Comissão Executiva Regional.
Art.
61. Para efeito do disposto no artigo anterior, constituem a Convenção
Municipal:
I
- os membros do Diretório Municipal;
II
- os vereadores, deputados e senadores com domicílio eleitoral no
Município;
III
- os delegados à Convenção Regional;
IV
- 2 (dois) representantes de cada diretório distrital organizado;
V
- um representante de cada departamento existente.
Parágrafo
único. Em municípios de mais de 1 (um) milhão de habitantes, constituem
a Convenção Municipal:
I
- os mandatários indicados no número II do "caput" dêste artigo;
II
- os delegados dos diretores de unidades administrativas ou zonas
eleitorais equiparadas a Município, escolhidos na forma prevista no
artigo 40 desta lei, no que couber.
TÍTULO V
Da Filiação
Partidária
Art.
62. Sòmente poderão filiar-se aos Partidos os brasileiros:
I
- que estiverem no gôzo dos direitos políticos;
II
- que não tenham sofrido suspensão de seus direitos políticos, com
Fundamento em Ato Institucional.
Art.
63. A filiação partidária far-se-á em fichas padronizadas, fornecidas
pela Justiça Eleitoral.
Art.
64. O cidadão inscrever-se-á no Diretório do Município em que fôr
eleitor.
Parágrafo
único. Não existindo Diretório Municipal, o interessado inscrever-se-á
no Diretório Regional ou junto à Comissão Provisória a que se refere o §
1º do art. 59.
Art.
65. A ficha de filiação será preenchida e assinada pelo eleitor, em 3
(três) vias.
§
1º Qualquer eleitor filiado ao partido poderá impugnar pedido de
filiação partidária, no prazo de 3 (três) dias da data do preenchimento
da ficha, assegurando-se ao impugnado igual prazo, para contestar.
§
2º Esgotado o prazo para contestação, a Comissão Executiva decidirá
dentro de 5 (cinco) dias.
§
3º Da decisão denegatória de filiação, que será sempre motivada, cabe
recurso direto à Comissão Executiva Regional, a ser interposto dentro de
3 (três) dias, salvo na primeira hipótese do parágrafo único do artigo
anterior, quando caberá recurso no mesmo prazo, à Comissão Executiva
Nacional.
§
4º Deferida a filiação, a Comissão Executiva enviará, dentro de 3 (três)
dias, as fichas à Justiça Eleitoral que, após conferí-las e
autenticá-las, arquivará a primeira via, devolverá, no mesmo prazo, a
segunda à Comissão Executiva Municipal, e entregará a terceira ao
filiado.
§
5º Considerar-se-á deferida a filiação, caso a Comissão Executiva não se
pronuncie dentro do prazo referido no § 2º.
§
6º Na hipótese do parágrafo único do artigo anterior, a ficha de
filiação partidária será enviada ao Tribunal Regional Eleitoral, para os
fins de que trata o § 4º dêste artigo.
§
7º Onde inexistir Diretório Municipal, a primeira via da ficha ficará
arquivada no cartório da zona eleitoral do filiado, e a segunda será
devolvida à Comissão Executiva Regional, que a transferirá à Comissão
Provisória municipal.
Art.
66. Ao receber as fichas de filiação, o escrivão eleitoral tomará as
seguintes providências:
I
- verificará a autenticidade dos dados delas constantes;
II
- submetê-las-á, em caso de verificação da regularidade, ao visto do
Juiz Eleitoral, para os efeitos mencionados no § 4º do artigo anterior;
III
- anotará, no fichário geral dos eleitores da Zona, a data da filiação e
a sigla do partido.
Art.
67. O filiado que quiser desligar-se do partido fará comunicação escrita
à Comissão Executiva e ao Juiz Eleitoral da Zona.
§
1º Após decorridos 2 (dois) dias da data da entrega da comunicação, o
vínculo partidário tornar-se-á extinto, para todos os efeitos;
§
2º A Justiça Eleitoral poderá determinar de ofício o cancelamento da
filiação partidária, quando verificar a sua coexistência em outro
partido.
§
3º Desligado de um partido e filiado a outro, o eleitor só poderá
candidatar-se a cargo eletivo após decurso do prazo de 2 (dois) anos da
data da nova filiação.
Art.
68. Transferido o título do eleitor para outro município, em qualquer
Estado ou Território Federal, a Justiça Eleitoral retirará a respectiva
ficha de filiação e a remeterá ao nôvo domicílio eleitoral, dando
ciência à Comissão Executiva que tenha admitido o filiado.
Parágrafo
único. Na hipótese prevista neste artigo a Comissão Executiva remeterá
ao órgão correspondente do Partido no nôvo município, a via da ficha de
filiação partidária em seu poder.
Art.
69. O cancelamento da filiação partidária verificar-se-á,
automàticamente, nos casos:
I
- de morte;
II
- de perdas dos direitos políticos;
III
- de suspensão dos direitos políticos nos têrmos do número II, do art.
62;
IV
- de expulsão.
Parágrafo
único. Será, ainda, excluído do Partido o filiado que se desinteressar
da atividade partidária, pela falta de comparecimento sem causa
justificada por escrito, em cada oportunidade, a 3 (três) convenções
consecutivas.
TÍTULO VI
Da Disciplina
Partidária
CAPÍTULO I
Da Violação dos
Deveres Partidários
Art.
70. Os filiados ao partido que faltarem a seus deveres de disciplina, ao
respeito a princípios programáticos, à probidade no exercício de
mandatos ou funções partidárias, ficarão sujeitos às seguintes medidas
disciplinares:
I
- advertência;
II
- suspensão por 3 (três) a 12 (doze) meses;
III
- destituição de função em órgão partidário;
IV
- expulsão.
§
1º Aplicam-se a advertência e a suspensão às infrações primárias de
falta ao dever de disciplina.
§
2º Incorre na destituição de função em órgão partidário o responsável
por improbidade ou má exação no seu exercício.
§
3º Ocorre a expulsão por inobservância dos princípios programáticos,
infração às disposições desta lei ou qualquer outra em que se reconheça
extrema gravidade.
§
4º As medidas disciplinares de suspensão e destituição implicam na perda
de qualquer delegação que o membro do partido haja recebido.
§
5º A expulsão sòmente poderá ser determinada por maioria absoluta de
votos do órgão competente do partido.
§
6º Da decisão que impuser pena disciplinar caberá recurso, com efeito
suspensivo, para o órgão hieràrquicamente superior.
§
7º Da decisão absolutória haverá recurso de ofício, para o órgão
hieràrquicamente superior.
Art.
71. Poderá ocorrer a dissolução de diretório ou a destituição de
Comissão Executiva, nos casos de:
I
- violação do Estatuto, do programa ou da ética partidária, bem como de
desrespeito a qualquer deliberação regularmente tomada pelos órgãos
superiores do Partido;
II
- indisciplina partidária.
§
1º A dissolução ou destituição sòmente se verificará mediante
deliberação por maioria absoluta dos membros do Diretório imediatamente
superior.
§
2º Da decisão cabe recurso, no prazo de 5 (cinco) dias, para o Diretório
hieràrquicamente superior e, para a Convenção Nacional, se o ato fôr do
Diretório Nacional.
§
3º As decisões proferidas em grau de recurso serão irrecorríveis.
CAPÍTULO II
Da Perda do
Mandato por Infidelidade Partidária
Art.
72. O Senador, Deputado Federal, Deputado Estadual ou Vereador que, por
atitude ou pelo voto, se opuser às diretrizes legìtimamente
estabelecidas pelos órgãos de direção partidária ou deixar o Partido sob
cuja legenda fôr eleito, perderá o mandato.
Parágrafo
único. Equipara-se a renúncia, para efeito de convocação do respectivo
suplente, a perda de mandato a que se refere êste artigo.
Art.
73. Consideram-se diretrizes legìtimamente estabelecidas às que forem
fixadas pelas Convenções ou Diretórios Nacionais, Regionais ou
Municipais, convocados na forma do estatuto e com observância do quorum
da maioria absoluta.
§
1º As diretrizes estabelecidas pelos órgãos de direção partidária serão
arquivadas no prazo de 10 (dez) dias:
I
- se emanadas das Convenções ou Diretórios Nacionais, na Secretaria do
Tribunal Superior Eleitoral;
II
- se emanadas das Convenções ou Diretórios Regionais, nas Secretarias
dos respectivos Tribunais Regionais Eleitorais; e
III
- se emanadas das Convenções ou Diretórios Municipais, nos cartórios dos
respectivos Juízos eleitorais.
§
2º Os órgãos partidários não poderão traçar diretrizes contrárias às
estabelecidas pelos que lhes foram superiores.
§
3º Da deliberação que estabelecer diretriz ou disciplina de voto, poderá
o interessado interpor recurso, no prazo de 5 (cinco) dias, diretamente
ao diretório partidário de hierarquia superior.
§
4º Se considerar necessário, o Diretório poderá enviar cópia do apêlo e
dos documentos que o instruem ao órgão recorrido, para aduzir as suas
razões, no prazo de 5 (cinco) dias, a contar da data do recebimento.
§
5º Findo o prazo, com ou sem razões, o Diretório julgará o recurso,
dentro em 15 (quinze) dias.
§
6º O recurso não tem efeito suspensivo.
Art.
74. Considera-se também descumprimento das diretrizes legìtimamente
estabelecidas pelos órgãos de direção partidária:
I
- deixar ou abster-se propositadamente de votar em deliberação
parlamentar;
II
- criticar, fora das reuniões reservadas do partido, o programa ou as
diretrizes partidárias;
III
- fazer propaganda de candidato a cargo eletivo inscrito por outro
partido, ou de qualquer forma, recomendar seu nome ao sufrágio do
eleitorado; e
IV
- fazer aliança ou acôrdo com os filiados de outro partido.
Art.
75. A perda de mandato do parlamentar será decretada pela Justiça
Eleitoral, mediante representação do Partido, ajuizada no prazo de 30
(trinta) dias, contados:
I
- da investidura do representado no cargo eletivo, se o ato que possa
caracterizar a infidelidade partidária tiver sido praticado após o
registro de sua candidatura, e antes da posse; e
II
- do conhecimento do ato que caracterize a infidelidade partidária, se
posterior à posse.
Art.
76. São partes legítimas para ajuizar a representação perante a Justiça
Eleitoral, os Diretórios Nacional, Regional e Municipal, ou suas
Comissões Executivas, para decretação de perda do mandato de Senador ou
Deputado Federal, de Deputado Estadual e de Vereador, se deixarem o
Partido sob cuja legenda foram diplomados, ou se daqueles órgãos ou
respectivas convenções tiver emanado a diretriz descumprida.
§
1º Se, decorrido o prazo estabelecido no artigo anterior, não houver
sido ajuizada a representação, poderá esta ser proposta, nos 30 (trinta)
dias subseqüentes:
I
- pelo Diretório Nacional, no caso de perda de mandato de Deputado
Estadual ou de diretriz emanada da Convenção ou do Diretório Regional; e
II
- pelo Diretório Regional, no caso de perda de mandato de Vereador ou de
diretriz emanada da Convenção ou do Diretório Municipal.
§
2º Quando se tratar de Senador ou Deputado Federal, mesmo que a diretriz
descumprida seja do Diretório ou da Convenção Regional, sòmente o
Diretório Nacional pode representar ao Tribunal Superior Eleitoral,
depois de decidir sôbre procedência do pedido, devidamente instruído,
que lhe encaminhar o Diretório Regional.
Art.
77. Quando se tratar de ato de infidelidade praticado por Vereador, a
representação de que trata o art. 75 sòmente poderá ser apresentada
mediante a aquiescência prévia da Comissão Executiva Regional, cuja
decisão será irrecorrível.
Art.
78. O processo e julgamento da representação do Partido Político, para a
decretação da perda do mandato do parlamentar que tiver praticado ato de
infidelidade partidária, caberá:
I
- ao Tribunal Superior Eleitoral, se a representação fôr dirigida contra
Senador ou Deputado Federal;
II
- ao Tribunal Regional Eleitoral, se a representação fôr dirigida contra
Deputado Estadual ou Vereador.
Art.
79. A representação, dirigida ao Tribunal competente, deve conter a
exposição dos fatos e o fundamento de direito, concluindo por pedir a
decretação de perda do mandato.
Parágrafo
único. A representação será instruída, quando fôr o caso, com certidão
de teor da diretriz partidária devidamente arquivada.
Art.
80. Feita a citação do representado terá êste o prazo de 10 (dez) dias,
para contestar o pedido.
Art.
81. Em seguida, o relator designará audiência de instrução, sendo
facultada às partes a produção das provas que indicaram na representação
e na contestação.
Art.
82. Finda a instrução, o relator dará vista, sucessivamente, ao
representante e ao representado, para razões finais, no prazo de 5
(cinco) dias, ouvindo-se a seguir, no mesmo prazo, o Procurador
Eleitoral.
§
1º Esgotados os prazos, o Relator terá 20 (vinte) dias para ordenar a
inclusão do processo na pauta de julgamento do Tribunal.
§
2º Na sessão de julgamento, após o relatório, cada uma das partes e o
Procurador Eleitoral poderão, no Prazo improrrogável de 20 (vinte)
minutos, sustentar oralmente as suas razões.
§
3º Na redação e publicação do acórdão observar-se-á o disposto nos arts.
273 e 274 da Lei nº 4.737, de 15 de junho de 1965.
Art.
83. Do julgamento da representação pelo Tribunal Superior Eleitoral ou
pelos Tribunais Regionais, cabem embargos ao próprio Tribunal, se houver
pelo menos 2 (dois) votos divergentes.
§
1º Os embargos serão opostos no Prazo de 3 (três) dias da publicação do
acórdão, perante a Secretaria do Tribunal, e juntos aos autos,
independentemente de despacho.
§
2º Feita a distribuição, que não poderá recair no Juiz que tiver
anteriormente relatado o feito, os autos serão conclusos ao nôvo
Relator, que admitirá ou não os embargos, em 24 (vinte e quatro) horas.
§
3º Se não fôr caso de embargos, o Relator decidirá de plano, cabendo
desta decisão agravo de petição para o Tribunal, em 48 (quarenta e oito)
horas da publicação do despacho denegatório, para julgamento na primeira
sessão.
§
4º Admitidos os embargos, abrirá a Secretaria vista ao embargado, para
impugnação no prazo de 3 (três) dias.
§
5º Decorrido o prazo do parágrafo anterior, a Secretaria abrirá vista ao
Procurador Eleitoral, para opinar no prazo de 3 (três) dias.
§
6º No julgamento dos embargos observar-se-á o disposto nos §§ 1º, 2º e
3º, do artigo anterior.
Art.
84. Das decisões dos Tribunais Regionais Eleitorais em grau de embargos
ou se incabíveis, das que julgarem originàriamente a representação,
caberá recurso especial para o Tribunal Superior Eleitoral, quando:
I
- forem proferidas contra expressa disposição de lei;
II
- ocorrer divergência na irterpretação de lei entre dois ou mais
Tribunais Eleitorais.
Parágrafo
único. No processo e julgamento do recurso especial, observar-se-á o
disposto nos arts. 278 e 279 da Lei nº 4.737, de 15 de julho de 1965.
Art.
85. Serão recebidos com efeitos suspensivo os recursos previstos nos
arts. 83 e 84 desta lei.
Art.
86. O órgão do Ministério Público junto à Justiça Eleitoral intervirá em
todos os têrmos do processo, para fiscalizar a fiel aplicação da lei,
podendo inclusive interpor recurso.
Art.
87. No que não contrariar o disposto no presente Capítulo, será
observado subsidiàriamente, no processo e julgamento, o Código de
Processo Civil.
Art.
88. Julgada procedente a representação, por decisão transitada em
julgado ou de que não caiba recurso com efeito suspensivo, o Tribunal
comunicará à Mesa, da casa legislativa a que pertencer o representado, a
qual declarará imediatamente a perda do mandato.
TÍTULO VII
Das Finanças e da
Contabilidade dos Partidos
Art.
89. Os Partidos organizarão as respectivas finanças, com vista às suas
finalidades, devendo, em conseqüência, incluir nos seus estatutos
preceitos que:
I
- habilitem a fixar e apurar as quantias máximas que poderão despender
na Propaganda partidária e na de seus candidatos;
Il
- fixem os limites das contribuições e auxílios de seus filiados.
§
1º Os Partidos deverão manter rigorosa escrituração de suas receitas e
despesas, indicando-lhes a origem e aplicação.
§
2º Os livros de contabilidade do Diretório Nacional serão abertos,
encerrados e rubricados em tôdas as fôlhas, no Tribunal Superior
Eleitoral.
§
3º O Tribunal Regional Eleitoral e o Juiz Eleitoral exercerão a mesma
atribuição quanto aos livros de contabilidade dos Diretórios do
respectivo Estado ou Território, e dos diretórios municipais das
respectivas zonas.
Art. 89. Os Partidos organizarão a sua administração financeira,
devendo incluir nos estatutos, normas:
(Redação
dada pela Lei nº 6.043, de 1974)
I - que habilitem
a fixar e apurar as quantias máximas que poderão despender na
programação partidária e na de seus candidatos;
(Redação dada pela Lei nº 6.043, de 1974)
II - que fixem os
limites das contribuições e auxílios de seus filiados.
(Redação dada pela Lei nº 6.043, de 1974)
§ 1º Os Partidos
deverão manter serviços de contabilidade de forma a permitir o
conhecimento da origem de suas receitas e despesas.
(Redação dada pela Lei nº 6.043, de 1974)
§ 2º Os livros de
contabilidade do Diretório Nacional e os dos Diretórios Regionais e
Municipais serão abetos, encerrados e rubricados, respectivamente, no
Tribunal Superior Eleitoral, nos Tribunais Regionais Eleitorais e pelos
Juízes Eleitorais.
(Redação dada pela Lei nº 6.043, de 1974)
§ 3º O Tribunal
Superior Eleitoral poderá estabelecer normas de escrituração dos
auxílios e contribuições destinados aos Diretórios Municipais, a que se
refere o item II deste artigo.
(Redação dada pela Lei nº 6.043, de 1974)
Art.
90. Os partidos serão obrigados a enviar, anualmente, à Justiça
Eleitoral, o balanço financeiro do exercício findo.
Art.
91. É vedado aos Partidos:
I
- receber, direta ou indiretamente, contribuição ou auxílio pecuniário
ou estimável em dinheiro, inclusive através de publicidade de qualquer
espécie, procedente de pessoa ou entidade estrangeira;
II
- receber recurso de autoridade ou órgãos públicos, ressalvadas as
dotações referidas nos números I e II do art. 95, e no art. 96;
III
- receber, direta ou indiretamente, auxílio ou contribuição, inclusive
através de publicidade de qualquer espécie, de autarquias, emprêsas
públicas ou concessionárias de serviço, sociedades de economia mista e
fundações instituídas em virtude de lei e para cujos recursos concorram
órgãos ou entidades governamentais;
IV
- receber, direta ou indiretamente, sob qualquer forma ou pretexto,
contribuição, auxílio ou recurso procedente de emprêsa privada, de
finalidade lucrativa, entidade de classe ou sindical.
Art.
92. São ilícitos os recursos financeiros de que trata o artigo anterior,
assim como os auxílios e contribuições, cuja origem não seja mencionada
ou esclarecida.
Art.
93. A Justiça Eleitoral exercerá fiscalização sôbre o movimento
financeiro dos Partidos, compreendendo recebimento, depósito e aplicação
de recursos, inclusive escrituração contábil, fazendo observar, entre
outras, as seguintes normas:
I
- obrigatoriedade de só receberem ou aplicarem recursos financeiros em
campanhas políticas, determinados dirigentes dos Partidos e Comitês
legalmente constituídos e registrados para fins Eleitorais;
II
- caracterização da responsabilidade dos dirigentes de Partidos e
comitês, inclusive do tesoureiro, que responderão civil e criminalmente
por quaisquer irregularidades;
III
- escrituração contábil, com documentação que comprove a entrada e saída
de dinheiro ou bens, recebidos e aplicados;
IV
- obrigatoriedade de ser conservada pelos Partidos e Comitês a
documentação comprobatória de suas prestações de contas, por prazo não
inferior a 5 (cinco) anos;
V
- obrigatoriedade de depositar no Banco do Brasil, Caixas Econômicas
Federais e Estaduais ou sociedades bancárias de economia mista, os
fundos financeiros dos Partidos ou Comitês e, inexistindo êsses
estabelecimentos, no banco escolhido pela Comissão Executiva, à ordem
conjunta de um dirigente e de um tesoureiro do Partido;
VI
- obrigatoriedade de prestação de contas pelos Partidos Políticos e
Comitês, ao encerrar-se cada campanha eleitoral;
VII
- organização de Comitês interpartidários de inspeção, bem como
publicidade ampla de suas conclusões e relatórios sôbre as investigações
a que procedam;
VIII
- obrigatoriedade de remessa das prestações de contas, de que trata o
número VI, aos Comitês interpartidários de inspeção ou, ainda, às
comissões parlamentares de inquérito que solicitarem;
IX
- exigência de registro dos Comitês que pretendam atuar nas campanhas
eleitorais, bem assim dos responsáveis pelos recursos financeiros a
serem recebidos ou aplicados; e
X
- fixação, nos pleitos eleitorais, de limites para donativos,
contribuições ou despesas de cada Comitê.
§
1º Os Comitês de que trata o número I dêste artigo serão constituídos
por partidários que não disputem qualquer cargo eletivo.
§
2º Nenhum candidato a cargo eletivo, sob pena de cassação do respectivo
registro, poderá efetuar, individualmente, despesas de caráter
eleitoral, inclusive com alistamento, arregimentação, propaganda e
demais atividades definidas pela Justiça Eleitoral, devendo processar
todos os gastos através dos Partidos ou Comitês.
§
3º Os Tribunais Regionais Eleitorais determinarão o acesso de tôdas as
agremiações políticas aos meios de comunicação, mesmo a Diretórios que
se encontrem em outra jurisdição.
§
4º O Tribunal Superior Eleitoral baixará instruções para o cumprimento
do disposto neste artigo.
Art.
94. O Tribunal Superior Eleitoral e os Tribunais Regionais Eleitorais, à
vista de denúncia de mandatário ou delegado do Partido, com firma
reconhecida, ou de representação do Procurador-Geral ou Regional, ou de
iniciativa do Corregedor, determinarão o exame da escrituração de
Partido e a apuração de qualquer ato que viole as prescrições legais ou
estatutárias a que, em matéria financeira, aquêles ou seus filiados
estejam sujeitos.
Parágrafo
único. O Tribunal Superior Eleitoral, sempre que julgar conveniente,
mandará verificar se os Partidos estão observando os preceitos legais e
estatutários atinentes à obtenção e aplicação dos seus recursos.
TÍTULO VIII
Do Fundo
Partidário
Art.
95. O fundo especial de assistência financeira aos Partidos Políticos
será constituído:
I
- das multas e penalidades aplicadas nos têrmos do Código Eleitoral e
leis conexas:
II
- dos recursos financeiros que lhe forem destinados por lei, em caráter
permanente ou eventual;
III
- de doações particulares, inclusive com a finalidade de manter o
instituto a que se refere o artigo 118, número V.
Art.
96. A previsão orçamentária de recursos para o fundo partidário deverá
ser consignada, no Anexo do Poder Judiciário, ao Tribunal Superior
Eleitoral.
§
1º Os créditos a que se referem êste artigo e o número II do artigo
anterior serão registrados no Tribunal de Contas e automàticamente
distribuídos ao Tesouro Nacional.
§
2º O Tesouro Nacional, contabilizando-os como fundo partidário, colocará
os créditos no Banco do Brasil S.A., trimestralmente, em conta especial,
à disposição do Tribunal Superior Eleitoral.
Art.
97. O Tribunal Superior Eleitoral, dentro de 30 (trinta) dias, a contar
da data do depósito a que se refere o § 2º do artigo anterior, fará a
respectiva distribuição aos Diretórios Nacionais dos Partidos,
obedecendo ao seguinte critério:
I
- 20% (vinte por cento) do total do fundo partidário serão destacados
para entrega em partes iguais, a todos os Partidos;
II
- 80% (oitenta por cento) serão distribuídos proporcionalmente ao número
de mandatários que tiverem na Câmara dos Deputados.
Parágrafo
único. Nos cálculos de proporção a que alude êste artigo tomar-se-á por
base a filiação partidária que constar na diplomação dos candidatos
eleitos.
Art.
98. Da quota recebida, os Diretórios Nacionais redistribuirão, dentro de
30 (trinta) dias, 80% (oitenta por cento) no mínimo, às suas seções
regionais, em proporção ao número de representantes de que estas
dispuserem nas Assembléias Legislativas, observado o disposto no
parágrafo único do artigo anterior.
Parágrafo
único. O Diretório Regional de Território Federal será contemplado com a
menor quota destinada a seção regional de Estado.
Art.
99. Da quota recebida, os Diretórios Regionais, dentro de 3 (três)
meses, redistribuirão 60% (sessenta por cento) aos Diretórios Municipais
proporcionalmente ao número de legendas federais que o Partido tenha
obtido na eleição anterior em cada município ou em unidade
administrativa a êle equiparada.
Art. 99. Da quota recebida, os Diretórios
Regionais, dentro de 3 (três) meses, redistribuirão 60% (sessenta por cento) aos
Diretórios Municipais, proporcionalmente ao número de legendas federais que o
Partido tenha obtido na eleição anterior em cada município ou em unidade
administrativa a ele equiparada.
(Redação dada pela Lei nº 6.365, de 1976)
§ 1º A redistribuição, pelos Diretórios Regionais,
de quotas até o valor correspondente a 2 (duas) vezes o maior salário mínimo
vigente no País, somente será efetivada se requerida, pelo Diretório Municipal
interessado, no prazo de 30 (trinta) dias contados a partir da data do
recebimento da comunicação a que tem direito.
(Incluído pela Lei
nº 6.365, de 1976)
§ 2º As quotas não recebidas pelos Diretórios
Municipais, até o montante e no prazo previsto no parágrafo anterior, reverterão
aos respectivos Diretórios Regionais.
(Incluído pela Lei
nº 6.365, de 1976)
Art.
100. A existência de Diretórios Partidários será aferida pelo registro,
dentro do prazo do mandato partidário em órgão competente da Justiça
Eleitoral.
Art.
101. Em caso de cancelamento ou caducidade do registro do Diretório
Nacional do Partido, a quota que lhe caberia reverterá ao fundo
partidário; se as mesmas circunstâncias ocorrerem com o Diretório
Regional a reversão far-se-á em benefício do Diretório Nacional; e, se
com o Diretório Municipal, sua quota será adjudicada ao Diretório
Regional.
Art.
102. Os depósitos e movimentação do Fundo Partidário serão feitos
obrigatòriamente nos estabelecimentos de que trata o número V do art.
93.
Art.
103. Os recursos não orçamentários do Fundo Partidário serão recolhidos,
em conta especial, no Banco do Brasil S.A., à disposição do Tribunal
Superior Eleitoral e por êste incorporados ao produto da contribuição
orçamentária para efeito da distribuição prevista no art. 97.
Art.
104. A aplicação das contribuições destinadas aos Diretórios será
decidida em reunião plenária.
Art. 104. Os
Diretórios, ou as comissões executivas, quando deles houver expressa
delegação, decidirão sobre a aplicação das contribuições que lhes forem
destinadas.
(Redação dada pela Lei nº 6.043, de 1974)
Art.
105. Os recursos oriundos de Fundo Partidário serão aplicados:
I
- na manutenção das sedes e serviços dos Partidos, vedado o pagamento de
pessoal a qualquer título;
II
- na propaganda doutrinária e política;
III
- no alistamento e eleição;
IV
- na fundação e manutenção do instituto a que se refere o número V do
art. 118.
Art.
106. Os partidos prestarão contas, anualmente, ao Tribunal de Contas da
União, da aplicação dos recursos recebidos no exercício anterior.
§
1º As prestações de contas de cada órgão (municipal, regional ou
nacional) serão feitas em volumes distintos e remetidos ao Tribunal
Superior Eleitoral.
§
2º O Tribunal Superior verificará se a aplicação foi realizada nos
têrmos do Código Eleitoral e desta lei e, com relatório que verse apenas
sôbre êste assunto, encaminhará a prestação de contas para exame e
julgamento do Tribunal de Contas da União.
§
3º Os Diretórios serão responsáveis pela aplicação dos recursos do Fundo
Partidário.
§
4º A falta de prestação de contas ou a sua desaprovação, total ou
parcial, implicará na perda do direito ao recebimento de novas quotas e
sujeitará a responsabilidade civil e criminal os membros das Comissões
Executivas dos Diretórios faltosos.
§
5º O órgão tomador de contas poderá converter o julgamento em
diligência, para que o Diretório as regularize.
§
6º A Corregedoria da Justiça Eleitoral poderá, a qualquer tempo,
proceder a investigação sôbre a aplicação do Fundo Partidário em esfera
nacional, regional ou municipal, adotando as providências recomendáveis.
Art. 106. Os Partidos
prestarão contas, anualmente, ao Tribunal de Contas da União, da
aplicação dos recursos do fundo partidário recebido no exercício
anterior.
(Redação dada pela Lei nº 6.043, de 1974)
§ 1º Os
Diretórios, ou as comissões executivas, quando deles houver expressa
delegação, serão responsáveis pela aplicação dos recursos do fundo
partidário.
(Redação dada pela Lei nº 6.043, de 1974)
§ 2º As prestações de contas a que se refere este artigo serão enviadas
ao Tribunal de Contas da União, por intermédio das comissões executivas
nacionais.
(Redação dada pela Lei nº 6.043, de 1974)
§
3º A falta de prestação de contas, ou a sua desaprovação total ou
parcial, implicará na suspensão de novas quotas e sujeitará a
responsabilidade civil e criminal os membros das comissões executivas ou
dos Diretórios faltosos.
(Redação dada pela Lei nº 6.043, de 1974)
§ 4º O Tribunal de
Contas da União poderá determinar diligências necessárias à
complementação ou ao saneamento de irregularidades encontradas nas
contas dos Diretórios.
(Redação dada pela Lei nº 6.043, de 1974)
§ 5º A Justiça
Eleitoral poderá, a qualquer tempo, investigar sobre a aplicação do
fundo partidário, adotando as providências recomendáveis.
(Redação dada pela Lei nº 6.043, de 1974)
§ 6º O Tribunal de
Contas da União poderá, atendendo a peculiaridades locais, estabelecer
exigências mínimas de escrituração para as prestações de contas dos
Diretórios Municipais.
(Redação dada pela Lei nº 6.043, de 1974)
Art. 106. O Diretório Nacional, os Diretórios
Regionais e os Diretórios Municipais dos Partidos prestarão contas, anualmente,
ao Tribunal de Contas da União da aplicação dos recursos do Fundo Partidário
recebidos no exercício anterior.
(Redação dada pela Lei nº 6.365, de 1976)
§ 1º As prestações de contas a que se refere este
artigo serão enviadas ao Tribunal de Contas da União, por intermédio das
Comissões Executivas Nacionais.
(Redação dada pela Lei nº 6.365, de 1976)
§ 2º Os Diretórios Municipais, favorecidos com
quotas de valor correspondente até (cinqüenta) vezes o maior salário-mínimo
vigente no País, farão as suas prestações de contas perante as Comissões
Executivas Regionais até 28 (vinte e oito) de fevereiro, sendo obrigados a
apresentar balancete e relatório referente às suas atividades, visado esse pelo
Juiz Eleitoral da Zona e atestado de regular funcionamento, firmado por essa
mesma autoridade.
(Redação dada pela Lei nº 6.365, de 1976)
§ 3º Os documentos relativos a escrituração dos atos
de receita e de despesa referentes aos Diretórios Municipais que prestam contas
perante as Comissões Executivas Regionais ficarão arquivados nos Serviços de
Contabilidade dos Diretórios Regionais, por um período mínimo de 5 (cinco) anos,
para os fins de auditoria, a cargo do Tribunal de Contas da União.
(Redação dada pela Lei nº 6.365, de 1976)
§ 4º A falta de prestação de contas, ou a sua
desaprovação total ou parcial, implicará na suspensão de novas quotas e
sujeitará os responsáveis às penas da lei cabíveis à espécie.
(Redação dada pela Lei nº 6.365, de 1976)
§ 5º O Tribunal de Contas da União poderá determinar
diligências necessárias à complementação ou ao saneamento de irregularidades
encontradas nas contas dos Diretórios.
(Redação dada pela Lei nº 6.365, de 1976)
§ 6º A Justiça Eleitoral
poderá, a qualquer tempo, investigar sobre a aplicação do Fundo
Partidário
(Redação dada pela Lei nº 6.365, de 1976)
Art.
107. Contra resoluções do Tribunal Superior Eleitoral, a respeito do
Fundo Partidário, os Diretórios nacionais poderão opor reclamações
fundamentadas, dentro de 30 (trinta) dias, para a mesma instância
judicial.
Art.
108. O Tribunal Superior Eleitoral expedirá instruções especiais sôbre o
Fundo Partidário e sua aplicação.
Art.
109. Os Partidos gozarão de isenção de imposto de qualquer natureza e de
gratuidade na publicação de Atas das reuniões convocatórias para
funcionamento de órgãos, documentos relativos à vida jurídica e
financeira e editais, súmulas ou pequenas notas informativas, na
imprensa oficial existente na cidade onde tiverem sede seus órgãos de
deliberação e direção, de acôrdo com instruções a serem baixadas, pelo
Tribunal Superior Eleitoral.
TÍTULO IX
Da Fusão e da
Incorporação dos Partidos
Art.
110. Por deliberação das convenções nacionais, dois ou mais Partidos
poderão fundir-se num só ou incorporar-se um ao outro.
§
1º No primeiro caso observar-se-ão as seguintes normas:
I
- os Diretórios dos Partidos elaborarão projetos comuns de estatuto e
programa;
II
- os Partidos reunidos em uma só convenção nacional, por maioria
absoluta, votarão os projetos e elegerão o Diretório Nacional que
promoverá o registro do nôvo Partido.
§
2º No caso de incorporação, caberá ao Partido que tiver a iniciativa de
propô-la, deliberar por maioria absoluta de votos, em convenção
nacional, sôbre a adoção do estatuto e do programa de outra agremiação.
Concordando com aquêles, far-se-á em convenção nacional conjunta a
eleição do nôvo Diretório Nacional.
TÍTULO X
Da Extinção dos
Partidos
Art.
111. Extinguir-se-á o Partido político por deliberação de 2/3 (dois
terços) dos membros da Convenção Nacional, especialmente convocada a
qual requererá ao Tribunal Superior Eleitoral o cancelamento do seu
registro.
Art.
112. Será cancelado o registro do Partido que, por sua ação, vier a
contrariar os princípios referidos no art. 5º.
Art.
113. O cancelamento previsto no artigo anterior só se tornará efetivo em
virtude de decisão transitada em julgado do Tribunal Superior Eleitoral,
proferida em processo regular, no qual se assegura ao Partido
interessado a mais ampla defesa.
§
1º São partes legítimas para ajuizar a ação de cancelamento o
Procurador-Geral Eleitoral e o Diretório Nacional de Partido Político.
§
2º O Procurador-Geral Eleitoral atuará de ofício ou mediante
representação de qualquer eleitor.
§
3º Observar-se-á, quanto ao rito, o disposto nos arts. 79 a 83 desta
lei.
Art.
114. Cancelar-se-á ainda o registro do Partido que não satisfizer as
seguintes condições:
I
- apresentação de provas ao Tribunal Superior Eleitoral de que constitui
legalmente Diretórios Regionais em, pelo menos, 12 (doze) Estados;
II
- eleição de 12 (doze) deputados federais, distribuídos por 7 (sete)
Estados, pelo menos;
III
- votação de legenda de 5% (cinco por cento) do eleitorado, em pleito
geral para a Câmara dos Deputados, distribuídos, pelo menos, em 7 (sete)
Estados, com o mínimo de 7% (sete por cento) em cada um dêles.
§
1º O cancelamento do registro do Partido que não satisfizer as condições
previstas neste artigo, será processado de ofício, pelo Tribunal
Superior Eleitoral, 30 (trinta) dias após a proclamação oficial do
resultado do pleito.
§
2º O Tribunal Superior Eleitoral sobrestará o andamento do processo de
cancelamento por 6 (seis) meses, desde que o requeira o Partido que
estiver para se fundir ou se incorporar a outro.
Art.
115. Cancelado o registro, o Partido perde a personalidade jurídica,
dando-se a seu patrimônio a destinação prevista no estatuto.
Parágrafo
único. Se o cancelamento tiver como fundamento o disposto no art. 112
desta lei o patrimônio será incorporado ao fundo especial de assistência
financeira aos Partidos Políticos.
Art.
116. O Tribunal Superior Eleitoral dará conhecimento do cancelamento do
registro aos Tribunais Regionais Eleitorais e fará publicar a decisão,
no prazo de 15 (quinze) dias, no Diário da Justiça.
Art.
117. Cancelado o registro de um Partido subsistem os mandatos dos
cidadãos eleitos sob sua legenda, salvo se a extinção tiver sido
decretada na forma do art. 112.
TÍTULO XI
Das Disposições
Gerais
Art.
118. Os Partidos terão função permanente assegurada:
I
- pela continuidade dos seus serviços de secretaria;
II
- pela realização de conferências;
III
- pela promoção ao menos duas vêzes ao ano, no âmbito da circunscrição
dos órgãos dirigentes, de congressos ou sessões públicas para a difusão
de seu programa, assegurada a transmissão gratuita pelas emprêsas de
radiodifusão e televisão;
IV
- pela manutenção de cursos de difusão da doutrina partidária, educação
cívica, alfabetização e formação e aperfeiçoamento de administradores
municipais;
V
- pela manutenção de instituto de instrução e educação política,
destinado a formar, aperfeiçoar e renovar quadros e líderes Partidários;
VI
- pela manutenção de bibliotecas de obras políticas, sociais e
econômicas; e
VII
- pela edição de boletins ou outras publicações.
Parágrafo
único. A gratuidade da transmissão e o programa de cursos a que se
referem os números III e V, serão regulados em instruções do Tribunal
Superior Eleitoral. ouvida, quando ao programa, a Comissão Nacional de
Moral e Civismo de que trata o Decreto-lei nº 369, de 12 de setembro de
1969.
Art. 118. Os partidos terão função
permanente através: (Redação dada pela Lei nº
6.339, de 1976)
I - da atividade contínua dos serviços
partidários, incluindo secretaria e tesouraria;
(Redação dada pela Lei nº 6.339, de 1976)
Il - da realização de palestras e
conferências nos setores subordinados aos diversos órgãos de direção partidária;
(Redação dada pela Lei nº 6.339, de 1976)
III - da promoção de congressos ou sessões
públicas para a difusão do seu programa, assegurada a transmissão gratuita, pelas
empresas de rádio e televisão; (Redação dada pela
Lei nº 6.339, de 1976)
IV - da manutenção de cursos de liderança
política e de formação e aperfeiçoamento de administradores municipais, promovidos
pelos órgãos dirigentes - nacional ou regional;
(Redação dada pela Lei nº 6.339, de 1976)
V - da criação e manutenção de instituto
de doutrinação e educação política destinado a formar, renovar e aperfeiçoar quadros
e lideranças partidárias; (Redação dada pela Lei nº
6.339, de 1976)
VI - da organização e manutenção de
bibliotecas de obras políticas, sociais e econômicas;
(Redação dada pela Lei nº 6.339, de 1976)
VII - da edição de boletins ou outras
publicações. (Redação dada pela Lei nº 6.339, de
1976)
Parágrafo único. Na transmissão gratuita
pelas emissoras de rádio e televisão dos congressos ou sessões públicas referidos no
inciso III, observar-se-ão as seguintes normas:
(Redação dada pela Lei nº 6.339, de 1976)
a) as emissoras são obrigadas a realizar,
para cada um dos partidos, em rede e anualmente, uma transmissão de 60 (sessenta) minutos
em cada Estado ou Território, e duas em âmbito nacional, por iniciativa e sob a
responsabilidade dos Diretórios Regionais e Nacionais;
(Incluído pela Lei nº 6.339, de 1976)
a) as transmissões
serão realizadas em rede e anualmente, por iniciativa e sob responsabilidade dos
Diretórios Regionais e Nacionais, atendidas as seguintes condições:
(Redação dada pela Lei nº 8.247, de 1991)
I - o Partido que
tenha eleito representante na Câmara dos Deputados ou no Senado Federal ou que conte com
bancada composta por, no mínimo, dez membros do Congresso Nacional poderá utilizar, em
âmbito nacional, duas transmissões de sessenta minutos, cada, facultada a divisão em
quatro transmissões de trinta minutos;
(Incluído pela Lei nº 8.247, de 1991)
II - o Partido que
tenha eleito em cada Estado representante às Assembléias Legislativas ou que conte com
bancada composta por cinco por cento do total dos Deputados Estaduais, desprezada a
fração e com o mínimo de dois Deputados ou obtido um por cento dos votos na última
eleição proporcional poderá utilizar, em âmbito regional, uma transmissão de sessenta
minutos, facultada a divisão em duas transmissões de trinta minutos;
(Incluído pela Lei nº 8.247, de 1991)
III - o Partido que
tenha obtido um por cento dos votos na última eleição para a Câmara dos Deputados, em
cada Território e no Distrito Federal, poderá utilizar, no âmbito respectivo, uma
transmissão de sessenta minutos, facultada a divisão em duas transmissões de trinta
minutos; (Incluído pela Lei nº 8.247, de
1991)
b) os congressos ou sessões públicas serão
gravados e transmitidos a partir de vinte e quatro horas depois;
(Incluído pela Lei nº 6.339, de 1976)
c) não será permitida a transmissão de
congressos ou sessões públicas realizados nos anos de eleições gerais, de âmbito
estadual ou municipal, nos 180 (cento e oitenta) dias que antecedam as eleições e até
45 (quarenta e cinco) dias depois do pleito;
(Incluído pela Lei nº 6.339, de 1976)
c) não será
permitida a transmissão de congressos ou sessões públicas realizadas nos anos de
eleições gerais, de âmbito estadual ou municipal, nos cento e oitenta dias que
antecedam as eleições e até quarenta e cinco dias depois do pleito, sendo, nesses anos,
o tempo de transmissão reduzido de sessenta para trinta minutos;
(Redação dada pela Lei nº 8.247,
de 1991)
d) na transmissão destinada à difusão do
programa partidário, não será permitida propaganda de candidatos a cargos eletivos, sob
qualquer pretexto; (Incluído pela Lei nº 6.339, de
1976)
e) cada transmissão será autorizada pela
Justiça Eleitoral, que fará a necessária requisição dos horários às emissoras de
rádio e televisão, mediante requerimento dos partidos, com antecedência de, pelo menos
30 (trinta) dias da data da realização do congresso ou sessão pública.
(Incluído pela Lei nº 6.339, de 1976)
Art.
119. Nos registros do Senado Federal, Câmara dos Deputados, Assembléias
Legislativas ou das Câmaras Municipais, o mandatário será inscrito na
representação do Partido sob cuja legenda se elegeu.
Art.
120. Com exceção dos casos previstos nesta lei, é proibida existência de
qualquer entidade com fim político ou eleitoral, sem que haja satisfeito
os requisitos legais para funcionar como Partido.
Parágrafo
único. O Tribunal Superior Eleitoral e os Tribunais Regionais
Eleitorais, à vista de denúncia de delegado de Partido, ou representação
do Procurador-Geral ou Regional, tomarão as medidas cabíveis para fazer
cessar imediatamente as ações irregulares de que trata êste artigo.
Art.
121. Os servidores das secretarias dos Partidos contratados sob o regime
da legislação trabalhista, são segurados obrigatórios do Instituto
Nacional de Previdência Social.
TÍTULO XII
Das Disposições
Transitórias
Art.
122. As primeiras Convenções Municipais, Regionais e Nacionais, a partir
da vigência desta lei, para eleição dos Diretórios Partidários de grau
correspondente, realizar-se-ão respectivamente no terceiro domingo do
mês de janeiro, no quarto domingo do mês de março e no quarto domingo do
mês de abril, do ano de 1972, cessando os mandatos dos atuais titulares
na data da posse dos seus substitutos eleitos.
Parágrafo
único. Os membros dos Diretórios escolhidos nas convenções a que se
refere o presente artigo, exercerão os mandatos até a posse de seus
substitutos eleitos nas convenções que se realizarem no ano de 1975.
Art.
123. São válidas, para todos os efeitos legais as filiações partidárias
feitas, em livros ou fichas, até a data da vigência desta lei.
§
1º É facultado a qualquer interessado promover, em substituição, a sua
filiação através de ficha.
§
2º Os Partidos recolherão dentro de 30 (trinta) dias, aos órgãos
competentes da Justiça Eleitoral, os livros de registro de filiação
partidária, para serem encerrados definitivamente e arquivados.
§
3º Do que constar nos livros a que se refere o parágrafo anterior, a
Justiça Eleitoral fornecerá certidão ou cópia autêntica aos órgãos
partidários que o requererem.
Art.
124. As disposições referentes à perda de mandato não se aplicam aos
casos de infidelidade partidária verificados anteriormente à vigência
desta lei.
Art.
125. Nos diretórios e nas comissões executivas já constituídos à data
desta lei, poderão ser providos os lugares criados e, ainda, nos casos
de vaga ou impedimento de seus membros, com titulares e suplentes
escolhidos pelos referidos colegiados dentre os inscritos no quadro
partidário.
Art.
126. Os partidos Políticos deverão elaborar, dentro do prazo de um ano,
o seu Código de Ética Partidária a ser averbado no registro de cada um,
pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Parágrafo
único. Igual providência incumbirá ao Partido que vier a ser registrado
durante o decurso do mesmo prazo.
Art.
127. O Tribunal Superior Eleitoral providenciará no sentido de lhe ser
creditado em conta especial do Banco do Brasil S.A. o total das
arrecadações feitas, até a data da vigência desta lei, em conformidade
com o disposto no número I do artigo 60 da Lei nº 4.740, de 15 de julho
de 1965.
TÍTULO XIII
Das Disposições
Finais
Art.
128. O Tribunal Superior Eleitoral baixará, dentro de 60 (sessenta)
dias, instruções para execução do disposto na presente lei.
Art.
129. Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação.
Art.
130. Revogam-se as disposições em contrário, especialmente a
Lei nº
4.740, de 15 de julho de 1965, e respectivas alterações.
Brasília, 21
de julho de 1971; 150º da Independência e 83º da República.
EMÍLIO G. MÉDICI
Alfredo Buzaid
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